UMA NOVA FAMÍLIA - Capítulo 2

Um conto erótico de Gael
Categoria: Trans
Data: 16/10/2020 21:14:55
Última revisão: 16/10/2020 22:45:29

Aprendendo a crescer

Chegava ao fim um dos dias mais difíceis da minha vida. Nas últimas semanas, eu estava vivendo em meio a uma confusão de sentimentos que me deixava o tempo todo agitada. Desde aquela noite em que meu filho me mandou a primeira mensagem me chamando pelo nome de pai, eu comecei a imaginar como seria o nosso encontro, como ele seria e, o mais importante, como ele me veria. Sabia que para ele seria muito difícil compreender essa realidade: o pai que ele queria tanto conhecer, era agora uma mulher de quarenta e um anos, namorada de um rapaz de vinte e seis anos com quem planejava casar dali a alguns meses.

Meu filho é um rapaz lindo e nele eu vejo alguns traços daquela pessoa que eu já fui um dia, há muitos anos, quando eu era proibida de ser quem eu sou. Os olhos de Iago são grandes e expressivos como os meus e seu cabelo, se ele deixasse crescer, ficaria igual ao meu: longo, preto e brilhoso. Sua boca lembra mais a da mãe, seus lábios são mais finos do que os meus e seu nariz é mais reto que o meu. Observei que ele, assim como eu, tem o hábito de erguer a sobrancelha quando está pensativo. Ele é um garoto magro, percebe-se que nunca frequentou uma academia. Nas nossas conversas por telefone, ele sorria algumas vezes, mas, desde que nos encontramos no começo desta noite no aeroporto, ele ainda não sorriu nenhuma vez. Eu ainda não vi o sorriso de meu filho.

Tem quase vinte anos que eu o vi pela última vez. Eu e a mãe dele éramos muito jovens quando tudo aconteceu. Aos dezoito anos de idade, ela havia saído da pequena cidade do interior onde vivia para ir trabalhar como empregada doméstica na casa de minha família e eu era uma pessoa de vinte anos, muito solitária e infeliz. Não tenho irmãos e meu pai não conseguia mais disfarçar a decepção e a rejeição que sentia por mim. Minha mãe tentava de todas as formas corrigir meu comportamento para que eu correspondesse ao ideal de filho que ele queria que eu fosse. Na infância e na adolescência eu sorri poucas vezes, eu carregava sobre meus ombros o peso de ser quem eu não era.

Quando aquela garota do interior chegou a minha casa, levada por uma conhecida de minha mãe, eu percebi que ela estava muito assustada e me identifiquei com ela. Nos primeiros dias, Marlene se mantinha muito calada enquanto realizava suas atividades com muito capricho, para agradar aos seus patrões. Com o tempo, consegui ir me aproximando dela e fomos, aos poucos, partilhando nossas histórias. Ela me contou que estava trabalhando em minha casa para mandar dinheiro para a mãe que havia ficado no interior e para tentar fazer um curso de enfermagem à noite, para melhorar de vida. Eu gostava de ouvi-la contar seus planos, seus sonhos e sentia muito carinho por aquela garota baixinha que vinha de muitas lutas na vida, mas era cheia de alegria e de esperanças.

Eu também vinha de muitas lutas, mas não eram lutas para conseguir dinheiro, porque minha família sempre teve boas condições financeiras e eu tinha tudo o que o dinheiro poderia comprar. Mas eu não tinha o direito de colocar para fora a pessoa que eu era. Minha mãe começou a observar a minha amizade com Marlene e passou a insinuar que eu estava apaixonado por ela. Na verdade, em outras circunstâncias, ela não admitiria que seu filho único se apaixonasse pela empregada doméstica, mas, para me corrigir, ela faria aquele sacrifício de aceitar uma moça pobre como nora.

Incentivado por minha mãe, meu pai passou a me empurrar para Marlene de forma agressiva. Finalmente ele via a possibilidade de se livrar da vergonha de ter um filho que nunca lhe daria o orgulho de ter um neto. Um dia, enquanto voltávamos de carro para casa, ele me perguntou:

_ E aí, Daniel? Já traçou nossa empregadinha? Aproveite! Mulher é para a gente desfrutar mesmo! Bote para arrebentar com ela!

Enquanto ele dava gargalhadas e me contava suas aventuras com as empregadas da casa do pai dele, eu me sentia envergonhada de ver como ele tratava as mulheres e me perguntava se ele tinha algum respeito por minha mãe. Eu nunca trataria uma mulher como ele tratava. Eu não gostaria de ser uma mulher tratada daquela forma.

Minha amizade com Marlene crescia a cada dia. Ela já me via como seu único amigo em Recife, longe da sua família. E eu a via como a única pessoa com quem eu me sentia à vontade em minha casa. Por carência afetiva, por identificação, nós nos aproximamos cada vez mais e eu comecei a imaginar que estivéssemos apaixonados.

Num fim de semana, meu pai e minha mãe inventaram uma viagem e nos deixaram sozinhos em casa. Éramos jovens, sentíamos desejos e estávamos sós. Na noite de sábado, assistíamos juntos a um filme quando começamos a nos tocar. Eu admirava muito aquele corpo feminino e comecei a tocá-lo. Ela correspondeu ao meu toque e, mesmo inexperientes, fomos avançando até que, juntos, cada um de nós perdeu a virgindade. Depois daquilo, eu fiquei muito confusa, eu não havia entendido o que aconteceu: durante aquela transa, eu me sentia como se eu fosse ela, eu era uma mulher que se entregava ao amor de um homem. Aquele homem não era eu. Nos dias seguintes, olhando para Marlene, eu sentia até inveja dela, por ela ser uma mulher como as pessoas não deixavam que eu fosse.

Três meses depois, ela me falou chorando que estava grávida: eu seria pai. Eu entrei em depressão. Eu nunca me imaginei ser pai, porque eu sempre fui uma mulher. Mas eu tive que ser forte e conversar com minha família sobre aquilo. Minha mãe e meu pai fizeram muitas festas, contaram para todos os amigos e resolveram tudo. Um mês depois, eu e Marlene nos casamos na presença dos amigos deles. Meu pai exibia orgulhoso a barriga dela para todos verem o neto que crescia ali dentro.

Continuamos morando na casa da minha família. Quando Iago nasceu, minha vida adquiriu um novo sentido: eu senti um amor tão grande por aquele garotinho que tinha vontade de ficar para sempre com ele nos meus braços. Mas, quando ele fez cinco meses, o casamento acabou.

Uma tarde, minha mãe saiu com minha tia que morava em São Paulo e estava nos visitando e Marlene foi com elas, levando o bebê para um passeio. Sozinho em casa, não resisti à tentação. Alguma força me empurrava para que eu realizasse aquele desejo que eu tinha desde criança. Tirei minhas roupas, peguei uma calcinha da minha esposa e vesti. Naquele momento, eu senti um arrepio percorrendo em ondas todo meu corpo. Olhava-me no espelho e me sentia feliz com a imagem daquela calcinha enterrada na minha bunda. Depois vesti uma saia e uma blusa de Marlene. O decote da blusa revelava meus peitos achatados e eu quase sufocava de desejo de que eles fossem grandes e sedutores. Calcei uma sandália de salto alto, peguei um batom e passei nos lábios. Peguei uma bolsa de Marlene e pendurei nos ombros.

Meus cabelos eram curtos, mas eu os escovei e os coloquei de lado. Eu me sentia uma moça muito bonita e comecei a desfilar pelo quarto. Depois saí dele, percorri o corredor requebrando e cheguei ao topo da escada que levava até a sala. Com sensualidade, eu ia descendo degrau por degrau, sem pressa, fazendo pose. Mas, faltando apenas três degraus, eu parei petrificada: a porta se abriu e entraram meu pai, o marido da minha tia e dois amigos do meus pai. Diante daquela visão, meu pai gritou rouco:

_ Que porra é isso?

Achei que iria morrer naquele momento e me segurei no corrimão para não cair. Como se tudo tivesse sido ensaiado, minha mãe, minha tia e Marlene chegaram naquele mesmo instante e o quadro se completou. Sob os olhares de todos, eu fiquei ali, paralisada, esperando a sentença, não tinha forças para nada, nem pensei em correr. Quem correu mesmo foi meu pai: avançou na minha direção e eu não vi mais nada. Com o murro que ele me deu, eu caí na escada mesmo e ali recebi seus pontapés, seu tapas e suas ofensas. Ninguém me defendia da violência daquele homem. Marlene chorava com nosso filho nos braços e eu não enxergava nada. Até que minha tia, passado o choque, avançou sobre meu pai e começou a puxá-lo pelo braço gritando para que ele parasse com aquilo e pedindo ajuda aos outros homens para evitar que ele me matasse. Só o marido dela ajudou e juntos conseguiram tirá-lo de cima de mim.

Eu havia me transformado num bolo de carne ensanguentado. Foram muitos murros, meus olhos estavam inchados, meus lábios arrebentados, meu corpo todo dolorido. Enquanto o marido da minha tia puxava meu pai, ele, enfurecido, gritou para todos ouvirem:

_ Eu tenho nojo de você! Você não é meu filho! Nojo! Nojo!

E lançou uma forte cuspida na minha cara que me doeu mais do que todos os murros que ele havia me dado. Na verdade, aquela cuspida ainda me dói até hoje.

Meu filho estava presente naquela cena, mas ele era tão pequeno que, felizmente, não viu nada daquilo, apenas começou a chorar alto por causa do barulho e Marlene saiu correndo com ele para o quarto, onde ficaram durante os dias em que eu fiquei no hospital.

Eu não voltei mais para a casa de meu pai. Minha tia resolveu tudo para que eu viesse embora com ela e o marido morar em São Paulo. Fizemos de tudo para que Marlene e o bebê viessem também, mas ela estava muito magoada, muito envergonhada. Ela era muito jovem para entender tudo aquilo e imaginou que eu havia me aproveitado dela.

A última vez que eu vi meu filho, eu ainda estava na cama do hospital. Minha tia levou Marlene e Iago para me visitarem e ela já chegou com as sacolas prontas para viajar de volta para a casa da mãe. Estava assustada e ferida. Tentei explicar tudo, mas era muito difícil para ela compreender aquilo tudo. Ela me disse que eu havia sido perverso com ela, que eu havia abusado dela. Por mais que eu explicasse, ela não entendia. Aos prantos, ela me disse que eu havia destruído a vida dela, mas ela tinha agora um filho e iria protegê-lo para que ele nunca passasse pela vergonha de saber que tipo de pessoa era o pai dele.

Entrei em desespero, implorei para que ela não me afastasse do meu filho, mas ela não cedeu, e eu estava muito fraca. Eu também era uma mulher destruída. Minha tia, que naquele período da minha história foi a mãe que eu nunca tive, acalmou-me e me disse que eu precisava me recuperar e esperar que o tempo colocasse as coisas em seus lugares. Marlene não deixou nem que eu tocasse mais uma vez em meu filho. Saiu com ele nos braços e eu só voltei a vê-lo vinte anos depois, porque ele quis conhecer o homem que é seu pai. Mas aquele homem nunca existiu.

Quando eu vi meu filho no aeroporto, tão assustado, tão sozinho, eu me reconheci nele. Minha vontade era de abraçá-lo, de protegê-lo de dar a ele todo o amor que eu não pude dar durante todos aqueles anos. Eu fiz muita força para não desabar enquanto o abraçava, para não deixá-lo assustado naquele momento. Eu sei que ele deve estar triste, decepcionado, amedrontado. Mas eu preciso que ele me compreenda. Só não posso obrigá-lo a nada. Antes de ir encontrá-lo, conversando com Lucas, eu decidi que vou tentar ser o mais natural possível com ele. Não vou pressionar meu filho, não vou fazer com ele nada do que meu pai fez comigo.

Sozinho num quarto estranho, eu tentava entender aquilo tudo. Passei vinte anos imaginando como seria o meu pai e agora descobri que ele não existe. Eu não posso olhar para aquela mulher e chamá-la de pai. Estou com raiva de minha mãe que escondeu a verdade de mim a vida toda e me deixou vir sozinho para essa cidade distante para dar de cara com essa situação. Ela poderia ter me poupado de tudo isso. Se ela tivesse me falado, eu nunca teria vindo procurar essa pessoa aqui. Também estava com raiva de Carlos, além de meu pai, ele sempre foi muito meu amigo, mas também nunca me falou sobre isso, e ele deveria saber de tudo.

Por culpa deles, eu estou agora aqui, nessa casa estranha, sem ninguém que eu conheça e com essa pessoa que insiste em me chamar de filho. E esse rapaz chamado de Lucas, que tipo de homem é esse que chama essa pessoa de namorada? Que mundo é esse onde eu vim parar? E Lucas é um cara até legal. Durante o jantar, ele foi até engraçado contando histórias para aliviar o silêncio que se formou. Depois que eu finalmente compreendi tudo, não consegui falar mais nada. Estou me sentindo um idiota. Não quero mais falar com essa pessoa chamada Daniele. Quando eu descobri quem ela é de verdade, só tive vontade de correr, de ir embora para minha casa, de deitar e chorar em minha cama. Mas eu estou sozinho aqui e não conheço nada dessa cidade.

A única coisa que consegui falar foi que precisava tomar um banho e descansar. Aquela pessoa me mostrou onde seria o meu quarto e me disse que depois do banho viesse jantar para depois poder descansar. Eu não olhava mais para ela, mas percebia que ela estava se segurando para não chorar e isso me perturbava. Durante o banho, eu mesmo tinha vontade de chorar, mas precisava ser forte. Saí do banho e me tranquei no quarto, mas Lucas veio me chamar para jantar e achei melhor ir com ele, não poderia ficar sem comer e não queria passar a imagem de ser um fraco, um garoto mimado.

A comida estava boa e, mesmo imaginando que eles me achariam mal educado, comi muito, porque precisava repor minhas energias. A pessoa chamada Daniele não comeu quase nada e percebi que ela me observava disfarçadamente. Só Lucas falava. Contou várias histórias sobre a vida em São Paulo e fez uma lista de todos os lugares que eu iria conhecer com eles. Mas eu não queria conhecer mais nada. Queria ir embora para o meu mundo, para a minha família, voltar para minha mãe e para meu pai. Sim, Carlos era meu único pai.

Depois do jantar, voltei para o quarto. Mas antes de sair da sala, a pessoa me disse:

_ Fi… Iago, se você precisar de qualquer coisa, por favor, fique à vontade. Você está em casa. Espero que você durma bem. Descanse bastante. Muito obrigada.

Eu não entendi por que ela agradeceu, mas nem olhei para ela.

Olhando no celular, vi que minha mãe havia ligado várias vezes, mas não queria falar com ela. Vi que ela havia mandado várias mensagens perguntando se estava tudo bem, Mesmo com raiva, eu não quis deixá-la aflita sem saber como eu estava naquela cidade tão grande. Mandei apenas uma mensagem de volta: “Está tudo bem, já vou dormir”. Logo ela mandou de volta uma mensagem: “Iago, eu sei como você está se sentindo agora. Eu já me senti assim. Mas não feche seu coração como eu fechei o meu no passado. Eu me arrependo de muitas coisas. Pense. Você não é mais criança.”

Li aquelas frases e tive vontade de ligar para ela. Botar para fora toda a minha raiva. Mas eu faria isso pessoalmente: eu já estava decidido a falar com aquela pessoa no outro dia para que ela resolvesse a minha viagem de volta. Eu não tinha mais nada para fazer ali. Olhando no celular, vi que Carlos havia acabado de mandar uma mensagem: “E aí, filhão? Aproveite muito este tempo que você vai ficar em São Paulo. Curta muito para trazer muitas histórias para contar. Cresça!” Fiquei pensando nisso e comecei a sentir que o sono finalmente chegava.

Sentada num banquinho na frente da cômoda, enquanto Lucas tomava banho, eu escovo meus cabelos. Adoro meus cabelos e raramente os corto. Na adolescência, eu tentei deixá-los crescer, mas sempre era obrigada a mantê-los curtos. Olhando para o grande espelho sobre a cômoda, eu me preparo para dormir e descansar desse dia de tantas emoções. A imagem no espelho é de uma mulher madura e bonita. Estou apenas de calcinha; ao me sentar, ela entrou no meu rego e, de costas, parece que estou completamente nua. Meus seios estão livres, durmo sempre sem sutiã e Lucas adora dormir com o rosto entre eles. Eu adoro meus seios, acho-os tão femininos, tão sedutores, apesar de não serem muito grandes. Quando toco neles, sinto toda minha feminilidade.

Lucas saiu do banheiro completamente nu e ficou parado ao lado do guarda-roupa me observando. Pelo espelho, vejo que ele está alisando o caralho. Ele é um rapaz lindo, um pouco mais alto do que eu com o corpo bem desenhado, com a ajuda de muitos exercícios físicos. Estamos juntos há três anos, ele chegou à minha vida quando eu já acreditava que não encontraria um homem que me amasse e me respeitasse como eu mereço.

Eu estava há mais de um ano sozinha, depois de ter sofrido muito num relacionamento abusivo com um homem casado que morria de medo de ser visto comigo. Por fraqueza, eu havia aceitado aquela situação por mais de dois anos e aguentei muita humilhação. Com aquele homem chamado Mauro, minha autoestima praticamente deixou de existir; ele me humilhava de todas as formas. Até que um dia, ele me disse que eu tinha que compreender que ele era um homem e eu não era uma mulher de verdade, por isso não poderia exigir nada dele. Mas eu exigi que ele fosse embora da minha casa e não voltasse nunca mais. Ele saiu dizendo que, quando eu o procurasse de novo, ele iria decidir se ainda iria me querer.

Eu nunca mais o procurei.

Lucas está no último ano do curso de Direito e, assim que ele estiver formado, vamos tornar oficial nosso casamento, apesar de já estarmos vivendo como marido e mulher. Eu o amo muito e sei que ele também me ama. No começo, eu tive medo, porque ele era muito jovem, estava apenas com vinnte e três anos quando nos conhecemos e eu com trinta e oito. Eu achava que ele não queria nada sério comigo, apenas se divertir, Mas depois percebi que eu estava reproduzindo o preconceito de que a diferença de idade é um empecilho para um relacionamento verdadeiro. E preconceito é tudo que eu não quero ter na minha vida.

Com Lucas eu me tornei uma mulher cada vez mais segura e consciente dos meus desejos. Na primeira vez que transamos, eu estava nervosa e não sabia como ele reagiria diante do meu cacete. Tinha medo de que ele fosse como Mauro, que nunca admitiu ver meu pau e meus ovos e isso me deixava infeliz. Mas Lucas, pegando na minha rola, disse-me que eu era uma mulher completa e queria aquela mulher inteira para ele. Juntos, nós nos permitimos todas as formas de prazer.

Olhando para mim, enquanto eu terminava de cuidar dos cabelos, ele me perguntou:

_ Então, como você está se sentindo?

_ Estou muito tensa, não sei o que meu filho está sentindo, ele não falou mais comigo. Você percebeu que ele preferiu se dirigir a você para não falar comigo? Estou tão triste… Mas ainda acho que seria pior se ele tivesse gritado, ou me ofendido. Estou com medo de que ele queira ir embora e eu o perca de novo.

Ao falar isso, eu senti um aperto no coração, mas sabia que precisava respeitar os sentimentos de meu filho. Lucas, que estava me dando forças neste momento tão importante da minha vida, tentou me tranquilizar:

_ Ele é um rapaz inteligente, só precisa de um tempo para compreender tudo. Quando chegar o momento certo, vocês conversarão e tudo ficará bem. Acredite.

Ao dizer isso, Lucas veio na minha direção e abraçou-me por trás. Seu pau começou a roçar no meu ombro e eu puxei um pouco meu cabelo para a frente. Depois ele foi beijando minhas costas até ficar de joelhos para beijar minha bunda como ele sempre fazia. Eu suspirava me sentindo ainda muito tensa. Ele ficou em pé e veio para minha frente, Ainda sentada, eu peguei no caralho dele e comecei a alisá-lo com carinho, enquanto ele enchia a mão com os cabelos que eu havia acabado de escovar. Dei alguns beijinhos na cabeça da pica dele e passei a língua nela toda. Depois, olhando ele nos olhos, falei:

_ Amor, eu não estou bem. Estou muito tensa.

Ele continuou alisando meus cabelos e começou a passar o caralho nos meus seios, Com a mão, ele passava a cabeça do pau pelos meus mamilos, depois encaixou o caralho entre meus seios e começou a foder ali. Eu apertava meus seios para apertar mais o pau dele e ele rebolava na minha frente. Mas ele se afastou, fez um gesto para que eu me levantasse e me beijou na boca. Depois, enfiou a mão na minha calcinha e puxou para fora minha pica que já estava dura de tesão. Puxando-me para a cama, ele me perguntou:

_ Você deixa eu aliviar sua tensão? Deixa? Hum?

Na intimidade do nosso quarto, Lucas era o macho que sabia seduzir sua fêmea. Mesmo com tudo o que estava acontecendo, eu não connseguia resistir a ele. Eu era a mulher dele e ele era meu marido. Era natural que nos fortalecêssemos com uma boa foda.

Ele se deitou na cama e eu deitei sobre ele. Beijei-o com força, como se a saliva dele me desse forças para enfrentar os dramas da vida. Ele suspirava e passava as unhas pela minha pele. Desci um pouco e dei meus seios para ele mamar. Ele chupava com sofreguidão e deixava tudo babado. Desci mais e comecei a chupar a pica dele, quando ela estava toda dentro da minha boca, ele teve um sobressalto e gemeu com muito tesão. Tirei o caralho da boca e fiquei punhetando, enquanto lambia suas bolas

Montei no peito dele e lhe dei minha rola para ele chupar. Enquanto engolia meu pau, Lucas apertava meus seios e eu inclinei uma mão para trás até encontrar seu caralho e começar a bater uma punheta para ele. Depois, voltei a chupar mais um pouco a pica dele e ele abriu bem as pernas, oferecendo-me o cu. Chupei aquele cuzinho lindo de rapaz jovem com muita vontade. Para aguentar todo tesão, ele apertava o colchão com força, como se quisesse arrancar pedaços dele, e gemia sem parar. Tirei a cabeça de dentro da bunda musculosa de Lucas e pulei em cima dele, devorando aquela boca linda dele.

Lucas ergueu bem as pernas para demonstrar que estava com vontade de levar pica no cu. Como uma boa esposa, eu não poderia deixar de satisfazer o desejo de meu marido: eu me apoiei entre suas pernas, encostei a cabeça de meu caralho na portinha do cu dele e, jogando meus longos cabelos para trás, comecei a forçar minha cintura para empurrar a vara, até que senti meus ovos tocarem nos ovos dele. Fiquei parada um pouco, deliciando-me com a sensação de ter meu pau espremido pelo cu do meu marido. Aos poucos, comecei a rebolar, e ele agarrou-me pelos quadris e passou a empurrar meu corpo para cima, para que eu começasse a fodê-lo com força. Puxei minha rola quase toda de dentro do cu dele, mas, rapidamente, enfiei toda de volta e passei a lhe dar fortes caralhadas. Lucas gingava sob meu corpo, debatia-se, puxava meu cabelo, gemia sem parar.

Ergui um pouco meu corpo para poder pegar no pau de Lucas e bater uma punheta violenta nele, para que ele também gozasse. Ele gemia quase como se estivesse chorando. Até que senti a pica dele começar a pulsar na minha mão e a apertei com mais força; o primeiro jato foi tão forte que atingiu o meu seio, aumentando ainda mais meu tesão. Gemendo entre os dentes, eu avisei a Lucas:

_ Ai, amor, vou gozar!

Ele me puxou pela bunda e, lançando mais jatos de porra na direção dos meus seios, disse:

_ Goze… Goze dentro do meu cu…

Não aguentei e enchi de leite o cuzinho de meu marido. Fiquei ainda algum tempo deitada sobre ele, enquanto nossos corpos voltavam ao normal, agora satisfeitos. Meu pau finalmente amoleceu um pouco e saiu de dentro dele. Ficamos nos beijando, ele me disse:

_ Eu sou um homem de muita sorte por ter uma mulher tão gostosa como você.

Depois do banho, deitamos novamente para dormir e ele me disse:

_ Acredite, Iago vai descobrir a pessoa maravilhosa que você é.

Ficou alisando meus cabelos e, antes de fechar os olhos disse:

_ Eu gostei muito do meu enteado. Serei um ótimo padrasto para ele.

Dormi feito uma pedra e acordei quando já era mais de meio dia. Fiquei deitado relembrando tudo o que havia vivido no dia anterior. Depois fui tomar um banho para encarar a realidade. Enquanto a água caía sobre meu corpo, eu senti meu pau ficar duro e não resisti: bati uma gostosa punheta para me ajudar a aliviar a tensão. Fiquei observando meu leite ser levado pela água até desaparecer no ralo. Enquanto escovava os dentes e me penteava, eu me observava no espelho e tive que admitir que eu parecia um pouco com ela. Os olhos e o cabelo, principalmente.

Quando cheguei à sala, a mesa já estava arrumada para o almoço, mas só havia dois pratos. Ela me perguntou se eu havia dormido bem. Eu não respondi. Ela falou que foi bom que eu tivesse dormido muito, dava para ver que eu estava muito bem. Continuei calado. Ela disse que iríamos almoçar só nós dois, porque Lucas estava trabalhando na empresa onde fazia estágio. Sentei-me sem dizer nada. Ela me disse que pegou todo aquele mês de férias do trabalho, porque queria ter tempo de ficar comigo. Permaneci em silêncio e ela começou a se servir. Eu também me servi e ficamos comendo calados.

Ao fim do almoço, ela olhou-me desanimada e me disse:

_ Iago, mais tarde eu vou ao shopping fazer algumas compras e Lucas vai me encontrar lá. Eu gostaria muito que você fosse comigo… mas só se você quiser… Você quer?

Fiquei calado e peguei meu celular. fiquei lendo as mensagens de minha mãe e de Carlos. Alguns amigos também tinham mandando mensagens perguntando sobre as novidades. Depois eu responderia. Abri as mensagens que eu havia trocado com meu pai antes da viagem e fiquei lendo. Percebia que ela me olhava sem saber mais o que dizer. Li algumas mensagens e fiquei me lembrando de como era meu pai na imaginação. Reli a frase que ele usava como foto do perfil: “A chave do coração está dentro”. Quando ela já ia se levantando derrotada, eu falei baixo:

_ Eu queria ir… mas tenho vergonha.

Quando Iago falou aquilo eu pensei que ia cair num pranto que duraria vinte anos. Eu não suportaria ser rejeitada pelo meu filho. Por ele não… Desabei na cadeira e fiquei me segurando para não chorar, sentia até o ar faltar. Imaginei que estivesse tudo perdido. Fazendo esforço, eu comecei a me levantar novamente, mas Iago falou uma coisa que fez as lágrimas rolarem pelos meus olho:

_ Eu tenho vergonha das minhas roupas e do meu jeito… Você acha que as pessoas vão rir de mim porque eu vim do interior?

Olhei para o meu filho e tive tanta vontade de abraçá-lo, de dizer que eu estaria sempre com ele e o protegeria de tudo. Meu filho ainda era um garoto cheio de curiosidade e eu ia ajudá-lo a conhecer o mundo. Durante vinte anos, eu não pude levá-lo para passear, brincar com ele, acompanhá-lo até a escola. Mas ainda tínhamos uma vida toda pela frente… Eu não poderia desistir de conquistar meu filho. Enxuguei as lágrimas e lhe disse:

_ Ninguém vai rir de você. Você é um garoto lindo e sua mãe e seu padrasto lhe criaram muito bem. Eu estou muito orgulhosa de você. Nosso passeio vai ser muito bom. Confie em mim.

Sem olhar para mim, ele perguntou:

_ Que horas a gente vai?

Eu sorri para ele e avisei:

_ Esteja pronto às cinco.

Ele se levantou para voltar para o quarto e disse:

_ Está certo, às cinco.

Quando ele já ia saindo, eu falei:

_ Iago…

Ele se virou e nos olhamos nos olhos, finalmente. Eu disse apenas:

_ Iago... muito obrigada.

Ele se virou em direção ao quarto e falou rápido:

_ Valeu.

*

*

*

Queridos leitores, obrigado a todos os que leram e comentaram o primeiro capítulo desta série. Graças a vocês, eu me senti mais estimulado a continuar escrevendo essa história. Em breve, postarei mais um capítulo, para que possamos conhecer um pouco mais sobre a vida de nossos personagens. Espero que vocês estejam gostando da nova família que está se formando em torno de Iago. Abraços!


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Comentários

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19/10/2020 02:23:45
Conto maravilhoso
18/10/2020 12:05:59
Muito bom. 10. Continua
17/10/2020 10:36:56
Adorei a sua narrativa. Cheia de detalhes e muito bem escrita. No aguardo do próximo conto.
17/10/2020 02:20:08
Ansioso pela continuação da narrativa. Conte-nos mais.
16/10/2020 23:18:32
Estou gostando E um conto de superação
16/10/2020 22:22:52
Emocionante!
16/10/2020 21:55:47
Uauuuu ! Coube a mim o privilégio de ser o primeiro a postar meu comentário e elogios . . . mais que apenas um relato erótico, esse autor nos brinda com profundas emoções, vividas pelos personagens envolvidos. Um dos melhores relatos que leio aqui ! Aguardo ansioso a continuação e novas " cenas " entre a Dani e seu namorado . . . nota dez com louvor e as merecidas três estrelas. ( )
16/10/2020 21:36:04
Chorei. Esse conto vai ser tenso...


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