Deixa eu cuidar de você (9)

Um conto erótico de Felipe
Categoria: Homossexual
Data: 20/04/2017 15:11:28
Última revisão: 20/04/2017 18:56:00

E aí meus queridos (as), todos bem? Passando para postar a parte de hoje e espero que aproveitem um pouco mais da minha história. Já aviso que está um pouco grande, mas foi para vocês entenderem um pouco também como foi o processo depois que meus pais se separaram. Tem um cena de sexo lá no final do texto, embora espero que leiam tudo. Mais uma vez agradeço a todos pelo carinho, pelos comentários (vocês não tem ideia de quanto amo ler o que cada um acha, até mesmo algumas criticas que teve, pena que não dá pra mudar o que já aconteceu hehe).

Posso pedir um favor a vocês? Comentem ao menos um oi só para eu saber quem está acompanhando a história (digo os que tem conta aqui no site) e que também estiverem a fim de comentar. Na próxima parte, vou fazer um agradecimento. Beijão no coração de vocês :*

Procurei emprego durante vários dias, fui a alguns postos que conhecia na região, mas todos falavam a mesma coisa: não estamos contratando. Pensei que seria mais fácil, mas a verdade é que todos trabalhavam na mesma situação em que trabalhei para o meu pai, em família. E o fato de não ter uma graduação complicou bastante. Eu administrava partes do negócio do meu pai, mas era filho, não tinha uma formação especifica. Minha mãe deu entrada no divórcio, meu pai não foi resistente quanto a isso, ele ficou irado por ela ter me apoiado e nem ao menos pediu desculpa por tê-la empurrado. Continuei procurando emprego, Renato sempre ia em casa após o expediente de trabalho e sempre se manteve otimista diante a situação.

Eu não tinha muita notícia do meu pai, cogitei a ideia de ir falar com ele e tentar resolver a situação, mas minha mãe não deixou. Insisti em saber o que ele falava quando tocava em meu nome, ela lamentou em me contar que ele falou que eu era a última pessoa que ele queria ver e que tinha nojo de mim. Eu sofria com tudo isso também. Embora na minha família nunca houvesse existido aquela união perfeita, todos os programas em família e um esperando o outro para a refeição, gera certo conforto você saber que seus pais estão juntos. Continuamos pagando aluguel, minha mãe estava abatida e eu não conseguia arrumar emprego, cogitei em mudar para alguma outra área que não fosse posto.

Em meio a tudo isso, tive que voltar a dirigir, eu precisava sair e não podia ficar dependendo da minha mãe. Passei o dia procurando emprego e nada de conseguir uma oportunidade. Fui até a minha agência resolver uns assuntos da minha conta. Quando estava saindo do banco vi o meu pai saindo do carro com diversas pastas na mão, tínhamos conta no mesmo banco. Ele parou para conferir uns papéis, percebi que não tinha me visto, criei coragem e me aproximei.

- Pai – falei temeroso, minha voz quase não saiu.

Ele levou um suto e me olhou com os olhos arregalados. Diante daquela situação inesperada, me deu vontade de chorar, mas me mantive firme. O coração estava batendo na garganta.

- Eu sinto muito – falei – Eu sinto muito por tudo que tem acontecido.

- Como ousa dirigir a palavra a mim, Felipe? Você não tem vergonha do que fez? – ele falou bravo – Você destruiu o meu casamento, você destruiu o homem que eu imaginava que você se tornaria.

- Eu não escolhi ser gay – quando falei aquilo, o peso foi maior e vi a raiva tomando conta dele – Eu não tive a intenção de causar a separação de vocês.

- Eu não quero ouvir mais nada. Não tem vergonha de me falar isso? Eu tive um filho com uma rola no meio das pernas, para casar e ter filhos. E não um filho que fica dando a bunda para o seu fisioterapeuta – ele falou bravo, sua mão tremia - Eu sempre te dei tudo o que pude, do bom e do melhor. E olha como me paga? Tendo ousadia de me falar que é viado.

As palavras dele pesaram de uma forma que eu não tive mais reação, o choro foi involuntário. Dei as costas e saí, não antes de ouvi-lo gritando.

- Vê se não aparece mais na minha frente – ele falou – Estou me segurando para não arrebentar a sua cara.

Fui até o estacionamento e entrei no carro chorando. Encostei minha cabeça no volante do carro e fiquei repassando a conversa na minha mente. O manobrista do lugar se aproximou e me perguntou se estava tudo bem, falei que sim e saí dali. Dirigia pelo trânsito caótico de São Paulo e minha mente estava longe, tive vontade de enfiar o carro em um poste, como tive. Meu celular começou a tocar e vi que era o Renato, não atendi. Ele não desistiu e continuou a ligar, mas eu não atendi, não estava querendo falar com ninguém naquele momento. Fui andando sem rumo, pensei em voltar para casa logo, mas não queria falar com a minha mãe sobre o que aconteceu.

Passei em frente de um posto e fiquei pensando se deveria ou não entregar mais um currículo. Na dúvida acabei passando da entrada e quando decidi que sim, não dava pra voltar. Fiz o retorno e parei no estacionamento do lugar. Fui até o banheiro e lavei o meu rosto, entrei na conveniência para comprar um salgado e uma coca. E fiquei ali criando coragem para falar com o gerente do lugar, não o conhecia. Fui até o balcão pedir mais um salgado e perguntei a atendente quem era o gerente do lugar. Ela falou que ele tinha saído, mas não demoraria a voltar. Fiquei esperando por uns 40 minutos até que ela o informou que eu estava aguardando e ele se aproximou de onde eu estava.

- Boa tarde – ele falou – A Natália me falou que está me esperando há um tempinho. Tem alguma urgência? Precisa falar comigo em particular?

- Boa tarde – eu levantei para cumprimenta-lo – Sim, vim entregar o meu currículo e conversar com o senhor sobre a possibilidade de uma vaga aqui no posto.

Entreguei o currículo para ele e ele confirmou meu sobrenome.

- Seu pai não é dono de posto também, é? – ele quis saber.

- Sim – falei sem querer prolongar o assunto.

- E que mal te pergunte, Felipe – ele falou sério – Por que não está trabalhando com ele?

- Tivemos alguns problemas familiar – eu falei – Por conta disso não foi possível eu continuar trabalhando com ele.

- Roubo? – ele perguntou sem hesitação.

- Não – falei seguro – Nunca roubei nada de ninguém.

- Entendo – ele falou meio desconfiado – O que posso te oferecer é uma vaga de frentista, você me falou que exercia outras funções com o seu pai e por isso não sei se tem interesse.

- Tenho sim – me apressei em falar.

Ele fez diversas perguntas e informou questões de horário, perguntando se estava de acordo em trabalhar aos finais de semana e etc. Falei que sim e ele falou que a vaga era minha.

- Pois bem – ele falou – Vou te passar alguns procedimentos que deve fazer para que possamos fazer a contratação e quando me entregar a documentação você já pode iniciar aqui no posto.

Eu o agradeci e saí contente por ter conseguido o emprego. Era diferente do que eu esperava, era. Mas eu realmente estava feliz por ter conseguido um emprego e cheguei contando a notícia a minha mãe, ela ficou contente também. O Renato chegou em casa e contei a ele que tinha conseguido um emprego, falei a ele que teria alguns horários meio doidos, mas que sempre daríamos um jeito para nos encontrar. Fui no dia seguinte fazer alguns exames e entregar a documentação, iria começar a trabalhar na segunda-feira seguinte. Passei o final de semana com o Renato e acho que nunca transamos tanto, era muito estresse aliviado em forma de tesão. Fui trabalhar no dia seguinte com o carro da minha mãe.

Cheguei no posto e fui apresentado aos funcionários, ele explicou algumas coisas que eu deveria fazer e orientando sempre a ser cordial com os clientes, oferecendo calibração de pneus e verificação de óleo e etc. Não era muito diferente do que eu já tinha feito no posto do meu pai, a diferença estava na frequência, pois no meu pai só fazia quando precisava cobrir horário de almoço ou alguma outra emergência. O primeiro dia de trabalho foi legal, um pouco cansativo também. Vi que trabalhar com homens seria um tanto complicado, pois, sendo filho do dono do posto ninguém tinha tanta abertura para falar comigo de assuntos relacionados a vida pessoal e ali estávamos juntos e acabavam perguntando uma coisa ou outra. Eu não iria esconder que sou gay, caso alguém perguntasse, eu pensei. Mas me incomodava ver a forma sexual que eles se referiam a algumas mulheres.

Aos poucos me acostumei com a rotina do trabalho novo, era uma correria enorme para ver o Renato e raras vezes eu não estava cansado. O que ocasionou em algumas discussões, mas nada grave. Matheus e Fábio nunca me procuraram para saber como eu estava, pelo meu orgulho, também não quis entrar em contato. Minha mãe ainda não tinha conseguido receber sua parte da divisão de bens e não levávamos uma vida tão abundante como tínhamos antes, mas estávamos bem. Estava saindo do trabalho e Renato avisou que iria passar em casa. Estava cansado, mas não comentei com ele, falei que poderia ir sim. Cheguei exausto e fui tomar um banho, minha mãe estava preparando um macarrão com molho a bolonhesa.

- Nada de jogar roupas pelos cantos – ela falou quando eu comecei a tirar o uniforme ali na sala mesmo – Leva essas roupas para o cesto de roupas sujas.

Peguei a roupa e fui para o banheiro tomar banho. Avisei a ela que o Renato estava vindo e caso ele chegasse e eu estivesse no banho, para ele aguardar. Saí do banho e o Renato não tinha chegado ainda. Me troquei e fiquei assistindo TV na sala até que ele avisou que tinha chegado, fui recebe-lo e ele me deu um beijo caloroso.

- Você está cheirando a gasolina – ele falou brincando.

- Sério? – eu me cheirei

- Estou brincando, bobo – ele falou – Como foi o dia de trabalho?

- Foi bem – eu falei – E o seu?

- Também – ele falou – Estou cuidando de uma menininha de 5 anos que ficou tetraplégica.

- Que dó – eu falei – Acidente?

- Sim – ele falou – Os pais morreram e ela está morando com a avó.

- Que triste – falei – Minha mãe está fazendo macarrão com o molho que você gosta.

- Que delícia – ele falou – Ia te chamar para comermos algo, mas vou ficar para o macarrão então.

- Fica sim – falei – Eu estou um pouco cansado também.

- Imagino – ele falou.

Minha mãe nos chamou para jantar e ficamos conversando na sala. Eu estava pescando e o Renato disse que eu deveria descansar, nem retruquei, embora quisesse ficar com ele ali. Fui acompanha-lo até a porta e capotei na cama. Estava a alguns meses no posto, já tinha recebido até um aumento de salário e sempre recebia caixinha dos clientes. Modéstia parte, eles gostavam de mim. Um dia fui trabalhar com muita dor de cabeça e febre, pra piorar o dono do posto estava uma pilha de nervos. O gerente, seu genro, faltou e não avisou.

- Como a pessoa falta e não avisa? – ele falou – Justo hoje que preciso sair e resolver uns assuntos no outro posto. Não é porque é casado com minha filha que ele tem o direito de faltar quando bem entender.

- Tentou falar com ele? – perguntei inocentemente.

- Lógico que tentei, Felipe – ele falou – Aquela mula não atende nem o celular, me deixou na mão. Não entendo como minha filha casa com aquele lesado, por ele nem trabalharia aqui.

Eu preferi não comentar, estava atendendo um cliente quando ele me chamou e fez sinal para que eu fosse falar com ele. Terminei de calibrar os pneus do carro e fui até onde ele estava.

- Felipe – ele falou sério – Preciso de você para me ajudar com esses papéis e fazer esses pedidos – ele mostrou um monte de papel bagunçado – Você é o único que entende melhor disso aqui e eu vou ter que ir ao outro posto.

Eu fiquei surpreso com o pedido e feliz por ter sua confiança. Ele me explicou o que eu deveria pedir e alguns documentos que eu deveria levar até o banco também.

- Por favor – ele falou – Não esquece de pedir os refrigerantes para a conveniência, a geladeira está quase zerada porque o André não fez o pedido.

- Pode deixar – eu falei – Vou providenciar.

- Pode ficar aqui no escritório – ele falou – Eu volto antes do seu expediente acabar.

Ele me deixou ali e comecei a organizar o que deveria fazer. Fiz o pedido dos refrigerantes e com muito custo consegui que entregassem no mesmo dia, expliquei a minha urgência em receber os produtos. Fiz pedido de combustível, óleos e diversos outros produtos que estavam faltando. Fui até o banco resolver alguns assuntos do posto e na correria conseguir tudo o que foi proposto. O Valter chegou (dono do posto) e me perguntou se havia conseguido fazer tudo, falei que sim e ele me parabenizou pelo feito. Fui cansado para casa, não vi o Renato aquela noite, mas mandei mensagem para ele contando à correria que passei. No dia seguinte, percebi que os outros rapazes estavam enciumados por conta de eu ter feito o que o Valter pediu. Mas trabalhei no meu canto, embora eles comentavam que eu era um “chupa bola”, aquilo sim me irritou. Passaram o dia mexendo comigo, perguntando se tinha pelo ou não, falando ao André para tomar cuidado que eu estava ali para tomar o seu lugar.

- Cuidado com o Felipe, Andrezão – eles falavam – Vai passar o rabo no teu cargo. O novinho tá cheio de intenção.

Eu retrucava, mas não arrumei confusão por isso. Continuei trabalhando e por mais alguns dias ouvindo esse tipo de brincadeira. Mais ou menos um mês depois, cheguei para trabalhar e o Valter me chamou no escritório, fui até ele e pediu para eu encostar a porta. Ele me falou que descobriu que o André estava roubando dinheiro do posto e que por este motivo estava sendo deligado do posto.

- E eu tenho uma proposta para te fazer – disse ele – Você aceita assumir o cargo dele? Te darei um aumento significativo e todo meu apoio na gestão.

- Seu Valter – eu falei – Tem rapazes mais velhos de empresa aqui – falei.

- Eu não estou admitindo por tempo de empresa – ele falou – Estou admitindo por competência, por merecimento.

Eu ouvi aquilo e pesei na balança. Por um lado sabia que não agradaria aos demais que trabalhavam ali, por outro lado era uma oportunidade de crescimento que não poderia recusar.

- E então, Felipe – ele falou – Aceita ou não a minha proposta? Eu vou te pagar um pouco mais do que ele recebia, porque vou precisar que tome conta de alguns assuntos que ele não tinha capacidade de fazer. Era muito braço curto.

- Eu aceito, seu Valter – falei.

- Muito bem – ele falou – Então você vai fazer horário administrativo a partir da próxima segunda-feira. Você será responsável pela escala dos frentistas, atendentes da conveniência e de tudo o que já te expliquei aqui.

- Tudo bem – eu falei – Sem problemas.

- Ótimo, não comente nada com ninguém – ele falou – Na segunda pode vir trabalhar sem uniforme.

Eu saí do escritório do seu Valter e trabalhei normal. Estava contente com as ofertas que ele fez. Os curiosos ficaram me perguntando o que tanto estava falando com ele, mas despistei. Fui para casa aquele dia e dei a noticia a minha mãe, logo o Renato chegou e falei pra ele a novidade também, ficou super feliz. Aquela noite o Renato dormiu em casa e transamos quietinhos para que minha mãe não ouvisse nada. Ele me lembrou que estava próximo de completarmos 1 ano de namoro e só então eu me lembrei da data.

- Nossa, Renato – falei espantado – É verdade.

- Você tinha esquecido – ele falou triste.

- Eu lembrei e esqueci – falei – Por conta da correria.

- Eu entendo – ele falou – Então vamos comemorar, quer escolher um lugar ou prefere que eu escolha?

- Nada que gaste muito – falei – O importante é estarmos juntos.

- Então eu fico responsável por isso – falou – E você trate de não esquecer de comparecer.

- Não vou esquecer não – falei.

Dormimos abraçados e eu estava de folga no dia seguinte. Acordamos e tomamos café juntos com minha mãe. Fomos até o bairro da liberdade e comemos em um rodizio de comida japonesa maravilhoso que tem ali, entramos nas lojas e ficamos sentado na pracinha conversando também. Ele voltou para casa comigo e comentou que sua mãe estava brava que eu não ia lá frequentemente. Ficamos assistindo filme e ele foi embora bem tarde, minha mãe separou uma camisa social azul marinho e uma calça preta para eu ir trabalhar no outro dia. Ficamos conversando e logo dormi. Cheguei no outro dia para trabalhar mais tarde do que de costume e quando me aproximei um dos rapazes perguntou.

- Então o neném do papai resolveu pedir as contas? – me provocou.

O Valter ouviu e logo interviu.

- Pessoal, juntem todos para um breve comunicado – ele falou e todos se juntaram em um circulo – A partir de hoje o André não trabalha mais no posto e o Felipe está assumindo o seu lugar.

Foi notável a aprovação de alguns e desaprovação da maioria, uns até resmungaram com o seu Valter como se eu não estivesse presente. Ele me chamou e deixamos os rapazes afoitos trabalhando.

- Não ligue para eles – ele falou – Você trabalha para mim, eles devem seguir as minhas ordens e agora as suas também.

- Tudo bem – tentei me tranquilizar.

- Gostei da camisa – ele falou – Bela escolha para um primeiro dia.

Eu agradeci o elogio e ele me passou o que deveria fazer. Como já estava acostumado com a rotina do posto e tinha experiência no que deveria fazer, não foi complicado. Alguns rapazes não falavam comigo direito e quando entreguei a escala foi o maior burburinho. Reclamavam porque não queriam vir no sábado, outro não queria vir no domingo e expliquei que todos tinham o direito de folgar um final de semana por mês. Lá contava muito essa questão de funcionário mais velho e eu acabei alterando algumas coisas a fim de beneficiar a todos, mas como nada é perfeito, sempre tinha um reclamando.

Tudo encaminhado no trabalho, graças a Deus consegui comprar um carro e tinha os finais de semana livre. Uma vez ou outra eu ia aos finais de semana no posto apenas para checar se estava tudo certo. Era sexta-feira e estava em uma correria no trabalho para poder manter tudo organizado, troca de escala e outros procedimentos que não poderia deixar pendente. Renato me mandou uma mensagem lembrando que no sábado seria o nosso primeiro aniversário de namoro e perguntou se eu poderia dormir na casa dele aquela noite, falei que iria sim. Consegui fazer tudo o que tinha que agilizar e estava arrumando minhas coisas para ir embora quando vi meu pai chegando no posto. Ele estava magro e o cabelo mal cuidado, parecia meio embriagado. Deixei o que estava fazendo de lado e fui até onde ele estava.

- Era com você que eu queria falar – ele disse embriagado- Está feliz agora? Acabou com meu casamento, sua mãe está tirando metade do que é meu, nunca trabalhou fora e está levando metade do que tenho.

- Aqui não é lugar para conversar sobre isso – eu tentei controla-lo – Aqui é meu trabalho.

- Foda-se você e a porra do seu trabalho – ele falou – Você me envergonhou perante minha família, você causou minha desgraça.

Ele tentou me agredir e consegui desviar. Percebi que começaram a olhar, inclusive os clientes. O seu Valter chegou nessa hora e eu meu coração batia na testa, eu precisava controlar o meu pai para que ele não fizesse nenhum escândalo.

- O que está acontecendo aqui, Felipe? – perguntou o seu Valter e só então ele notou que era o meu pai – Fabiano o que está fazendo aqui?

- Eu vim matar esse desgraçado – ele falou bravo – Esse viado arruinou minha vida. Esse viado ficou aleijado e eu paguei as despesas. Sabe como ele me pagou? Ele deu a bunda pro fisioterapeuta dele e hoje estão namorando. Tentaram esconder de mim, mas eu fiquei sabendo de tudo.

- Aqui não é lugar para resolver isso – seu Valter falou – Pare de fazer escândalo ou irei chamar a polícia.

- Que policia o que, Valter – ele falou – Há quanto tempo me conhece e agora está defendendo esse verme.

- Eu já avisei – ele falou – Saia do meu posto ou chamarei a policia.

Meu pai ficou xingando e os seguranças vieram controlar. O seu Valter realmente iria chamar a polícia, mas meu pai arredou antes que acontecesse algo pior com ele. Eu estava envergonhado, não sabia se haviam escutado ou não. Fiquei tremendo de nervoso, o seu Valter me chamou e ofereceu uma água com açúcar.

- Toma isso aqui – ele falou – Você está muito nervoso.

- Eu sinto muito – falei envergonhado – Jamais esperei que ele fosse vir aqui, faz meses que não o via.

- Conheço seu pai e não é de hoje, meu caro – seu Valter falou – Ele tem fama na praça.

Fiquei encafifado com o que o Valter falou e perguntei o que ele sabia.

- Seu pai sempre gostou de intimidar quem ia contra suas decisões – ele falou – Já tive vários funcionários que trabalharam com seu pai, jamais imaginei que um dia o seu próprio filho me pediria emprego.

Ele nunca havia comentado comigo sobre isso.

- Há muitos anos atrás eu e seu pai tentamos ser sócios – o seu Valter falou – Mas não deu certo, abandonei o barco por não concordar com o que ele fazia. Mas não vamos falar disso. Você está bem?

- Estou melhor – eu falei – Sinto muito mesmo pelo que aconteceu.

- Não tem que se desculpar – ele falou – Conte comigo para o que precisar. Você é o melhor funcionário que eu tenho hoje, confio em você como se fosse da família.

- Obrigado – eu falei envergonhado – Pode contar comigo para o que precisar também e estiver ao meu alcance.

- Vá descansar – ele falou – E não se preocupe, não deixarei esse assunto se prolongar por aqui.

Fui para casa e pelo como fiquei um pouco a mais no posto, vi que não haviam escutado o assunto, só sabiam que eu tinha discutido com o meu pai. Mas como o falatório corre, tentavam supor o motivo da briga e o seu Valter interviu. Cheguei em casa cansado, minha mãe estava na minha tia e não voltaria aquela noite. Liguei pra ela avisou que era aniversário do meu primo e por isso tinha ido. Não comentei que meu pai tinha ido no meu trabalho. Tomei um banho demorado, acho que fiquei mais de uma hora no banho. Saí e o Renato havia me ligado, retornei e falei que estava tomando banho. Ele avisou que estava na portaria esperando, tinham trocado o porteiro e não liberaram a entrada dele. Eu liguei e logo liberaram pra ele subir.

- Faz uns 30 minutos que estava lá em baixo – ele falou – Está sozinho?

- Estou sim – falei – Minha mãe foi ao aniversário do meu primo.

- Entendi – ele falou – Arruma suas coisas, vamos ficar até domingo fora.

- Como assim até domingo? – eu perguntei.

- Vamos para Ubatuba – ele falou – Arruma suas coisas e vamos logo porque esse horário tem trânsito.

Ele me ajudou a arrumar minhas coisas, entre beijos e abraços conseguimos terminar de arrumar tudo. Passamos pela portaria e falei para o porteiro novo que sempre que o Renato viesse, poderia liberar sua entrada. “Pegamos a estrada” em direção a Ubatuba e realmente pegamos um trânsito terrível. Chegamos de madrugada na cidade e fomos até a casa da dona do apartamento que o Renato alugou para pegar as chaves. Era um apartamento grande demais para nós dois, mas ele falou que era o único disponível naquela data. Desfiz a minha mala e a dele.

- Hoje já é o nosso dia – ele falou e me deu um beijo – Você tem noção do tamanho da minha felicidade?

- Tenho – eu falei e o abracei – É menor que a minha, mas sei que é enorme.

- Bobo – ele me apertou – Eu te amo.

- Eu te amo mais – eu o beijei e ele me envolveu em um abraço.

Caímos no sofá e eu fiquei sentado por cima dele, ele arrancou minha camiseta e minha bermuda, fiquei apenas de cueca sentado em seu colo. Ele apertou minha bunda e mordeu o meu mamilo, aquilo me encheu de tesão.

- Eu gosto quando você faz essa careta – ele falou.

- Que careta? – perguntei curioso.

Ele mordeu o meu mamilo e eu gemi de novo.

- Essa que você faz quando eu mordo ou aperto o seu mamilo – falou – Me dá muito tesão.

Ele falou isso e apertou o seu pau que estava duro.

- Tira a roupa – eu falei.

- Olha quem está pervertido hoje – ele falou e tirou a roupa ficando totalmente pelado, puxou minha cueca e me deixou pelado também.

Ele continuou me beijando e abocanhou o meu pau, ele chupava gostoso e a baba escorria pela lateral da sua boca. Ele estava se esforçando para manter tudo dentro da sua boca e aquilo me dava muito tesão.

- Calma aí – ele falou – Estou sem ar.

Ele riu e eu também ri da situação. Eu aproveitei e comecei a chupa-lo, fiz o mesmo que ele havia feito, mas controlava a respiração e conseguia chupar todo aquele pau grosso. Ele acabou gozando na minha boca sem avisar.

- Desculpa – ele falou – Eu não consegui segurar.

Eu engoli aquela porra doce, nunca havia feito aquilo com ele e ele nunca havia pedido para gozar na minha boca.

- Está fraco? – provoquei.

- Estou morrendo de tesão ainda – ele falou e me beijou.

Ele chupava minha língua e logo depois o seu pau estava duro dando sinal de vida. Ele pediu para eu ficar de quatro no sofá e começou a lamber o meu cu, ele lambia e punhetava o meu pau. Aquilo foi me enchendo de tesão.

- Mete em mim, Renato – eu falei.

Ele cuspiu no meu cú e colocou a cabeça do pau na portinha. Senti aquele caralho me preenchendo e meu pau pulsando muito, eu tinha muito tesão em ser fodido de quatro. Ainda mais porque o pau dele é grosso e sentia o meu rabo apertando todo aquele cacete. Renato bombou bastante e como já tinha gozado uma vez, ele demorou para gozar a segunda. Ele me comeu ali mesmo no sofá, depois me arrastou para cama e gozou dentro de mim metendo na posição frango assado.

- Vem cá – ele falou – Você vai gozar também.

Renato começou a me chupar e bater punheta ao mesmo tempo, com uma mão ele apertava o meu mamilo. Não demorou muito e avisei que ia gozar, ele não parou e acabei gozando na sua boca também. Ele engoliu e veio pra perto de mim, me abraçou e ficamos com os nossos corpos suados um no outro.

- A sua é tem o gosto diferente da minha – ele falou.

- Já experimentou a sua? – perguntei curioso.

- Ué, eu já. Você não experimentou a sua? – ele me olhou curioso.

- Já sim – eu falei – A sua é mais doce.

Ficamos rindo das besteiras que estávamos conversando. Fomos dar uma volta próximo ao aquário de Ubatuba, tem bastante bar ali e ficamos bebendo um pouco. Voltamos para casa e tomei banho com o Renato, era madrugada do nosso primeiro aniversário de namoro e então transamos mais uma vez no banheiro, estava mais faminto do que nunca. Antes de dormir, lembrei do meu dia, foi exaustivo e ainda teve a confusão com o meu pai. Mas ao final, agradeci a Deus por ter o Renato ao meu lado e a minha mãe.


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Comentários

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27/06/2017 09:51:48
A cada leitura me Ferrero mais por sua história.
27/04/2017 19:11:16
Parabéns!
24/04/2017 10:01:08
Perfeito.... Adoro capítulos grandes e o conto está cada dia melhor... Muito bom ver q mesmo com toda a dificuldade vcs não permitiram que q elas interferissem no relacionamento de vcs... Cíntia loguinho por favor... Abraço meu lindo
24/04/2017 01:14:05
Caramba, perfeito 1 ano passou rápido, simplesmente perfeito, ele deu a volta por cima, o q também me alegrou mt de saber.
23/04/2017 13:33:32
Amo seu conto
22/04/2017 06:43:46
Vcs dois são mto fofos, amando a historia 💜
21/04/2017 12:31:47
É bom ter alguém que nos faz esquecer dos problemas.... amando a história. .. nota 10
21/04/2017 05:54:02
Independiente de tudo.. espero que o filipe se acerte com o pai.. com o tempo tudo se resolve... de um jeito deles se acertarem
20/04/2017 23:04:18
Bom demais. Abraços
20/04/2017 22:14:00
Que fofo os dois,espero que estejam junto 🤗🤗🤗
CeF
20/04/2017 21:40:57
Gente, vcs são lindos, estou curtindo muito vcs. Bjos
20/04/2017 20:31:10
Que lindo o Renato e muito fofo e romantico, amo a historia de vcs... Espero q seu pai tenha mudado. louca pelo proximo capitulo *-*
20/04/2017 20:27:15
Oiiee.. tô adorando a história!
20/04/2017 20:02:25
Alcolismo é uma doença grave.
20/04/2017 19:13:40
Espero que o pai do Felipe,não atrapalhe o relacionamento dele com o Renato, muito bonito o amor dos dois.
20/04/2017 18:16:12
Seu pai eh um homem desequilibrado que precisa de ajuda. Acho que logo os funcionarios do posto vao saber sobre vc, mas espero que nao lhe tenham trazido problemas. Casal lindo e apaixonado *-* Adoro.
20/04/2017 17:57:14
Seu pai é um tosco. Acho que ele ainda vai dar muitos problemas pra vc e sua mãe
20/04/2017 17:55:40
Perfeito!!
20/04/2017 17:44:33
Que pai ignorante, bom saber que ele nao atrapalhou a relação dos dois.


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