Debby - Sweet Child of Mine

Um conto erótico de GábiFleming
Categoria: Homossexual
Contém 1483 palavras
Data: 16/03/2012 11:48:26
Última revisão: 16/03/2012 20:44:11

(Oi, pessoal, este conto é o último que publicarei aqui, não definitivamente, mas por um período de tempo bem longo. Obrigada a quem me acompanhou, e peço desculpas antecipadas pela ausência.)

A primeira vez que Debby foi me visitar na minha nova casa no interior do Rio, pra onde fui logo após deixar Volta redonda, minha mãe estava lá. Ela havia descoberto sobre nós, e até então não tinha dado sinais de que contaria ao meu pai. Não podíamos nos sentir muito livres já que a casa era pequena. Mas vão ser inesquecíveis seus dedos hábeis entre minhas pernas, quando estávamos sentadas na varanda. Ou sua língua quente tocando meu sexo enquanto minha mãe dormia ao lado. Não foi fácil me conter.

Depois disso, aconteceram coisas que, unidas a distancia, me fizeram cometer uma estupidez. Terminei com a mulher da minha vida. Me arrependi no segundo seguinte. Mas sabia que a havia magoado, e que não era certo começar a pedir perdão imediatamente. Seguiram-se então as semanas mais agoniantes de minha vida. Debby não falava comigo, e eu descobri que ela tinha voltado a ser como era antes de me conhecer. Não ligava para nada, nem para si mesma. Quase sofreu um acidente de moto, e me disse mais tarde que desejou morrer.

Depois de algum tempo pedindo perdão, muitos e-mails, muitas ligações, muitas mensagens, ela disse que me visitaria para conversarmos. Desde que voltamos a nos falar, ela sempre me ligava enquanto ia para o trabalho, cerca de 8:00 da manhã. Nesse sábado não foi diferente.

“Oii!” - Disse eu animada.

“Oi.”

“Tá brava?”

“Sempre, mas nada fora do normal.”

“haha’ Tá né? Tudo bem?”

“To legal! O tempo hoje está me deixando feliz. O sol tá lindo.”

“Aqui tá nublado!”

“Você nem sabe, aposto que ainda tá na cama. Levanta e vai ver o sol.”

“Ah, mas tá tão quentinho aqui, to vendo pela janela que tá nublado.”

“Levanta, anda!”

“Tá, to indo. Só por que é você. Chata”

Quando cheguei à varanda. Meus olhos como que automaticamente avistaram-na. Estava parada do outro lado da rua, me olhando e sorrindo. Peguei a chave e desci correndo. Abri o portão, e instintivamente a abracei, como se esquecesse tudo que tinha acontecido.O cheiro de seu cabelo, quando eu o senti Guns ‘n Roses começou a tocar só pra mim “seu cabelo me lembra de um lugar quente e seguro, onde eu me escondia quando criança, e rezava para que os trovões e a chuva passassem por mim em silencio”.

Peguei-a pela mão, e ela subiu, comigo, as escadas. Ao entrar tirou a jaqueta e sentou-se no sofá, me olhando enquanto eu colocava algumas coisas na gaveta, disfarçando a bagunça. Ela sorriu atestando que não adiantava por que ela já sabia que eu não era organizada.

Me sentei frente a ela no sofá, e quando ela fez menção de demonstrar seriedade e começar a falar, não aguentei... Roubei-lhe um beijo. Era perfeito, ela sabia disso, não tentou resistir, só correspondeu.

O beijo foi terminando lentamente, e eu fitei seus olhos.

“Assiste um filme comigo?”

“A gente precisa conversar, Gabi.”

“Odeio quando me chama de Gabi. Pra compensar tem que ver o filme comigo.”

“Tá bem.” - Disse ela percebendo que iria estragar o momento, se insistisse.

Nos deitamos e eu coloquei o filme. Nos 15 minutos iniciais, ela já estava me convidando para que tomasse banho com ela.

“Você disse que veria o filme.”

“Não quer ir, é só dizer.”

“Não é isso...”

“Eu vou tomar banho. Não precisa vir então.”

Ela se levantou, colocou a mochila sobre o sofá, tirou um shorts e uma camiseta. Depois despiu a camiseta que usava. Ninguém é de ferro. Me levantei e comecei a beijá-la com paixão. Só o beijo bastou para me encher de tesão, e pela maneira que ela esfregava seu corpo contra o meu, o caso dela não era diferente.

Fomos tropeçando para o banheiro. Encostei-a na porta. Desci com minha língua por seu pescoço, enquanto desabotoava o sutiã... Passei-a por seus mamilos já duros, me ajoelhei, lambendo sua cintura enquanto desabotoava sua calça. Tirei-a, mordi seu sexo por cima da calcinha, úmida. Percebi que, diferentemente das outras vezes, não havia se depilado toda, confesso que adorei a nova sensação.

Levantei-me novamente, conduzi-a, sem parar de beijá-la, para dentro do box. Tirei minhas próprias roupas enquanto ela me olhava, cheguei mais perto, e beijei-a, meu corpo seminu colado ao dela. Abri o chuveiro, e sequer a inicial água gelada foi capaz de separar nosso beijo.

Introduzi minha mão sob sua calcinha e toquei, seu clitóris, seus dedos instantaneamente se cravaram em minhas costas. Passei a beijar seu pescoço, mordi seu ombro, me demorei em seus mamilos, sentindo-os, sugando-os, brincando com eles, deixando minha língua fluir ao seu redor como fazia a água. Me ajoelhei novamente. Tirei sua calcinha. Enquanto beijava seu umbigo, a penetrei. Conforme aumentava a velocidade de meus movimentos, Debby apoiou-se na parede com uma das mãos, e com a outra segurou meus cabelos, pressionando minha cabeça para baixo, eu sabia o que ela queria. Minha língua sentia, misturados, o sabor do desejo daquela mulher, e a água corrente. Seu corpo vibrava com meu toque, sem parar de penetra-la, passei a chupar seu clitóris, movimentei minha língua para cima e para baixo devagar. Debby começou a gemer alto, como nunca havia feito. Meu tesão só aumentava, proporcionalmente à velocidade com que lambia seu sexo. Seu corpo estremeceu quando gozou, sua mão se agarrou aos meus cabelos e puxou-me pra cima. Beijei-a.

“Senti sua falta.” Disse ela.

Os momentos seguintes foram perfeitos. Passar o sabonete por todo seu corpo. Tê-la passando-o sobre o meu. Abraçá-la. Dois corpos que se encaixam, nus, sob a água.

Quando saímos do banho, eu coloquei uma calcinha e uma camiseta. E ela também. Havia chegado a hora de conversar. Estou certa de que os leitores aqui não se interessariam pelo conteúdo da conversa, porém, resumidamente, ela explicou que os pais sabiam, e a proibiram de sair de casa, ou usar a internet, estava ali para se despedir. Não chorei. Ela sim. Eu choro fácil assistindo um filme romântico, mas quando as coisas me atingem raramente lágrimas caem.

Ficamos ali, ela deitada em meus braços, enquanto eu acariciava seu cabelo. A chama que nos era característica recusava-se a ficar apagada por muito tempo. Logo os beijos recomeçaram e nossas mãos procuraram pelo sexo uma da outra. Sem sequer tirar a calcinha, sua mão entre minhas pernas, e a minha entre as suas. Estava quase chegando ao ápice quando ela parou. Instintivamente parei também. Ela se sentou de frente para mim. Tirou sua camiseta. Fez-me sentar e tirou a minha. Tirou sua calcinha, e a minha. Levantou-se colocou a roupa sobre o sofá, e nua, em pé, me olhou.

“Você tá pensando no que eu acho?”

Ela não respondeu, passou a perna sobre mim, e levou sua boca em direção ao meu sexo, deixando o seu à minha mercê. Toquei seu clitóris assim que ela tocou o meu. Ainda não provei sensação melhor. Passei a penetrá-la, meus dedos escorregavam em seu sexo molhado. Minha língua se movia em perfeita sincronia com a sua. Diminuí a velocidade dos movimentos quando percebi que ela iria gozar, ela pareceu não entender, e cravou os dedos em minha cintura. Eu segurei sua mão, e puxei meu corpo para cima, ela se virou e me olhou confusa. Ela estava sentada em minha barriga, fiz com que minha boca alcançasse a sua. Nossos gostos se misturaram. Em meio a beijos coloquei-a por baixo de mim. Uma perna entre as suas, pressionando-a contra o seu sexo. Foi o suficiente para que Debby começasse a rebolar. Quando ela o fez, meu tesão estava no máximo. Coloquei-me ereta. Meu sexo tocando o dela. Comecei os movimentos de vai-e-vem; Debby jogou a cabeça para trás, e começou a gemer. Minha respiração estava ofegante, não sabia descrever o que sentia. Gozamos juntas. Meu corpo se deixou cair ao lado do seu na cama. Um beijo delicado.

“Eu te amo.”

“Eu amo você.”

Mais tarde fui levá-la até o ônibus. Disse que me sentia numa situação em que os estadunidenses diriam ‘Dead man walking’. Enquanto esperávamos uma van passou e o motorista nos disse “Vocês fazem um casal lindo.” Nessa hora uma lágrima correu pelo meu rosto, o que ela percebeu com surpresa; enxugou-a com um beijo, o ônibus já estava chegando.

Enquanto ela entrava, o bar de karaokê ao lado começava a tocar “Baby, can I hold you?” E eu poderia jurar que as coisas conspiravam contra mim.

“Ei!”

Olhei para ela. Ela deixou alguém passar a sua frente e se reaproximou de mim.

“Não vai ser pra sempre. Nenhuma separação é. Mas esse amor sim. Esse amor é eterno.”

Não tive palavras para responder. Ela me deu um ultimo beijo, e partiu, fiquei ali, sem saber quando voltaria a vê-la.


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Comentários

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Falhei, falhei redondamente... não sabia que já tinha publicado mais um conto... e que conto!!! Uau... fiquei em êxtase e com as minhas emoções todas à flor da pele. Ao ler os "vossos" contos lésbicos percebo um pouco melhor o quão difícil é ser-se lésbica no Brasil... mas, apesar de tudo eu acredito no amor. Enxugando as lágrimas lhe dou mais uma vez nota 10. ;)

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adorei todos os teus contos são muito bons e mto emocionantes,eu tbm gostaria mto de manter contato com vce,um

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oi Gabi! seus contos tem me emocionado muito.me lembrou até das cartas do forum da revista elle ella,qnd nao havia ainda internet e os depoimentos tinham mais autenticidade e por sua causa comecei a ouvir Ruanitas.vc já conhece Fortaleza? se nao,um dia aguardo sua visita e espero mais relatos seus em breve.

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Nossa linda!Adorei esse conto!Como tenho acompanhados todos eles.O amor quando é verdadeiro,nem a distância,circunstância irá separar.Espero que vc não demore para voltar,pois é verdade!É pena a gente não ler os seus contos!Bjks e tudo de bom para vc♥

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Gabi, emocinei, So o que tenho a dizer é mas um maravilhoso relato. Ha, uma pena q vc ira dxar d posta por um tempo, adoro teus relatos. Parabens. Vc merece nota 1000000000000000000000000000000000000. Rsrsrsrd

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