Não é real, moreno. – Capítulo 1 – Piloto Automático.

Um conto erótico de João Moroi
Categoria: Homossexual
Contém 1877 palavras
Data: 19/07/2015 16:07:16

[Abril de 2014, São Paulo, Brasil]

Era mais uma das minhas caminhadas espontâneas pela Paulista. Eu ia e vinha, mais sempre pensando. Meu aniversário era daqui a 3 dias e eu sinceramente não conseguiria dizer se estava bem ou não, com tudo que havia acontecido até agora. Subi para o meu apartamento, fui até o quarto, tirei eu tênis, minha calça e minha blusa, e fui deitar. Lembrei.

[Novembro de 2013, São Paulo, Brasil]

Quando eu o conheci, tive aquilo que chamam de ‘’crush’’ instantâneo. Eu ficava excitado só de pensar que ele a qualquer hora poderia ser contemplado por minhas vistas. Eu e minha mãe fomos no tal jantar que a nova sócia da empresa daria em sua casa. ‘’Apenas seja legal com todos, e tente não fazê-los virarem fãs de Beyoncé.’’ Foram as palavras que minha mãe me disse; Eu apenas ri, pensava que seria só mais um jantar qualquer e chato.

Quando nós chegamos ao apartamento, fomos recebidos pela Kátia, que carinhosamente chamo de sogrinha (apenas nos pensamentos, digo logo). Ela ficou falando com minha mãe enquanto eu me dirigi ao sofá, ela falava que logo logo o filho estaria conosco e que eu iria me dar muito bem com ele (é vero).

Eu mexia no meu iPhone, estava olhando as publicações quase que pornográficas, típicas dos adolescentes de hoje, não escutei quando ele chegou, apenas o escutei saldar minha mãe.

‘’Oi, você é o João né? Prazer, André.’’

Aquela voz, aquela voz...Fiquei tão abalado que não consegui levantar a cabeça de imediato. Apenas olhei pra cima e fui subindo o rosto vagamente. Ele era simplesmente lindo.

‘’Ah, oi, eu mesmo. Prazer.’’

Não sei como ou porquê mais me pareceu que ele sacou a minha espécie de introspecção, e soltou um ‘’Hunp’’, como quando uma pessoa está convencida e no controle da situação.

Eu me levantei e o cumprimentei formalmente, aquele aperto de mãos foi o suficiente para acender um sentimento de jogo, ali, naquele lugar, a partir daquele momento, ele seria meu.

‘’Belas mãos, fortes e firmes.’’

‘’Hã, obrigado’’ – ele disse, totalmente desconcertado. Eu apenas dei aquele sorrisinho de lado, e saí me dirigindo a mesa que já era posta por KátiaEstávamos todos sentados a mesa, o prato era Fricassê de Frango e Arroz com Brócolis, coisas que particularmente amo.

‘’Conte-nos sobre você João, como anda a vida?’’ – perguntou Kátia.

‘’Bom, vai muito bem. Me esforço bastante para entrar no curso de engenharia. O resto é resto, apenas não me privo de nada.’’

‘’Olha só, engenharia não? Ele irá te fazer companhia André.’’ – disse ela, um tanto entusiasmada.

‘’É, sem dúvidas.’’ – disse André, com aquele ar de diversão.

‘’E você André, o que anda fazendo de bom?’’ – disse minha mãe.

‘’Então, eu estou focando muito nos estudos mesmo, mais me dedico muito ao meu esporte, amo demais.’’

‘’Ah sim.’’

O jantar transcorreu otimamente bem. Dentre as muitas conversas que tivemos, me diverti bastante com o André ficando desconcertado a cada vez que eu sorria safadamente para ele. Kátia já havia comentado sobre as ‘’namoradinhas’’ de André, ele era hétero como eu imaginava, todavia eu decidi ignorar esse fato, afinal eu tinha vocação pra me dar mal, mais a muito tempo eu já havia ligado o ‘’foda-se’’.

Ao final, tanto Kátia como André nos acompanharam até a portaria do prédio. Minha mãe e Kátia conversavam a beira de nosso carro e André estava escorado no muro do prédio, com as pernas cruzadas e a mão no bolso.

‘’Parece até um garoto Tumblr, desse jeito.’’

‘’O quê? Porque diz isso?’’

‘’Por nada. Até mais moço das mãos bonitas.’’

‘’Hã, até.’’

[Abril de 2014, São Paulo, Brasil]

Desde novembro do ano passado, consolidei uma espécie de paixão pelo André, já não obtinha aquela confiança, o fato de não poder tê-lo, não poder toca-lo com voracidade, me fazia cada vez mais triste, mais desgastado. Ele sabia o quão importante era pra mim, sabia que eu quase que o amava, se não já fosse fato consumado.

Acordei com esse pensamento na cabeça. Por mais ‘’meu’’ que fosse esse dia, isso era o que ocorria desde o ano passado: eu acordava com ele, dormia com ele, vivia com ele na cabeça.

Minha mãe entrou no quarto toda eufórica me abraçando e me beijando.

‘’Parabéns meu amor, tudo de bom na sua vida, muitas meninas, muitos meninos, tudo de bom pra você.’’

Sim, ela sabia e aceitava a minha bissexualidade. Ao contrário de meus avós, minha mãe era totalmente não preconceituosa, ela foi do tipo de filha que saiu de casa bem cedo por não aguentar os pensamentos e ações dos pais. Ela sabia do André, inclusive. Vivia me falando pra dar o fora, ou sei lá o que, mais eu nunca a ouvia, eu estava cego, surdo e totalmente feito uma estátua. Estava pensando em prol de um sentimento, afinal, não é assim que as pessoas devem agir? Com o coração?

Me arrumei e fui pro colégio. Já fui logo sendo recebido pela Mariah e pelo Vinícius, meus dois melhores amigos que simplesmente sabiam de absolutamente tudo sobre mim e vice-versa.

‘’Parabéns sua vadia.’’ – falaram em uníssono pra quem quisesse escutar

‘’Valeu seus vadios.’’

Depois de muitos abraços e beijos e aquele ‘’blá blá blá’’ de aniversário, me dirigi a sala junto com Mariah. Adentramos e todos vieram falar comigo, todos menos ele. Eu não iria fazer nada, afinal quem estava completando 15 anos era eu.

Ele continuava lá com o amiguinho dele, o Wesley. Até aquele garoto veio me dar parabéns. Eu me sentia culpado pelo Wesley. Ele era uma ótima pessoa, mais as vezes meu ciúmes do André era tão grande que eu desenvolvia sentimentos de raiva sobre o Wesley por alguns dias, mas depois passava, ele era legal de mais pra ser odiado por alguém.

As aulas foram passando e logo chegou o intervalo.

Fomos comer algo e o Stanley veio falar comigo.

‘’Parabéns João’’

‘’Valeu Stan.’’ – dei um abraço nele.

Stan era um cara muito legal, e particularmente muito bonito. Era amigo de todos, principalmente de Mariah, a qual compartilhávamos uma amizade muito gostosa.

O intervalo acabou e consequentemente as aulas foram passando.

Ao final fui embora pra casa, estava em desapontado de não ter ganhado uma felicitação de vocês sabem quem.

Cheguei em casa, não havia ninguém como sempre. Minha mãe estava na empresa. Tirei meus tênis, liguei a televisão, peguei a comida na geladeira e coloquei pra esquentar no micro-ondas (minha mãe deixava pronta na noite anterior).

Almocei e fui ver Ender’s Game no telecine. Eram 13:45 quando a campainha tocou. Fui abrir e e tive uma surpresa.

‘’Ué, você?’’ – era André.

‘’Eu mesmo. Vim te dar os parabéns.’’

‘’Entra.’’ – eu falei isso rindo pra mim mesmo.

‘’Então, parabéns né.’’

‘’Valeu, mais, porque não fez isso na escola? Teve a manhã toda pra isso.’’

‘’Preferi te dar os parabéns quando estivéssemos a sós.’’

‘’Ah, legal.’’ –ele me abraçou me deixando sem reação.

Ele disse na minha orelha ‘’Não vai falar nada?’’ quase que como fosse uma vibrante tônica.

‘’Eu, eu não.’’ – me afastei dele.

‘’Tudo bem. Também vim te dar isso. Toma.’’ –ele me entregou um pacote.

‘’Nossa, valeu, por essa eu não esperava.’’

‘’É um presente meu e de minha mãe. Mais meu, temos que concordar.’’

‘’Nossa. Isso deve ter sido caro.’’ –era um iPod Nano.

‘’Eu botei umas músicas nele, só pra você ver se curte, qualquer coisa pode tirar.’’

‘’Não, tudo bem.’’

‘’Bom, não quero te incomodar, até mais.’’ –disse ele se virando e se dirigindo até a porta.

‘’Não, fica.’’ – quase gritei. Ali sim foi quase como um suplico – ‘’A gente pode ver um filme.’’

‘’Bom, não tenho nada pra fazer mesmo. Porque não?’’

Fomos até o sofá. Eu peguei o controle e comecei a procurar algo para ver.

‘’Para ai, é legal.’’ –disse ele quando passava o começo de ‘’Minha mãe é uma peça’’

‘’Beleza, nossa eu dou muita risada desse cara.’’

‘’O Paulo Gustavo é demais.’’ –disse ele soltando aquela risada, que na minha cabeça é quase como um ‘’afrodisíaco’’.

Fechei as cortinas e sentei-me no sofá. Estávamos mais próximos (não sou burro gente). No decorrer do filme ele ria, eu olhava pra ele rindo e ria também. Meu Deus, aquele menino era meu sonho, cada coisa nele me atraía, quase como se eu fosse totalmente dependente dele. Ele era meu vício, meu ponto fraco, minha tentação, e eu não podia tê-loQuando o filme terminou, ele me olhou, e simplesmente não tirou mais os olhos, eu nunca fiquei tão desconcertado.

‘’Que foi?’’ – disse ele rindo e olhando pra mim.

‘’Ah, nada, você me olhando.’’

‘’Eu não posso?’’

‘’Pode, é que...’’

‘’Que..?’’ –disse ele me interrompendo.

‘’Nada.’’ – falei vacilando de novo e olhando pra baixo.

‘’Porque você não diz logo?’’ – ele disse em tom desafiador, me causando surpresa.

‘’Dizer, como assim?’’ – eu disse totalmente corado.

‘’Você que sabe ué.’’

‘’Não é nada, sério.’’

‘’Hum, sei.’’

Ele se levantou ao mesmo tempo que eu, quase nos batemos. Eu fiquei face a face com ele. Pude ver os músculos em seus braços devido ao fato de que ele faz MMA. Soltei um suspiro, lembro que me arrepiei totalmente.

‘’Nossa, arrepiou agora hein,’’

‘’Ah, é, pois é.’’

Ele se despediu e foi embora. Eu dei tchau, fechei a porta e dei um belo soco de frustração. Frustração por não ter conseguido ter a atitude de ao menos admitir a ele.

‘’Seu burro.’’

(...)

A noite, eu fui com meus amigos pra Pizzaria, éramos eu, Mariah, Vinícius, Monise, Lucas, Arthur, Sindy, Giovana, Stanley, Jay, Gabriela, Guilherme, Rafael, Wesley e, óbvio, André.

Contei do ocorrido pra Mariah, que logo foi falando que eu deveria tomar atitude, eu é claro sempre dava um jeito de desviar o assunto. Comemos, conversamos, e obviamente teve aquele Parabéns abençoado que todos nós amamos né. Só sei que ganhei uma taça que tinha Brownie dentro, e que estava bem gostosa.

‘’Nossa, isso deve estar bom hein.’’ –disse André que estava exatamente a minha frente.

‘’Você quer?’’

‘’Claro’’ – eu não sei aonde estava com a cabeça, mais quando dei por mim, estava segurando a colher perto da boca dele, quase morri essa hora, e sinceramente morri quando ele abriu a boca e abocanhou o sorvete com brownie.

Todos que estavam a mesa nos olharam. Nos olhamos e rimos. É claro que eu estava com vergonha. No final estávamos indo embora. Fui falar com André.

‘’Desculpa tá.’’

‘’Pelo que? Ah tá, o sorvete, tá tudo bem.’’

‘’Sério mesmo?’’

‘’Sério, eu gostei’’

‘’Do sorvete, você diz.’’

‘’Ah, claro’’

(...)

[Maio de 2014, São Paulo, Brasil]

Eu sempre gostei de São Paulo, eu amava a ideia de estar no meio de uma selva de pedras.Eu estava voltando da escola quando vi o Stanley caminhando também.

‘’Ei, espera’’ –corri em direção a ele.

‘’Ah, oi João.’’

‘’E aí, tá indo pra onde?’’

‘’Pra casa da minha avó.’’

‘’Ah sim.’’

‘’Você vai na Holi?’’

‘’Eu vou e você?’’

‘’Não sei, não tenho com quem ir.’’

‘’Ué, então somos dois. A Mariah não quer, os pais do Vini não deixam. Porque não vamos os dois ?

CONTINUA (...)

Bom gente, espero que gostem, mesmo, comentem, digam o que acharam, qualquer erro falem pra que eu não o cometa mais. Valeu. amo vocês <3


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Comentários

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Adorei! Me conquistou de cara esse conto. Continue pfv!

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