Eu, meu pai e meu irmão - Cap. I a X

Um conto erótico de Beto / Carlinhos
Categoria: Gay
Data: 31/05/2020 20:37:48
Última revisão: 08/07/2020 20:45:32
Nota 10.00

(ATUALIZADO ATÉ O CAPÍTULO 10)

XXX ----- xxxxx ----- XXX

Capítulo 1 – Beto

Meus pais se casaram cedo, tinham apenas 18 anos cada um deles. Apesar de se amarem muito, o motivo? Era eu que estava a caminho, claro! Meu pai Carlos Roberto, era aquele cara bonitão e popular do colégio, do tipo atleta que deixavam as meninas doidas. Minha mãe, Denise era aquela rara combinação de bonita e inteligente. Quando eu tinha três anos de idade meu irmão Carlinhos nasceu.

Acho que por conta do nascimento dele que me aproximei mais do meu pai. Minha mãe se dedicava ao Carlinhos e meu pai a mim. Morávamos em uma cidade não muito pequena próxima à capital. Quando eu tinha 14 anos eles se separam, acho que eles já não estavam bem há um bom tempo, por isso, meu pai pediu transferência para a capital. Eu decidi morar com ele. Carlinhos que tinha 11 anos, muito apegado à minha mãe quis continuar lá com ela.

Meu pai pediu que eu esperasse o término do ano escolar, assim poderia começar o Ensino Médio na capital. Fiquei o restante do ano com a minha mãe e, no final de janeiro, fui morar com o meu pai. Meu pai disse que quando Carlinhos terminasse o ensino básico, também ir morar com ele. Fazer o Ensino Médio na mesma escola que eu iria estudar. Sendo assim, Carlinhos ainda ficaria mais 4 anos com a minha mãe e quando estivesse maior e mais independente iria morar com a gente.

Meu pai se mudou para um prédio bem bacana, que tinha quadra de esportes e até piscina. Da janela do meu quarto eu via a piscina. Em alguns finais de semana ela ficava cheia, eu adorava ficar lá em cima vendo as mulheres de biquíni. Ficava com tesão e sempre batia punheta. Descobri também uma coleção de vídeos pornôs do meu pai.

Todos os dias à tarde, entre os deveres da escola, quando começava a ficar cansativo, eu sempre ia para a sala e colocava um DVD diferente, batia uma punheta bem gostosa, com aquelas cenas de sexo. Um dia, eu estava lá de boa no sofá da sala do jeito que vim ao mundo com pau duro. Via uma morena, de cabelos longos, bem gostosa chupando o pau de um cara, escutar eles gemendo me dava muito tesão. Em um desses dias, meu pai entrou em casa e me viu daquele jeito. Fiquei todo sem graça, não tinha roupa perto para me cobrir, minha reação foi desesperadamente desligar a TV.

– Desligou por quê? – Meu pai perguntou sorrindo.

Eu não consegui nem o encarar.

– Pode ligar Beto, não precisa ficar sem graça. Esse DVD é meu, acha que eu tenho ele por quê?

Meu pai tentou me deixar à vontade. Eu ainda estava sem graça, e ainda estava de pau duro.

– Chega pra lá. – Meu pai disse se sentando do meu lado.

Passou com o braço por cima da minha barriga, quase relando no meu pau e pegou o controle da TV. – Vamos ver juntos.

Eu fiquei surpreso, ainda cobrindo o meu pau com as minhas mãos. Meu pai ficava com o olho fixo, vidrado na TV apalpando o pau por cima da calça. Depois de um tempo, ele abriu o zíper e colocou aquele mastro para fora. Tentei não reparar, mas o seu pau era quase tão grande quanto o do ator pornô. Papai começou a se masturbava na minha frente.

Não sei como perdi minha inibição, voltei a me masturbar. Percebi papai olhando para mim. Não com desejo, mas contente por me ver desinibido me entregando ao prazer.

– Olha a raba dessa mulher. – Meu pai disse.

– Muito gostosa e a buceta toda lisinha. – Complementei.

No filme, o homem fodia forte a mulher que gemia muito.

Meio tímido comecei a gemer, também gozei melando todo meu peito e minha barriga. Papai guardou o seu pau duro, se levantou e trouxe uma toalha de rosto para eu me limpar. Me levantei e fui para o banho. Não comentamos mais nada sobre isso. Papai nunca mais chegou cedo me pegando no flagra.

Semanas ou meses depois, estávamos vendo um filme que rolava muita sacanagem, como estávamos de pijama, era evidente a nossa ereção. Quando o filme acabou papai falou comigo:

– Beto, escolha um dos meus filmes lá. Estou morrendo de tesão. – Ele falou sorrindo.

Peguei um dos filmes com dois casais na capa. Coloquei esse filme no DVD e com menos de 20 minutos de filme eu e papai estávamos gozando. Papai gozando me chamava atenção, a forma como ele se masturbava, com as duas mãos e o gemido dele de machão era muito bacana. Eu queria crescer logo, ter um pau grande como o dele e gemer daquele jeito.

Quando eu batia punheta sozinho treinava o meu gemido, tentava ficar cada vez mais parecido com o dele. Nossos rostos eram bem parecidos, inegável que éramos pai e filho. Meu pai é jovem, é alto e forte, tem o corpo sarado, peito e pernas fortes também, tem a pele clara, e está sempre bronzeada. Às vezes usava barba, às vezes ficava com o rosto limpo. Era muito bonito, eu gostava quando diziam que a gente se parecia. Ele não tinha namorada fixa. Mas quase todo final de semana saía e dormia fora. No primeiro ano que fiquei lá, levou mulher para casa apenas duas vezes, e mesmo assim, ele as levava embora cedo.

Eu espiei papai metendo nessas namoradas nas duas vezes. Ele metia como um touro. A mulher gemia, era ainda mais gostoso que ver um pornô. Acho que papai soube que eu espiei pelo buraco da fechadura na primeira vez, apesar de não ter comentado nada, pois na segunda, ele deixou uma fresta da porta aberta, para que eu visse melhor toda a cena.

Meu pai era engraçado, divertido. Me deixava beber cerveja. Víamos futebol juntos, íamos ao estádio, ao clube. Paquerávamos juntos, além de ver filme pornô e bater punheta juntos. Eu não tinha muitos amigos, apenas um em especial, o Wagner, que quase sempre estava lá em casa; tinha meu pai como uma figura paterna e sempre nos acompanhava no estádio de futebol. Arrumei uma namorada quando estava no segundo ano do Ensino Médio. Contei para o meu pai um dia à noite e, no dia seguinte ele veio falar comigo:

– Beto, você já é um homem. – Meu pai disse.

– Sempre fui pai. – Eu disse rindo.

Tinha acabado de sair do banho. Estava apenas de toalha. Tirei a minha toalha e balancei o meu pau pra ele, que já media 16cm. Eu fazia questão de medir e acompanhar o crescimento.

– Estou falando sério filho. Senta aqui. – Meu pai disse rindo se sentando na minha cama.

Eu me sentei ao lado dele ainda com a toalha enrolada.

– Fala pai. O que pega? – Perguntei.

– Você me disse ontem que estava namorando. – Meu pai respondeu.

– Ah não pai, não precisamos dessa conversa. Eu já sei como tudo funciona. – Eu disse me levantando para vestir roupa, meu pai me puxou de volta para sentar na cama e a minha toalha caiu.

– Eu também achava que sabia e mesmo assim fui pai com apenas 18 anos. – Meu pai disse.

– Tá bom pai, pode falar. – Liberei.

– Daqui a pouco você estará fazendo sexo.

– Assim espero. – Eu respondi sorrindo.

– Muitas vezes não nos controlamos quando vem a vontade, não importa o lugar, a hora... Só pensamos em curtir o momento. Eu me lembro bem como é isso, eu vivi isso. Sabia que tinha que usar camisinha e a sua mãe fazia a tabelinha. – Meu pai disse.

– Hoje em dia as meninas tomam pílula desde cedo.

– Nem todas, meu filho. E muitas vezes elas se esquecem. Sua mãe não tomava, tinha medo de pedir para ir ao ginecologista e os seus avós descobrirem que estávamos transando. Por isso fazia a tabelinha, e mesmo assim aqui está você. – Meu pai disse sorrindo me puxando para dar um beijo na minha testa. – Não me arrependo de nada. Mas não é o que desejo pra você. Espero que estude, que faça uma faculdade e monte a sua família quando estiver pronto.

– Eu sei pai. Mas os tempos são outros agora.

– Eu quero te dar isso. – Meu pai disse me dando camisinhas. – Ande sempre com elas, as vezes a oportunidade aparece dentro do banheiro da escola, no horário de educação física, ou dentro de casa quando estiverem sozinhos, ou até mesmo em uma rua deserta no escuro. E muitas vezes, você pode estar sem camisinha e com o tesão à flor da pele. Isso não vai impedir você de transar. Deveria, mas sei bem que não impede.

Percebi que meu pai dava exemplos reais de quando ele transou com minha mãe. Provavelmente foi em um desses que fui concebido.

– Tudo bem pai. Vou ficar sempre com elas.

– Além de evitar a gravidez, ela te protege de doenças. Na minha época a gente não se preocupava com as doenças, a ideia era que só se pegava sífilis em zona e Aids era coisa de quem comia viado. Hoje sabemos que não é assim e, existem várias outras DSTs. – Meu pai disse.

– Eu sei pai, já tive essa aula. – Respondi.

– Que bom. Você sabe que isso aqui é uma arma, não sabe? – Meu pai disse pegando pela primeira vez no meu pau.

Fiquei constrangido porque meu pau começou a crescer em sua mão. Meu pai não soltava.

– Sei sim. – Por fim respondi, só depois da minha resposta ele largou o meu pau eu o cobri tampando a minha ereção.

– Relaxa Beto, meu pau também é sensível ao toque. – Meu pai disse. – Quero saber se você sabe colocar uma camisinha? – Meu pai perguntou.

– Claro que sei, pai. – Respondi.

– Você já colocou uma?

– Não. Mas eu sei como se coloca.

– Então coloca aí, quero ver.

– Não precisa pai. Não vou fazer isso na sua frente. – Eu disse.

Só queria que aquele papo acabasse, ainda estava sem graça de ter ficado com o pau duro na mão dele.

– Para Beto, quantas vezes já batemos uma juntos? Te vi gozar várias vezes. Está com vergonha de colocar uma camisinha? – Meu pai insistiu.

– Tá bom pai.

Eu peguei a camisinha, levei o pacote até a boca como se faz com saquinho de ketchup.

– Para, para. Não se abre com a boca. Você pode fura-la. Tem que tomar cuidado. Se usar o dente, vai bem no cantinho. – Meu pai disse.

Eu tomei cuidado e abri a camisinha.

– Isso, agora pode colocá-la.

Peguei a camisinha e já estava com ela na cabeça do meu pau.

– Para, está errado. – Meu pai disse.

– O que está errado? – Eu perguntei irritado.

Não era possível que eu não estava sabendo colocar uma camisinha.

– Do jeito que você está colocando está entrando ar. Não pode entrar ar. Você tem que segurar a pontinha dela. Me dê aqui.

Meu pai tomou a camisinha de mim, dobrou o bico, colocou na cabeça e foi descendo a camisinha pelo corpo do meu pau. Senti a mão me tocando, agasalhando o meu pau. Ele deslizava a camisinha com seus dedos e segurando firme o meu pau que estava duro.

Não sei o que aconteceu comigo, foi uma questão de segundos, enquanto meu pai descia com a camisinha meu pau pulsava. Um prazer incrível tomava conta de mim, minhas pernas estavam bambas, eu me apoiei no ombro do meu pai e gozei dentro da camisinha com meu pai ainda segurando o meu pau. Meu pai sorria. Eu tirei a sua mão do meu pau e não disse nada.

– Ninguém nunca segurou no seu pau né Beto? – Meu pai me perguntou.

– Não, comecei a namorar agora, estamos só nos beijos ainda. – Eu respondi sem graça enquanto tirava a camisinha cheia de porra.

– Ainda bem que não foi com a namorada né. – Meu pai disse sorrindo.

– Não sei se seria mais constrangedor.

– Beto, eu sou seu pai, não precisa ficar constrangido comigo. – Meu pai disse. – Vou comprar mais camisinhas pra você, vamos fazer isso de novo. Não quero que você goze com a sua namorada colocando a camisinha em você.

Meu pai saiu do meu quarto, eu o evitei o resto do dia. No dia seguinte ele trouxe mais camisinhas, novamente ele colocou em mim. Fiquei excitado mas não gozei. O constrangimento estava diminuindo e, mesmo que eu não quisesse assumir, estava gostando disso.

No terceiro dia, assim que meu pai entrou no meu quarto eu já fiquei excitado. Ele pediu que eu colocasse a camisinha, fiz da forma correta. Meu pai pegou um creme, passou na mão e me masturbou. Não sabia de onde surgiu aquela ideia, nem se aquilo era normal, mas foi maravilhoso. Meu tesão foi a mil e em 10 segundos, eu gozei. Ficando mais uma vez sem graça.

No final de semana meu pai saiu durante à tarde e voltou com uma sacola na mão.

– Trouxe um presente pra você. – Ele disse.

Fiquei empolgado e fui abrir. Surpreendi quando vi que era um brinquedo erótico. Que imitava uma boceta

– É pra você treinar. Não vai querer gozar em 10 segundos quando tiver comendo a sua namorada, não é? – Meu pai disse.

Eu fiquei feliz, mas me lembrei do constrangimento do dia anterior.

– Pega um filme, vamos estrear essa buceta.

Coloquei um filme. Assim que estava de pau duro, papai me mandou colocar a camisinha. Ele passou um lubrificante naquela boceta de silicone.

– Lembra muito uma de verdade. – Meu pai disse.

Coloquei aquela boceta artificial no meu pau, gozei assim que ela entrou. Meu pai riu.

– Tá vendo que isso vai ser útil. – Meu pai disse.

– Pai, será que eu tenho algum problema? Ejaculação precoce? – Eu perguntei preocupado.

– Claro que não meu filho. – Ele me disse rindo. – Se tivesse, até na punheta você gozaria rápido.

– Verdade, na punheta eu demoro bastante.

– Beto eu era igual a você, tudo que é novo e prazeroso eu gozava muito rápido, aprendi a me controlar. Sozinho foi muito mais difícil. Por isso papai quer tanto te ajudar. Não tenho dúvidas que com esse brinquedo em uma semana você já vai saber se controlar. Me passa essa boceta aqui deixa eu te mostrar.

Ele também colocou a camisinha no pau e começou a foder aquele brinquedo, ele ia me falando dos movimentos, mostrava as posições, disse várias vezes que estava prestes a gozar, mas que mudando de posição e diminuindo o ritmo, ajudava a aguentar mais.

Eu não sabia se estava de pau duro vendo o filme ou prestando atenção no papai comendo aquela bucetinha. Depois que ele gozou, eu coloquei uma nova camisinha e voltei a brincar com o nosso novo brinquedo, consegui ficar uns 20 minutos para gozar.

– Muito bom meu filho, bom trabalho. Mas na segunda a gente sempre aguenta mais. Importante é conseguir esse tempo de primeira. Outra dica é você bater uma punheta no dia, antes de encontrar com a sua namorada.

Estava satisfeito. Depois desse dia as aulas com meu pai acabaram, em menos de uma semana eu metia naquele brinquedo por mais de 30 minutos. Contava para o meu pai as minhas conquistas e ele ficava com cara de satisfeito. Continuamos a ver os pornôs juntos uma vez ou outra. Fui perder a virgindade mesmo uns seis meses depois daquilo.

Quando entrei para o terceiro ano estava solteiro, apesar de estudar bastante eu sempre tinha tempo para o meu amigo Wagner e principalmente para as meninas. Minha ex-namorada que saiu do colégio, tinha feito a minha fama de bom de cama. Não precisei me esforçar muito, as meninas vinham para cima de mim. Não sei se era coisa da idade ou do tanto de sexo que eu estava fazendo, mas meu pau tinha crescido mais 2cm no último ano e engrossado também. Um dia batendo punheta com meu pai ele reparou.

– Beto, o que você fez? – Ele me perguntou.

Eu como o meu pai segurava o meu pau com as duas mãos.

– O quê pai?

– Cara! O seu pau tá enorme. – Ele respondeu.

Eu levantei a minha mão para ele ver melhor. Ele tocou no meu pau e balançou de um lado para o outro.

– E engrossou também. Daqui a pouco fica maior que o meu. – Ele sorriu e eu sorri de volta.

– Também estou raspando. Além de valorizar no tamanho, as meninas preferem lisinhos para chupar, elas chupam até as bolas.

– Nunca me raspei, na minha época não tinha disso.

– Agora elas gostam, pai. Sinta. – Eu levantei as minhas bolas para o meu pai passar a mão. Ele passou.

– É diferente. – Ele constatou.

– Se quiser eu te raspo, comprei uma maquininha. Vai fazer sucesso. Podemos raspar o seu peito também. – Sugeri.

– Meu peito não. Estava mesmo estranhando você sem pelos no peito. Essa moda estranha de vocês jovens. As moças da minha época adoravam um peito peludo.

– Hoje em dia elas acham feio. – Respondi rindo. Meu pai fechou a cara. – Mas o seu é bonito, não é do tipo Toni Ramos e nem ursão.

Meu pai riu, nem terminamos de ver o pornô. Peguei a minha máquina de aparar e fui raspar o meu pai.

– Não quero máquina zero não. Pode deixar bem baixinho, mas nada de ficar liso. – Meu pai pediu.

Passei a máquina dois em sua virilha. Em alguns momentos esbarava no pau do meu pai. E o pau dele foi ficando duro.

– Sensível ao toque. – Ele me disse rindo. Eu sorri de volta.

Eu liguei o foda-se, já tinha bastante liberdade com o meu pai. Forcei o seu pau para baixo, para um lado e, para o outro para usar a maquininha. Sentia o pau dele pulsado e algumas vezes até melando a minha mão.

– Segura seu pau pra cima e abre um pouco as pernas, agora vai ser máquina zero no saco. – Eu pedi.

Meu pai fez como eu pedi, raspei bem o seu saco e toda aquela região. Quando estava acabando papai se mexeu, o dente da máquina deu uma pequena beliscada em seu saco. Papai gritou dando um pulo, seu pau vinha na direção do meu rosto eu me afastei para ele não tocar em mim, estava agachado. Desequilibrei, iria cair, não seria um tombo, mas no susto segurei na perna do meu pai pegando impulso em direção ao seu pau. Meu pai se forçou ainda mais contra mim. Meu rosto estava totalmente grudado na sua virilha e o seu pau estava lá duro e babado entre nós.

A maquininha ainda estava ligada e na minha mão, eu evitava dela encostar na perna do meu pai. Ele recuperou o equilíbrio e me puxou para cima, como eu estava praticamente em baixo dele, meu rosto e meu corpo foi subindo colado em seu corpo. Eu que ainda estava nu voltei a ficar excitado.

– Caralho Beto! Essa porra me machucou. – Meu pai disse, segurando o saco.

– Você que se mexeu, máquina zero tem que ter cuidado. Você me babou todo. – Eu disse sentindo o meu rosto melado e algumas partes do meu peito e barriga. Meu pai ria.

– Não ri não. Vou gozar na sua cara palhaço.

– Não vai nada. Você já me tirou sangue. – Meu pai disse mostrando uma gotinha de sangue do dedo dele.

Me abaixei de volta ao seu saco, tinha um corte minúsculo com uma pontinha de sangue.

– Para de drama pai, já fiz isso em mim. Não dá nada não, só vai arder hoje quando tomar banho, amanhã tá novo.

Depois disso sempre que eu me raspava, perguntava se meu pai queria se raspar também. A cada duas vezes que eu me raspava papai se raspava uma. Com o tempo ele começou a me ajudar também. Mesmo nos tocando para nos raspar e ficando de pau duro não existia constrangimento nem conotação sexual. Quando estávamos vendo filmes pornô, mesmo nos olhando e sentindo tesão ao ver o outro nunca chegamos a nos tocar.

Algumas vezes depois de gozar tomávamos banho juntos, também nada sexual apesar dos esbarroes. As vezes ficava de pau duro e chegava a nos masturbar lá dentro. Uma vez acabei gozando na perna do meu pai, ele levou na brincadeira. Construímos uma liberdade bem grande e bacana.

Terminei o terceiro ano, passei no vestibular e iria entrar na faculdade. Conforme o combinado, Carlinhos iria iniciar o Ensino Médio na escola que eu estudei.

Quando me mudei para a casa do meu pai, eu voltava para casa da minha mãe quase todos os finais de semana. Mas com o passar do tempo, muito estudo, jogos de futebol, novos amigos e namoradas, passei a ir cada vez menos. Eu ia lá somente nos feriados e nas férias. Nunca fui muito próximo do meu irmão, a diferença de 3 anos fazia vivermos em universos diferentes, ainda mais por ele ser sempre grudado na minha mãe. Quase nunca ia brincar comigo e com o meu pai. Depois que mudei, ele nunca veio nos visitar. Nas visitas que fazia a minha mãe, nós ficávamos pouquíssimo tempo juntos. Carlinhos não me dava muito papo, ficava mais na dele.

Fui passar o natal com a minha mãe como sempre fazia. E dessa vez, passaria todo o mês de janeiro por lá com ela. Meu pai também estava de férias e foi viajar. A recepção foi calorosa, minha mãe estava feliz porque eu passei no vestibular. Carlinhos tinha crescido, estava começando a pegar corpo. Suas pernas e bunda era o que mais se destacava. Ele estava diferente, não estava tão tímido e nem procurava ficar o tempo todo escondido.

Tivemos momentos agradáveis do início das férias até meados de janeiro. Dividia o quarto com Carlinhos, ele com a cama de um lado do quarto e eu do outro.

– Carlinhos, cadê as meninas dessa cidade? Estou subindo pelas paredes. – Eu disse e ele sorriu.

– Beto, você sabe que essa cidade fica vazia nas férias.

– Caralho! Preciso de sexo. – Eu disse rindo.

– Quem sabe eu não posso te ajudar.

– Tem alguma amiga safada?

– Não. – Ele respondeu sem graça abaixou a cabeça e saiu do quarto.

Não tinha reparado nada estranho nele. Desde criança, ele tinha o jeito da minha mãe e cresceu mantendo o mesmo jeito, inclusive a sua aparência. Mas sempre que eu saía do banho e trocava de roupa no quarto, Carlinhos me olhava.

Morando com meu pai não nos importávamos em ficar pelados, afinal éramos homens, pai e filho. Achei natural fazer aquilo com o Carlinhos no quarto. Sempre saía do banho com o pau meia bomba, pois sempre batia uma punheta. Achava que podia ser uma curiosidade, eu também olhava o meu pai. Mas antes de eu tomar banho ele nunca estava no quarto e quando eu saía do banho, lá estava ele. Na hora de dormir, ele também usava um pijama velho e curto que não tampava a sua bunda toda e, ele sempre a empinava para o meu campo de visão. Achei estranho também o hábito dele de acender e apagar a luz e rapidamente durante a noite. Eu sempre me mexia nessa hora.

Naquela noite, quando ele acendeu a luz eu não me mexi. Rapidamente Carlinhos apagou a luz e sentou na minha cama.

– Beto. – Ele disse baixinho.

Eu não respondi. Ele me chamou mais duas vezes e eu fiquei calado.

Carlinhos colocou a mão no meu pau, que endureceu na hora. Eu não sabia como agir. Estava certo, meu irmão caçula era um viadinho que queria o meu pau. Me virei para o lado sem falar nada. Na noite seguinte, Carlinhos não fez nada, pelo menos eu não vi. Na seguinte, ele repetiu o seu ritual. Mas eu já estava excitado antes dele me tocar.

Senti quando ele me tocou por cima da coberta... quando ele foi por baixo... quando ele tirou meu pau do pijama e ele o colocou na boca. O tesão era grande, mas eu não sabia o que fazer. Deixa-lo continuar ou interromper. Não iria falar nada com ele até porque eu não sabia o que dizer. Me virei para o lado e Carlinhos voltou para a cama. Eu ainda estava de pau duro, não conseguia pegar no sono. Senti Carlinhos se levantando, piscando a luz e voltando a me chupar. Eu não resisti, deixei ele se deliciar no meu pau.

Carlinhos me chupava com vontade. Passava a mão por dentro da minha camisa deslizando pelo meu abdômen até chegar no meu peito, ele apertava os meus mamilos. Se eu estivesse dormindo, acordaria com o que ele estava fazendo. Fiquei na dúvida se ele queria que eu acordasse e fizesse o serviço completo ou não. Mas isso eu não faria. Continuei fingindo que dormia. Carlinhos me chupava com desejo. Não me segurei e jorrei a minha porra na boca dele. Carlinhos engoliu tudo, deixou o meu pau limpo e o guardou. Antes de voltar para a sua cama ele me deu um beijo na boca, senti a sua língua. Estava em êxtase, mas também preocupado.

Quando tive oportunidade conversei com a minha mãe:

– Mãe tem algo errado com o Carlinhos.

– Não tem nada errado com seu irmão. Tinha antes, quando ele era triste e não saia de casa, só ficava trancado dentro do quarto. Agora não tem nada errado. – Minha mãe disse.

– Então você sabe?

– Sei sim. E não quero escutar de você que a culpa é minha, que eu que o mimei demais, que eu o privei de referência masculina. – Minha mãe estava com os olhos cheio de lágrimas.

– Não vou dizer isso. – Eu respondi. Alguém falou isso com ela, provavelmente a sua irmã. – Mas talvez ele indo morar comigo e com o papai pode ajudá-lo.

– Ele não vai Roberto.

– Por que não? Não foi isso o combinado? Ele fazer o Ensino Médio lá?

– Era o combinado.

– Mas a escola lá é melhor. Ele não pode ficar aqui de baixo das suas asas para sempre.

– Beto, essa foi a sua desculpa para escolher morar com o seu pai. A escola aqui também é boa e ele será capaz de passar no vestibular e vai estudar onde ele quiser. Seja aqui, na capital, ou até em outro país.

– Mãe, deixa ele morar com a gente. Pode ser melhor pra ele.

– Não, ele não quer ir. E, não ache que você e o seu pai vão mudar a natureza dele. Isso não é questão de criação, escolha ou qualquer outra coisa. É a natureza. Pode sim incubar isso, colocar ele de volta dentro do armário, deixa-lo ser um rapaz triste e incompleto. Mas não vou deixar ninguém fazer isso com meu filho. Não permitirei que nem você e nem ele seja infeliz nessa vida. Mesmo que as pessoas achem que estou errada.

– Eu entendo mãe. – Eu disse abraçando a minha mãe. Ela chorava. Não era o momento de tentar argumentar em mais nada.

– Você lembra como ele era triste e introvertido. Me doía ver aquilo. Eu já sabia desde sempre, mas esperava ele me dizer. Mas não aguentei, foi no feriado de outubro que eu falei com ele. Disse que o amava independente de tudo, que ele não precisava esconder nada de mim e que provavelmente eu já sabia. Seu irmão chorou, e disse que se sentia mal por não ser homem. – Minha mãe limpava as lágrimas e continuou. – Foi difícil, mas conversei muito com ele e expliquei se a sua orientação não mudaria quem ele era. Eu o coloquei na terapia e agora ele está aí feliz, em dois meses Beto, olhe como ele mudou. Acha que eu devo deixa-lo triste de novo?

– Não mãe. Você fez certo. Mas por que não contou pra mim e para o papai?

– Não é algo para ser contado. Quando o Carlinhos quiser, ele que conte. Ele tem medo da sua reação e da do seu pai também. E como você descobriu?

– Não teve uma situação específica. – Eu menti.

Depois fui conversar com o Carlinhos:

– Mamãe disse que você não quer voltar comigo. Não quer morar comigo e com o papai.

– Não quero Beto. A escola aqui também é boa.

– Você sabe que eu e o papai amamos você, não sabe Carlinhos? Que você pode ser feliz lá. Você pode ser você.

– Eu não estou pronto Beto. – Carlinhos disse e me deu um abraço.

Eu também não estava pronto, não estava pronto para dizer mais nada e nem para continuar ali. Decidi antecipar a minha volta para casa. Disse que recebi um e-mail da faculdade pedindo para eu levar alguns documentos que estava faltando para a minha matrícula.

XXX ----- xxxxx ----- XXX

Capítulo 2 – Carlinhos

Sempre soube que eu era diferente do meu pai e do meu irmão. Eles sempre tão másculos, gostavam de brincadeiras violentas, esportes, coisas que sempre soube que não eram para mim. Beto é três anos mais velho do que eu, nunca tivemos muita intimidade. Afinal, três anos de diferença quando se é criança é muita coisa. Sem contar que, sempre fiquei mais agarrado com a minha mãe. Meus pais se separaram quando eu tinha 11 anos. Meu irmão, Beto, rapidamente foi morar com meu pai na capital. Meu pai esperava que eu terminasse o Ensino Médio para ir morar lá também, o que ainda demoraria mais três anos para a minha sorte.

Eu não era uma criança triste, mas quando fui me conhecendo melhor fiquei abalado. Morava apenas eu e a minha mãe. Beto já morava com o meu pai. Me lembro uma vez que minha tia Deyse foi lá em casa com o meu primo Pablo, ele era apenas um ano mais velho do que eu. Escutei a mãe dele o mandando ir brincar comigo.

– Não quero mãe. O Carlinhos não sabe brincar como um menino, aposto que é um viadinho. É isso que falam dele na escola e se souberem que vim aqui vão falar o mesmo de mim. – Pablo disse para a sua mãe.

– Deixa ele brincar na rua. – Minha mãe disse com a irmã. Liberando meu primo do suplício que era brincar comigo na minha casa.

– Você está vendo Denise. O que andam falando do seu filho? Isso que dá você mimar demais o menino, sempre carregando ele no colo pra cima e pra baixo, deixando ele fazer comida, ele te ajudando na cozinha. Ele penteava o seu cabelo Denise! – Tia Deyse criticava a minha mãe.

– Para com isso Deyse! Não tem nada a ver uma coisa com a outra. – Minha mãe respondeu.

– Agora sem o Carlão e sem o Beto aqui, referências masculinas na casa, que o Carlinhos não vai ter concerto mesmo. – Tia Deyse disse.

– Deyse, está louca? Acha que meu filho está quebrado para ter conserto. Já falei para parar com isso. – Minha mãe disse.

– Se não quer ouvir, eu não falo, mas depois não vá dizer que eu não avisei. – Tia Deyse finalizou.

Depois desse dia me vi de uma forma que eu nunca havia me visto, era fato, eu era gay e não era culpa da minha mãe como ela disse. Eu não sabia que na escola falavam de mim. Fazia sentido eu não saber, afinal sempre ficava com as meninas e não com os meninos. Nunca jogava bola com eles, só era procurado para fazer trabalhos em grupos pelo fato de ser inteligente. Tentei me afastar das meninas e me aproximar dos meninos. Queria aprender a ser homem, como era o meu pai e o meu irmão. Mas era muito difícil para mim. Com isso acabei ficando cada vez mais triste e solitário.

Depois da mudança, Beto vinha quase todos os finais de semana e foi diminuindo. Apesar de dividirmos o quarto, nós mal nos víamos e também mal nos falávamos. Eu não tinha assunto com ele, e nem com meu pai, que me ligava toda semana e era sempre a mesma: “Oi, como tá? E a escola? E as meninas, já está namorando? Estou com saudades. Quero que venha me ver. Beijo e Tchau”. Toda semana ele perguntava as mesmas coisas e eu respondia as mesmas coisas.

Eu gostava do meu pai. Na verdade, foi o primeiro homem que eu admirei, lembro quando tomávamos banho juntos, eu e ele ou eu, ele e o Beto. Adorava ver o seu corpo, adorava ver o seu pau grande balançando, nem sabia o que era um boquete, mas já tinha vontade de colocá-lo na boca.

Meu pai me chamava para passar alguns dias na casa dele, eu quase fui algumas vezes, mas minha mãe me dava tantos conselhos que me deixava inseguro. Não era sobre a violência da cidade grande. Era para cuidar do meu jeito, da forma que eu falava, que eu gesticulava. Ela tinha medo da reação do meu pai e do Beto. Acho que no fundo, ela tinha medo por mim e por ela. Ela ficava triste pelo que a minha tia vivia buzinando no ouvido dela. Eu ficava ainda mais triste por deixa-la triste.

Comecei a viver num mundo virtual, onde era mais feliz e livre. Podia ser várias pessoas diferentes, dar opinião sobre tudo e aprender muita coisa. Minha mãe me via como um rapaz triste, talvez no mundo real eu fosse mesmo, mas no virtual eu era feliz, acho que ela não entendia isso.

– Carlinhos você tem que sair do quarto, tomar banho, comer longe desse computador. Assim não dá. Tem que ter uma vida social. – Minha mãe repetia isso quase todos os dias, mas nada adiantava.

Nas férias de julho quando eu estava na oitava série, minha mãe inventou uma viagem para praia, uma cidade pequena no litoral do ES, só tinha televisão, nada de computador e internet. Foi terrível no início. Viajamos eu, minha mãe, minha tia Deyse com os filhos e o marido. Beto não foi. Ficou com a namorada. Não tinha nada para fazer. A presença dos meus primos me incomodava, imagino a que a minha também a eles. Resolvi andar pela vila, vi uns pescadores e sem maldade fiquei olhando para eles trabalhando. Um deles, o mais novo, que devia ter entre uns 18 e 20 anos se aproximou de mim. Ele estava sem camisa e com um short curto exibindo belo abdômen e belas pernas. Fiquei nervoso quando ele se aproximou.

– Oi, está de férias? – O pescador me perguntou.

– Sim eu... eu vim com a minha família.

– Legal, aproveite a cidade.

– Obrigado. – Respondi sem graça. O jovem pescador estava voltando para junto dos outros.

– Meu nome é Binho. Prazer – Ele se apresentou se afastando.

– Prazer, sou Carlinhos.

Continuei parado ali, desta vez admirando apenas o Binho, agora com maldade, com malícia mesmo, eu tinha 14 anos e já sentia muito tesão em ver um belo espécime de macho. Binho pareceu gostar de mim, ele sempre me olhava e dava aquela ajeitada no pau. Não sabia se era um sinal ou se estava excitado. Eu sei que eu estava, mas não peguei no meu pau. Fiquei uns 40 minutos naquele final de tarde só admirando aquele homem. Quando ele terminou o trabalho voltou a se sentar ao meu lado.

– O trabalho é pesado. Desenrolar as redes, esticar, costurar onde arrebenta. E quando for umas 5 da manhã, estamos aqui de volta para ir pescar. – Binho me contava.

– Nossa! Cedo assim?

– É, e por volta das 7 já estamos de volta para vender o peixe fresquinho.

– Bacana. – Eu não tinha assunto.

– Quer dar uma volta mais tarde?

– Tenho que pedir a minha mãe. – Eu respondi sem graça. Não queria parecer uma criança.

– Então passo aqui às 7 da noite, se você tiver por aqui a gente dá uma volta, se não der, sabe onde me encontrar. – Binho respondeu.

Fiquei bravo por que minha mãe não deixou sair sozinho à noite. Disse que eu poderia, se fosse com os meus primos. Por isso desisti. Mas às 19 fugi, queria dizer ao Binho pessoalmente que não poderia ir.

– Que pena, tentamos outro dia então. – Binho disse pegando no pau. Meus olhos foram naquela direção na hora. Ele percebeu que eu encarei. Fez aquilo de propósito. Binho sorriu, me puxou para um meio abraço de forma que o senti pela primeira vez, um pau duro relando em mim. Não sei como explicar, eu fiquei excitado, meu pau ficou duro, meu cu piscava, minhas pernas tremiam.

– Quem sabe amanhã?

Acordei cedo, não tinha problema sair durante o dia. Às 8:00 da manhã cheguei à peixaria fiquei quase duas horas fingindo que não estava fazendo nada. Binho olhava pra mim, pegava no pau e sorria.

– Estou fedendo a peixe. – Binho disse.

– Não é tão ruim. – Eu disse e ele sorriu.

– Percebi que estava olhando muito pra mim.

– Se percebeu é porque olhava muito pra mim também.

– Tem razão. Mas reparei que você olhava para uma parte específica.

– Talvez porque você sempre estava pegando nela.

– E você quer pegar?

– Eu não sei, nunca fiz isso. – Eu respondi.

Binho pegou a minha mão e levou até o seu pau, senti o pau dele duro. Foi fantástico. Fiquei excitado na hora. Ficamos na areia, a praia ainda estava vazia e comecei a bater punheta para aquele rapaz, que passava a mão nas minhas pernas. Eu queria beija-lo, mas tive medo. Ele gozou e sorriu pra mim.

– Tenho que ir, espero te ver de novo. – Binho disse.

Os meus dias naquelas férias foi tentar encontrar o Binho sempre que eu podia, e nem sempre que nos encontrávamos eu conseguia segurar no seu pau. Um dia ele pediu para eu chupá-lo, mas não tive coragem. Vontade eu tinha, muita, mas não tive coragem. Eu achei que estava apaixonado pelo Binho, mesmo sem tê-lo beijado, fiquei triste e sofrendo quando fui embora. Mergulhei de vez no meu mundo virtual e abandonei o real.

Em outubro deste mesmo ano a minha mãe veio falar comigo:

– Filho, podemos conversar? – Minha mãe perguntou.

– Já sei o que vai dizer, é pra eu largar esse computador. Comer na mesa, tomar banho...

– Hoje não é isso. Não gosto de te ver assim. Esse mundo que você está não é real Carlinhos, aqui é mundo real. É aqui que estou, eu, sua mãe que amo você mais que tudo nesse mundo. Independentemente de qualquer coisa. Você entende isso Carlinhos?

– Entendo. – Eu disse. Estava com medo de onde ela queria chegar.

– Você sabe que não precisa esconder nada de mim, não sabe? Não precisa carregar nenhum peso sozinho. Sabe que seja lá o que você tiver que carregar, pode dividir comigo. Eu aguento. Talvez eu já esteja carregando e você não percebeu ainda. – Minha mãe disse, via que estava emocionada. Eu não aguentei e comecei a chorar em seu colo.

– Eu não queria ser assim mãe. Eu não queria. Eu queria ser homem como meu pai, como o Beto, meus primos, como qualquer homem.

– Meu filho você é homem. Você se sente homem? Queria ter outro corpo? Se sente uma menina?

– Não. – Eu disse.

Sentir vontade de beijar, chupar e dar para um homem, isso não me fazia querer ser menina. Gostava do meu pau, de senti-lo duro, de pegar nele, de gozar por ele.

– Então você é homem. Não permito que não se sinta como um. Gostar do mesmo sexo não muda isso. Não muda nada. Não muda quem você é. Só uma coisa tem que mudar. Essa vida que você está levando, trancado aqui dentro, preso nesse computador. Você deve viver a sua vida está entendido?

– Não tenho coragem de encarar o mundo mãe.

– O mundo real é cruel sim meu filho. Mas estamos vivos e temos que viver. Vou marcar para você fazer terapia tudo bem? – Minha mãe disse. Eu concordei com a cabeça. – Quero te ver feliz meu filho.

A terapia e a minha mãe me ajudaram muito a me aceitar, aprendi que me aceitar não significa me assumir para os outros, apenas para mim mesmo. Me aceitei como gay. Não precisava fazer sexo para saber disso, não precisa beijar ou chupar algum cara. Também não precisava contar para ninguém.

– Então não vai contar para o seu pai e o seu irmão?

– Não. – Eu sabia que minha mãe não queria que eu contasse, ela tinha mais medo da reação deles do que eu. Acho que minha mãe construiu sem querer esse medo em mim. Minha mãe não é culpada por eu ser gay, ninguém tem culpa nisso. É a natureza, você é ou não. Não se vira gay. Mas talvez ela tenha me influenciado a ter esse medo da reação do Beto e do meu pai, e que todos a culpem por isso. Preferi não contar para ela, mas eu pretendia esperar sair de casa, morar em outra cidade para viver a minha vida gay longe dela e das pessoas a que a julgariam. Só tinha que esperar alguns anos até fazer 18 anos e entrar em uma faculdade. – E decidi também que não vou morar com o meu pai e com o Beto.

– Você acha que eu vou ficar triste? Ter meu filhinho aqui por mais três anos. – Minha mãe disse toda feliz.

– Mas também não quero que conte para eles, vou deixar pra contar em cima, não quero escutar eles falando na minha cabeça que a escola lá é melhor. A escola daqui é uma das melhores do estado.

Eu realmente tinha tirado um peso dos ombros, voltei a ter amizade com as minhas amigas, perdi o medo dos meninos, me tornei mais independente e menos robô, tentava demais ser menino padrãozinho e tudo o que eu não era é um padrãozinho. Não era afeminado, mas de vez em quando dava umas escorregadas, mas não me importava. Conhecia “héteros” que escorregavam mais do que eu. Terminei a oitava série ainda BV (boca virgem). Não só a boca, era tudo, menos a mão.

Beto veio para as festas de final de ano, ele estava diferente, encorpado, bonito. Não parecia o mala do meu irmão. Ele tinha passado no vestibular e estava empolgado com isso. Minha mãe adorava quando ele vinha. Eu sei que sou o filho preferido, mas ninguém pode dizer que minha mão não amava o Beto. Eu já não sabia se o mesmo valia para o meu pai em relação a mim.

Eu e Beto dividíamos o mesmo quarto, adorava vê-lo nu saindo do banho, seu pau sempre inchado, como se ele tivesse acabado de gozar, tinha dias que dava para ver aquele melado se formando. Sempre dava um jeito de chegar no quarto para vê-lo daquele jeito. Sei que era loucura, mas estava morrendo de tesão no meu irmão. Peguei um pijama velho que deixava a minha bunda bem a mostra para ver se ele sentia o mesmo por mim.

Uma noite fui ao banheiro e quando voltei ascendi a luz. Consegui ver o formato do pau do Beto sob o pijama que ele usava, apaguei a luz e passei a mão nele, senti o pau dele pulsar e corri para a minha cama. Todas as noites passei a ascender a luz em busca de ver e tocar naquele pauzão de novo.

– Carlinhos, cadê as meninas dessa cidade? Estou subindo pelas paredes. – Beto me perguntou em uma tarde, eu sorri pra ele.

– Beto sabe que essa cidade fica vazia nas férias. – Eu respondi.

Se ele perguntasse onde tem jogo de futebol com as pernas mais bonitas ou as melhores bundas eu saberia. Passei a gostar de ver futebol só para admirar os jogadores. Até mesmo essas peladas.

– Caralho! Preciso de sexo. – Beto disse sorrindo.

– Quem sabe eu não posso te ajudar. – Eu disse. “Vai que cola”

– Tem alguma amiga safada?

– Não. – “Putz não colou” fiquei sem graça e sai do quarto.

Sabendo que o Beto precisava de sexo eu tentei me arriscar. Ascendi a luz, e ele dormia, diferente dos outros dias que ele se mexia com a claridade.

– Beto, Beto, Beeetooô. – Eu o chamei. Beto não se mexia eu me sentei ao lado dele na cama.

Com muita coragem coloquei a mão no pau dele, senti endurecendo entre os meus dedos. Como eu queria aquele pau. Devia ter uns 18 centímetros, era grosso e bem proporcional, nem se comparava com o do pescador. Pena que durou pouco. Beto se virou de lado e eu larguei o seu pau.

Voltei para a minha cama pensando se ele acordou, se ele sabia o que eu fizera, ou se apenas se mexeu dormindo. Fiquei com medo de tentar novamente, mas o medo durou pouco. Ascendi a luz novamente, fiquei feliz com a cena. O pau do Beto já estava duro e marcando o pijama.

Coloquei a minha mão sobre a coberta, senti novamente aquele caralho grande e gostoso na minha mão, tirei a coberta. Beto usava o pijama sem cueca por baixo, foi fácil colocar aquele pau para fora. Eu forçava a vista para conseguir enxergar aquele pau duro, queria guardar na minha cabeça, queria guardar na minha boca.

Me inclinei e passei meus lábios na cabeça do pau do Beto, senti uma gotinha do pré gozo dele. Era uma delícia. Desci pelo resto do seu pau até senti-lo todo na minha garganta. Consegui dar duas chupadas até Beto se mexer, fiquei assustado e voltei para a cama deixando o pau dele ali para fora.

Eu estava louco de tesão, louco de vontade de continuar chupando, acho que minha bunda se lubrificou sozinha assim como o pau do Beto, eu queria ser preenchido, queria dar para o meu irmão. Não queria mais um homem, queria o Beto com aquele pau gostoso. Criei coragem e voltei para a cama do Beto e voltei a chupa-lo. Chupava com vontade, como se eu soubesse o que estava fazendo. Me dedicava a cabeça, ao corpo, as bolas; fazia tudo que eu podia, sentia aquela babinha vindo e achava uma delícia.

Eu batia punheta para o Beto com a cabeça do pau dele na minha boca. Passava a minha mão pelo corpo dele, aquele corpo de homem, ali no meu quarto, eu não resistia. Não me importava com mais nada, estava alucicrazy. Adorei quando Beto gozou na minha boca, eu também gozei sem encostar no meu pau. Algo novo, diferente e delicioso.

Engoli toda a porra do Beto, um gosto diferente, forte, não tão bom como o da babinha, mas engoli tudinho, deixei o pau do Beto limpinho, um pau gostoso que não amolecia depois de gozar. Guardei o pau do Beto e olhei para o seu rosto. Ele parecia feliz, estava lindo. Devia ter gozado no sonho também.

Beto foi o primeiro homem que eu chupei, eu queria que também fosse com ele o meu primeiro beijo. Me inclinei sobre ele, dei um beijo nos seus lábios e coloquei a minha língua dentro da boca dele, senti as nossas línguas se tocando. Sei que Beto sentiu, minha mão estava sobre o seu pau e senti mais uma vez pulsar enquanto eu o beijava.

No dia seguinte, veio todo o medo que eu não tive na noite anterior, preferi ficar mais no quarto, além de, quem sabe ver Beto pelado de novo.

– Mamãe disse que você não quer voltar comigo. Não quer morar comigo e com o papai. – Beto me disse ao chegar no quarto.

– Não quero Beto. A escola aqui também é boa.

– Você sabe que eu e o papai amamos você, não sabe Carlinhos? Que você pode ser feliz lá. Você pode ser você. – Beto me disse.

Achei que aquilo poderia ser um enigma.

– Eu não estou pronto Beto. – Respondi dando outro enigma e um abraço em Beto.

Naquele mesmo dia Beto foi embora disse que recebeu um e-mail da faculdade pedindo para ele levar alguns documentos que estava faltando para a sua matrícula.

Na primeira semana de aula me surpreendi com um e-mail do Beto. Ele dizia que sabia que estava sempre no computador, que ele mesmo usava pouco e que não gostava de falar no telefone, que poderíamos usar essa ferramenta para mantermos o papo em dia. Me contou sobre como eram as coisas na faculdade, sobre as amizades que ele fizera. Sobre as meninas bonitas, sobre um amigo gay.

Resolvi responder. Falava também da escola de como estava tudo. Todo dia, ou dia sim e dia não, trocávamos meia página de palavras. Eu ficava na dúvida se Beto sabia o que eu fiz com ele, ou se ele já sabia que eu sou gay, ou se realmente só queria ser um bom irmão.

Mais para o meio do ano, Beto me disse que estava ficando mais sério com uma garota, confesso que morri de ciúmes com aquilo. Eu disse para o Beto que eu também estava apaixonado. O que era mentira, ou talvez estivesse pelo próprio Beto. Inventei que já tinha beijado na boca e que estava pensando em fazer sexo. Eu sabia que Beto teve a sua primeira relação com 16 anos. Achei estranha a forma que ele respondeu, dizendo para eu ir com calma, não fazer nada que eu pudesse me arrepender, escolher uma pessoa (não garota) especial.

Beto não voltou nas férias de julho, resolveu ficar com a sua ficante. Mas no natal ele apareceu com ela. Aquela garota era um grude, ainda deixei os dois ficarem no meu quarto. Meu pai também foi para o Natal a pedido do Beto à minha mãe, que não via problemas, mas que ele teria que ficar no sofá.

Resolvi dormir com o meu pai na sala. Até que o nosso papo fluiu bem mais, pois estávamos ali pessoalmente, não ficamos no roteiro de sempre. Papai me elogiou, disse que eu estava crescendo e estava bonito. Mas não deixou de perguntar sobre as namoradas. Papai dormiu sem camisa e só de cueca, vi como o pau dele era grande e grosso, isso tudo mole, me deu água na boca.

Eu estava mesmo bem tarado, não estava perdoando meu irmão e nem o meu pai. Também eram os únicos homens que chegavam perto de mim. Meus primos são idiotas, na minha escola só têm idiotas.

Perto do meu pai eu cuidava melhor da minha postura, tentava não escorregar, e deu certo, ele pareceu não perceber nada. Mas não me hesitei em ataca-lo naquela noite. Fui de leve com a minha mão por cima da cueca dele. Como a TV estava ligada eu pude confirmar que ele realmente dormia, não se movia. Seu pau ia endurecendo dentro da cueca e a cabeça ficando do lado de fora.

A cueca ficou tão apertada para o pau do meu pai que eu não consegui nem o tirar para fora. Eu passava a língua na cabeçona do seu pau que estava perto do próprio umbigo. Não era seguro chupar muito e nem deixar papai gozar, pois imaginei que não ia conseguir deixa-lo limpo. E também não sabia se ele poderia acordar. Tinha mais medo e mais tesão ali na sala com papai do que foi com o Beto no ano passado.

Meu pai me chamou para passar o resto das férias com ele, eu disse que não. Mas ele insistiu tanto que resolvi ficar uma semana lá com ele.

Tinha 5 anos que meu pai morava lá e eu nunca tinha pisado em seu apartamento. Era um prédio muito bom, apartamento espaçoso com dois quartos. Tinha um terceiro, mas virou escritório.

– Quando vier morar aqui se não quiser dividir o quarto com o seu irmão eu transformo esse em um quarto de novo. – Meu pai me disse.

– Tudo bem pai. Não se preocupe. – Eu respondi. Nem sabia onde eu iria estudar ainda.

Papai foi para o banho. Eu achei o máximo vê-lo saindo pelado do banheiro e andando pela casa com maior naturalidade. Ele reparou que eu estava olhando.

– Está estranhando né? Aqui é casa de homem, pode andar como quiser. Não temos frescuras aqui não. – Papai disse rindo.

– Está certo. Eu mesmo nunca andei pelado pela casa.

– Então vai lá, toma um banho e ande pelado. – Meu pai disse rindo. – Sinta a liberdade.

Depois de um tempo tomei banho e sai pelado pela casa. Reparei meu pai olhando para a minha poupa, fiz questão de empiná-la um pouco. Para a minha sorte, papai já tinha colocado um shortinho. Porque se eu visse aquele pau, ia estar desfilando pela casa de pau duro.

A semana na casa do meu pai foi bem agradável. Infelizmente não tive oportunidade de ficar perto de mais dele, mas me deliciei muito o vendo andando pelado todos os dias com o pau balançando entre as pernas e gostei de me exibir para ele.

Encontrei a coleção de DVDs pornô que ele tinha, me assustei quando meu pai apareceu atrás de mim.

– São os nossos pornôs. – Ele disse

– Seu e do Beto?

– Sim, assistimos de vez em quando, quando bate aquela vontade de gozar. – Papai disse sorrindo.

Eu sorri sem graça, mas quase furei a calça imaginando o meu pai e o Beto sentados ali na sala escolhendo um filme pornô, colocando no DVD e se masturbando juntos.

Voltei para minha casa. Beto ainda estava lá com a namorada, mal conversamos. Não sei se era culpa minha, do Beto ou da namorada. Mas estávamos meio sem graças de conversar um com outro pessoalmente. Dormia com a minha mãe e Beto continuava ocupando o meu quarto com a namorada.

No ano seguinte, minha mãe inventou mais uma viagem com a família que Beto não precisou ir. Pensei em ir para a casa do meu pai, mas eu gosto de praia.

A cidade estava cheia, muita gente bonita. Eu arrumei umas paqueras. Cheguei até ficar com uma garota, meus primos pareceram não acreditar. Não fiz aquilo para aparecer, mas porque tive vontade mesmo. Foram só uns beijos. Troquei olhares com alguns garotos, mas eu não sabia o que dizer, esperava que algum deles viesse falar comigo, mas ninguém veio. Cheguei a ver o Binho, ele estava com uma garota, me reconheceu e acenou de longe, mas não voltamos a nos encontrar. Ele não estava mais tão bonito. Talvez eu tenha aumentado o meu padrão comparando com o Beto e com o meu pai que são lindos. E eu também, apesar de parecer mais com a minha mãe, que muito bonita, eu pareço com o Beto e com meu pai também.

Num piscar de olhos mais um ano havia acabado. Era o meu ano de formatura. Meu pai e Beto não puderam vir para a minha colação, nem para a festa. Tudo caiu no meio da semana. Eu fiz três vestibulares e passei nos três. Um deles para a capital. Outro na minha cidade e outro no Rio. Estava em dúvidas em qual ir. Decidi pensar nisso depois da viagem de formatura. Que foi para praia, desta vez no Rio. Foi uma viagem muito boa. Que me ajudou a decidir onde morar. Descobri que o Rio é a cidade perfeita para férias, principalmente nos meses de férias escolares e carnaval. Mas para morar, não era tão bom assim. Por isso, decidi ficar na capital do meu estado mesmo. Morando com o meu pai e meu irmão. Economizando em moradia.

Tinha dois anos que eu não via o meu pai e o Beto. Apesar das constantes ligações para o meu pai e as trocas de e-mails como Beto. Nesse período houveram muitas transformações no meu corpo. Eu havia crescido bastante, não tinha os 1,80m do meu pai e do Beto que devia ser ainda maior, mas já estava com 1,75m, ganhei um pouco de peso também, que foram para as pernas, bunda e braços. Minha barriga continuava negativa. Eu amo o meu corpo, minhas pernas definidas, meus braços grossos, mas não musculosos, meu peito grande. E o meu cabelo que deixei crescer na altura do ombro, mas que eu sempre prendia ou escondia com um boné.

Uma semana antes de iniciar as minhas aulas, resolvi ir para a casa do meu pai de surpresa. Da rodoviária peguei um taxi para o condomínio dele. Tinha acabado de deixar as duas malas grandes na portaria e estava ajeitando o meu cabelo quando o elevador abriu a porta. Vi dois homens lindos saindo de dentro dele, claro que aqueles lindos eram o meu pai e o Beto. Enrolei o meu cabelo, cobri com o boné e me virei para eles.

– Oi papis, Oi Beto. – Eu disse.

Meu pai me olhava surpreso, com uma cara de bobo. Beto ria do papai e eu buscava entender o motivo daquela graça toda.

XXX ----- xxxxx ----- XXX

Capítulo 3 – Beto

Faltava uma semana para a volta às aulas. Eu estava saindo do elevador com o meu pai, não me lembro sobre o que conversávamos.

– Olha lá. – Meu pai apontou.

Na portaria tinha uma silhueta contra a luz, não conseguíamos ver quem era, pois ela estava de perfil, aquelas coxas grossas e a bunda enorme chamava atenção. Ela mexia no cabelo que ia até os ombros.

– Olha que delícia Beto.

– Pai, não acho que seja uma mulher.

A pessoa enrolou o cabelo e o cobriu com um boné. Olhou na nossa direção e disse:

– Oi papis, oi Beto. – Carlinhos disse vindo em nossa direção.

Não era uma mulher, apesar da sombra nos enganar, era o Carlinhos. Com uma calça jeans bem apertada, uma blusa larga, uma mochila nas costas, de tênis e com um boné escondendo os cabelos grandes.

Eu olhei para o meu pai e ria da cara de bobo que ele fazia. Meu pai não conseguiu responder ao Carlinhos.

– Oi Carlinhos, não esperávamos você aqui. – Eu disse.

– É, vim de surpresa. Decidi que irei estudar aqui mesmo. Ainda tem lugar pra mim? – Carlinhos perguntou.

– Claro que tem meu filho. – Meu pai respondeu despertando do transe.

– Vocês estavam de saída? – Carlinhos perguntou.

– Não era nada importante. – Meu pai respondeu.

Eu e papai pegamos as malas do Carlinhos e voltamos para o apartamento.

– Beto, coloque as malas do seu irmão no escritório. Carlinhos, você dorme no quarto do Beto até eu esvaziar o escritório transforma-lo em um quarto de novo. – Meu pai disse.

– Sem problemas pai. – Carlinhos disse.

Mas havia um problema. Eu não imaginava que Carlinhos iria decidir morar lá com a gente. Já tinha dois anos que eu havia trocado a minha cama de solteiro por uma de casal. Não dava para levar as meninas para casa e dormir em uma cama de solteiro.

– Onde vou dormir? – Carlinhos perguntou quando viu a cama de casal no quarto.

– Pode ficar com a minha cama que eu durmo na sala. – Eu disse.

– Não, eu durmo na sala. – Carlinhos disse.

– Meninos! Essa cama é grande. Por que não dividem? – Meu pai indagou.

Meu coração disparou. Não ia ser legal eu e o Carlinhos na mesma cama. E se ele tentasse passar a mão em mim, me chupar. Como eu ia resistir? Como me segurar para não voar para cima dele e devorar esse garoto? Pensei.

– A gente dá um jeito. – Eu disse.

Estava certo que não iria dividir a cama com o meu irmãozinho gostosinho e veadinho.

Carlinhos tirou mais uma vez o boné e soltou o cabelo. Um cabelo bonito e bem cuidado, que o deixava com uma aparência feminina apesar do Carlinhos não ser afeminado, pelo menos não na maior parte do tempo.

– Está grande o seu cabelo. – Eu disse.

– Está sim, deixei crescer para poder doar. Mas gostei muito de ter o cabelo grande assim que acho que vou ficar com ele pra mim. – Carlinhos disse rindo.

– Por que não corta a parte de baixo e doa? E em cima você deixa, acho que vai ficar mais bonito, mais masculino. – Eu disse.

Me julguem, foi um pouco de preconceito, não queria meu irmão parecendo uma menina, o que iriam falar. Mas também vê-lo como uma menina me despertava coisas que era melhor eu não pensar.

– Ideia boa Beto. Tem algum salão que posso ir? – Carlinhos me perguntou e eu torci a cara.

– Vamos na barbearia mesmo, é 10 reais o corte. – Eu disse. Carlinhos riu.

– Pode até ser em uma barbearia, mas não vou colocar os meus cabelos na mão de alguém que cobra 10 reais no corte. Vamos naquela que vão os jogadores de futebol, daquele barbeiro famoso daqui. – Carlinhos disse.

– Beleza. – Preferi não render. – Vou pegar o telefone e a gente marca.

Não queria perder tempo, quanto antes Carlinhos mudasse o corte mais rápido eu iria conseguir vê-lo como um garoto, apesar de que foi o garoto que me chupou 3 anos antes. Aquele garoto cresceu, mas eu tinha certeza que os seus instintos não haviam mudado. Consegui marcar o corte do Carlinhos para a próxima segunda-feira.

– Pessoal cadê a comida? A dispensa está vazia. Só tem macarrão instantâneo e biscoito. – Carlinhos disse.

Fui até a cozinha e meu pai estava lá se explicando:

– É que a gente mal come em casa meu filho, e somos péssimos cozinheiros. Da última vez que compramos um pacote de arroz, tivemos que jogar fora porque ficou parado por anos.

– Isso agora vai mudar. Eu não vou viver de carboidrato. Nem vocês. Um dia comendo isso minha barriga triplica o tamanho. – Carlinhos disse levantando a sua camisa e mostrando a barriga. Uma barriga linda, branquinha e sem pelos, negativa com 4 gominhos tímidos aparecendo. Uma barriga que as garotas da minha academia gostariam de ter. – Não sei como vocês não estão gordos. Tá vendo, isso não puxei de vocês.

Meu pai sorria. Aposto que o seu pensamento era o mesmo que o meu. “O que você puxou da gente?”. Eu ainda não tinha certeza se o meu pai via o Carlinhos como um menino delicado que foi criado por mulheres ou um rapaz gay.

– Me levem ao mercado, faremos compras e teremos comida de verdade nesta casa. – Carlinhos se impôs soltando e prendendo os cabelos mais uma vez.

Era sexy a forma que ele fazia aquilo. Até o meu pai o encarou.

Fomos ao supermercado. Eu e meu pai nunca havíamos saído de lá com tantas compras. Um monte de comidas sem glúten e integrais. Carne vermelha magra, peito de frango, peixes e ovos. Além de vegetais e legumes.

– A geladeira vai estranhar quando colocar isso tudo dentro dela. – Eu disse. Papai e Carlinhos sorriram.

Carlinhos fez um almoço fantástico. Uma salada deliciosa de entrada e um macarrão com um molho escuro com tiras de carne. Eu e meu pai repetimos inclusive a salada.

– Para o jantar será apenas salada e um bife de frango. Tem que ter educação para comer, se não vão dizer que eu que vou engordar vocês. – Carlinhos disse.

– Mas sua comida está uma delícia. Melhor que a da mamãe. – Eu disse.

– Está mesmo. Se sua mãe cozinhasse assim, ainda estaríamos casados. – Meu pai disse brincando.

– Que piada infame. – Carlinhos disse.

Não podia fazer brincadeira com a mamãe perto dele. Aprendemos isso já no primeiro dia.

Depois do almoço deitei no sofá. Carlinhos foi tomar um banho e depois foi para o escritório se trocar. Vi quando ele saiu do banheiro com a toalha amarrada até no peito, mas quando viu que eu estava deitado, tirou a toalha para que eu pudesse ver seu corpo nu, foi muito rápido, percebi que ele não tinha pelos no corpo, nem nas pernas. E a bunda, ainda maior do que antes, firme e redonda. Carlinhos passou pela sala com uma bermuda curta, onde mostrava perfeitamente o desenho da sua bunda. Ele estava sem camisa exibindo aquela barriga linda e o peito grande, não era um peito feminino, mas não masculino como o meu, era grande, num formato bonito, mas dava para ver que era macio.

Papai saiu nu do banheiro. Trazia a toalha molhada na mão. Carlinhos olhava para o papai com curiosidade e desejo. Era um dia quente então papai não se secava direito, deixava as costas e o peito com gotas para se secarem sozinhas. Eu aprendi isso com ele, era gostoso. Então até se secar papai ficou pelado andando de um lado para o outro na casa.

– Deixa eu sentar aí. – Meu pai pediu. Eu levantei a cabeça e ele se sentou, eu voltei a me deitar apoiando a cabeça na perna do meu pai. – Carlinhos aproveita que está em pé pega o controle da TV para o papai. – Carlinhos pegou e entregou para o meu pai que ligou a TV. Carlinhos olhava como bobo para o meu pai sentado ainda pelado e eu com a cabeça em seu colo. – Beto dê espaço para o seu irmão se sentar.

– Poxa eu estava deitado aqui. Cheguei primeiro. – Eu disse levantando as pernas. Era o máximo que eu faria. Carlinhos se sentou e eu coloquei a minha perna sobre ele e continuei deitado.

Estava passando um programa de esportes, meu pai via com atenção. Carlinhos tentava disfarçar, mas não parava de olhar para o meu pai. Senti que ele empurrava minha perna bem de leve em direção aos seus joelhos, me deixando um pouco torto. Achei aquilo estranho e fiz o movimento contrário. Foi assim que percebi que o Carlinhos estava excitado, muito excitado. Ele empurrava a minha perna para que eu não pudesse sentir, mas com aquele movimento eu senti. Me assustei e levantei.

– Acho que vou tomar banho também. – Eu disse.

Meu pai me ignorou e Carlinhos olhava para baixo. Para o pau duro em seu short tentando tampar.

Estava no banho quando gritei o meu pai.

– O que foi? – Ele perguntou de lá.

– Faz favor. – Eu disse. Ele entrou. – Fecha a porta.

– O que foi Beto?

– Pai acho que com o Carlinhos aqui temos que mudar algumas coisas.

– Como assim?

– Acho que não devemos andar pelado com o Carlinhos aqui.

– Por que não?

– Pai o Carlinhos é diferente da gente. Não é possível que você não percebeu.

– Claro que percebi Beto. Por isso mesmo devemos continuar como sempre fomos. Seu irmão foi criado só por mulher, é normal ficar curioso. Você também estranhou isso, era curioso.

– Mas eu tinha 15 e não 18 anos.

– Seu irmão só veio pra cá agora. Não seja estranho. Mostre pra ele que é natural. – Meu pai disse querendo encerrar o assunto.

– Mas é natural ficar excitado? – Eu perguntei. Meu pai me olhava estranhando. – É pai, o Carlinhos ficou de pau duro lá no sofá. Não sei se foi por que te viu pelado, ou me viu com a cabeça no seu colo.

– Talvez fosse a sua perna encostando nele. Você estava com a perna no colo dele não estava? – Papai abriu o box o segurou no meu pau, que rapidamente ficou duro na mão dele. – Tá vendo, sensível ao toque. Não viaja no seu irmão. E vamos continuar com a vida normal.

Eu não falei mais nada. Não tive coragem de dizer que Carlinhos me chupou, pra isso eu teria que dizer que eu deixei, que gozei e que não contei nada. Além da minha mãe já ter me confirmado isso há anos.

Saí do banho com a toalha na cintura, meu pai ainda estava no sofá e pelado, mas Carlinhos não estava lá. Entrei no meu quarto e lá estava ele.

– Beto eu vim me deitar um pouco. Quer que eu saia do quarto? – Carlinhos me perguntou.

– Não precisa. Pode ficar aí, só vou colocar uma bermuda. – Eu disse.

Peguei minha bermuda tirei a toalha e me vesti, evitei deixa-lo ver meu pau. Mas foi inevitável

Carlinhos não disfarçou, ficou olhando. O pior foi que eu gostei e meu pau ficou duro.

– Carlinhos, Beto. Venham cá. – Meu pai chamou.

Quando voltamos para a sala meu pai estava no sofá ainda nu e a TV a sua frente tinha um pornô com duas garotas e um único cara. Meu pai fez aquilo para provar que eu estava errado.

– Uma loira e uma morena. Qual é o seu tipo Carlinhos? – Ele perguntou.

– Eu não sei.

– Você já transou com alguma garota? – Meu pai perguntou. Carlinhos estava ficando vermelho.

– Não.

Eu olhei para o meu pai querendo mostrar que eu tinha razão. Mas ele não queria desistir.

– Então senta aqui vamos ver qual você vai gostar mais. Via pornô lá na sua casa? – Meu pai perguntou.

– Não.

– Como não. Na sua idade eu era viciado em revista de mulher pelada, seu irmão vive vendo os meus filmes. Né Beto? – Meu pai me inseriu na conversa.

– É. Eu gostava dos pornôs. E de ver as mulheres na piscina. – Eu disse apontando para a janela.

– Eu gosto de ler contos eróticos. – Carlinhos respondeu.

– Interessante. Vamos ver esse pornô. Senta aí Beto, vamos ver o pornô dessas duas gostosas. – Meu pai disse dando o play. E eu me sentei com eles no sofá.

As mulheres começavam sozinhas uma fazendo carinho na outra. Depois lambiam os seios e a boceta uma da outra e, tinha um homem que as observava. O homem colocou o pau pra fora e se masturbava. Reparei que foi nessa hora que Carlinhos pegou no pau pela primeira vez. Não sei se meu pai percebeu. O homem tirou toda a roupa e se juntou a elas na hora que ela iria usar os brinquedos “Por que não um de verdade?” – O ator perguntou. As mulheres sorriram e uma chupava o seu pau enquanto a outra o beijava na boca.

– E aí, qual prefere Carlinhos? – Meu pai perguntou.

– A loira. – Carlinhos respondeu. Era a loira que estava chupando o grande pau do ator pornô.

Meu pai estava excitado, ele acariciava de leve o pau. Carlinhos olhava toda hora para o pau do meu pai.

– Pode ficar à vontade, tira a bermuda. Você também Beto. – Meu pai disse pra gente.

Carlinhos se levantou e tirou sua bermuda como uma mulher tira uma calça jeans apertada se dobrando e empinando a bunda para mim e para o meu pai. Papai reparou na bunda dele, eu vi. Eu também abaixei a minha bermuda sem me levantar, também estava excitado.

– Você também tem o pau sensível ao toque? – Eu perguntei ao Carlinhos.

– Como assim? – Carlinhos indagou não entendendo a minha pergunta.

– Quando encostam no seu pau ele fica duro? – Expliquei

– Eu não sei. – Carlinhos respondeu

– Não lembra disso ter acontecido? – Eu perguntei de novo. – Mesmo uma pessoa ter feito sem querer?

– Não me lembro. – Carlinhos disse e eu olhei para o meu pai de novo.

O pornô rolava, a morena cavalgava no pau do homem, enquanto a loira fazia o mesmo em sua língua. As duas mulheres se beijavam.

Carlinhos mal olhava para TV, focava no meu pau e no do meu pai. Meu pai sempre vendo a TV não reparava, mas uma hora ele viu, Carlinhos corou e meu pai riu.

– Nunca tinha visto o pau duro de outro homem meu filho?

– Não. – Carlinhos disse.

Mentira! Ele viu o meu, pegou e chupou. Além das vezes que já me viu saindo do banho.

– Isso é normal. Você ficou tempo de mais com a sua mãe. Pode olhar, matar a sua curiosidade. – Meu pai ficou em pé na frente dele com o seu pau reto apontando para cima. – Pode olhar o do seu irmão também.

Carlinhos olhou para o meu pau. Mas eu não me levantei. Meu pai se sentou de volta.

– Você também já tem um pau de respeito. – Meu pai disse para o Carlinhos. Que ficou sem graça. Reparei pela primeira vez no pau dele, realmente era um pau grande. Não como o meu e do meu pai, mas devia ter uns 17cm, bem proporcional. É o do tipo de pau que quando tá mole é bem pequeno, mas duro cresce bastante. Meu pai foi até o Carlinhos e segurou no pau dele. – Pesado também. – Meu pai soltou o pau do Carlinhos e sorriu. – Na primeira vez que peguei no pau do seu irmão ele gozou na minha mão.

Meu pai sorria e eu fiquei sem graça. Carlinhos ficou interessado.

– É mesmo? E como foi isso? Me conta. – Carlinhos pouco se importava com o pornô.

Meu pai contou da minha namorada, sobre a camisinha, sobre a boceta de borracha. Carlinhos gostava e se masturbava ouvindo a história sem deixar de olhar para o pau do meu pai.

– Se quiser dar umas treinadas ainda temos a bucetinha aqui. – Meu pai disse. Carlinhos não pareceu se interessar.

– Seu pau é bem mais grosso que o meu. – Carlinhos disse quando o assunto morreu.

Acho que foi uma forma de justificar o tanto que ele olhava para o pau do meu pai. Carlinhos num ato rápido pegou no pau do meu pai o deixando sem fala. Eu dei aquela olhada e sorri. Foi tudo bem rápido. Enquanto segurava o pau do meu pai Carlinhos passou a mão pela cabeça do pau do meu pai que estava bastante lubrificada fez um movimento de punheta e gozou. Foi o Carlinhos quem gozou, sem mesmo encostar no próprio pau, apenas de tocar no pau do meu pai. Aquela cena me deu muito tesão, comecei a bater ainda mais rápido e gozei quando Carlinhos passou na minha frente andando para o banheiro meio que rebolando aquela bunda linda. Gozei num gemido que aprendi com o meu pai, Carlinhos olhou para trás e ficou me vendo até eu acabar de gozar, só depois que acabei que ele foi para o banheiro.

– Eu não disse. – Falei para o meu pai que ainda estava meio estarrecido com o acontecido.

Meu pai não respondeu nada. Desligou o DVD e foi para o seu quarto. Eu entrei no banheiro e Carlinhos estava com a porta aberta.

– Anda logo, preciso me limpar também. – Eu disse

– Mas acabei de entrar. – Carlinhos me respondeu. – Ou você entra comigo ou espera, não vou sair agora.

Eu entrei, era melhor limpar a porra antes de secar. Carlinhos agia supernatural. Eu fiquei sem graça de comentar qualquer coisa. E mais sem graça de olhar para a bunda dele.

– Papai tá bem? – Ele me perguntou.

– Não sei. – Fui sincero.

Sai do banho e Carlinhos continuou lá. Vesti minha roupa e fui para a sala ver TV, meu pai não saiu do quarto. Carlinhos saiu do banho e foi preparar a salada e grelhar o frango para o jantar. Quando ficou pronto ele foi até a porta do quarto do meu pai e o chamou para jantar. Papai veio logo em seguida. Comemos em silêncio. Papai voltou para o quarto. Carlinhos foi para o meu quarto e eu continuei na sala. Até cochilei.

– Beto. Acorda. Vai ficar todo torto se dormir nesse sofá. Vamos para cama. É grande suficiente para nós dois. – Carlinhos me acordou por volta de meia noite. Fui ainda meio bêbado de sono para a cama.

Me deitei na beirada da cama. Carlinhos apagou a luz e passou por cima de mim. Me deu um beijo no rosto.

– Boa noite meu irmão, eu te amo. – Ele disse.

– Eu também. – Eu respondi.

Carlinhos me abraçou e não saiu. Como se ele quisesse dormir abraçado comigo. Eu não me mexi. Mas Carlinhos foi além, passou a mão no meu peito e foi descendo aos poucos, até que chegou ao meu pau que já estava duro. Ele segurou forte e punhetava de leve. Senti ele se movendo na cama, ele ia descer para me chupar.

– Não Carlinhos.

– Por que não Beto? Eu sei que você está a fim.

– Não podemos fazer tudo que estamos a fim. – Eu disse.

Se pudesse, eu faria mais do que deixar ele me chupar. Me levantei da cama, dei um beijo no rosto dele. Mas Carlinhos me segurou e beijou os meus lábios. Após o beijo eu saí do quarto.

– Pai, tá acordado? – Eu perguntei entrando no quarto dele. A sua TV estava ligada e ele olhou pra mim. Deitei na cama com ele. – Vou dormir aqui com você hoje.

– Tudo bem. – Ele respondeu.

– Por que está assim?

– Você sabe Beto, você tinha razão, seu irmão não é como a gente. Ele é diferente. Não sei como ser pai de um garoto assim. Não sei o que fazer.

– Eu também não sei pai.

– Temos que dar um jeito nisso. Talvez ele entrando na faculdade, conhecendo umas garotas, podemos levar ele na zona. Quem sabe experimentando, ele não goste?

– Pai eu falei isso com a mamãe ela disse que era a natureza dele.

– Quando você falou isso com a sua mãe? Por que não me contou? Como não me contou?

– Tem um tempo já pai. Minha mãe acha que o Carlinhos que tem que contar, quando ele achar que for a hora. E acho que ela tem razão.

– Se ele não contou ainda, talvez seja porque não tem certeza, então podemos tentar. – Papai disse queria se apegar em algo.

– Mas pai...

– Mais nada. Não podemos desistir dele. – Meu pai desligou a TV e virou para o outro lado da cama. Não dissemos mais nada um para o outro.

Peguei no sono, mas acordava algumas vezes estranhando a cama. O colchão do meu pai era mais duro que o meu, por isso precisava mudar de posição. Dessa vez não foi fácil, não conseguia me mover, sentia um peso em mim. Era o meu pai que me abraçava enquanto dormia. Um braço e uma perna sobre mim. Nas minhas costas senti o seu pau duro.

Meu pai não estava acostumado a ter alguém dormindo com ele. Às vezes quando dormia, eram algumas de suas ficantes. Me virei para empurra-lo, mas ele me prendeu de novo, agora estávamos de frente um para o outro, o seu pau esbarava no meu deixando-o duro. Eu comecei a gostar daquilo, o contato do pau com outro pau, o lubrificante que saia do pau dele melava o meu também. Não demorou e o meu pau já estava tão duro quanto o dele. Minhas mãos estavam presas para baixo eu só alcançava o meu pau e do meu pai.

Eu segurei nossos paus com uma mão deixando-os juntos, percebi que a grossura era a mesma, eu apertava os dois ao mesmo tempo. “Caralho, o que estou fazendo?” Eu me perguntava. Com a minha mão e meu corpo eu fazia o movimento, estava me dando muito prazer. Minha respiração estava ofegante, estava prestes a gozar quando eu parei.

Era muita loucura, anos morando com o meu pai, anos vendo filmes, masturbando, raspando, banhos juntos e nada daquilo aconteceu. Um dia com o Carlinhos ali tudo muda, eu fugindo da cama do Carlinhos pra não fazer nada com ele, agora estava eu relando pau com o pau do meu pai. Eu tentava sair do abraço do meu pai, mas não conseguia. Até que resolvi acorda-lo.

– Pai. Pai. – Eu chamei.

– Não para não, continua. – Ele pediu.

Eu não tinha certeza se escutava direito, esperei ele repetir. Mas ele não repetiu, apenas me abraçou mais forte ainda grudando os nossos corpos novamente um no outro. Nossos narizes, nossos peitos, nossos paus. Apertei novamente nossos paus juntos, ambos lubrificados pelo seu pré gozo. Minha mão mal se mexia, mas só de estar ali era um tesão enorme. Gemíamos baixinho, respirávamos juntos, uma perfeita sincronia, papai me ajudava nos movimentos com o corpo. Imaginei eu e papai comendo a mesma boceta de silicone, ao invés do brinquedo era a minha mão. Pegamos um ritmo mais forte, com a mão papai segurou na mina cabeça. Nossas bocas se encostaram, mas não usávamos as línguas, o tesão foi aumentando. Gozamos juntos, no imenso prazer sem perceber mordi de leve o lábio inferior do meu pai. Ele fez o mesmo com o meu lábio superior, e mesmo após gozar e sentir minha mão toda melada, ainda estávamos duros e continuamos os movimentos.

Inclinei minha cabeça para trás em busca de um pouco de ar puro, estávamos suados apesar do ar condicionado ligado no quarto. Papai me prendia em um abraço. Eu via seus olhos abertos e o seu sorriso. Eu também estava feliz. Tentava justificar porque era tranquilo fazer aquilo com meu pai e não com o meu irmão. “Porque meu irmão é gay. Eu não sou gay. Papai não é gay”. Voltei a me lembrar do Carlinhos me chupando, dele pegando no meu pau horas antes na minha cama e do beijo que ele me deu. Fechei os meus olhos e beijei o meu pai.

Papai me retribuiu o beijo. Me puxou pra cima dele e continuamos os movimentos, nossas barrigas cheias de porra faziam nossos paus deslizarem, sentia quando eles se encontravam novamente, esses eram os momentos de maior prazer. Não demoramos muito e gozamos novamente. Mais uma vez mordemos de leve os nossos lábios na hora do gozo.

Me joguei de volta na cama e disse:

– Isso foi muito louco.

– Foi sim. – Meu pai respondeu com um sorriso no rosto.

XXX ----- xxxxx ----- XXX

Capítulo 4 – Carlinhos

– Beto. Acorda. Vai ficar todo torto se dormir nesse sofá. Vamos para cama. É grande suficiente para nós dois. – Eu disse para o Beto. Ele foi para a cama ainda meio dormindo. – Boa noite meu irmão, eu te amo.

– Eu também. – Beto respondeu.

Eu abracei Beto que não se mexeu, eu vi aquilo como um sinal que podia avançar. Passei a mão em seu peito e fui descendo bem devagar. Senti que Beto já estava de pau duro. Comecei uma leve punheta e já estava pronto para ir chupa-lo.

– Não Carlinhos. – Beto disse.

– Por que não Beto? Eu sei você está a fim. – Um pau duro é sempre sincero. Pensei.

– Não podemos fazer tudo que estamos a fim. – Beto disse se levantando da cama e me dando um beijo no rosto. Ele foi para o quarto do papai e eu não consegui dormir naquela noite.

Na manhã seguinte, levantei da cama e preparei um belo café da manhã. Meu pai e Beto levantaram e comeram. Eu ficava reparando neles, queria entender melhor o que havia acontecido na noite anterior. Eles pareciam normais. Depois de comer, meu pai me deu um beijo na cabeça.

– O que quer fazer hoje meu filho, como quer aproveitar o domingo? – Meu pai me perguntou.

– Vou preparar o almoço e dormir pai. – Eu respondi.

Quando acordei meu pai e Beto já haviam almoçado, meu pai deixou o meu prato pronto dentro do micro-ondas e já havia lavado toda a louça. Quando Beto chegou já à noite, eu disse para ele que poderíamos dividir a cama que eu não tentaria mais nada.

A semana passou de forma tranquila, eu dormia na cama com Beto e sentia durante a noite ele passando a mão na minha bunda. Eu fingia dormir apesar de ficar todo molhado. Durante a semana meu pai foi esvaziando o quarto para mim, mas ainda não estava pronto para eu me mudar. Durante o dia, eu ia conhecendo o bairro e a cidade, me matriculei numa autoescola. Fui no salão com o Beto e fiz um corte mara, mantendo a parte de cima do cabelo grande e a de baixo curta, fiz umas luzes castanho médio para dourado, fiquei parecendo um surfista. Também peguei sol na piscina do prédio para ficar com um bronze, queria chegar arrasando no início das aulas. Beto gostou de como fiquei, não só ele, como também várias garotas no prédio gostaram. Fiquei feliz por ter ficado mais masculino.

Na sexta à noite meu pai pediu pizza. Eu deixei, disse que no final de semana eles poderiam escolher o que queriam comer. Papai não quis me dar trabalho. Foi uma noite tranquila, Beto saiu com uma garota que ele estava ficando e eu fiquei com meu pai sozinho na sala vendo filme. Ele estava com uma bermuda larga e sem cueca, eu não conseguia parar de olhar para o volume dele, não me importava se ele percebia, e ele percebia, tanto que seu pau foi ficando duro.

Meu pai ficou sem graça e foi para o banho. Lá ele se masturbou e eu vi tudo. Não entendia porque ele não fez aquilo na minha frente, ou me deixasse fazer para ele, eu ia adorar. Fiquei o espiando naquela punheta, um homem gostoso, pegava no pau com as duas mãos e ainda sobrava, sua cabeça brilhava. Papai olhava para cima com os olhos fechados enquanto a água caia em seu rosto e descia pelo seu corpo. Vi ele gozando como um touro, isso deixou as minhas pernas bambas. Papai saiu pelado do banheiro, seu pau estava inchado por causa da punheta. Fui para a minha cama e fiquei viajando naquela cena. Me esfregava na cama e desejei ter um brinquedo para enfiar em mim. Beto chegou fazendo barulho, eu fingi que dormia, senti o cheiro de álcool no ar.

Beto se deitou ao meu lado, senti que ele estava nu quando me abraçou por trás. Beto passava as mãos pelo meu peito e foi descendo para a minha perna, enfiou a mão dentro do meu pijama e apertou a minha bunda. Beto desceu o meu pijama e mordia a minha bunda, beijou e enfiou a língua. Estava morrendo de tesão. Beto afastou as bandas da minha bunda e chegou com a língua no meu cu. Eu gozei, meu cu piscou e beto enfiava ainda mais a língua dentro de mim.

– O que está fazendo Beto? – Eu perguntei. Não ia deixar passar. Já tinha gozado mesmo.

– Carlinhos você está acordado?

– E você bêbado.

– Você está gostando não está, vêm pode pegar em mim também. Você quer me chupar?

– Pra amanhã você não se lembrar de nada ou me julgar? E na próxima vez que eu tentar tocar em você, você fugir para o quarto do papai? Não Beto, eu passo. – Eu disse e Beto ficou bem sem graça, virou para o lado e dormiu. Eu estava satisfeito, cansado da hipocrisia dele.

Acordei cedo, preparei o café da manhã e tomei com papai. Beto dormiu até mais tarde, quando acordou veio falar comigo.

– Carlinhos, desculpa por ontem. Eu estava bêbado. – Beto disse.

– Era exatamente o que eu não queria ouvir Beto e o que eu sabia que iria acontecer. – Eu disse o deixando mais uma vez sem graça.

O final de semana foi tranquilo, nada de vídeos pornô e Beto dormiu comigo sem tentar nada. Meu pai ainda continuava desfilando pelado pela casa e eu babando.

– Tudo pronto para o início das aulas? – Beto me perguntou enquanto eu escolhia a roupa para o primeiro dia de aula.

– Agora sim. – Eu respondi. Coloquei meu pijama e me deitei. Percebi Beto olhando para a minha bunda quando tirei toda a minha roupa.

Acordei cedo, tomei um banho e fui com o Beto para a faculdade, estudaríamos na mesma. Fomos para prédios diferentes. Eu estava empolgado. Me senti super em casa. Na sala 60% era mulher. Entre os homens a maioria era gay. Alguns eu percebia que estava dentro do armário. Talvez uns dois rapazes fossem “héteros”. No final do primeiro dia de aula já estava em um grupo com duas meninas e dois rapazes, um deles assumidamente gay e bem afeminado.

Um dos professores passou um trabalho para ser feito em grupo. Bruno o rapaz afeminado pediu para adiantarmos o trabalho, ele devia ter 1,70m uns 60kg, bem magro, moreno claro até bonitinho, mas nem um pouco atraente para mim. Combinamos de ele ir na minha casa naquela sexta à tarde. Eu fiz o almoço e começamos a estudar. Eu ainda não tinha falado para ele que eu era gay, quando disse ele falou que já sabia.

– Não que você pareça, mas eu tenho o radar né. – Bruno disse rindo.

Contei para ele como foi a minha vida e como me senti melhor depois que assumi para minha mãe e principalmente para mim mesmo. Disse que não queria ficar falando para todo mundo que eu sou gay, mas que se me perguntarem eu não iria negar. Contei também que ainda não havia contado nada para o meu pai nem para o meu irmão.

Eu e Bruno passamos o dia conversando e estudando. Beto foi o primeiro a chegar em casa estranhou quando viu Bruno. Eu os apresentei. Bruno babava no Beto. Beto não gostou dele, senti que foi grosseiro, talvez não tenha gostado da forma que Bruno olhava para ele. Tempos depois foi meu pai que chegou. Papai até que foi simpático com o Bruno, mas ficou fechado em seu quarto até ele ir embora.

– Nossa Carlinhos! Que família essa sua. Cada um mais bonito que o outro. – Bruno me disse quando estava indo embora.

O clima estava estranho na hora do jantar.

– O que esse rapaz estava fazendo aqui? – Meu pai perguntou.

– Estudando pai. – Eu respondi. – O Bruno é da minha sala, estávamos fazendo um trabalho.

– Diferente seu amigo né? – Beto disse.

– Diferente como Beto? – Eu perguntei já irritado.

– Diferente. – Beto disse já sem graça.

– Por que ele é gay? Você tem problema com isso Beto? – Perguntei

– A comida está ótima Carlinhos. – Meu pai disse para encerrar o assunto.

– Beto como foi no estágio hoje?

Eu saí da mesa e comecei a lavar as louças.

– Carlinhos pode deixar aí que papai lava. – Meu pai disse.

Sai da cozinha e fui para o quarto. Horas depois Beto se deitou ao meu lado.

– Eu não quis ofender seu amigo. – Beto me disse com o rosto bem próximo de mim, eu sentia o calor do seu corpo quase encostando em mim.

– Não foi só ele que você ofendeu Beto.

– Eu pensei que ele podia ser mais do que seu amigo.

– Não é, mas e se fosse Beto? É motivo para trata-lo mal ou ofendê-lo no jantar?

– Desculpa Carlinhos, acho que foi ciúmes, você é meu irmãozinho e pensar em alguém fazendo algo com você. – Beto disse me abraçando. Senti o seu corpo junto a mim. Seu pau duro próximo a minha bunda.

Meu coração disparava, eu estava com raiva de Beto, mas com vontade de virar e beija-lo, e ir além, senti-lo dentro de mim. Beto se esfregava em mim.

– Beto não. Não quero que faça algo que amanhã vai me pedir desculpas. – Eu disse. Mesmo meu corpo não se importando no que ele iria dizer no dia seguinte. Beto me soltou e virou para o outro lado.

No dia seguinte fui encontrar com a minha turma: Bruno, Dalila, Gustavo e Vivian. O encontro foi na casa da Vivian, era a mais rica da turma, morava em uma casa top em um bairro top. Vivian era linda, mas pelas fotos em sua casa deu para ver que já foi gorda. Seu rosto era mesmo grande, mas não diminuía a sua beleza. Dalila também era bonita, era a mais velha, tinha 22 anos, pele negra como um chocolate ao leite, seios firmes, cintura fina e bunda grande. Achava ela a mais linda da turma, queria vê-la nua e pinta-la. Gustavo também era mais velho, tinha 20 anos, eu suspeitava que ele era gay, mas nunca deu nenhum sinal. Rapaz bonito, um pouco mais alto que eu, devia ter 1,77m, traços bonitos, árabe, um charme, corpo normal de quem vai na academia, mas não é sarado. Dava para ver uma barriguinha de cerveja. Nem o Bruno tinha certeza se ele era gay. Eu, Bruno e Vivian tínhamos a mesma idade, 18 anos.

Depois de um dia superdivertido e de muito estudo voltei para casa. Quando cheguei me assustei, meu pai e Beto estavam sentados na sala apenas de bermuda com uma mulher sentada entre eles, ela usava um vestido curto, tinha um sorriso bonito, devia ter seus 25 anos.

– Ele chegou. – Meu pai disse sorrindo. Ele se levantou e eu vi que seu pau estava duro. – Carlinhos essa é Lady.

– Prazer Lady. – Eu disse. Desde quando isso é nome? Pensei. E fui para o quarto.

– Carlinhos coloque uma roupa que te deixe a vontade e venha pra sala. – Meu pai pediu. Achei aquilo estranho mais fui.

Lady estava com uma mão na perna do Beto e outra na do meu pai. Percebi que o que eles estavam fazendo. O que eles queriam. Quem era a Lady.

– Senta aqui filhão. – Meu pai disse cedendo seu lugar para mim. Quando ele levantou, Lady desceu a sua bermuda expondo o seu pau duro. Foi por ver aquele pau duro que eu resolvi me sentar. A minha ideia inicial era acabar com aquele circo. Mas que mal faria ver o meu pai e o Beto comendo uma puta na minha frente.

Lady começou a chupar o pau do meu pai bem ali do meu lado, me deixando com água na boca. Beto também se levantou e deu seu pau para ela chupar. Ela tentou chupar dos dois ao mesmo tempo. Como eu queria estar no lugar dela, pensei.

– Vem cá também. – Beto me chamou.

– Estou bem aqui. – Respondi. Eu não queria que aquela mulher me chupasse.

Vendo-a chupando os dois e eles batendo o pau na cara dela eu fiquei excitado. Segurava meu pau por cima do short.

– Tira essa bermuda. – Meu pai disse. Eu tirei, me levantei e exibi a minha bunda para eles e voltei a me sentar. – Olha Lady o pau do meu caçula está duro também.

Lady olhou para o meu pau e foi toca-lo eu segurei a mão da moça.

– Não precisa. – Eu disse.

– Não se recusa uma mão gostosa dessa Carlinhos. – Meu pai disse.

– É a primeira vez dele pai, vai acabar gozando. Sabe como é. – Beto disse.

Meu pai colocou a Lady de pé, ajudou a tirar a sua roupa deixando-a nua. O corpo dela era bonito, imaginei que seria toda estragada por ser puta, pelo menos as putas da minha cidade eram judiadas, mas Lady não, era realmente boa.

– Quer tocar nela? – Meu pai me perguntou.

Eu neguei com a cabeça. Beto já foi logo apertando os peitos dela e chupando. Meu pai fez o mesmo. Beto colocou a camisinha e deixou a mulher de quatro e começou a foder o seu cu. Meu cu piscava, meu pau estava duro, como eu queria ser penetrado assim pelo Beto, me arrependi de não ter deixado ele fazer isso na noite anterior.

Meu pai me olhava sorrindo, chegou até mim e segurou o meu pau. Foi um momento de êxtase. Fechei meus olhos e senti ele colocando uma camisinha em mim. Depois de colocar a camisinha ele ficou me masturbando de leve.

– Beto, é a vez do seu irmão agora. – Meu pai disse

– O quê? – Eu perguntei no susto, pronto para fugir.

– Relaxa filho. – Meu pai disse sem soltar o meu pau.

Eu não queria transar com aquela mulher, ficaria ali só sentindo a mão do meu pai brincando com o meu pau. Lady sentou sobre mim e começou a cavalgar, meu pai ficou ao meu lado sorrindo, passava a mão no meu peito e na mulher. Para falar a verdade não foi ruim. Eu fechei os olhos e imaginei um homem, talvez Beto, meu pai, ou Gustavo. Mas nenhum deles ficaria gemendo igual aquela mulher, isso foi me broxando.

– Por favor não faça isso. Não fique gemendo assim. – Eu pedi. Lady obedeceu mesmo sem graça.

Meu pai e Beto estavam em pé ao nosso lado se masturbando ao olhar para cima eu via o pau deles. Isso me deixou excitado novamente eu me concentrava naquela punheta. Beto foi o primeiro a gozar, ele mirou nos seios da Lady mas escorreu até a minha virilha. Sentir aquela porra quente me fez gemer. Percebendo isso Lady se mexia ainda mais no meu colo. Meu pai também estava para gozar, ele não mirou um lugar exato, senti um dos jatos caindo em mim, passei a mão naquele líquido e levei até a minha boca. Gozei sentindo o sabor da porra do meu pai.

Lady como uma boa profissional fingiu que gozou e elogiou a minha virilidade.

– São poucos rapazes que aguentam tanto na primeira vez. – Ela disse. Meu pai ficou orgulhoso.

Continuei no sofá. Beto foi para o banheiro com a puta onde ela se limpou e foi embora.

– E aí filhão, gostou do presente do papai? Gostou da sua primeira vez? Virou homem. – Meu pai dizia sorrindo, eu lamentava em decepcioná-lo.

– Pai eu sou homem, sempre fui, mas preciso te dizer uma coisa. – Eu disse sério. Vi o sorriso em seu rosto sumindo. – Eu sou gay.

– Como assim? Você acabou de comer uma mulher. – Meu pai disse.

– Talvez ele seja Bi. – Beto disse para o meu pai.

– Não gente, eu sou gay. Não é por que transei com uma mulher que isso faz de mim “hétero” ou bi. Eu não gosto de mulher.

Meu pai e Beto se olhavam e olhavam para mim. Ninguém falava nada.

– Isso é um problema para vocês? Querem que eu vá embora? – Eu perguntei.

– Não. Claro que não meu filho. – Meu pai disse. Beto não disse nada, afinal ele já sabia.

Fui para o meu quarto. Meu pai tinha desocupado o escritório e comprado uma cama para mim. Mas eu ainda tinha que remodelar aquele quarto para deixar a minha cara. Esperei até eles irem para o seu quarto, só depois fui comer uma pizza que eles deixaram na geladeira e fui tomar meu banho.

Sai do banho enrolado na toalha e quando entrei no meu quarto vi meu pai sentado na minha cama.

– Carlinhos eu já sabia que você era gay. – Meu pai disse depois que me sentei do lado dele.

– E mesmo assim montou esse circo?

– Sim e não, me arrependo. Acho que você tinha que experimentar uma mulher para ter certeza.

– Pai, eu nunca experimentei um homem e já tinha essa certeza. – Eu disse. Meu pai me olhou de uma forma diferente, acho que ficou feliz, sei lá.

– Eu tinha que tentar. Mas isso não vai se repetir. – Meu pai disse ao se levantar.

– Pai.

– Diga meu filho.

– Você vai ficar estranho comigo?

– Claro que não.

– Vai me tratar como você trata o Beto?

– Vou.

– Então posso dormir com você hoje? Como o Beto dormiu com você no dia que cheguei? – Eu disse olhando para ele com cara de safado. Eu não dormi naquela noite. Escutei barulhos que vinham daquele quarto. Fui até lá e vi tudo que eles fizeram.

Meu pai ficou sem graça. Concordou com a cabeça. Eu lhe abracei deixando a minha toalha cair. Meu pau ficou duro enquanto eu o abraçava, ele passava a mão nas minhas costas e desceu até chegar na minha bunda que ele deu uma apertada.

– Vem dormir com o papai então. – Ele disse me puxando para o seu quarto.

Fui de mãos dadas com ele para o seu quarto. Me deitei em sua cama e meu papai veio até mim e me abraçou.

– Eu te amo meu menino. – Meu pai me disse.

– Eu também pai.

– O que você quer do seu pai?

– Quero que você seja o meu primeiro homem pai. Quero você dentro de mim, quero tomar o seu leite. – Eu disse.

Apesar do escuro, eu via o sorriso no rosto do meu pai. Passei a minha mão no seu peito, seus pelos estavam crescendo. Eu beijei o seu peito, meu pai segurou o meu rosto e beijou a minha boca. Foi um beijo de verdade, um beijo de homem, com pegada de homem. Eu segurava seus cabelos apertava as costas e pressionava o meu corpo no dele, sentia o seu pau duro e babado.

Me abaixei para chupá-lo, sentia o seu delicioso líquido pré gozo. Papai me carregou e levou a minha bunda até ele. Ele chupava o meu cuzinho que começou a piscar enquanto eu engolia toda a sua rola grossa, a sentia batendo na minha garganta. Meu pai inundava o meu cuzinho com a sua saliva, eu sentia a sua língua entrando e saindo do meu cuzinho que já estava todo relaxado implorando pela pica dele.

Meu pai me colocou de quatro na cama, chupou mais um pouco o meu cu e depois pincelou o seu pau na minha bunda. Eu gemia baixinho.

– Para não te machucar vou colocar só a cabecinha e você faz o movimento. – Meu pai disse e agindo ao mesmo tempo. Eu gemi concordando.

Senti a grande e macia cabeça do pau do meu pai me penetrando. Era maravilhoso, fui recuando meu corpo e sentindo seu pau entrando dentro de mim, não foi difícil nem doloroso, acho que o meu tesão era demais. Meu pai começou movimentos lentos e foi aumentando, eu tentava engolir o seu pau com o meu cu. Ele perguntava se estava me machucando, mas os meus gemidos mostravam que não. Ficamos uns 20 minutos naquele movimento, era um prazer intenso, mas eu não gozei. Papai gozou dentro de mim, senti seu pau pulsando, sua porra quente nas minhas entranhas e o gemido dele, que gemido.

Ele deitou na cama com seu pau ainda duro, eu queria mais, eu também queria gozar. Fiz como Lady fez comigo horas antes. Sentei sobre ele encaixei o seu pau todo dentro da minha bunda e comecei a cavalgar, gostei de ver a cara de prazer do meu pai. Eu gemia. Ele apertou o meu peito, sorria para mim e dizia como eu era gostoso.

– Você que é uma delícia pai. – Eu disse. Peguei a sua mão e chupei o seu dedo. Papai gemeu e senti o seu pau indo ainda mais fundo dentro de mim. Peguei a outra mão do meu pai e coloquei no meu pau.

Voltei a cavalgar, papai me masturbava e eu chupava os seus dedos. Ficamos assim até que gozamos juntos. Meu pai dentro de mim e eu por todo o seu peito. Me inclinei até ele e o beijei na boca.

– Eu adorei pai.

– Eu também. Nunca fiz um sexo tão gostoso Carlinhos. – Meu pai disse e me beijou mais uma vez. – Na próxima eu te dou o meu leite na sua boca. Não era isso que você queria?

– Vamos ter uma próxima papi?

– Se você quiser. – Ele respondeu. Eu o beijei, deitei sobre o seu peito e fiquei espalhando a minha porra que ali estava. Nos beijando até pegar no sono.

XXX ----- xxxxx ----- XXX

Capítulo 5 – Beto

Eu sentia falta de Carlinhos dividindo a cama comigo. Tinha me acostumado com o seu corpo ao meu lado, de passar a mão nele enquanto ele dormia. Agora ele já tinha mudado de quarto, eu havia perdido a chance de ter uma noite de verdade com ele. Confesso que quando coloquei a Lady de quatro e comecei a foder aquele cuzinho eu fiquei imaginando o Carlinhos de quatro pra mim.

Eu não conseguia parar de pensar no Carlinhos. Eu queria falar isso para ele, mas não consegui dizer nada. Continuava o levando para a faculdade todos os dias. Meus amigos chegaram a ver Carlinhos no meu carro. Perguntaram para quem eu estava dando carona. Quando disse que era o meu irmão eles ficaram sem graça, percebi que iriam fazer alguma piada. Fiquei feliz que não fizeram.

As coisas em casa estavam diferentes. Papai começou a chegar mais cedo do que eu. Ele estava se dando bem com Carlinhos. Aceitou numa boa o fato dele ser gay, acho que isso até os aproximou. Eu e papai continuamos numa boa, aquilo que aconteceu quando Carlinhos chegou não voltou a se repetir. Não teve climão e nem foi necessária uma conversa sobre o assunto. Sabíamos o que aconteceu, sabíamos que foi bom e que não era preciso provocar nenhuma situação para acontecer de novo.

– Estou te achando abatido Beto, algum problema na faculdade ou no estágio? – Meu pai me perguntou.

– Não pai. Tudo bem.

– Então é uma garota. – Meu pai concluiu. Eu sorri sem graça. E Carlinhos me encarou. – Me conta quem é ela? É gostosa?

– É sim pai. Tive a chance de ficar com ela algumas vezes, mas agi como um idiota. Acho que agora já é tarde.

– Nunca é tarde filhão.

– Conversa com ela Beto. Só o fato de você saber que foi um idiota já é um bom início. – Carlinhos disse sorrindo. Me perguntava se ele sabia que eu falava dele e não de uma garota.

Naquela noite bati na porta do quarto de Carlinhos, entrei e ele estava lá deitado, olhou pra mim e perguntou o que eu queria.

– Era só saber se está tudo bem. Não temos conversado muito nos últimos dias né?

– Está tudo bem sim. Boa sorte com a sua garota Beto. – Carlinhos disse. Eu não sabia mais o que dizer e fui para o meu quarto.

Tomei o café da manhã que Carlinhos preparou e fomos juntos para a aula. Voltei para casa à noite e papai estava sozinho.

– Onde está o Carlinhos? – Eu perguntei.

– Ele saiu para fazer um trabalho da faculdade e ligou avisando que ia chegar mais tarde. Beber com os amigos. – Meu pai respondeu.

– Tudo bem. – Para mim não estava nada bem Carlinhos com amigos, num curso que pelo menos na minha faculdade a maioria era veado.

– Bora ver um filme? Acho que você está precisando. – Meu pai disse.

– Bora. Coloca o filme aí que vou trocar de roupa.

Voltei para a sala, meu pai já estava nu e com o filme começando. Sentei ao lado dele, desci meu short até o meu pé. Em segundos meu pau já estava duro, meu pai também estava com o pau duro. Começamos a nos masturbar enquanto víamos o filme, percebia meu pai olhando para o meu pau e eu também olhava para o dele. Uma dessas vezes olhamos juntos e começamos a rir um para o outro.

– Vem cá filhão. – Meu pai me puxou com um meio abraço. Passava a mão na minha perna e segurou o meu pau. Eu fiz o mesmo com ele.

O tesão que eu sentia ficando com o meu pai era diferente do tesão que eu sentia com Carlinhos e com as garotas. Ali era uma brincadeira de homens, de tesão, gozar junto na brotheragem.

Nos encostamos no sofá, coloquei uma das minhas pernas sobre o meu pai que passava a mão nela e subia até o meu pau. Passei a mão em seu peito.

– Estamos precisando raspar, hein? – Eu disse. Papai sorriu.

Eu desci com a mão para o seu pau e ficamos batendo punheta um para o outro, passava o dedo na cabeça do pau do meu pai e via aquele líquido saindo, eu usava o líquido dele para lubrificar o meu pau. Meu pai sorria. Massageava o saco do meu pai, sentia as suas bolas grandes, sentia o pau dele que vinha duro desde dentro do saco, sentia ele pulsando enquanto eu passava a mão. Meu pai repetia os meus movimentos. Voltamos a nos masturbar e gozamos juntos um na mão do outro num belo uivo de prazer. Desligamos o DVD e fomos juntos para o banho.

Papai foi pegar o sabonete e passou em mim. Lavou meu peito, minha barriga e meu pau. Ele queria lavar a minha bunda também.

– Essa parte deixa que eu lavo. – Eu disse rindo. Peguei o sabonete, lavei a minha bunda e ensaboei o peito e o pau do meu pai.

– Beto algum homem já te chupou?

– Não. – Eu menti. Carlinhos já havia me chupado anos atrás e quase fez de novo, mas eu burro o impedi. – E em você?

– Também não. – Meu pai disse depois de um tempo me encarando. – Me falaram que é melhor do que mulher.

– É sim. É o que dizem. Você está querendo pai?

– Quem sabe a gente não faz isso na próxima vez. – Meu pai disse sorrindo.

– Quem sabe. – Eu respondi e sorri de volta para ele.

Saímos do banheiro, voltamos para a sala apenas de toalha, ficamos lá vendo TV. Carlinhos chegou acompanhado.

– Oi pai, oi Beto. Lembram do Bruno? – Carlinhos disse.

– Oi. – Eu e papai dissemos.

– Ele vai dormir aqui hoje. – Carlinhos disse. Eu encarei papai esperando-o tomar alguma atitude.

– Vamos liberar a sala para você Bruno. – Eu disse, já que meu pai não disse nada.

– Não precisa Beto, ele dorme no meu quarto. – Carlinhos respondeu. Dessa vez meu pai se incomodou.

– Então você dorme no meu quarto. – Meu pai disse.

– Ou no meu. – Eu disse.

Bruno me olhava como se eu o estivesse convidando para dormir no meu quarto e isso começou a me irritar.

– Tudo bem. – Carlinhos respondeu.

Não soubemos para quem exatamente, eu e papai nos olhamos com a mesma dúvida.

– Vem Bruno, você quer tomar um banho? - Carlinhos perguntou para o amigo

Carlinhos entrou no quarto com o rapaz. Fui para o meu quarto e coloquei uma roupa, não poderia ficar à vontade na minha casa com aquele rapaz lá. Meu pai ficou em seu quarto, eu fiquei na sala. Queria vigiar o quarto de Carlinhos. Vi quando Bruno saiu do banho entrou no quarto e Carlinhos permaneceu lá dentro. Eu fiquei puto, queria entrar lá e interromper qualquer coisa que eles estivessem fazendo. Contei até 100 e fui em direção à porta. Carlinhos abriu a porta e me viu lá parado.

– Quer alguma coisa Beto? – Carlinhos me perguntou enquanto eu olhava lá dentro. Bruno já estava vestido e deitado na cama.

– Queria saber por que você ficou aí dentro enquanto ele trocava de roupa.

– O que que tem Beto? – Carlinhos disse irritado indo para o quarto do meu pai.

– Carlinhos espera. Vem pro meu quarto. Dorme comigo. – Eu pedi. Carlinhos me ignorou eu segurei em seus braços. – Vamos conversar.

Carlinhos veio comigo para o meu quarto. Sentou na beirada da cama e ficou me encarando.

– O que quer conversar, Beto?

– Quero te pedir desculpas. Tenho agido como um idiota Carlinhos. Não soube lidar com você se assumindo, não sei lidar com você trazendo amigo pra casa.

– Qual o problema nisso Beto, eu ser gay ou de trazer um amigo?

– Ciúmes, eu estou morrendo de ciúmes Carlinhos. – Eu disse abaixando a minha cabeça. Carlinhos colocou o dedo do meu queixo levantando o meu rosto e me olhou nos olhos.

Eu o puxei para um beijo. Um beijo de verdade, um beijo com paixão e vontade. Carlinhos se entregou ao beijo. Inclinou a cabeça para trás e eu mordi o seu queixo. Ele gemia. Forcei meu peso sobre ele, fazendo ele se deitar na minha cama. Fiquei sobre ele e o beijava. Carlinhos segurou o meu pau e me fez gemer. Eu beijei o seu pescoço e fui descendo. Coloquei o seu peito grande e macio na minha boca, mordia o seu mamilo, meu pau pulsava na mão de Carlinhos que me virou na cama e desceu para me chupar.

Carlinhos me chupou por um tempo, depois ele tirou a sua roupa e se sentou sobre mim. Não acreditei no que Carlinhos estava fazendo. Ele segurou o meu pau que estava firme feito uma rocha e se sentou lentamente. Carlinhos sentia dor pude notar. Mas ele não desistiu. Meu pau estava todo dentro dele. Ele começou a cavalgar, eu sentia seu cuzinho se contraindo e apertando o meu pau. Era uma delícia. Carlinhos gemia, eu também. Seus movimentos foram ficando mais rápidos, os seus gemidos mais fortes e mais gostosos. Não consegui me segurar gozei dentro dele, Carlinhos continuou cavalgando e gozou em seguida, disparando jatos de porra no meu peito e no meu rosto.

Carlinhos beijava o meu rosto e a minha boca, eu senti o leve gosto de porra na boca dele. Não me importei, estava em êxtase. Comi o meu irmãozinho, eu ainda segurava aquela bunda, meu pau ainda estava dentro e não acreditava que ela foi minha, estava sendo minha, que era minha.

Dormi como uma criança abraçado com Carlinhos. Acordei cedo e de pau duro. Carlinhos estava de lado na cama, com aquela bunda virada para mim, me abaixei até ela e comecei a beija-la. Carlinhos se virou deixando-a empinada para mim. Cuspi lá dentro e deitei sobre Carlinhos. Ele se ajeitou, virou o rosto para o lado e eu o beijei. Carlinhos sorria e começou a gemer. Meus movimentos aumentaram, aquela posição me deixava sobre controle. Segurava Carlinhos pela cintura, sua cara de prazer era uma delícia. Dessa vez gozamos juntos Carlinhos sujou o meu lençol e eu despejei toda a minha porra dentro dele, de novo.

– Onde você vai? – Perguntei para Carlinhos que estava se levantando.

– Preparar o café da manhã. – Carlinhos disse me dando um beijo. Eu o puxei de volta para a cama.

– Fica aí, eu vou preparar o café da manhã pra você. – Eu disse saindo do quarto. Carlinhos se levantou, mas foi para o banho. Quando saiu, ele entrou em seu quarto e voltou para a cozinha com o Bruno. Eu estava tão feliz que nem me importei com aquele rapaz afeminado me devorando com os olhos.

– Beto preparando o café da manhã? – Meu pai perguntou dando um beijo na cabeça do Carlinhos e batendo em meu ombro.

– Dei um descanso para o Carlinhos hoje. – Eu disse.

Bruno parou de olhar para mim e começou a olhar para o meu pai que estava visivelmente excitado, naquele tesão matinal. Eu achei graça. Meu pai quando percebeu deu uma ajeitada no pau e se sentou. Tomamos café juntos. Eu tinha um encontro com uma garota, mas desmarquei, queria passar o sábado com Carlinhos.

Bruno foi embora logo depois do almoço. Meu pai saiu com os amigos, foi jogar bola e eu passei o dia na cama com Carlinhos. Ele chupou o meu pau e pediu para eu gozar em sua boca, ele engolia toda a minha porra. Eu também chupava o seu cuzinho, e ele ficava doido piscando aquele cuzinho na minha língua. Passamos uma tarde deliciosa até a chegada do meu pai.

– Beto em casa pleno sábado à noite? – Meu pai se surpreendeu.

– É pai, tudo que eu quero hoje é ficar em casa.

– Que bom, vou passar o sábado à noite com meus garotos.

– Vou fazer pipoca pra gente ver um filme ou maratonar alguma série.

– Então deixa eu tomar um banho que estou bastante suado. – Meu pai disse tirando todo a sua roupa na lavanderia e passando pela sala pelado.

Percebi como Carlinhos o admirava e isso me deu uma pontada de ciúmes. Dei uma cotovelada em Carlinhos.

– Aí Beto. – Carlinhos reclamou.

– Fica esperto rapaz. – Eu disse rindo.

– Nem vem Beto. Tá pensando o quê? Fica esperto você. – Carlinhos disse me dando um empurrão me tirando do sofá.

Papai voltou para sala com uma toalha enrolada na cintura. Fui fazer a pipoca e quando voltei, Carlinhos estava deitado na perna do meu pai. Ele sorriu pra mim, meu pai também.

– Abram espaço pra mim, senão não vão ganhar pipoca. – Eu disse segurando os dois potes na mão, uma de doce e outra de sal.

Carlinhos encolheu as pernas, mas eu o mandei se sentar e me sentei entre eles. Foi uma noite tranquila e divertida, aproveitava para passar a mão em Carlinhos que sempre olhava pra mim com um sorriso de safado.

Não dormi direito à noite, Carlinhos não me deixou dormir com ele, mas disse que talvez iria para o meu quarto, e não foi. Fui dormir tarde esperando por ele, por isso acordei bem tarde no domingo.

Carlinhos já estava fazendo o almoço e papai no banho.

– Me deixou na mão ontem. – Eu disse para o Carlinhos.

– Tá louco Beto? Passamos o dia todo juntos, gozamos várias vezes.

– Mas você não foi dormir comigo.

– Não vou dormir com você Beto. É arriscado. Papai podia aparecer.

– Por que ele iria aparecer?

– Sei lá. Não quero que você vá ao meu quarto à noite e se eu achar que devo eu apareço no seu.

– E eu vou ficar na vontade Carlinhos?

– Claro que não Beto. Tenha noção e nem pense em me controlar. A gente dá um jeito. – Carlinhos disse se afastando da cozinha e ficando de joelhos na minha frente.

Carlinhos chupou o meu pau e me fez gozar bem ali. Ele engoliu a minha porra e veio me beijar. Senti o gosto da minha porra em sua boca e não achei ruim. Ficamos nos beijando até que escutamos meu pai desligar o chuveiro.

O domingo também foi tranquilo, fiquei em casa com meu pai e Carlinhos. Era divertido e excitante fugir e nos esconder do meu pai para dar uns beijos e passar a mão naquela bunda gostosa do Carlinhos. O dia acabou e fomos dormir separados. No dia seguinte recomeçamos a rotina de aulas.

Fui com Carlinhos para a faculdade, ele foi segurando o meu pau durante todo o trajeto. No intervalo, resolvi ver como ele estava. Vi ele sentado em uma mesa com outras 4 pessoas. O Bruno, duas garotas e mais um rapaz.

– Olha quem vem aí. – Bruno disse para o Carlinhos abrindo um grande sorriso para mim.

– Oi Beto. – Carlinhos me cumprimentou. – Gente esse gato é meu irmão.

– Oi prazer, sou Vivian. – Se apresentou uma ruiva muito bonita.

– Oi sou Dalila. – Se apresentou uma mulata, linda com olhos cor de mel, cabelos cacheados e seios firmes, devia ter a minha idade.

– Prazer é meu. – Eu disse – E você, eu me lembro de você. – Me virei para o outro rapaz.

– Oi Beto, eu fui seu calouro. Fiz alguns períodos de Administração. – Gustavo me respondeu.

– Me lembro mesmo. Gustavo né?

– Isso.

– Ainda namora com a Erika? – Eu perguntei. Vi Carlinhos e Bruno se olhando. Provavelmente deviam achar que Gustavo era gay. Talvez tenha virado, afinal saiu de Administração para Arquitetura.

– Não mais. – Gustavo me respondeu.

– Por que mudou de curso? – Eu perguntei.

– Trabalho. Na empresa em que trabalho, para eu poder coordenar os contratos eu tinha que ser arquiteto. Se não seria para sempre um assistente administrativo. Mas ainda pretendo terminar o curso de administração.

– Faz bem. Você já estava na metade do curso não era?

– Sim, iria para o quinto período. Você está em qual? No sétimo?

– Isso. No sétimo. Memória boa.

– Sim, me lembro de ter servido você. – Gustavo disse. E o pessoal que via a nossa conversa sorriu. – Deixem de ser bobos. O pessoal da administração que é muito mais legal que vocês da arquitetura. Tinham um trote muito bacana para os calouros. No primeiro mês de aula o pessoal do segundo período organiza vários trotes, forçavam os calouros a angariar dinheiro para a festa. O pessoal do segundo período monta a festa com o dinheiro arrecadado e o pessoal do terceiro é convidado para comer e beber de graça.

– E os calouros eram os garçons do pessoal do terceiro período. – Eu finalizei.

– Podíamos fazer isso no nosso curso também. – Bruno disse.

– Sim, mas só no ano que vem. Aí não seremos os calouros. – Carlinhos disse. Foi esperto. As meninas concordaram.

– As festas da Administração eram muito boas. – Gustavo disse.

– Eram mesmo. A sua foi a última que eu fui. – Eu disse

– E aquela foi boa mesmo. Você bebeu muito. – Gustavo lembrou.

– Você me serviu bem. – Eu disse rindo. – Nem lembro como cheguei em casa.

– Sério? Eu te levei. – Gustavo disse.

– Então tenho que agradecer, pois tenho certeza que não fiz isso depois. – Eu disse um pouco sem graça, mas mantendo o sorriso no rosto.

– No dia você agradeceu sim. – Gustavo respondeu batendo em meu ombro.

– Já que colocaram o papo em dia, diz aí o que veio fazer no meu prédio? – Carlinhos perguntou.

– Deixa de ser chato Carlinhos, o prédio não é seu. Beto, você é muito bem-vindo aqui. – Bruno disse quase se derretendo.

– Só vim ver como é aqui. Respirar novos ares. – Eu disse sorrindo.

– Sei. – Carlinhos disse sorrindo.

No dia seguinte foi Carlinhos e a sua turma que veio até o prédio de Administração. Gustavo foi de encontro aos seus amigos da turma do 5.º período. Eu fui até o Carlinhos que estava acompanhado do Bruno e das duas meninas.

– O que estão fazendo aqui? – Eu perguntei.

– Respirar novos ares. – Carlinhos respondeu.

Dois colegas de sala chegaram junto a mim.

– Beto, não vai apresentar suas amigas? – Um deles disse, o mais idiota. Enquanto o outro apenas sorria.

– Essas são Dalila e Vivian. – Eu disse. – E este, é o meu irmão Carlinhos e, este é Bruno. – Percebi que eles ficaram sem graça pela piada. Se cumprimentaram e as meninas logo deram um fora neles.

– Gostaram do prédio? – Eu perguntei.

– O nosso é mais bonito. – Carlinhos respondeu.

– Mas aqui as pessoas são mais bonitas. – Bruno disse.

– Permita-me discordar. – Eu disse. – No curso de vocês só tem meninas bonitas e todas bem arrumadas. Ao contrário do meu que tem mais homens e as meninas arrumadas eram só aquelas que trabalhavam, algumas parece que acordaram, simplesmente saíram da cama e vieram para a aula.

– Então por que acha que preferimos aqui? – Vivian brincou. Eu sorri sem graça para ela. Não gostei da ideia de Carlinhos indo para o meu prédio com os amigos para procurar homens. Gustavo se juntou a eles.

– Controla essa turma, rapaz. – Eu disse pra ele.

– Não pense que não tentei. Essa turma aqui é incontrolável e desgovernada. – Gustavo disse rindo e se despediu.

– Agora o Beto tá amiguinho do pessoal da arquitetura? – Wagner, veio zoando.

Wagner era o meu amigo desde que mudei. Fizemos o Ensino Médio juntos, escolhemos o mesmo curso e a mesma faculdade. Mesmo sendo da mesma sala acabamos nos afastando.

– Você fala daquela ruiva linda e da morena gostosa? Quero ser mais que amigo. – Eu respondi.

– É, mas os viadinhos vêm junto? – Wagner disse.

– Ow é o irmão dele. – Outro censurou.

– Desculpa Beto. Não sabia que era o seu irmão. – Wagner disse.

– Não tem que me pedir desculpa por ele ser meu irmão, e sim por você ser um idiota. – Eu disse. Ouvi um zumbido de gritos e risos, daqueles quando a gente dá uma tirada em alguém na frente de outras pessoas.

– Depois a gente conversa, Beto. – Wagner disse em um tom ameaçador que eu achei graça.

– Até. – Eu disse voltando para a minha sala.

XXX ----- xxxxx ----- XXX

Capítulo 6 – Carlinhos

Eu estava em uma ótima fase, me sentia realizado. Tudo ia bem na faculdade, tinha meus amigos e mantinha dois relacionamentos incestuoso em segredo. Papai não sabia de Beto e Beto não sabia de papai. Preferia deixar assim. Beto me surpreendeu quando se permitiu sem culpa e passamos aquele final de semana cheio de sexo. Não sei dizer qual pegada era melhor, de Beto ou de papai. Mas uma coisa era igual, à forma de macho como eles gemiam quando gozavam, isso me deixava de pernas bambas, só de lembrar meu cuzinho piscava.

Papai começou a chegar em casa cedo, antes do Beto. Ficávamos sozinhos em casa e assim aproveitávamos o nosso momento. Pedi tanto para o meu pai como para o Beto não irem ao meu quarto à noite. Era perigoso algum encontro. Claro que eu fantasiava os dois me comendo juntos, mas ainda era cedo demais para isso. Fiquei a semana inteira sem procurar nenhum durante a noite para ver se eles cumpririam a promessa e cumpriram.

Na faculdade, além do curso, as coisas estavam ficando cada vez mais interessantes. Beto passou a me vigiar durante o intervalo, ia sempre ao meu prédio. Vivian, Dalila e Bruno adoravam. De vez em quando era a gente que ia até eles. No dia que nos desencontramos conheci o Wagner, sem dúvida o cara mais gostoso daquele campus. Um homem alto, de aproximadamente 1,85m de altura, braços fortes, pele morena clara com um bronze, olhos claros, uma barba por fazer, bem desenhada. O tipo de cara que é bonito, sabe daquilo e usa muito bem isso.

– Ô arquitetura, estão perdidos? – Wagner perguntou.

– Sou irmão do Beto, vim ver se ele está aqui. – Eu respondi. Bruno babava atrás de mim. Dalila e Vivian trocavam olhares e Gustavo que foi obrigado a ir com a gente, era impossível de ler.

– Eu sei. Seu irmão não está aqui não, acho que foi para o prédio de vocês. Eu sou Wagner, Prazer. – Wagner disse pegando na minha mão, na do Bruno, abraçando as meninas e cumprimentando de longe o Gustavo que estava com cara de poucos amigos.

– Então vamos voltar lá. – Eu disse.

– Voltem sempre. – Wagner disse dando aquela ajeitada no saco, e pareceu ter um enorme pacote. Sorrimos e saímos.

– Não gosto do Wagner. – Gustavo disse.

– Por que? – Eu perguntei.

– Ele é muito escroto, já estava preparado para ele vir com uma piada em cima de vocês.

– O que quer dizer? – Foi a vez de Bruno questionar.

– Ele é um idiota preconceituoso. Sempre o vi fazendo várias piadinhas. – Gustavo respondeu.

– Ele já fez com você? – Bruno perguntou de novo.

– Claro que não. Mas já o vi fazendo com outras pessoas, ele é covarde, faz pelas costas. – Gustavo disse. Olhamos para trás e vimos Wagner e alguns amigos rindo.

– Ele deve ter mudado, foi bem simpático com a gente. – Eu disse encerrando o assunto, mas Gustavo ainda estava descontente.

Quando encontramos com o Beto contei que estávamos à procura dele e que Wagner foi muito simpático.

– Quero que você fique longe dele. – Beto disse. Senti Gustavo me olhando como se dissesse: “Eu disse”.

– Por que? Ele não é seu amigo? – Perguntei.

– Já foi. Não é mais. Cuidado com ele. Acho que vocês nem deviam sair desse prédio.

– Menos Beto. – Eu disse.

– Que gracinha, todo preocupado com o irmão. – Bruno disse.

– Preocupação não. Beto tá com mania de achar que é o meu dono. Para com isso já falei. – Eu disse.

Gustavo cada dia que se passava, se tornava mais observador e misterioso. Comecei a me preocupar na forma que eu falava com Beto, na forma que agíamos quando estávamos um perto do outro. Sentia que Gustavo era capaz de me ler, enquanto eu me sentia mais transparente em sua presença eu sentia que ele era cada vez mais opaco.

– Beto você vai na festa que o pessoal está organizando? – Gustavo perguntou.

– Vou sim.

– Que festa é essa? – Bruno perguntou.

– Em uma boate, fizemos uma parceria para juntar o dinheiro da festa de formatura. – Beto respondeu.

– Você não me falou nada. – Eu disse frustrado, percebi mais uma vez os olhos de Gustavo. Beto me ignorou.

– Você vai? – Beto perguntou para o Gustavo.

– Acho que sim, ganhei um convite. – Gustavo respondeu.

– Quando vai ser? Podemos ir todos. – Dalila disse. Beto ficava um pouco bobo quando ela falava com ele.

– É.… será nesse final de semana. Posso ver se consigo convites para vocês. – Beto disse meio que gaguejando.

– Isso seria ótimo Beto. – Vivian disse passando a mão nos braços definidos de Beto.

Voltamos para a sala de aula, estava incomodado com a forma que Beto ficava bobo perto das meninas, principalmente da Dalila. Fiquei bravo também por ele não me contar dessa festa que provavelmente ele iria sozinho se o Gustavo não tivesse falado sobre ela.

Cheguei em casa, fiz o almoço que também já seria o jantar do meu pai e do Beto. Adiantei alguns trabalhos, tomei banho e esperei meu pai chegar. Estava deitado no sofá com meu shortinho apertado onde mostrava metade da minha bunda, quando escutei o barulho da porta eu me empinei e fingi que dormia. Senti a mão grande do meu pai apertando a minha bunda, ele veio até o meu rosto e beijou a minha boca.

– Que delicia você assim Carlinhos, olha como me deixa. – Meu pai disse colocando a minha mão no seu pau.

– Isso tudo é culpa minha? – Eu perguntei sendo safado. Papai concordou com a cabeça. – Ai que delícia!

Desabotoei a sua calça e fui esfregando a minha cara naquela cueca, sentia aquele cheiro de macho misturado com o perfume que meu pai havia passado naquela região, como ele sempre faz toda manhã. Coloquei o seu pau para fora e comecei a chupa-lo. Meu pai segurava firme a minha cabeça. Eu engolia o seu pau até o fundo da minha garganta, no início eu ficava sem ar, mas essas semanas de prática eu já estava um expert. Chupei muito meu pai enquanto brincava com as suas bolas e apertava a sua bunda pressionando seu corpo contra o meu rosto.

Senti que meu pai iria gozar eu já estava preparado para engolir tudo. Eu queria todo o seu leite e bebi tudo sem desperdiçar nenhuma gota.

– Vou tomar um banho e te espero lá no meu quarto. – Meu pai disse.

– Hoje não papai.

– Está tudo bem meu filho? Eu te machuquei na última vez?

– Não machucou não papai, é que eu quero deixar bem apertadinho de novo para você. Mas se você quiser, quando sair do banho eu te chupo de novo. Adoro esse cacetão duro na minha boca. – Eu disse. Papai me deu um beijo e foi para o banho.

Eu menti para o meu pai, a verdade é que era dia do Beto, não tinha certeza se eu ia dá para o Beto, iríamos brigar antes, isso era fato, mas poderíamos fazer as pazes e ter um sexo maravilhoso.

Fui para o quarto do meu pai, adorava quando ele estava limpinho, engolia o seu cacete com mais vontade. Ele demorou muito, mas despejou todo o seu leite na minha boca. Foi o tempo de sair do quarto e Beto chegar. Jantamos juntos, vimos TV e depois que papai se deitou, fui para o quarto do Beto que já estava todo taradão para cima de mim.

– Calma aí Beto, precisamos conversar.

– DR de novo Carlinhos?

– Claro Beto, enquanto tiver achando que sou propriedade sua eu vou vir discutir com você, mas se você quiser não precisamos discutir, eu vou embora e você nunca mais me toca.

– Pode falar Carlinhos, sou todo ouvidos.

– Então tire as suas mãos de mim e só escuta. Não quero que diga onde devo ir e com quem devo falar. Fica ainda pior quando faz isso na frente dos meus amigos.

– O Bruno achou bonitinho.

– Tudo que você faz o Brunho acha bonitinho, mas o Gustavo está de olho. E não é por isso que estou falando. Eu tenho vida própria, não sou sua propriedade. Acho que você não entendeu isso.

– Eu me preocupo com você. Sei que você tem a sua vida. Mas fica longe do Wagner.

– Qual o problema desse garoto? Ele foi supersimpático.

– Ele não presta, ele é preconceituoso ao extremo. É do tipo que bate em gays na rua. Já aconteceu. E se ele fizer algo com você, eu o mato. Vou preso, mas eu o mato. Eu amo você Carlinhos, só quero o seu bem.

– Eu sei Beto, eu também te amo, mas não precisa se preocupar, eu sei me defender. Preciso que você também confie em mim.

Beto não me respondeu. Simplesmente me beijou, eu me entreguei naquele beijo, nem vi quando ele tirou a roupa, senti apenas o seu pau relando na minha barriga. Parei de beijar aquela boca e fui em direção aquele pau. Beto me virou na cama, chupava o meu cuzinho enquanto eu engolia aquele cacete. Eu não me cansava de chupar um belo pau. Era o do meu pai, era o de Beto. E naquela hora me peguei pensando no pau do Wagner, que parecia ser bem grande.

Voltei a atenção para o Beto assim que ele começou a gemer. Aqueles gemidos me tiravam do sério. Sentei em seu pau. Os olhos de Beto brilharam, nos beijávamos e eu comecei a cavalgar. Beto inundou meu cuzinho com a sua porra. Seu pau continuou duro ele não queria me deixar sair do seu colo. Mas eu o convenci a me comer de quatro. Beto abria a minha bunda, ele gostava de ver o seu pau entrando e saindo de dentro de mim. Me enrolei no travesseiro e comecei a gemer, gozei na cama de Beto.

Beto parou de me comer, deitou ao meu lado e me beijava, eu o masturbava até que ele gozou.

A semana passou tranquila, era estranho que eu nunca tinha visto, ou reparado, no Wagner. Mas depois daquele dia que ele se apresentou eu o via sempre na chegada, no intervalo e na saída. Comecei a fantasiar com aquele homem lindo e homofóbico.

– Eu acho que todo homem que é homofóbico na verdade vive preso dentro do armário. – Bruno disse.

– Seria uma delícia, entrar em um armário com ele. – Eu disse.

– Não acredito nisso. – Gustavo disse bravo.

– Não fica com ciúmes não Gu, a gente também entra no armário com você. – Bruno disse rindo. Gustavo ficou sem graça e nos ignorou. Vivian e Dalila voltavam juntas do banheiro. Combinamos como iríamos para boate. Bruno iria dormir lá em casa, já que mora longe. Carol e Gustavo iriam com Vivian que seria levada pelo motorista do pai.

Papai se assustou quando chegou em casa e viu Bruno lá, era o dia do papai. Esperei Bruno ir para o banho e fui compensar papai com um belo boquete. Quando Beto chegou já estávamos prontos.

– Mas está muito cedo. – Beto disse.

– A gente chega cedo, fica lá na porta tomando uma latinha, já calibrando, afinal lá dentro tudo é caro. E ficamos monitorando o público que está chegando. – Bruno disse fazendo Beto e meu pai sorrirem.

– Esperto ele. – Meu pai disse. Bruno voltou a olhar para o meu pai que estava lá sem camisa e só de shortinho marcando bem o seu pau com uma gota do seu liquido marcado.

Beto jantou e depois foi para o banho, saiu já seco, mas totalmente nu. Não sei se foi para provocar o Bruno ou simplesmente estava acostumado com a presença do meu amigo dentro de casa. Bruno babou vendo o tamanho do pau do Beto, quase bateu palmas, eu tive que rir. Me deu vontade de dizer que aquele pau gostoso era meu, que já esteve na minha boca e na minha bunda várias vezes.

Chegamos na porta da boate, tinha mesmo alguns ambulantes, carrinhos de cachorro quente e algumas pessoas já bebendo.

– Não vou ficar aqui na rua não, podemos ficar nesse barzinho aqui. – Beto disse apontando para o lado.

– Pode ser. – Eu disse.

Sentamos em uma mesa, fiquei ao lado do gostoso do meu irmão, eu passava a mão em sua perna por baixo da mesa. Tempos depois Vivian, Dalila e Gustavo chegaram. Beto me fez sair do seu lado para dar lugar a Dalila, isso me incomodou um pouco, mas fizemos bem, pois Gustavo estava reparando muito. Não sei se eu já estava cismado e começava a ver chifre em cabeça de cavalo. Mas uma coisa era fato, Gustavo era um bom amigo e uma pessoa do bem.

Fizemos uma rodinha, Gustavo do lado de Beto, Dalila do outro. Ficamos conversando quando Beto e Gustavo começaram a conversar, apenas os dois.

– Tá namorando Gustavo? – Beto perguntou.

– Não, tô de boa. – Gustavo respondeu.

– Com o tanto de meninas bonitas no curso de arquitetura deve ser fácil achar uma namorada. – Beto disse.

– Tem muita menina bonita mesmo, e as mais bonitas estão aqui na mesa. Mas não tô afim de namorar não. Fiquei muitos anos namorando, agora quero mesmo é curtir a vida, experimentar o que ela tem a me oferecer, lá pros 30 eu penso em namorar, casar, ter uma família.

– Eu sempre gostei de namorar.

– E agora está namorando? – Gustavo perguntou. Beto me olhou antes de responder percebi que Gustavo reparou.

– É, bem, não estou não. – Beto respondeu, percebi que Dalila ficou feliz e deu uma ajeitada na roupa.

Vi quando Wagner passou pelo bar olhou para nossa mesa e deu uma piscada, não sei exatamente para quem. Pagamos a conta e entramos para a boate.

A música era boa, o ambiente era legal e foi ficando cada vez mais cheio.

– Muita gente bonita, mas só tem héteros, ou aqueles que se fingem. – Bruno reclamou.

Tinha um DJ muito bom, batidas boas e a iluminação acompanhava as batidas, tinha hora que por uns 3 segundos tudo ficava escuro, nessas horas sentia Beto apetando a minha bunda e isso era excitante. Vi que Bruno tentou bolinar Beto em um desses escurinhos, mas não deu certo, talvez ele não tenha tido coragem. Gustavo bebia e se divertia, mas eu achava que até no escuro ele conseguia me enxergar.

– Desculpa. – Wagner disse após me esbarar quando fui pegar bebida. Eu fiquei parado segurando as duas garrafas na minha frente enquanto Wagner me segurava na cintura. – É você Carlinhos? Não sabia que viria.

Era claro que sabia, ele havia nos visto minutos antes.

– É, estou aqui. – Respondi pronto para dar o próximo passo. Mas Wagner não saia da minha frente e ainda segurava a minha cintura.

– Derrubei a sua bebida, deixa eu te pagar outra.

– Não derramou quase nada. Obrigado, deixa eu voltar lá. A cerveja vai acabar esquentando aqui na minha mão. Tenho que levar para o Bruno.

– Vai lá, entrega a cerveja pra ele e volta aqui. Vamos trocar uma ideia. – Wagner disse.

– Beleza. – Eu disse voltando para a minha turma. Claro que fiquei tentado a voltar, um homem daquele, dando mole. Gustavo e Beto deviam estar errados sobre ele. De longe eu reparava que ele estava sempre me olhando.

– Gustavooo! – Surgiu uma garota, bonita, alta, cabelos lisos nos ombros, mas em um dos lados era raspado. Ela pulou no Gustavo deu um abraço e um beijão na boca dele.

– Débora, tudo bem? – Gustavo parecia sem graça.

– Não acredito, Beto? – Débora disse.

– Oi. – Beto respondeu, era nítido que ele não a reconheceu. – Tudo bem?

– Beto lembra da Debs, do dia do meu trote, que te deixei em casa. – Gustavo disse. Beto ainda não parecia se lembrar.

– Claro. – Beto disse. A menina foi de encontro ao meu irmão e lhe deu um beijo na boca, não como beijou o Gustavo, foi mais comportado.

– Depois temos que marcar de novo. – Débora disse. Olhou a sua volta e viu todo mundo olhando para ela como se ela fosse um alien. – E vocês quem são?

Gustavo nos apresentou, Débora foi em direção para dar um selinho na Dalila que virou o rosto, Vivian fez o mesmo. No Bruno ela nem tentou beijar.

– Irmão do Beto? – Débora disse quando Gustavo nos apresentou. – Realmente se parecem, muito lindo você. Deixa eu achar a minha turma, bom ver vocês, Gustavo, Beto, me liguem, tô esperando.

– Gente que menina louca. – Bruno disse. Que amizades são essas Gustavo? – Bruno perguntou.

– E o que aconteceu nesse trote? – Eu perguntei para Beto.

– Eu juro que não sei. – Beto respondeu, tentando se justificar para mim e para a Dalila. Olhamos todos para o Gustavo.

– Vou pegar mais uma cerveja. – Gustavo disse fugindo.

Um tempo depois o assunto já era outro e Gustavo havia voltado, muita música já tinha tocado e Wagner de longe me olhava. Aquilo me deixava doido. Resolvi ir buscar cerveja.

– Oi de novo. – Wagner me disse.

– Oi estranho. – Eu respondi.

– Está gostando da balada?

– Sim. – Respondi para ele. – Mais uma cerveja por favor. – Pedi para o garçom, mas Wagner colocou a comanda dele na frente. – Por que está fazendo isso?

– Por que tenho dinheiro, gosto de pagar uma cerveja para os meus amigos. – Wagner respondeu.

– Não somos amigos, acabamos de nos conhecer.

– Mas você é irmão do meu amigo.

– Não é isso que o Beto acha.

– O Beto está estressado, mas sempre fomos amigos sim. E vamos voltar a ser.

– Então quem sabe não seremos amigos quando vocês voltarem às boas. Obrigado pela cerveja. – Eu disse saindo. Wagner segurou o meu braço, eu sorri para ele e saí. Antes de chegar aos meus amigos encontrei com Gustavo.

– Vamos comigo para o bar, pegar uma cerveja. – Gustavo disse.

– Mas a sua ainda está na metade.

– Ela esquentou.

Achei aquilo estranho, mas fui com ele. Gustavo fez hora para pedir a cerveja, continuou bebendo a cerveja que ele disse que estava quente e depois pediu outra.

– Vamos voltar? – Eu pedi.

– Vamos ficar por aqui, lá tem muito barulho.

– Então vamos chamar o pessoal.

– Não.

– O que está acontecendo Gustavo?

– Acho que a gente devia ficar aqui.

Fui em direção a minha turma, quando cheguei lá vi Beto e Dalila se beijando. Gustavo sabia, não queria que eu visse. Fiquei abalado. Não tinha conversado nada com Beto, não poderia exigir exclusividade, até porque eu também estava com meu pai. Mas aquilo mexeu comigo. Fiquei congelado, não sabia o que fazer.

– Você tá bem? – Gustavo me perguntou.

– Claro, por que não estaria? Me dê licença que eu vou no banheiro.

– Quer que eu vá com você? – Gustavo me perguntou. Neguei com a cabeça. – Quer que eu chame o Bruno?

– Não! Eu vou sozinho. – Eu disse. Me virei novamente para ele. – Obrigado.

Aquele obrigado não foi para se oferecer a ir ao banheiro, foi pelo cuidado, preocupação e a discrição. Pelo olhar de resposta do Gustavo eu percebi que ele entendeu.

Entrei no banheiro ainda meio perdido. Era estranho ver o Beto com alguém, com a gente estando junto, era pior esse alguém ser uma das minhas melhores amigas.

– Ei! Você tá bem? – Wagner me perguntou enquanto eu me encarava no espelho.

– Fala sério cara, qual é a sua? Está me seguindo?

– Bom, eu já estava no banheiro quando você entrou, então talvez você esteja me seguindo. – Wagner disse sorrindo. Eu não tinha resposta para aquilo.

– Então você tá bem? – Wagner repetiu a pergunta.

– Na verdade não muito.

– Posso fazer alguma coisa por você?

– Sim, avisa o meu irmão que eu estou indo embora.

– Deixa eu te levar embora.

– Não precisa.

– Então até o táxi.

– Se você sair da boate não vai conseguir voltar.

– Eu tenho passe livre aqui, não se preocupe. – Wagner disse.

Saí junto com Wagner, havia alguns táxis na porta eu fui em direção a eles.

– Carlinhos, meu carro está aqui. Vou pra casa também, deixa eu te levar. É meu caminho. Pode confiar.

– Você nem sabe onde eu moro.

– Sei sim. Já fui a sua casa várias vezes.

Wagner me convenceu, fui até o seu carro, um BMW grande.

– Esse carro é seu?

– É sim. Gostou?

– Combina com você.

– Por que é bonito?

– Espaçoso – Eu respondi, Wagner sorriu sem graça. – Mas é bonito também.

O carro do Wagner era automático, mas ele ficava com a mão na macha e toda hora passava em minhas pernas. Percebia ele olhando para mim, um homem daquele olhando para você era quase irresistível, resolvi olhar para o outro lado.

– Você quer ir para algum lugar? – Wagner me perguntou.

– Sim, para a minha casa. – Respondi. Wagner não insistiu.

Estávamos há dois quarteirões da minha casa quando Wagner parou o carro, era uma rua mais escura. Eu olhei pra ele.

– Minha casa é logo ali na frente.

– Eu sei. Queria conversar com você.

– Sobre?

– Te conhecer melhor, seu irmão nunca falou muito sobre você.

– Wagner, por que alguém como você teria interesse em mim? – Eu perguntei. Percebi que deixei Wagner sem resposta. – Por que não me conta por que você e meu irmão não são mais amigos?

– Seu irmão mudou, ficou diferente, se afastou e agora fica me tirando. Eu mesmo não fiz nada.

– Ele amadureceu e você não. – Eu constatei. Wagner não gostou do que eu disse.

– O que ele disse mim?

– Que poderia ser perigoso pra mim chegar perto de você. – Eu disse Wagner começou a rir.

– Pelo visto você não acreditou nele.

– Eu preferi me arriscar, você não me parece perigoso.

– Mas eu posso ser. – Wagner disse vindo em minha direção e me dando um beijo na boca.

Um beijo de verdade, um beijo gostoso, ele ia passando a mão na minha perna e chegou até o meu pau que ficou duro.

– Não era esse tipo de perigo que ele imaginava. – Eu disse. Achei graça da situação. Wagner abriu o zíper da própria calça e colocou aquele mastro para fora. A minha vontade era cair de boca, mas me contive.

– Vem cá, me chupa. – Wagner pediu.

– Cara, sei que você já sabe que eu curto, e surpreendentemente você também, mas não é assim. Colocar o pau pra fora e me mandar chupar. – Eu disse.

– Normalmente essas coisas são bem rápidas e práticas. – Wagner disse sem graça.

– Imagino que sim, você é um cara bonito, postura de macho, num carrão desses e um pau desse tamanho. Mas não sou desses. Obrigado pela carona. – Eu disse abrindo a porta do carro pronto para sair.

– Espera, vou te deixar lá na porta. – Wagner disse voltando para cima de mim fechando a minha porta antes que eu saísse. Wagner ainda quase no meu colo, abriu o meu zíper e meu pau que estava duro pulou para fora. Wagner caiu de boca.

Era a primeira vez que alguém me chupava, era uma delícia. Não imaginava que ser chupado era tão bom como chupar. Wagner subia e descia com os lábios no meu pau, sentia a sua língua passando na cabeça do meu pau. Me imaginei fazendo um 69 com ele ali mesmo. Não demorei muito, gozei na boca daquele macho, homofóbico e gostoso do Wagner. Ele não engoliu, abriu a porta do carro e cuspiu na rua.

– Vem sentir o gosto da sua porra. – Wagner disse me puxando para um beijo. Ficamos nos beijando até o gosto sair. Quando percebi, eu estava com o pau dele na minha mão, um pau grande e grosso, eu o masturbei e ele gozou na minha mão. Me larguei daquele beijo e respirei fundo. Não acreditava no que estava acontecendo.

– Você é um cara legal, diferente. Vou te mandar a real. Ninguém sabe que eu curto essas paradas e ninguém vai ficar sabendo, entendeu. – Wagner disse.

– Entendi. – Não gostei da forma que ele disse. – Vamos? – Eu pedi. Chegamos na porta da minha casa eu não sabia nem o que dizer.

– Tchau Carlinhos, a gente se vê na faculdade. – Wagner disse.

Não sabia se eu tinha me sentido usado. Acho que não, pois fui eu que gozei na boca dele. Eu gozei na boca daquele homem. Mas tudo aquilo era muito louco, inacreditável. Esse Wagner era mesmo uma caixinha de surpresas. Eu ainda estava parado na porta do meu prédio pensando naquilo que aconteceu, havia até esquecido de Beto com Dalila na boate. Me despertei quando vi meu celular tocando.

– Alô. Oi Bruno. Já vim embora. Volta com o Beto, isso se ele voltar para casa, senão pede para a Vivian te trazer até aqui. Desculpe não ter avisado. – Eu disse, subindo para o apartamento.

XXX ----- xxxxx ----- XXX

Capítulo 7 – Beto

Era a noite que iríamos para a boate. Quando cheguei em casa Carlinhos e Bruno já estavam prontos me esperando. Eles queriam chegar cedo. Mas a ideia de ficar bebendo na porta da boate não me animou, por isso fomos para um barzinho do lado. Depois de um tempo os amigos de Carlinhos chegaram e entramos na boate. Curtimos muito juntos.

– Gustavooo! – Surgiu uma gata, cabelos castanhos com uma parte raspada, pele clara e seios enormes, ela pulou no Gustavo e deu um baita beijo na boca dele. Eu olhei pra ele e sorri. Vi que ele era um dos meus.

– Oi Débora, tudo bem? – Gustavo respondeu. A garota olhou pra mim.

– Não acredito, Beto? – Ela disse.

– Oi. – Eu respondi. Ela era familiar, mas eu não me lembrava de onde. – Tudo bem?

– Beto lembra da Debs? Do dia do meu trote, que te deixei em casa. – Gustavo me disse.

Eu tive um grande porre naquele dia, não me lembro de muita coisa. Nem me lembrava que foi o Gustavo quem me deixou em casa. Mas alguns flashs apareciam em minha cabeça, tinha quase certeza que eu já peguei essa menina.

– Claro. – Eu respondi. Débora me deu um beijo na boca. “É! Já peguei ela sim”. Pensei.

– Depois temos que marcar de novo. – Débora disse olhando pra mim e para o Gustavo. “Preciso ter um particular com o Gustavo pra saber o que aconteceu naquele trote”. Pensei.

– O que aconteceu nesse trote? – Carlinhos me perguntou.

– Eu juro que não sei. – Respondi. Mas acho que transei com essa garota. Mas onde? Quando? E o Gustavo nisso?

Voltamos a curtir a festa. Dalila, a morena gostosa estava dando o maior mole. Uma garota daquela era irrecusável. Eu tentava olhar para o Carlinhos, queria o aval dele, afinal é amiga dele. Mas ele estava sempre distraído procurando alguma coisa ou alguém naquela boate.

Mais cedo na mesa do bar, Gustavo perguntou se eu estava namorando, eu disse que não, afinal com irmão não se namora.

Carlinhos sumiu, Dalila dançava de forma sensual comigo, nossos olhos se cruzaram e um beijo rolou. Depois outro, começamos a nos pegar ali no meio da boate. A garota era safada, até no meu pau ela pegou, meu pau que é sensível ao toque já estava duro. Tinha semanas que eu não comia uma boceta. Comer o cuzinho do Carlinhos é uma delícia, mas uma boceta também tem o seu lugar.

– Cadê o Carlinhos? – Bruno me perguntou.

– Não sei. – Respondi.

– A última vez que eu o vi, ele estava indo para o banheiro. – Gustavo disse.

Mais um tempo depois perguntei à Dalila se ela queria ir lá para minha casa. Ela disse que não, que iria para a casa da Vivian que estava aos beijos com um colega meu. Bruno me lembrou que iria dormir lá em casa. Vivian chamou a Dalila para ir embora. Para mim não tinha mais graça ficar na boate.

– Achou o Carlinhos? – Perguntei para o Bruno.

– Não, vou ligar pra ele. – Bruno respondeu. Conversou com ele no telefone. – Ele já está em casa.

– Porra! Ele foi embora sem falar nada? Vamos embora então. – Eu disse. Chamamos um Uber.

– Se o motorista for gato eu vou na frente. – Bruno disse e eu comecei a rir.

O carro chegou, nem esperei Bruno ver a cara do motorista e já entrei no banco de trás e fechei a porta, fazendo com que ele sentasse no banco da frente. Fiquei lá trás de boa, pedi para o motorista aumentar a música e fiquei pensando na gostosa da Dalila que me deixou ir para casa de pau duro. Bruno conversava com o motorista, eu não prestava atenção.

Achei estranho quando o motorista diminuiu a velocidade, percebi que a mão do Bruno estava no pau do motorista. “Caralho, esse Bruno é uma puta mesmo” pensei. Como ele era corajoso, pegar no pau no motorista comigo ali atrás no carro. De alguma forma aquilo me deixou ainda mais excitado.

Quando chegamos em casa sai do carro rápido. Percebi que Bruno anotou o telefone do motorista.

– Fazendo contatinhos né safado? – Eu brinquei enquanto subíamos no elevador.

– Claro o mundo é dos espertos, e daqueles que sabem o que quer. – Bruno me respondeu, me devorando com os olhos, fiquei sem graça, não devia ter zoado.

Entramos dentro de casa, Carlinhos estava em seu quarto.

– Carlinhos vai dormir comigo né? – Eu perguntei.

– Achei que você nem ia dormir em casa.

– Por que achou isso?

– Pensei que ia passar a noite com a Dalila. – Ele respondeu. Percebi um ressentimento em sua voz.

– Não, não. Vamos lá. – Eu insisti.

– Não. Vou pro quarto do papai. Bruno fique à vontade o quarto é seu. – Carlinhos disse saindo do quarto.

– Carlinhos você ficou chateado porque fiquei com a Dalila?

– Ela é minha amiga Beto.

– E se não fosse sua amiga, você ficaria chateado?

– Eu não sei. Boa noite Beto. Depois a gente conversa. – Carlinhos disse entrando no quarto do meu pai.

Não entendi bem qual era a do Carlinhos. Mas meu pau estava muito duro para ficar preocupado com isso, sem contar que eu estava bêbado. Fiquei na cama de boa alisando o meu pau, pensando na morena gostosa e no cuzinho do meu irmão que estava do outro lado do corredor.

Minha porta abriu, pensei que Carlinhos havia decido dormir comigo. Senti a mão entrando por baixo do lençol e pegando o meu pau duro. Eu gemi. Depois senti o beijo na cabeça do meu pau. Eu gemi novamente. Aquela boca engoliu o meu pau.

– Sabia que ia gostar. Vi que ficou de pau duro a noite toda. – Bruno disse.

– Bruno! – Eu disse no susto.

– Pensou que fosse quem? – Ele me perguntou.

– Eu estava sonhando com a Dalila. – Eu disse. Inventei rápido uma desculpa.

– Não parecia estar dormindo.

– Cara o que você está fazendo?

– Te ajudando. Não vai conseguir dormir assim com esse pau duro.

– Não cara, não rola. Desculpa, vai para o seu quarto.

– Relaxa Beto, eu sei que você quer, você se mostrou pra mim hoje quando saiu do banho. Ficou a noite toda ajeitando o seu pau na minha frente. – Bruno disse ainda segurando o meu pau.

– Não foi de propósito, não foi pra você. Sinto muito se dei a entender alguma coisa nesse sentido. – Eu disse tirando a mão dele de mim. – Não posso fazer isso.

– Tem certeza Beto? Seu pau está duro, você está bêbado. Amanhã nem vai se lembrar disso.

– Tenho sim. Espero que amanhã nenhum de nós dois se lembre disso. Boa noite Bruno. – Eu disse e Bruno saiu do meu quarto.

Carlinhos já estava meio puto porque eu peguei a Dalila, que é mulher, que tem boceta. Imagina se eu deixasse o Bruno me chupar. Não podia negar que a boca de Bruno era gostosa, fui para o banheiro bati uma punheta rápida e gozei. Despejando todo o meu tesão.

Acordei tarde no dia seguinte meu pai estava estirado no sofá da sala.

– Bom dia Beto, que cara é essa? – Meu pai disse.

– Ressaca. – Eu disse e meu pai riu.

– Cadê o Carlinhos?

– Está na piscina com os amigos.

– Amigos?

– Sim. O Bruno, duas moças e um rapaz. – Meu pai respondeu. E eu já sabia quem eram todos.

Tomei meu café da manhã e sentei ao lado do meu pai.

– Pai, tenho que te contar uma coisa que aconteceu ontem. – Eu disse e meu pai me olhou curioso. – O Bruno foi no meu quarto durante a madrugada. – Ele começou a rir. – Ele pegou no meu pau e começou a me chupar. – Meu pai gargalhava. – Eu acordei e mandei ele ir embora.

– Nem deixou ele terminar o serviço?

– Não.

– E foi bom?

– Muito, tive que bater uma punheta depois. – Eu respondi. Tanto eu como o meu pai já estávamos de pau duro com o papo.

– Devia ter deixado ele terminar. – Meu pai disse rindo.

– Você teria deixado?

– Claro. Se ele já estivesse com a boca no meu pau eu deixaria.

Talvez eu devesse ter deixado. Mas não iria fazer isso com o Carlinhos. E não podia explicar os meus motivos para o meu pai.

– Acho que vou lá pra piscina. A morena gata que está aí, eu a peguei ontem.

– Muito boa a garota.

– É sim e safada, pegou no meu pau ontem na boate, mas me deixou na mão. – Eu disse e meu pai voltou a rir.

– E vai voltar a aparecer lá com o pau duro assim?

– Melhor não né? – Eu respondi também sorrindo.

– Toma um banho frio ou bate uma.

– Melhor os dois. Você também tá precisando.

– Vamos então. – Meu pai disse.

Fomos para o banheiro e entramos no chuveiro, a água fria me ajudou a despertar, papai entrou junto, lavamos o pau e começamos a nos masturbar. Eu curtia esses momentos com meu pai, aumentava a nossa cumplicidade. Mas contar o que rolava entre mim e o Carlinhos estava fora de questão, não tinha ideia de como ele poderia reagir. Mesmo ele incentivando deixar o Bruno me chupar, não acho que ele falaria a mesma coisa em relação ao seu caçula.

Papai tirou a mão do seu pau e pegou no meu, eu fiz o mesmo, papai sorria para mim e eu para ele. Nos punhetávamos como se estivéssemos ordenhando uma vaca, ficamos muito tempo assim.

– Lembra daquilo que falamos na última vez que tomamos banho? – Meu pai me perguntou. Eu acenei que sim com a cabeça. – Vamos tentar?

Também concordei com a cabeça, nem eu e nem meu pai nos mexemos, acabamos achando graça. Meu pai tomou atitude. Abaixou-se, segurou o meu pau, olhou pra ele como se não soubesse bem o que fazer, calculando o tamanho, o diâmetro e por fim colocou na boca todo de uma vez. Senti seus lábios cobrindo o meu pau, e um enorme vazio dentro de sua boca.

– Não é assim que chupa. – Eu disse.

– Como é então? – Meu pai levantou e eu me abaixei. Fiz como ele fez.

– Foi assim que você fez. Acha que isso é chupar?

Meu pai sorriu. Eu coloquei o seu pau novamente na minha boca e eu o preenchi completamente, sentia ele todo lá dentro, duro, pulsante, encostando-se ao céu da minha boca, na garganta e na língua. Aquilo era bom, gostoso. Papai começou a gemer e segurar a minha cabeça na empolgação eu me engasguei.

– Agora é a sua vez. – Eu disse.

– Caralho! Que delícia Beto. – Meu pai disse quando me levantei. Eu sorri para ele.

– Enrola não. Sua vez. – Eu disse. Meu pai se abaixou e começou a me chupar, agora de forma correta, eu segurava a sua cabeça, mas não forçava como ele fez, assim ele não teria desculpa para se levantar.

Eu gemia, estava quase gozando e anunciei. Meu pai tirou o meu pau da sua boca e ficou me masturbando, ele também se masturbava, gozei, meu pai tirou o rosto da frente, mas minha porra caiu em seu peito. Ele continuou lá abaixado se masturbando e segurando o meu pau. Ele também gozou. Lavei o meu pau e saí do box deixando meu pai se limpar.

– Vou colocar minha sunga e descer pra piscina. – Eu disse.

– Vai lá filhão. – Ele respondeu.

Não precisávamos conversar sobre o que aconteceu, estávamos de boa com isso. Isso que era legal na relação com meu pai.

Cheguei na piscina, vi Dalila e Vivian deitadas tomando sol. Gustavo com uma latinha de cerveja na mão sentado em uma cadeira na sombra mexendo no celular próximo de Bruno e, Carlinhos que estavam na piscina conversando. Me perguntava se Bruno teria contado para Carlinhos o que rolou ontem no meu quarto. Eles estavam bem concentrados não me reparam chegando.

– Não acredito que você ficou com ele. – Bruno disse.

– Nem eu, é tão irreal, um homem daqueles. – Carlinhos respondeu.

– Achei que ele te ameaçou, não sentiu isso? – Bruno disse.

– Acho que ele só quer que mantenha o sigilo. – Carlinhos disse. Ele olhou para trás me viu ali parado. Não podia esconder o meu ódio.

– De quem vocês estão falando. – Eu perguntei. Bruno mergulhou e saiu da piscina do outro lado. – Ontem você estava emburradinho porque eu fiquei com a Dalila e agora fico sabendo que estava pegando alguém. Quem foi que você pegou? O que aconteceu?

Carlinhos olhava para mim sem reação.

– Fala Beto, beleza? – Gustavo se aproximou.

– Oi. – Eu disse ainda sério. Não falei alto a ponto de Bruno e as meninas escutarem, mas provavelmente Gustavo tinha visto a minha cena de ciúmes. Se ele é tão atento como Carlinhos suspeitava, ele havia percebido.

– Chega aí, vamos tomar uma cerveja. Estou meio isolado aqui, as meninas só querem saber de sol e os meninos de piscina. Ninguém está bebendo comigo. – Gustavo disse. Carlinhos aproveitou para mergulhar e sair do outro lado. Se ele escutou alguma coisa, fingiu que não.

– Como você consegue beber? Estou de ressaca ainda.

– Exatamente por isso, pra bater a ressaca. Toma. – Gustavo disse e me entregou uma latinha.

Aproveitei que estava sozinho com ele e perguntei sobre a Débora e o que aconteceu naquele dia do trote.

– Você não se lembra de nada mesmo? – Gustavo me perguntou.

– Cara, do final da festa não.

– Lembra que eu fiquei te servindo. A gente bebeu muito.

– Lembro, sua namorada ficou emburrada querendo ir embora, não foi.

– Isso, a gente nem estava namorando mais, foi em uma das nossas idas e vindas, mas eu só podia ir embora quando você quisesse. Só que você já estava mal e te convencemos ir embora. Então peguei o carro, deixei a Erika em casa e estava te levando pra casa. – Gustavo disse.

– Sim estou me lembrando. Mas não fomos para a minha casa. – Eu disse começando a me lembrar.

– Você cismou que queria voltar para a festa. Mas já estávamos longe, eu também já tinha bebido, mas você ainda queria beber mais. – Gustavo disse rindo. Eu sorri que me lembrei como eu estava chato no carro dele. – Eu disse que a gente poderia tomar a saideira num boteco mais perto da sua casa.

– Isso, nesse boteco que conhecemos a Débora. – Eu disse.

– Você sim. Eu já conhecia, ela já tinha meio que namorado com um amigo meu. E na época que eles namoraram ele me contou que ela tinha uma fantasia. – Gustavo disse olhando para mim como me forçando a lembrar.

– Foi mal cara, não lembro.

– Ela queria dar pra outro com o namorado vendo.

– Hum, lembro sim e, ele disse que era pra você comer a namorada dele, não foi?

– Isso aí.

– Lembro que ela sentou na mesa com a gente, começamos a conversar.

– Você mal conversava, né Beto? – Gustavo disse rindo. – Mas foi, ela disse que tinha terminado com o namorado, que ele não dava conta dela e nem de suas fantasias, ela dava em cima da gente. Você ficou bem empolgado e chamou ela pra sua casa. Disse que seu pai estava viajando.

– Caralho! A gente veio pra minha casa.

– Viemos. Já lembra do resto? – Gustavo me perguntou, senti que ele queria evitar algum constrangimento.

– Cara, lembro de algumas coisas, mas naquele nível que não sei diferenciar o que aconteceu, o que foi um sonho ou um filme pornô. – Eu disse rindo. Gustavo riu junto e continuou.

– Viemos pra cá. Mas antes você me fez comprar energético e vodka no postinho. Mas quando chegamos em casa você estava quase morto. A Débora entrou e ficou só de calcinha com aqueles peitões de fora. Você ainda tentou chupar os peitos dela e quase vomitou. – Gustavo começou a rir, me deixando sem graça. Na medida em que ele contava eu recordava da cena.

– Caralho, foi mesmo. Mas eu não vomitei nela não. Me lembro que não.

– Não, ela ficou bebendo na sala enquanto eu te levei pro banheiro. Te fiz vomitar e te dei um banho gelado.

– Lembro disso, você se molhou todo tentando me segurar lá dentro e eu dizendo que estava bem. Cara como você ficou são pra dirigir, continuar bebendo, me ajudar quando eu passei mal.

– Não sei explicar, mas quando tem alguém pior do que eu fico bem. Sempre assim. – Gustavo disse. – Então, depois do banho te dei energético, você pedia vodka, mas eu fingia que colocava.

– Você me enganou pilantra.

– Por pouco tempo, você começou a beber do copo da Débora. Mas você já estava bem melhor, já conseguia conversar e – Gustavo, apontou para o meu pau – já funcionava. – Nós rimos.

– Aí rolou. – Eu disse. – Com nós dois, não foi?

– Foi sim. Realizamos todas as fantasias dela naquele dia. – Gustavo disse encerrando o assunto. Eu me lembrei que transamos com ela, inclusive fizemos dupla penetração, rolou beijo triplo e até... – Você se lembrou né.

– Lembrei. – Eu disse sem graça. – Por que não ficamos amigos depois disso?

– Bom no dia seguinte fomos embora cedo, você nem saiu da cama quando nos despedimos. Na segunda-feira seguinte eu fui até você, mas você não se lembrava de nada. E como você era de outro período, não nos entrosamos mais. – Gustavo disse. Percebi que ele tinha ficado chateado.

– Mas eu te via sempre com o Wagner quando você estava no primeiro período.

– É! Ficamos amigos por um tempo, mas você não andava mais com ele.

– É, estudamos juntos no Ensino Médio, mas depois vi como ele era escroto e me afastei.

– Foi o mesmo comigo. – Gustavo disse. – Bom, mais a história foi essa. Foi só isso tudo que aconteceu naquele trote e pra falar a verdade eu curti bastante.

– Me lembrando agora eu curti também. – Eu disse e senti meu pau pulsar, involuntariamente olhei pra ele e percebi que Gustavo mesmo de forma discreta também reparou. – Excesso de bebida, misturar com vodka, foi mal não ter lembrado. Você foi muito bacana comigo naquele dia. Obrigado mesmo. – Eu ainda queria perguntar se ele contou isso para alguém, mas fiquei sem graça.

– Sem problema. Sou um cara bacana. – Gustavo sorriu. – E não se preocupe nunca contei isso pra ninguém.

Eu sorri para o Gustavo como agradecimento e um pouco assustado, ele pareceu ler os meus pensamentos. Não via problema em dois caras transar com uma mulher, não tenho vergonha disso, mas as fantasias de Débora que deviam permanecer em segredo. Gustavo terminou a sua latinha, tirou a bermuda, ficando de sunga e entrou na piscina. Não sou de ficar reparando em sunga de homem, mas percebi que Gustavo tinha um grande volume, devia estar animado também.

– Então você recebeu uma visita noturna? – Carlinhos disse rindo.

– Achei que era você. Mas mandei ele pra fora assim que percebi.

– Eu sei, ele me contou. Está todo sem graça com você agora.

– Diz que eu estava tão bêbado que nem me lembrei, já tenho o histórico de amnésia alcoólica mesmo.

– Então o Gustavo te contou o que aconteceu. Importunei ele a manhã inteira para contar e ele não contou.

– Ele é um cara confiável.

– O que aconteceu pra ter tanto mistério. O Gu, eu já sei que é todo misterioso, mas e você?

– Não aconteceu nada demais, apenas que fiquei muito bêbado e fiquei com aquela garota que apareceu na boate ontem. – Eu disse encerrando este assunto. – E com quem você ficou?

– Olha a Dalila, não para de olhar pra você, não vai falar nada com ela? – Carlinhos disse mudando de assunto. Realmente desde que cheguei na piscina, briguei com Carlinhos, conversei com o Gustavo e nem cumprimentei as meninas.

– A gente ainda vai falar sobre isso hein. – Eu disse.

Fui até as meninas e ficamos conversando, tomei mais uma latinha. Não fiquei com a Dalila, percebi que ela era o tipo de garota madura e independente que não esperava que eu fosse carinhoso com ela no dia seguinte. Achei isso legal, assim não fiquei mal com ela e nem com o Carlinhos.

– Beto, olha quem me mandou mensagem agora. – Gustavo disse me mostrando celular “Adorei te ver, vamos combinar de novo fala com o Beto. Passa meu número pra ele, se ele estiver namorando passa para a namorada também rsrs”

– Essa garota é louca. – Eu disse. Gustavo me olhou sorrindo como se esperasse alguma resposta. – Pode me passar o contato dela, me passa o seu também. Quem sabe um dia?

– Quem sabe. – Gustavo respondeu.

Passamos um fim de tarde bem tranquilo. O domingo também foi tranquilo. Carlinhos fugia de mim e dizia que não iria me contar com quem ele ficou. Que não foi nada demais e que só fez isso por que me viu beijando a Dalila.

– O que você quer Carlinhos? – Eu perguntei.

– Eu não quero nada.

– Claro que quer. Me fala o que tenho que fazer ou o que não posso fazer. Não quero que você fique de birra comigo. Tá pior que namorada.

– Então me esquece Beto.

– Carlinhos. – Eu o segurei pelo braço. – Eu não quero te esquecer, eu te amo, você é meu irmão.

– Não sei bem definir o que somos.

– Mas eu sei. Você é meu irmão, nos amamos em todos os sentidos. Por que quer estragar isso?

– Eu estragar?

– Sim. Você que está apelando comigo.

– E você querendo saber com quem eu fiquei sempre se comportando como o meu dono. Você é livre para ficar com quem quiser e se eu ficar com alguém você fica bravo.

– Então, me fala o que devo fazer?

– Já disse, faça o que você quiser.

– Carlinhos, eu te amo, eu juro, não amo mais ninguém. Mas amor é diferente de sexo. Eu tenho necessidades.

– Eu também tenho.

– Mas eu posso satisfazer todas as suas.

– Pode mesmo Beto? Pode sair comigo de mãos dadas? Me beijar em público? E se a minha necessidade for beijar alguém em uma boate.

Eu não queria Carlinhos ficando com mais ninguém. Ele tinha que ser meu, só meu. Eu pensava que podia dar a ele tudo que ele precisava, mas estava errado.

– Eu não sei o que fazer. – Eu disse triste.

– Nem eu.

– Dorme comigo, faz amor comigo. – Eu pedi e o beijei.

Carlinhos se entregou. Nos beijamos de forma apaixonada. Tirei toda a sua roupa, e caí de boca naquele cuzinho limpinho e cheiroso. Carlinhos gemia. Não demorou seu cuzinho piscava na minha boca. Carlinhos chupou o meu pau, deixou bem lubrificado com a sua saliva e subiu em mim. Eu apertava os seus peitinhos gostosos. Tentei chegar até ele para morde-lo. Carlinhos não deixou.

– Fiquei aí. – Carlinhos mandou.

Eu fiquei deitado enquanto ele cavalgava no meu colo. Eu olhava para ele, via o prazer que ele sentia. Carlinhos olhava para cima, eu tentei pegar em seu pescoço e puxa-lo pra mim, ele me impediu com um tapa na minha cara. Eu me assustei, Carlinhos sorria e quicava mais rápido no meu pau. Tentei beija-lo novamente e recebi mais um tapa. E mais rápido ele quicou. Me preparei, não iria receber um terceiro tapa. Me levantei de uma vez sem tirar o meu pau de dentro dele. Eu puxei o seu cabelo e comecei a beijar a sua boca enquanto ele continuava se movimentando. Carlinhos arranhava as minhas costas e continuava a me bater, eu o mordia, apertava e socava meu pau dentro dele cada vez mais forte. Gozamos juntos após um excelente sexo selvagem. Caímos na cama exaustos, dormimos abraçados.

Carlinhos me acordou na manhã seguinte e fomos para a aula. No intervalo resolvi não ir até o prédio da arquitetura. Carlinhos também não veio até o prédio da ADM. Estava de boa com os meus amigos quando Wagner apareceu perto da gente.

– Posso fazer o trabalho de Orçamento com vocês? – Wagner perguntou.

– O grupo já está completo. – Respondi. Era mentira.

– Colé Wagner! Fiquei sabendo. Saiu da boate com um viadinho! – Um dos amigos de Wagner que não foi na boate veio berrando.

– Vai se fuder otário. Desde quando sou amigo de viado? – Wagner respondeu.

– Sei, essa pose de machão é só pra comer os viadinhos. – O cara insistia.

– Repete isso que eu te dou uma porrada. E chama quem tá dizendo isso que eu meto a porrada também. – Wagner disse.

– Olha aí, ele todo macho. Quem come viado é viado também. – O idiota nem conseguiu terminar a frase. Wagner deu um soco bem dado em sua cara que ele ficou caído no chão.

– Quem aqui quer apanhar também? – Wagner gritou. Eu me levantei e segurei o Wagner.

– Cara você não vai crescer nunca? Brigar dentro da faculdade. – Eu disse.

– Não tenho mais grupo, posso entrar no seu? – Wagner disse. Eu não respondi. Ele chegou próximo ao meu ouvido e continuou. – Foi para o seu irmão que eu dei carona na sexta.

XXX ----- xxxxx ----- XXX

Capítulo 8 – Carlinhos

Beto me procurou no final da aula nervoso:

– Não acredito que o cara que você ficou foi o Wagner.

– Quem te contou?

– Eu somei 2+2. Ele saiu na porrada com um colega nosso porque disse que ele foi embora com um... – Beto parou um pouco. – Com um viadinho. Depois ele me disse que foi pra você que ele deu carona. Tive que deixá-lo entrar no meu grupo pra não te expor.

– Peraí, você tá dizendo que o Wagner saiu na porrada por minha causa?

– Claro que não. Ele saiu na porrada por causa dele. Acha que ele se importa com mais alguém além dele mesmo? – Eu fiquei sem resposta e Beto continuou. – Te pedi pra ficar longe dele. Tomar cuidado com ele.

– Aconteceu. Não foi de propósito.

– Espero que não se repita. Depois conversamos, tenho que ir para o estágio. – Beto disse dando passos firmes.

Fui para casa ainda pensando se Wagner estava me defendendo ou a si mesmo. Não podia acreditar em tudo que Beto dizia sobre Wagner. Conhece-lo melhor através de Beto seria impossível. Mas eu tinha alguém que poderia me dar informações sobre Wagner, apesar de ter demonstrado que não gostava dele, Gustavo poderia me contar mais. Combinei com o Gustavo de passar na minha casa depois que ele saísse do trabalho. Torcia para ele chegar antes do Beto.

Preparei o meu almoço que já ficaria para o jantar do Beto e do meu pai. Fiquei em casa estudando e me preparei para a chegada do meu pai que como sempre vinha bem animado.

Papai me levou para o seu banheiro e me deu um banho de sabonete e depois de língua. Chupou o meu cuzinho tanto que eu estava quase virando do avesso, gemendo alto de tesão. Beijava a boca do meu pai e engolia a sua língua. Chupei o seu pau com vontade. Adorei sentir aquele cacetão na minha boca. Passava a língua nele todo e fazia uma garganta profunda. Papai me puxou de volta, depois de me beijar ele me virou de costas. Papai passou o sabonete no meu rapinho e me penetrou. Eu gemia de prazer.

Papai é o tipo de macho que me deixava mole e totalmente aberto para receber aquele pau. Papai era um bom fodedor, sentir o seu corpo colado nas minhas costas me deixava ainda mais excitado. Eu larguei o meu pau para puxar papai mais próximo de mim, passei a minha mão por trás e apertei a sua bunda em minha direção. Uma bunda forte e máscula. Tudo em papai era gostoso.

Papai meteu fundo, eu poderia gozar a qualquer momento, mas consegui me controlar, esperei ele se satisfazer mais no meu cuzinho. Quando percebi que ele estava para gozar eu relaxei e me permitir um dos melhores gozos da minha vida com papai segurando o meu pau me ajudando a gozar.

Terminamos o banho e fui para o meu quarto me trocar. Quando saí do quarto, papai estava nu na sala vendo TV. Me aproximei dele e dei um beijo na cabeça do seu pau que começou a ganhar vida. Ele sorriu para mim. O interfone tocou. Era Gustavo, Beto não batia interfone.

– Está esperando alguém? – Meu pai perguntou.

– Sim o Gustavo, amigo meu.

– Amigo tipo o Bruno? – Meu pai perguntou e eu entendi muito bem.

– Não, tipo os amigos do Beto. – Eu respondi. Papai não percebeu que eu me incomodei com a pergunta. Acho que para ele aquela forma de falar era tão natural que ele não via como era tão politicamente incorreta.

Gustavo subiu, entrou na minha casa e papai nem se mexeu, talvez se fosse algum amigo tipo Bruno ele teria ido para o quarto.

– Boa noite. – Gustavo me disse quando abri a porta. Ele entrou e viu meu pai sentado no sofá peladão. – Boa noite. – Ele disse se virando para o meu pai.

– Boa noite. Não repara em mim. – Meu pai disse sorrindo.

– De boa. Sinta–se em casa. – Gustavo disse rindo olhando para o rosto do meu pai. – Sabe que um dos motivos que tenho vontade de morar sozinho é pra ficar pelado dentro de casa.

– Eu gosto muito. – Papai respondeu sorrindo.

– Gu vamos deixar o naturista aí, vem para o meu quarto. – Eu disse o puxando. Papai me deu uma encarada como se eu fosse a sua filha indo para o quarto com o namorado. “Deixe a porta aberta e a luz acessa” imaginei que era o que aquele olhar queria dizer.

– Fiquei curioso, o que quer falar comigo que não podia ser na faculdade e tinha que ser hoje. – Gustavo disse.

– É sobre o Wagner.

– Hum. Eu já imaginava.

– Imaginava?

– Sim, já sei o que está rolando. Mas diga aí o que quer saber?

– Quero saber mais dele. Como ele é de verdade. Se realmente é um monstro.

– Não tenho muito o que te falar dele. É um cara bonito, rico e imaturo. Com isso é inconsequente, quer tudo do seu jeito e é violento também.

– Você está sendo vago. Eu sei que você sabe mais do que fala. – Eu disse e Gustavo sorriu.

– Imagina se alguém virasse pra mim e perguntasse de você. Acha que eu deveria falar tudo que eu sei? – Gustavo me perguntou.

– Não, Sim. Depende do que você fosse falar.

– Eu já te disse o que acho e o que posso falar do Wagner.

– Mas foi pouco, preciso saber mais. Eu preciso saber se o Wagner é mesmo um monstro. Me conte tudo o que você sabe. Por favor. Não precisa ter medo dele.

– Eu não tenho medo dele. É que é algo pessoal. E eu não sou de me abrir. Tenho problema em confiar nas pessoas.

– Pode confiar em mim. – Eu disse. A curiosidade me consumia. O que Gustavo teria de pessoal com Wagner.

– Confiança não se pede.

– Eu sei, ela se conquista. Mas se você tem problemas em confiar, não vou conseguir conquista-la tão cedo. Estou falando sério, pode confiar. Juro nunca contar pra ninguém. Eu confio em você. Te considero um grande amigo. Eu sei que você sabe dos meus segredos e admiro a sua discrição. Nunca ter comentado nada, nem mesmo comigo. Você quis evitar que eu visse o Beto e a Dalila. Me salvou na hora que Beto começou a discutir na piscina, encerrou o assunto antes que alguém percebesse. Pode me contar.

– Tudo bem. Vou confiar que você terá o mesmo zelo, discrição e ausência de julgamento que eu tenho em relação a você.

– Eu juro. – Eu disse abraçando o Gu que ficou um pouco sem graça.

– Quando comecei o curso de Administração, fiquei amigo dos alunos mais velhos. O Wagner foi o que mais se aproximou de mim. Ele era um cara muito legal, ele é muito legal quando quer conquistar alguém.

– E o que ele queria? – Eu perguntei. Percebia que ele media um pouco as palavras e queria esconder um pouco seus sentimentos.

– No início eu achei que era a minha amizade. Começamos a sair juntos, ele me levou em boates que eu nunca pesei em entrar só pelo preço da entrada. Ele me bancava em tudo. Não que eu fosse interesseiro, pois eu faria o mesmo se tivesse o dinheiro que ele tem, para ter a companhia das pessoas que eu gosto. Mas toda vez que eu chegava em alguma garota ele ia lá e pegava ela primeiro. Comecei a achar isso estranho, pensei que ele queria me humilhar. Um dia fiz algo diferente, tinha duas meninas conversando com a gente, eu disse pra ele que queria pegar uma quando na verdade era a outra que eu queria e ele foi em cima daquela que eu falei. Mas eu já estava trocando olhares com a outra e assim que ele começou a ficar com uma eu fiquei com a outra.

– E o que ele fez? – Eu perguntei.

– Ele inventou uma desculpa e me levou embora. Disse que estava passando mal deixou até eu dirigir o carro dele. Coisa que ninguém nunca botou a mão. Fui pra casa dele e lá ele já estava bom. Quis até beber mais.

– Bem estranho.

– Eu fui e tirei satisfação. Ele foi e confessou que estava com ciúmes de mim. Que ele não sabia explicar o que estava acontecendo. Eu disse que a gente era amigo, que mesmo que se eu ficasse com alguém ou até mesmo namorar não deixaríamos de ser amigos. Na época, falávamos até de sermos sócios depois de formar.

– Então vocês eram bem próximos. O Beto sabia disso?

– Éramos muito próximos. Acho que o Beto não sabia, ele já não era amigo do Wagner nessa época. Não éramos da mesma sala, então nosso contato na faculdade era só no intervalo. Na época eu não trabalhava, então passávamos muito tempo juntos fora da faculdade.

– E aí? O que aconteceu depois?

– Naquela noite ele disse que devia estar confundindo os sentimentos. Me fez jurar que independentemente de qualquer coisa seriamos amigos. Eu jurei. Ele me pediu desculpas e me beijou. – Gustavo disse.

Eu coloquei a mão na boca surpreso. Mas sempre tive dúvidas sobre o Gustavo, e Wagner depois de me chupar, tudo era possível. Mas aquela situação que ele descrevia me deixou surpreso.

– E aí? – Perguntei curioso.

– Depois do beijo, ele se desculpou de novo e me perguntou se eu gostei, eu disse que sim. E perguntei se ele teve a resposta que precisava. Ele disse que sim com um novo beijo. – Gustavo parou de falar olhou para o lado e voltou. – Carlinhos eu não sou gay, mas aquele não foi o meu primeiro beijo com outro homem, quando tinha uns 13 anos eu já tinha feito umas brincadeiras com um primo, mas nunca mais havia se repetido e, eu nem imaginava viver isso de novo. Mas eu gostei. Foi uma explosão pra mim. Naquela noite transamos, depois disso transamos todos os dias. Eu me apaixonei. Aquela paixão forte, aquele tesão de ficar excitado só de pensar na pessoa. Algo que foi novo pra mim.

– Vocês namoraram? – Eu perguntei.

– Sim, durou 6 meses. Nos últimos meses Wagner estava diferente. Mais distante. Achei que foi por que eu comecei a fazer o estágio, perdemos as nossas tardes juntos, mas eu sempre me esforçava para encontrar com ele a noite. Mas ele continuava frio. Decidi fazer algo que eu nunca tinha feito, eu fui passivo, pensando que poderia melhorar a relação, tinha 5 meses que era só ele. E não adiantou. Eu comecei a sofrer e isso me fez mal. Eu acabei terminando tudo com ele. Viajei e quando voltei, decidi procura-lo. Já não era o mesmo Wagner. Ele disse que eu já tinha acabado com tudo e que agora ele não gostava mais de mim. Que decidiu que não era viado e mandou eu seguir a minha vida que ele ia seguir a dele.

– Nossa! – Eu disse surpreso com a história.

– E não acabou. Eu sempre achei que eu fui o primeiro e que seria o último.

– Mas acabou acontecendo comigo depois da boate.

– Não Carlinhos. Descobri que antes de mim ele já tinha ficado com outros caras, alguns foi como aconteceu comigo e tudo começou na amizade. Outros eram encontros marcados para sexo. Mas o final era sempre o mesmo. Ou ele desaparecia sem deixar endereço ou ele fazia o outro terminar com ele. Pois ele mesmo não tinha coragem. E quase sempre o mesmo papo “Eu não sou viado, viva a sua vida e me esquece.” Só que alguns insistiam e ele acabava saindo na porrada. Todos os gays que ele bateu não eram simplesmente por não gostar de gay como ele fala, ou contam por aí. Foi por procura-lo depois que ele deu um pé na bunda. E depois de mim e antes de você, tiveram vários. Eu só não quero que você seja mais um.

– Eu não imaginava Gu. E depois como você ficou?

– Fiquei mais seis meses sofrendo. No dia que eu percebi que eu estava mais tempo sofrendo do que eu fui feliz com ele, eu decidi acabar com aquilo. Dei um último tiro. Mandei uma mensagem pra ele no celular, fui para a porta da sala dele e olhei pelo vidro. Escrevi que aquele era o último dia que eu iria esperar alguma coisa boa dele. Mandei a mensagem, vi que ele leu a mensagem deu um sorriso de desprezo e guardou o celular no bolso. Daquele dia em diante, ele não existe mais pra mim. Acabei voltando com a minha ex, namoramos por mais um tempo e quando ficou sério demais, decidi terminar. Não seria capaz de fazê-la feliz como ela merece.

– Gu, você é ou não é gay?

– Carlinhos por que eu tenho que ser alguma coisa? Se eu transo com uma mulher eu sou hétero, se transo com um homem sou gay, se volto a transar com uma mulher volto a ser hétero? Eu sou uma pessoa e estou aberto a me apaixonar por qualquer pessoa, independente do sexo, só preciso sentir atração, vontade, afinidade.

– Te entendo. - Eu disse. - O Bruno não acha que existe pessoas bi.

– Olha eu aqui. Alguns gays tem a cabeça fechada, tanto quanto alguns “héteros”, nem tudo é preto ou branco, 0 ou 1. Não sei se um dia vou me apaixonar e me casar com um homem ou uma mulher. A única coisa que eu sei é que eu sou um homem e quem eu levo pra cama não é da conta de ninguém. – Gustavo sorriu. – Espero que não conte isso pra ele.

– Eu não vou contar. – Eu disse. Escutei a voz do Beto lá fora. Fiquei feliz de ter escutado o Gustavo antes do Beto chegar.

– O que está acontecendo aqui? – Beto abriu a porta dizendo. Eu olhei pra ele com raiva.

– Nada que você precise se preocupar. – Gustavo respondeu sorrindo e Beto ficou sem graça.

– Oi Gustavo, desculpa, pensei que era outra pessoa. – Beto disse tentando amenizar o que pra mim só piorou.

– Graças a Deus não sou o Wagner. – Gustavo disse rindo levantando para cumprimentar o meu irmão. Beto me olhou procurando resposta para a frase de Gustavo.

– Enquanto a gente vai com o fubá, o Gustavo já comeu todo o angu. – Eu disse.

– Espero que tenha colocado juízo na cabeça dele. – Beto disse. Acho que o Beto tirou o dia pra me irritar.

– Eu fiz o que pude. Agora o que seu irmão vai fazer só depende dele. – Gustavo disse, senti que Gustavo quis dizer que eu tenho livre arbítrio e gostei disso. Beto entendeu da mesma forma e fechou a cara.

– Eu já disse pra ele que o Wagner não presta. – Beto disse.

– Você só disse, mas não me contou por que. Diferente do Gu. – Eu disse, Gustavo me encarou. Não ia contar o que ele me contou, mas percebi que aquela insinuação não foi legal. – Se você quer me convencer que ele não presta por que não me conta o motivo.

– Porra Carlinhos você é foda. O Wagner era meu amigo desde que me mudei pra cá. Resolvemos fazer a faculdade juntos, éramos bem próximos. Ele sempre foi preconceituoso com homossexuais, eu nunca me importei até aquelas férias que eu fui pra casa da mamãe e descobri que você era. Eu me senti mal com aquilo e comecei a dizer para o Wagner pegar leve com isso. Mas ele não pegava. E isso foi me irritando e nos afastando. Um dia já na faculdade ele bateu em um rapaz que era gay e eu fui separar. Nesse dia brigamos feio e a nossa amizade acabou. Ele é um cara violento, não gosta de gay. Se ele tá se aproximando é pra fazer alguma maldade.

– Então você não sabe? – Gustavo perguntou.

– O que? – Beto devolveu.

– Que o Wagner é gay. – Eu disse.

– Que? Claro que ele não é gay. – Beto disse.

– Assim como você não é, né? – Eu disse. Beto me encarou e ficou sem graça olhando para o Gustavo.

– Acho que já deu a minha hora. – Gustavo disse se levantando.

– Você contou Carlinhos? – Beto perguntou.

– Não, mas ele sabe.

– Não se preocupe Beto, não contei pra ninguém. E nem julgo vocês. – Gustavo disse.

– Obrigado. – Beto disse. Acho que ele pareceu aliviado.

– Eu vou nessa. – Gustavo disse.

– Não, fique para o jantar. – Eu convidei.

Jantamos juntos, Beto ainda estava sem graça por Gustavo saber de tudo, ficou mudo o jantar inteiro. Meu pai e Gustavo se deram super bem. Posso dizer que conheci o Gu de verdade naquela noite. Ele nunca falou tanto como falou naquele jantar. Ele nos contou que mora com a sua mãe, que sua irmã se casou recente. Que seus pais são separados e tem pouco contato com o pai. Foi criado pela mãe e pelos avós. Que era péssimo no futebol, mas gosta de ver jogo. Ficou nítido que ele sentia falta de uma figura paterna, apesar de dizer que o avô foi um pai, mas concordou com meu pai quando disse que com o avô não se tem a mesma liberdade e afinidade que deveria ter com o pai. Meu pai o convidou para voltar aqui em casa no próximo final de semana ver jogo com ele com o Beto. Gustavo ficou bem feliz.

Depois que Gustavo foi embora Beto foi para o meu quarto.

– Me explica que loucura foi essa do Gustavo saber de tudo. – Beto disse.

– Eu não contei, eu juro. Eu já tinha te falado que achava que ele sabia demais. Ainda bem que é confiável. Pode ficar tranquilo. Foi muito boa a conversa que tive com ele.

– E como ele sabia que o Wagner é gay? – Beto me perguntou.

– Beto ele sabe das coisas. Eu prometi não contar pra ninguém o que conversamos. Não quero quebrar essa promessa.

– Acho que tenho direto de saber, afinal o segredo que ele sabe de você também é meu.

– Eu concordo. Amanhã pergunto pra ele se posso te contar, ou melhor, acho que você deveria perguntar pra ele. Porquê da minha boca não sai nada. – Eu disse encerrando o assunto.

– Carlinhos eu realmente estou preocupado com o que o Wagner está armando.

– Beto não se preocupa. Eu sei me virar bem sozinho. Moramos 6 anos em cidades separadas, eu sei me virar muito bem sem um irmão super protetor. – Eu disse e Beto me deu um abraço forte e sorria.

– Vou tirar esse atraso. – Beto disse.

– Não, por favor não, na verdade estou achando insuportável isso. A forma que você entrou no quarto, a forma que você fala comigo quando está nervoso ou com ciúmes. Para com isso ou eu sumo daqui. – Eu disse sério. Beto que estava sorrindo fechou a cara.

– Você não faria isso!

– Não paga pra ver. Estou falando sério. Pra eu sair de casa ou resolver fazer a faculdade em outra cidade eu não mudo de roupa.

– Vai para o meu quarto mais tarde? – Beto disse saindo do meu quarto.

– Vou pensar. Tenho muito o que pensar. – Eu respondi. Beto me deixou sozinho com os meus pensamentos.

Primeiro foi a briga do Wagner. Fazia sentido o que Beto disse mais cedo, ele estava defendendo a si mesmo, afinal ninguém sabia que fui eu que entrei naquele carro. Outra coisa foi o que Gu me contou. Ele e Wagner em um namoro secreto de seis meses. A forma como Wagner o tratou foi cruel e o que foi aquilo tudo que ele ficou sabendo depois? Não podia duvidar do Gu. Mesmo que ele ainda tivesse algum sentimento pelo Wagner, além da magoa que ele deixou transparecer, ele não mentiria pra mim. Toda a violência que o Wagner demonstrava para os amigos e contra os gays era tudo para se manter dentro do armário, era melhor ser um homofóbico do que um homossexual na cabeça dele.

Não podia negar que eu gostei de ter Wagner atrás de mim, querendo me conquistar. Ele me chupando no carro então, foi perfeito. Ele me via de uma forma diferente, diferente de como Beto e meu pai me viam e eu gostei disso. “Sei que não posso ser idiota e me apaixonar por ele, mas será que não posso curtir isso? E quem sabe fazê-lo pagar pelo que fez com o Gu e com tantos outros rapazes? E se eu o fizesse se apaixonar por mim?” Eu viajava nos meus pensamentos. “É melhor eu não fazer nada. Não vou procura-lo e se um dia ele me procurar eu penso na hora.”

– Carlinhos. – Beto batia na minha porta, ele tinha acabado de sair do banho. – Vem pra cama comigo vem.

– Só vou tomar um banho também e vou. – Não resisti ao seu pedido, a sua cara igual ao gato de botas do Shrek.

Saí do banho e já entrei direto no quarto do Beto, ele me puxou e me jogou na cama. Beijou minha boca, meu rosto, meu queixo, meu pescoço. Chupou os meus peitinhos e foi até o meu umbigo. Pensei que ele iria descer mais, eu ia adorar ter meu irmão machão chupando o meu pau como Wagner fez no carro. Nunca imaginei que eu ia gostar tanto de ser chupado, ainda mais com o fogo que eu tenho no cu. Mas eu sabia que Beto não era desses.

Eu fiz por ele o que ele não fez por mim. Chupei aquele pau gostoso, grande e lindo como o do meu pai. Mas o do Beto era ainda melhor, seu saco era lisinho uma delícia para colocar todo dentro da boca. Beto fodia a minha boca com força eu gemia e olhava pra ele. Era lindo ver aquele macho. Eu revirava olhos. Beto me puxou rápido para um beijo. Me virou de quatro e caiu de boca no meu cuzinho.

– Isso Beto, gostoso. – Eu gemia.

– Nossa! Está animado mesmo, hoje está até mais dilatado. – Beto disse.

– Estou muito animado, quero seu pauzão dentro de mim. – Eu disse. Hoje foi dia do papai e não era pra Beto me comer. Pelo menos ele não percebeu que o meu buraquinho já tinha sido usado mais cedo.

Beto me deixou molhado e colocou o seu pau todo de uma vez dentro de mim. Senti um prazer enorme.

– Isso Beto, vai mete até o fundo. Coloca esse pauzão todo dentro de mim.

Beto fez o que eu pedi, abriu a minha bunda e me penetrou todo. Meu cu estava guloso. Queria ele todo lá dentro. Beto meteu muito até gozar, eu gozei sem mesmo tocar no meu pau só de sentir aquele pauzão pulsando dentro de mim e soltando infinitos jatos quentes de porra lá dentro.

– Durma bem Beto. – Eu disse saindo do quarto depois que finalizamos todo aquele coito.

– Poxa não vai dormir comigo? – Beto lamentou.

– Hoje não. Beijo. – Eu me despedi.

O resto da semana foi tranquila. Continuei revezando entre papai e Beto. Eu e Gu ficamos mais próximo, queria que ele contasse para o Bruno, mas ele não queria. Bruno percebeu que Gu estava mais próximo de mim. Eu disse que era impressão dele, que talvez ele estivesse se soltando mais. Vi Wagner poucas vezes durante a semana, na maioria delas ele fingia que não me via, mas sempre que ele estava sozinho vinha na minha direção, aí era a minha vez de fingir que eu não o via.

Na sexta-feira não teve jeito, ele chegou até mim.

– Oi Carlinhos, tá sumido. – Wagner disse.

– Tô sempre aqui, na verdade tenho te visto bastante sempre com seus amigos, você que fingia não me ver. – Eu disse. Quis mostrar que não sou cego nem burro.

– Mas quando eu estou sozinho é você vira a cara. – Wagner disse. Aquele rapaz lindo e delicioso também sabia o que eu fazia.

– Então estamos quites. – Eu disse virando as costas.

– Ei, peraí. O que fiz pra você me tratar assim? – Wagner me perguntou.

– Não fez nada, não darei chances para isso acontecer. – Eu disse e mais uma vez me virei.

– Ei, calma. Me deixa te levar para casa, você me explica melhor o que está acontecendo.

– Que tal a gente conversar lá no prédio da ADM? – Eu disse sério. Wagner sorriu.

– Eu te disse que quero manter isso tudo em segredo.

– Então pega mal você ficar me esperando na porta da faculdade pra falar comigo. Sou um estudante de arquitetura, sou gay e quem não sabe disso pelo menos desconfia.

– Mas você não é igual ao seu amigo. Você é um cara legal que dá pra ser visto junto.

– Wagner você consegue piorar ainda mais com esses absurdos que você fala. Fique sabendo que o Bruno é um cara fantástico e muito melhor que você.

– Não quis ofender.

– Mas ofendeu. Agora eu vou embora. – Eu disse.

– Espera. – Wagner insistiu.

– Espero se me responder uma coisa. Se fosse eu parado lá no seu prédio tentando conversar com você, te pedindo para esperar você ia esperar? Você ia falar comigo ou já teria partido para agressão? – Eu perguntei. Wagner ficou sem graça e mudo. – Já entendi. Adeus Wagner.

– Carlinhos, não precisa ser assim com a gente. Não sei o que você ficou sabendo. Mas não sou esse monstro que as pessoas me pintam. Eu vou te provar isso. – Wagner disse vindo atrás de mim.

– Ok, quem sabe um dia você consegue. Até. – Eu disse parando pela última vez.

– Até amanhã. – Wagner respondeu.

Continuei andando, coloquei meus fones de ouvido. Quando sinto uma mão nas minhas costas. Quando olhei vi o Gu, fiquei aliviado, apesar de que se fosse o Wagner que tivesse ali me puxando para um beijo eu não sei não... ai ai...

– Tudo bem Carlinhos? – Gustavo me perguntou.

– Tudo sim. – Respondi.

– Vi o Wagner te cercando, resolvi ficar por perto pra sei lá, te proteger.

– Gu você é um anjo, mas não se preocupe, eu não preciso de proteção. Sei que você vai dizer que ele é perigoso. Mas ele não tem motivo para me bater. A intenção dele é outra.

– Eu sei qual é. É o momento da conquista. Vi que você estava saindo fora sozinho por isso não me aproximei.

– Obrigado Gu. Então te espero lá em casa amanhã. Meu pai encheu a geladeira de latinhas pra vocês assistirem o jogo. Chega mais cedo, vai para almoçar.

– Beleza, apareço lá.

Para o almoço preparei uma carne assada com batatas, era só colocar para assar. Comprei aqueles sacos de batatas e mandiocas para fritar na hora do jogo. Quando Gustavo chegou o almoço estava quase pronto.

– Oi, chegou na hora certa. – Eu disse abrindo a porta.

– Esse é um dos meus dons. – Gustavo brincou.

– Pai, Beto, o Gustavo chegou. – Eu berrei.

Papai chegou na sala sem camisa exibindo o seu abdômen sarado e aqueles pelos crescentes, um short curto e largo.

– Trouxe isso para o senhor. – Gustavo entregou uma garrafa de cachaça.

– Nossa que delícia. – Meu pai disse depois de sentir o aroma. – Carlinhos pega os copinhos de cachaça. Sente Beto. – Meu pai disse entregando a garrafa para o Beto que estava cumprimentando o Gustavo com um aperto de mão.

– Nossa, parece que é das boas. – Beto disse.

– É sim, toda artesanal, nem vende por aqui. Ela é feita para exportação. Eu não sou fã de cachaça, mas essa é boa mesmo. – Gustavo disse.

Meu pai nos serviu e bebemos uma dose, realmente era boa.

– Mais uma rodada. – Meu pai disse.

– Pra mim não. Tenho que fazer trabalho de faculdade hoje e pretendo acabar antes de começar o jogo. – Beto disse. Eu já tinha tirado o meu copo. Não sou de cachaça.

– Você me acompanha né Gustavo? – Meu pai perguntou. Gustavo ficou sem graça.

– Só mais uma então. – Gustavo disse e tomou com o meu pai.

Sentamos à mesa, comemos, conversamos bastante. Gustavo conversava de tudo. Acompanhava meu pai em qualquer assunto.

– Como consegue saber de tanta coisa? – Beto perguntou admirado.

– Acho que Gustavo é um vampiro, viveu tempo demais e acumulou muita informação. – Eu disse. Gustavo e papai e sorriram.

– Se fosse já teria virado cinzas. – Gustavo brincou apontando para o sol. – Mas eu tenho uma boa memória, quando eu presto atenção eu não esqueço.

– Você tem memória fotográfica? – Meu pai perguntou.

– Não, quem me dera. A não ser que seja para coisas inúteis. Tipo se você me mostrar uma foto que seja cena de qualquer filme ou série que eu tenha assistido eu vou saber te falar, até mesmo com algumas falas eu sei de qual filme elas foram. – Gustavo disse rindo.

Servi sorvete de sobremesa e enquanto eu lavava as louças, Beto foi para o quarto estudar. Meu pai ficou com Gustavo na sala conversando. A campainha tocou, imaginei que seria algum vizinho, pois não fomos interfonados.

Abri a porta e me surpreendi.

– Você? O que está fazendo aqui. – Eu disse tentando fechar a porta atrás de mim, mas Wagner me impediu de fechar e foi entrando. Não era possível que o Wagner iria me perseguir na minha casa.

– Boa tarde. – Wagner disse.

– Opa, boa tarde. Tá sumido rapaz. – Meu pai disse sem sair do sofá.

– É a vida corrida. – Wagner respondeu.

– Que porra você tá fazendo aqui? – Beto perguntou. Ele foi para sala assim que escutou a voz do Wagner.

– Vim fazer o trabalho. – Wagner disse.

– O trabalho, vamos fazer cada um da sua casa. Vamos montar um grupo no Skype. Foi isso que combinamos. – Beto disse.

– Foi é? – Wagner pareceu surpreso. Eu fiquei com dó, mas vi Gustavo abaixando a cabeça de forma negativa, ele viu aquilo, foi de propósito. Gustavo sempre vendo além.

– Foi. – Beto foi andando em direção ao Wagner e levando em direção a porta, que eu a mantinha aberta.

– Que isso Beto. Ele já está aqui. Vai lá, façam o trabalho e depois assistimos o jogo. Esse menino é pé quente. Lembro das vezes que fomos ao estádio. – Meu pai disse.

– Vocês já foram no campo juntos? – Eu perguntei.

– Já sim. – Wagner respondeu.

– Esses dois não tinham nem cabelo no saco. – Meu pai disse rindo.

– Depois que paramos de ir o time deu uma caída. Né não? – Wagner disse para o meu pai.

– Verdade. Tem anos que também não vamos né Beto? Temos que combinar de voltar a torcer da arquibancada. – Meu pai disse.

– Agora é tudo cadeira. Depois da Copa, acabou a arquibancada como a gente conhecia. – Wagner disse já se sentando no sofá do lado do meu pai. Percebi que ele iria ficar por ali e fechei a porta.

– Veio fazer o trabalho então Wagner? – Beto perguntou.

– Isso. – Wagner respondeu.

– Então vamos lá para o meu quarto. – Beto disse.

Wagner ficou sem graça, levantou e seguiu o Beto. Quando meu pai se levantou para ir ao banheiro eu falei com o Gustavo.

– Gu, me desculpa não sabíamos que ele viria.

– Eu sei Carlinhos, tô de boa. Mas tome cuidado, tem um alvo de todo tamanho pintado em você. – Gustavo disse.

Meu pai voltou e continuamos conversando, Wagner foi ao banheiro umas 5 vezes e em todas ele parava para conversar com a gente na sala. Nas duas últimas Beto foi atrás dele apelando.

Quando o jogo começou Beto e Wagner vieram para a sala. Eu fui para a cozinha pegar mais cerveja e colocar a batata para fritar. Wagner levantou e foi até a cozinha para pegar água.

– Você armou isso tudo pra vir aqui não foi? – Eu perguntei.

– Eu te disse ontem, “até amanhã” não disse. – Wagner respondeu.

– Você é louco.

– Estou ficando. Ficando louco por você.

– Doente.

– Doente por você.

– Ih. Vai ficar dizendo isso agora?

– Por que não? É a verdade.

– Gol. – Meu pai, Beto e Gustavo pulavam e se abraçavam. Wagner foi até eles e entrou na festa. Viu o replay e voltou pra cozinha. Beto e meu pai não reparavam no Wagner, mas Gustavo mesmo com os olhos na TV eu sabia que via tudo.

– Sabe o que acho engraçado? Vocês “héteros” quando se cumprimentam é um aperto de mão. Quando fazem aniversario é no máximo um abraço com tapinha nas costas. Mas vendo futebol é uma pegação, abraços fortes, apertados, junta todos para se abraçarem de uma vez, tapa na bunda, já vi até alguns que se beijam. – Eu disse e Wagner sorriu.

– No próximo gol eu venho aqui e faço isso tudo com você. – Wagner disse.

– Você não é louco. – Eu disse.

– Foi você quem disse que eu sou louco e doente.

Wagner voltou para a sala terminei as frituras e fui para a sala também. O time adversário tinha feito um gol e empatado o jogo, ficamos triste, mas no final do primeiro tempo desempatamos. Mais pulos abraços, gritos, assobios e um beijo. Wagner segurou meu rosto com as duas mãos e me beijou ali na sala de casa enquanto meu pai Beto e Gustavo estavam ali do lado comemorando.

XXX ----- xxxxx ----- XXX

Capítulo 9 – Beto

Estava em casa de boa. Fui para o meu quarto fazer o meu trabalho enquanto meu pai e Carlinhos faziam sala para o Gustavo. Cada dia que passava eu gostava mais do Gustavo, mas a forma que meu pai o tratava eu confesso que não estava achando muita graça.

– Boa tarde. – Escutei uma voz familiar. Fui para a sala não acreditava que era quem eu estava pensando.

– Opa, tá sumido rapaz – Meu pai disse.

– É a vida corrida – Wagner respondeu.

– Que porra você está fazendo aqui? – Perguntei

Wagner disse que veio fazer o trabalho, mas tínhamos combinado nos reunir por Skype. Fiquei puto e queria manda-lo embora, mas meu pai o convidou para ficar. Passei raiva estudando com Wagner, toda hora ele saia para se enturmar com o meu pai e Carlinhos. Percebi que Gustavo não ficou muito confortável.

Terminamos o trabalho, sem muita ajuda do Wagner e fomos ver o jogo. Dividia a minha atenção entre o jogo e Wagner, que sempre dava um jeito de ir até o Carlinhos. Já no final do segundo tempo estávamos todos na sala vendo o jogo. Nosso time sofria uma pressão violenta e em um contra-ataque conseguimos o desempate.

– Gol!!! – Gritávamos, pulávamos nos abraçávamos.

Olhei para o Gustavo, ia lhe dar um abraço, mas eu vi que ele não estava com cara boa. Quando olhei para o lado vi Carlinhos e Wagner muito próximos, quase colados. Carlinhos estava corado, Wagner sorria aquele seu sorriso malicioso. Um sorriso que deixava qualquer garota no chão e os gays excitados. Alguma coisa tinha acontecido, eu perdi, mas o Gustavo não.

Me sentei entre o Carlinhos e Wagner, Gustavo acenou pra mim me apoiando. Havia uma cumplicidade entre a gente que eu não sabia explicar. Talvez pelo cuidado que temos com o Carlinhos.

– Isso aí, mais uma vitória. – Meu pai disse. – Acho que esse time deu certo e time que está ganhando não se meche. Então semana que vem todo mundo aqui de novo.

Meu pai nunca fui um cara supersticioso, mas se tratando de futebol ele era. Eu fiquei um pouco puto, mas era fácil contornar o Wagner para não se juntar a nós no próximo jogo.

– Então o jogo acabou, já fizemos o trabalho você já pode ir Wagner. – Eu disse. Meu pai já ia dizer alguma coisa, provavelmente me criticar, quando o Wagner se levantou e falou primeiro.

– Tá certo, minha missão hoje foi cumprida. Obrigado por tudo. – Wagner disse apertando a mão do meu pai, do Gustavo, a minha e por último se virou para o Carlinhos. – Vamos comigo até lá em baixo?

– Você veio sozinho, pode descer sozinho. – Eu disse.

– Só queria uma companhia. – Wagner disse olhando para o Carlinhos que não sabia o que responder.

– Então eu vou com você. – Eu disse.

Wagner ainda deu um abraço no Carlinhos e depois desceu comigo.

– Quero você longe do meu irmão. Não sei qual é a sua. Não sei por que está fazendo isso. Mas se tem algum problema comigo resolva comigo. Não envolva meu irmão. – Eu disse.

– Que isso Beto, tá louco? Não tenho problema com você. Eu gosto de você, pra mim você é um amigo. – Ele respondeu.

– Para com isso, não somos amigos há quase três anos.

– Isso foi porque você quis. Não eu.

– Para Wagner. Não tem como ser amigo de um cara escroto como você.

– Mas você já foi meu amigo.

– Porque eu também era escroto. Mas eu cresci, fizemos muitas sacanagens com alguns garotos na época do colégio. No fundo sempre soube que aquilo era errado, mas eu fazia porque sua amizade era importante pra mim. Mas agora não tem amizade que vale isso.

– Ah! Beto que drama, era só brincadeira.

– Era o que eu queria acreditar. E mesmo que fosse. Hoje você é pior do que naquela época. Você ficou violento, machuca pessoas que você acha que são inferiores. Machuca pessoas como o meu irmão.

– Não quero machucar o seu irmão.

– Então me fala Wagner, olha pra mim e diz o que você quer com ele? Eu te conheço. Essa semana mesmo saiu na porrada por que falaram que você deu carona pra um viadinho. Me fala o que quer com ele?

– Você está estressado, quando tiver tranquilo a gente conversa. Não quero fazer mal pra ele. E acredita em mim, você sempre será meu amigo. Eu gosto de você. – Wagner disse indo embora.

Nada daquilo fazia sentido. Não era possível acreditar no Wagner. Ele sempre foi homofóbico. Quando adolescentes, fazíamos bullying com todos os garotos mais afeminados da escola, ele sempre fazia questão de persegui-los. Depois na faculdade só piorou. Era estranho pensar que Gustavo tinha razão. Que Wagner era gay, mas por que bater em tantos rapazes gays? Por que os perseguir? Era pra eu ter percebido durante a nossa época de colégio.

Voltei para o apartamento, Carlinhos não me encarava. Era uma confissão de culpa. Algo rolou.

– Gustavo ainda lembra de algumas coisas do curso de Administração? – Eu perguntei.

– Algumas coisas sim. – Ele respondeu.

– Pode me ajudar com um trem aqui? – Eu perguntei.

– Claro.

– Pô Beto, vai tirar meu amigo daqui? – Meu pai lamentou.

– Será rápido pai. Já voltamos. – Eu disse.

– Sei que não é nada sobre Administração que você quer saber. – Gustavo disse assim que entramos no meu quarto.

– Como faz isso? – Eu perguntei. Não entendia como Gustavo tem essa percepção.

– O que? – Gustavo perguntou.

– Sabia que não era esse o assunto.

– Não sei, sabendo. – Gustavo disse. Achava isso arrogante e prepotente. Mesmo sabendo que ele não era. – O que quer saber?

– O que rolou na hora do gol? – Eu perguntei.

– O Wagner deu um beijo no seu irmão.

– Filho da puta, fazer isso na minha frente. Ele é mesmo gay?

– Enrustido, mas é.

– Como nunca consegui ver isso. Ainda não consigo imaginar. Como soube? – Perguntei.

– Seu irmão não te contou o que eu contei pra ele? – Gustavo me perguntou. Percebia ele me filmando, me analisando, se eu mentisse ele saberia.

– Não. Disse que você havia confiado nele e que não quebraria isso. – Eu respondi.

– Legal da parte dele, mas imaginei que ele iria te contar. Minha preocupação maior era dele contar para o Bruno e para as meninas. Rolou algo entre mim e o Wagner quando eu estava no início do curso. – Gustavo me contava, eu realmente não acreditava no que estava ouvindo. Não imaginava toda aquela situação. – E foi isso que aconteceu, foi o que contei para o seu irmão.

– E você já namorou com outros caras? – Eu perguntei. De alguma forma fiquei mais interessado na história do Gustavo do que do Wagner.

– Não. – Gustavo respondeu.

– Você é bi? – Eu perguntei.

– Você é bi Beto? – Ele me devolveu.

– Eu não sei, fiquei só com o Carlinhos. – Respondi.

– Só? – Gustavo me perguntou. Não era possível que ele soubesse mais.

– É. – Eu disse. Olhei para o porta-retratos que tinha uma foto do minha com meu pai. – De concreto, sim.

– Bom, estava falando do que rolou no dia com a Débora. – Gustavo disse.

– É disso mesmo que estava falando. – Eu tentei concertar. Mas Gustavo já sabia que eu mentia.

– Tudo bem Beto. Relaxa. Posso te fazer uma pergunta? – Gustavo me perguntou. Confesso que fiquei com medo da pergunta e se eu iria conseguir mentir se fosse necessário. Conformei com a cabeça. – Seu pai sabe de vocês?

– Não. – Respondi. Essa foi fácil. Gustavo estava pensativo. “Será que ele não acreditou?” – É verdade, ele não sabe.

– Eu acredito que você acredita nisso. – Gustavo respondeu. Achei estranho. – Quer perguntar mais alguma coisa?

– O que você acha que o Wagner quer com o Carlinhos?

– Acho que ele quer conquista-lo. Fazê-lo se apaixonar como fez comigo. E depois que ele perder o interesse vai deixa-lo de lado.

– Não vou deixar isso acontecer. – Eu disse.

– Eu também não. – Gustavo respondeu olhando nos meus olhos. Eu tinha um aliado.

– E qual o seu interesse no Carlinhos? – Perguntei.

– Eu gosto dele, como se fosse um irmão mais novo. – Gustavo disse – Vamos voltar?

– Vamos. – Respondi. Não estava satisfeito com a resposta de Gustavo. Gostar como um irmão, o que isso significava que gostava como eu gosto? Será que ele sentia o mesmo tesão em Carlinhos que eu sinto ou ele falava de uma relação normal de irmãos?

Voltamos para a sala, Carlinhos ocupava todo o sofá e deitado com a cabeça no colo do meu pai. Gustavo analisava com estranheza. Nunca vi nada demais naquilo até porque quando eu me deitava daquela mesma forma não rolava nada. Talvez para alguém de fora aquilo pudesse ser estranho. Carlinhos se levantou e deu lugar para a gente se sentar. Ficamos mais um tempo falando sobre o jogo, se o time iria bem ou não na temporada. De futebol passamos para política. Gustavo era um meio termo entre as ideias de Carlinhos e das minhas junto com meu pai o que gerou bastante reflexão.

Eu ficava confuso sobre o que eu sentia em relação a Gustavo. Não sabia se eu o admirava por sua inteligência ou se sentia ciúmes por meu pai claramente admira-lo.

– As meninas estão chamando a gente para sair. – Gustavo disse para o Carlinhos.

– Bruno me mandou mensagem também. Vamos? – Carlinhos disse.

– Não. Já vão me abandonar? – Meu pai disse. Gustavo olhou pra ele com dó.

– Vamos sim. Gu, vou tomar um banho, estou com o cabelo fedendo a gordura. – Carlinhos disse entrando para o banho.

– Você anima Beto? – Gustavo me perguntou.

– Hoje eu passo. – Eu respondi. Não estava com muito ânimo de sair e encontrar com a gostosa da Dalila em uma balada, poderia me gerar novos problemas. Uma coisa que eu não queria era dar motivos para o Carlinhos se aproximar do Wagner. Gustavo me olhou chateado, ele parecia querer mesmo que eu fosse. – Mas volta pra cá, dorme aqui. Amanhã pegamos uma piscina.

– Fica pra próxima. – Gustavo respondeu.

– Vem sim. Sobrou cerveja. Vamos tomar amanhã. – Meu pai insistia.

– Eu nem trouxe roupa. – Gustavo disse.

– Eu te empresto. Minhas roupas servem em você. – Eu disse. Gustavo abriu um sorriso e concordou.

Quando Carlinhos saiu do banho contamos pra ele que ficou feliz. Não demorou muito e eles partiram.

– Beto me deixa te fazer uma pergunta. – Meu pai disse. – Por que foi tão rude com o Wagner? Vocês eram tão amigos.

– Pai deixamos de ser amigos. Ele é escroto, preconceituoso. Não quero conviver com pessoas assim.

– Estranho, sempre achei que ele tivesse uma quedinha por você. Mas pelo visto agora a queda dele é pelo seu irmão.

– Você achava que ele tinha uma quedinha por mim?

– Achava. Até pensava que vocês brincavam de troca-troca. – Meu pai disse rindo.

– Não pai. Nunca. Nunca chegamos nem perto disso. Além do mais desde aquela época ele era preconceituoso. Implicava com os viadinhos da escola. E agora até sai na porrada com alguns e com quem insinua que ele é gay.

– Aquela velha história, quem desdenha quer comprar. Talvez ele nunca tenha se aberto com você achando que você também era preconceituoso. – Meu pai disse.

– É como se estivesse falando de uma pessoa que eu não conheço. Nunca vi o Wagner dessa forma. E agora ele está sim dando em cima do Carlinhos e o pior que o Carlinhos tá dando trela. Por isso não quero ele mais aqui.

– Beto seu irmão tem o direito de encontrar alguém, de namorar. Qual o problema?

– Todos. Como pode dizer uma coisa dessas?

– Eu não estou te entendendo filho. Por que seu irmão não pode namorar? Não me sinto confortável de imaginar o Carlinhos chegando aqui com um namorado. Espero que esse dia não aconteça. Mas se acontecer temos que apoiá-lo, somos uma família e o mundo é assim agora. Como podemos apoiar que ele seja gay e não apoiar que ele tenha alguém?

– Não concordo. – Eu disse. Sabia que meu pai estava certo, mas Carlinhos tinha a mim. Não podia falar isso pra ele. – Talvez com uma outra pessoa. Não com o Wagner. O Wagner é mau. Fiquei sabendo que ele seduziu um conhecido nosso. Chegaram a namorar e depois ele simplesmente o desprezava. O cara ficou meses sofrendo por causa do Wagner. E fiquei sabendo que ele sempre faz isso.

– Pelo visto você só escutou um lado da história. – Meu pai disse. Como meu pai poderia defender o Wagner, e se eu falasse que esse cara era o Gustavo o seu novo queridinho ele ia continuar concordando? – Já imaginou que suas ex-namoradas poderiam dizer a mesma coisa de você? Se o amor acaba o que a pessoa pode fazer.

– Pelo amor de Deus pai. Não o defenda e nem me compare com ele. Eu pelo menos nunca saí batendo nas minhas ex com medo delas falarem de mim.

– Beto, estou sim fazendo o papel de advogado do diabo. Não sabemos as motivações. Não estou dizendo que alguma coisa justifique a violência, mas nem tudo é preto ou branco. Depois vou conversar com o Carlinhos e se tiver rolando alguma coisa com o Wagner eu vou conversar sério com ele.

Não fiquei satisfeito com aquele papo. Achei que meu pai ia me apoiar. Mas não, ficou contra mim, a favor do Wagner.

Passei o resto da noite pensando no Wagner como não pude ver aquilo. Que ele é gay. Sempre foi um pegador. Sempre foi o bonitão da turma. Peguei tantas garotas só pelo fato de ser amigo dele, andar com ele. Quantas vezes já nos víamos pelados em vestiários, já vimos pornô juntos, nunca havíamos encostado um no outro. Nem nos reparávamos, pelo menos eu nunca reparei nele. Será que enquanto eu olhava para o vídeo ele ficava olhando para o meu pau? Será que ele foi a fim de mim e agora realmente está a fim do Carlinhos? Será que o interesse dele não é só pegar e jogar fora como foi com o Gustavo e vários outros?

Escutei risos na sala. Meu pai estava em seu quarto com a porta aberta eu escutava a sua TV não era de lá. Carlinhos havia chegado com o Gustavo.

– Chegaram. – Meu pai disse, parecia feliz. – Oi Bruno, você veio também?

– Espero que o senhor não se importe. – Bruno disse.

Eu saí do meu quarto e fui até a sala. Meu pai como de costume estava com aquela sua bermuda larga mostrando todo o volume do seu pau que estava mais que meia bomba. Bruno não parava de olhar para o pau dele.

– Sem problema. Os amigos dos meus filhos são sempre bem-vindos. – Meu pai disse.

– O problema vai ser cama pra todo mundo. – Eu disse.

– A gente se aperta. – Carlinhos disse, ele estava meio bêbado.

– Eu durmo no sofá. Não tem problema. – Gustavo disse.

– Esse sofá é muito desconfortável, para dormir. – Meu pai disse. – Beto você dorme comigo. Gustavo fica no quarto de Carlinhos que dorme na sua cama com o Bruno.

– Eu não vou sair da minha cama. – Eu disse.

– Tem que ser do contra né Beto. – Carlinhos disse.

– Então você dorme com seu irmão e meu novo filho dorme comigo. – Meu pai disse.

– Novo filho? – Eu perguntei.

– Meu filho do meio. – Meu pai disse indo em direção de Gustavo e dando um abraço de lado nele. Gustavo ficou feliz com a declaração do meu pai. Carlinhos começou a rir. Eu confesso que morri de ciúmes. Sabendo das brincadeiras que eu meu pai tínhamos. Sabendo que Gustavo era bi. Eu não gostei da ideia dos dois dormindo juntos.

– Deixa o Gustavo dormir no meu quarto e o Carlinhos dorme com você. – Eu disse.

– Tudo bem? – Meu pai perguntou para o Gustavo que confirmou com a cabeça. Quem pareceu não gostar foi Bruno. Ele não estava com cara que queria dormir sozinho. – Então vamos lá. Alguém quer tomar um banho?

– Eu gostaria. – Gustavo disse. – Sai de casa era de manhã.

Bruno foi para o quarto do Carlinhos e Carlinhos foi com o meu pai que deixou uma toalha limpa para o Gustavo. Que ao terminar o banho foi para o meu quarto.

– Separei esse short para você dormir com ele. – Eu disse para o Gustavo que veio enrolado em uma toalha.

– Obrigado. – Ele disse tirando a toalha e vestindo a bermuda. Reparei em seu pau que era grande. Devia ser do tamanho do meu uns 19cm quando tivesse duro. E pelo visto estava minutos antes. Ele reparou que eu olhei e sorriu. Eu fiquei sem graça e resolvi falar.

– Tava batendo uma no meu banheiro né safado? – Eu disse. Agora quem estava sem graça era ele.

– Antes de dormir é bom né? – Ele disse. Eu confirmei com a cabeça. – Quer que eu durma pra baixo?

– Como você se sentir melhor. – Eu respondi. Não fazia diferença pra mim. Gustavo se deitou do meu lado. Ficamos ambos deitados de cabeça pra cima e a luz ainda acesa.

– Não se preocupe que eu não vou fazer o mesmo que o Bruno. Pode apagar a luz. – Gustavo disse rindo. Eu ri junto. Estiquei meu braço e apaguei a luz.

– Como foi lá? – Eu perguntei.

– Foi bacana, seu irmão exagerou na caipvodka mas ficou bem. – Gustavo me respondeu.

– Bom que tinha você lá, o irmão do meio pra tomar conta dele. – Eu disse com um pouco de despeito. Gustavo riu e se virou.

– Seu pai é muito bacana. – Gustavo disse.

– É sim. – Respondi. – Gustavo me fala qual a real? Seu interesse no Carlinhos? No meu pai? Na minha família?

– Nenhum. – Ele respondeu. Mesmo no escuro eu percebi em sua voz que ele mentia.

– Você pode ser bom pra descobrir as verdades, mas é péssimo para mentir. – Eu disse rindo. Me sentia foda. Gustavo estava sem graça.

– Beto, tem alguma série que você assistiu e gostou... Gostou muito?

– Sim, mas o que tem a ver?

– Só acompanha. Qual série?

– Friends. – Eu disse querendo saber onde ele queria chegar, se chegaria a algum lugar ou se só queria me enrolar.

– Ótimo, também adorava essa série. Eu e minha irmã temos todas as temporadas. – Gustavo disse. “Já está enrolando.” Pensei.

– E daí?

– Imagina, você vê a série, gosta da série, gosta do enredo, gosta dos personagens. Eles possuem uma amizade bacana, um vínculo legal. Você sabe que aquela é a vida deles e não a sua. Mas aí acontece algo diferente, eles te chamam pra fazer parte daquilo, para ser amigo deles. O que ia achar?

– Fantástico. Já tive um sonho assim uma vez. – Eu disse rindo. E a ficha caiu. – É assim que você vê a gente?

– É, eu realmente gosto de vocês. Gosto de você desde a época do trote, gosto do Carlinhos desde o início das aulas e gostei do seu pai desde que eu conheci. Não quero me intrometer na sua família, meu interesse é a amizade de vocês. Gostei de pensar que por alguns momentos eu posso ter um pai, um irmão mais novo e um mais velho. – Gustavo disse. Eu não sabia o que dizer, depois de um tempo em silêncio Gustavo continuou. – Isso se tiver tudo bem pra você.

– Tudo bem, sim. – Eu disse. Era a resposta certa a se dizer, mesmo que eu não tivesse certeza.

– Valeu irmãozão. – Gustavo disse montando em cima de mim me dando um abraço. Fiquei sem reação no início, mas correspondi o seu abraço sentindo o seu peso em cima de mim, o seu pau grande e mole em cima do meu que ia endurecendo. Gustavo percebeu a minha excitação, mas continuava em cima de mim. Meu pau ficava cada vez mais duro, eu apertei Gustavo em um forte abraço e o soltei, tentado mostrar o que era hora dele sair de cima. Ele saiu me deixando sem graça e de pau duro.

– Sabe por que bati uma antes de deitar aqui com você? – Gustavo me perguntou.

– Não tenho nem ideia. – Eu respondi tentando não ficar sem graça.

– Pra não acontecer isso. Eu não ficar excitado aqui do seu lado. – Gustavo disse e eu não soube onde enfiar a minha cara. – Mas não adiantou.

Eu olhei em direção ao seu pau, mesmo com a luz apagada pude perceber que assim como eu, ele estava excitado. Nos dois começamos a rir.

– Quer bater uma punheta com seu irmão mais velho? –Eu perguntei.

– Bora? – Gustavo disse.

Peguei uma toalha de rosto no meu armário, colocamos o pau pra fora e começamos a nos masturbar. Gustavo tinha um pau grande mesmo. Forramos a toalha entre nós dois e de lado um virado para o outro batíamos uma punheta frenética.

– Podemos encontrar com a Débora novamente. – Gustavo disse.

– Ela aqui agora seria uma delícia. – Eu disse.

– Nem me fala. Aqueles peitões, adorei mamar nela.

– E aquela hora que ela cavalgava em mim e você começou a comer o cuzinho dela ficamos nos dois metendo nela ao mesmo tempo foi muito tesão.

– Foi sim. Sabe uma parte que curti muito. Foi quando ela mandou eu colocar meu pau entre o beijo de vocês.

– E depois eu fiz o mesmo.

– Não é uma competição. – Gustavo disse rindo. – Só tô falando que foi um momento que curti muito. Na hora que chupamos juntos a buceta dela eu também gostei.

– Ela é muito gostosa.

– Demais. – Gustavo disse parando de se masturbar.

– Já vai gozar?

– Não, depois que gozo, a segunda demora. – Gustavo disse rindo. – Meu braço doeu.

– Para de frescura, continua falando ai daquele dia que está uma delícia. – Eu pedi.

– Na hora que ela cavalgava em mim e você ficou em pé na cama dando seu pau pra ela chupar, aquilo me deu muito tesão também. Eu ficava com uma mão nos peitos dela e a outra eu passava na sua perna e na sua bunda. – Gustavo disse eu senti o seu toque na minha coxa subindo até a banda da minha bunda. Confesso que ali quase gozei.

– Ela tinha uma boca maravilhosa mesmo. – Eu disse, não me importando com a mão de do Gustavo em mim.

– Tinha sim, tanto para chupar como para beijar.

– Verdade, mas o beijo dela tinha gosto de pau. – Eu disse rindo.

– Pelo menos era do nosso pau. – Gustavo disse rindo também.

– A gente praticamente se chupou né?

– Sim de tabela na boca da Débora e a parte do beijo com o pau no meio. – Gustavo disse. Acho que pensamos a mesma coisa. Pois rimos juntos. Poderia rolar um boquete ali, mas ninguém tomou atitude.

– Minha mão também doeu. – Eu disse me virando de barriga pra cima.

Gustavo fez o mesmo, ficou de barriga pra cima alisando o seu pau.

– Poderíamos chamar a Débora pra vir aqui amanhã. Imagina fuder ela dentro da piscina. – Gustavo disse.

– Um na frente e outro atrás. – Eu disse. Imaginando a cena.

– Conta mais. – Gustavo me pediu. Senti a sua mão passando pela minha virilha e segurando o meu pau. Eu gemi.

– Ela com um biquinho, a gente prende ela em um canto da piscina puxa o biquíni dela para o lado e começamos a meter. – Eu disse, esquecia de raciocinar devido a mão do Gustavo no meu pau.

Gustavo pegou a minha mão e levou até o seu pau. Eu comecei a masturba-lo no mesmo ritmo que ele batia pra mim.

– Eu ia tirar a parte de cima e ficar chupando aqueles peitões que ela tem. – Gustavo disse. A nossa punheta aumentava a velocidade.

– Eu também quero aqueles peitões na minha boca. Ai ai. – Eu disse me virei de lado para gozar em cima da toalhinha.

Gustavo não parou com a punheta, meu pau começou pulsar e soltar jatos, o primeiro foi na barriga do Gustavo os demais na toalhinha. Eu prendia o meu gemido. Voltei a pegar no pau do Gustavo e batia forte pra ele. Mirei na toalha onde ele gozou.

Peguei a toalhinha, limpei a minha mão e o meu pau.

– Gozei em você. – Eu disse rindo e o limpando. Peguei no pau dele novamente e limpei com a parte seca da toalha. Apertei o seu pau para sair o resto de porra que estava ali. Gustavo passava a mão no meu ombro e nas minhas costas.

– É legal ter um irmão, mesmo que de mentira. – Ele disse.

Eu o abracei. Agora eu podia afirmar que seria legal ter o Gustavo como um irmão do meio. Conversamos mais um pouco e eu acabei pegando no sono.

Acordei de manhã com o Carlinhos pulando na cama e Bruno parado na porta. Eu me assustei, mas percebi que estava com a minha bermuda de pijama. Eu não tinha colocado. “Esse filho da puta pensa em tudo” eu pensei. Gustavo realmente era o cara. Estava feliz por alguém como ele gostar de mim, querer ser meu irmão.

– Já é dia. Vamos descer pra piscina. – Carlinhos disse.

– Eu vou acabar de acordar e já vou. – Gustavo disse ainda com a cara de sono. – Como você pode não estar de ressaca?

– Cada um tem os seus dons. – Carlinhos disse rindo e saindo do quarto.

– Bom dia. – Gustavo me disse.

– Bom dia. – Respondi.

– Se lembra de ontem? – Gustavo me perguntou.

– O que aconteceu ontem? – Eu perguntei. Vi a cara de decepção do Gustavo. – Brincadeira, lembro sim.

– E tá tudo bem? – Gustavo perguntou parecendo preocupado.

– Tá sim. Relaxa. Valeu por me vestir.

– Isso, não foi nada. Mas temos um problema.

– O que foi?

– O Carlinhos viu a toalha suja de porra.

– Viu?

– Viu sim. E agora? Ele vai perguntar e eu não sei mentir.

– Cara, a gente fala a verdade, você foi adotado agora.

Levantamos para tomar café, meu pai estava na mesa ainda.

– Dormiram bem? – Meu pai perguntou.

– Como uma pedra. – Eu disse.

– Muito bem. – Gustavo respondeu.

– Beto rola me ajudar com a sua maquininha. Não quero ir peludão assim para a piscina. – Meu pai disse e eu concordei com a cabeça.

– Se eu soubesse que vinha para piscina tinha me raspado também. – Gustavo disse.

– Pode usar a maquininha aqui também. – Eu disse.

Depois de tomar o café fomos para o banheiro nos raspar. Meu pai foi o primeiro, ficou peladão e eu raspei o seu peito.

– Beto a virilha também. – Meu pai pediu. Fiquei sem graça de pegar no pau dele na frente do Gustavo, ainda mais sabendo que o pau dele ficaria duro. Tentei evitar ao máximo, mas por fim não teve jeito.

– Gustavo não repara não, mas temos o pau sensível ao toque. – Meu pai disse depois que seu pau ficou duro e começava a se lubrificar. Gustavo não deixou de reparar.

– Sério? Comigo também é assim. Sempre evitei contatos e abraços pra isso não acontecer. – Gustavo disse e meu pai riu.

– Está vendo esse garoto é da família. – Meu pai disse.

– Nada, ele é mais esperto que nós três juntos. – Eu disse. – Mas é uma boa aquisição. Agora você Gustavo quer que te raspo?

– Se não tiver problema. – Gustavo respondeu. Olhei para o meu pai que acenou para eu raspá-lo.

– Tem uma casquinha aqui. – Meu pai disse passando a mão abaixo do umbigo do Gustavo. Ele puxou. Era um pouco da minha porra que ficou presa no Gustavo. Era claro que o meu pai sabia o que era. Gustavo ficou sem graça. – Relaxa rapaz.

Raspei o peito do Gustavo e depois fui para a virilha. Gustavo ficou com o pau duro ao meu primeiro toque.

– Aí Beto, Gustavo não nega a nova família. O pau dele é grande também. – Meu pai disse entrando para o banho. Gustavo estava vermelho.

– Pai está deixando o garoto todo sem graça. – Eu disse.

– Qual é Gustavão? Vai ficar sem graça com a gente? Tem disso aqui em casa não. – Meu pai disse, ele estava no banho e seu pau não abaixava.

– Pai sai logo do banho, deixa o Gustavo se lavar também. Não sei por que entrou nesse e não no seu. – Eu disse.

– Sem problemas seu Carlos, pode ficar à vontade eu uso a ducha da piscina. – Gustavo disse.

– Nada, entra aqui. – Meu pai disse.

– Não seu Carlos tô de boa mesmo. Beto me empresta uma sunga.

– Ô Gustavo, duas coisas. Primeiro já falei para não me chamar de “Seu” e segundo entra aqui. – Meu pai disse. Gustavo sem graça entrou no box, seu pau estava meia bomba. Fui até o meu quarto e peguei uma sunga que eu não usava mais.

– Pode ficar com essa pra você. – Eu disse. Vi os dois dentro do box, Gustavo em baixo do chuveiro com o pau totalmente duro e de olhos fechando e meu pai bem próximo também bem excitado. Aquela cena me deixou com ciúmes e também excitado.

– Obrigado Beto. Mas prefiro deixa-la aqui, assim quando rolar da gente pegar uma piscina e eu não vier preparado eu uso, pode ser?

– Pode sim. – Eu respondi.

Sentei no vaso e alisava meu pau enquanto via meu pai e Gustavo duros no banho. Imaginei como estariam Carlinhos e Bruno se estivem no meu lugar vendo aquela cena e comecei a rir.

– Do que está rindo? – Meu pai perguntou e Gustavo abriu os olhos.

– Imaginando o Brunho chegando e vendo isso. Vocês dois tomando banho juntos com essas picas duras aí. – Eu disse. Meu pai e Gustavo começaram a rir.

– Melhor a gente dar um jeito nisso. Chegar lá em baixo assim não vai ser legal. – Meu pai disse e olhou pra mim. – Você também Beto.

Coloquei meu pau pra fora e comecei uma punheta ali mesmo apontado pro vaso sanitário. Meu pai dentro do box fazia o mesmo. Gustavo parecia esperar alguém dizer pra ele começar.

– Bora Gustavo. Você também. – Eu disse.

Papai ficou de frente para o Gustavo e se masturbava olhando pra ele. Gustavo também batia olhando pra mim e pro papai. Eu comecei a gemer alto, meu pai se juntou a mim e formamos um coro. Gustavo segurava seus gemidos, ouvíamos apenas a sua respiração ofegante. Eu e papai gozamos. Papai acertou o seu primeiro jato em Gustavo que estava em baixo do chuveiro e a água levou a sua porra embora. Eu ri. Gustavo gozou em seguida soltando um “aaaahhh” de alívio.

– Virou moda gozarem em você. – Eu disse.

– Agora só falta o Carlinhos. – Gustavo disse sorrindo. Meu pai sorriu.

– Estávamos falando umas putarias e gozamos ontem à noite. – Eu disse para o meu pai que continuava sorrindo.

Saímos rápido do banheiro antes que voltássemos a ficar excitados, nos vestimos e descemos para a piscina.

XXX ----- xxxxx ----- XXX

Capítulo 10 – Carlinhos

Chegamos em casa um pouco alterados, conversando alto e rindo.

– Chegaram. – Meu pai disse. – Oi Bruno, você veio também?

– Espero que o senhor não se importe. – Bruno disse de olho na mala do meu pai.

– Sem problema. Os amigos dos meus filhos são sempre bem-vindos. – Meu pai disse.

Beto reclamou que não tinha lugar, nem quis ceder a sua cama como papai sugeriu para eu dormir lá com o Bruno.

– Tem que ser do contra né Beto? – Eu disse, ele estava nervoso. Acho que ele viu o beijo que Wagner me deu na hora do gol.

– Então você dorme com seu irmão e meu novo filho dorme comigo. – Meu pai disse.

– Novo filho? – Beto perguntou enciumado.

– Meu filho do meio. – Meu pai disse indo em direção de Gustavo e dando um abraço de lado nele. Gustavo ficou feliz com a declaração do meu pai. Eu achei graça.

– Deixa o Gustavo dormir no meu quarto e o Carlinhos dorme com você. – Beto disse.

– Tudo bem? – Meu pai perguntou para o Gustavo que confirmou com a cabeça. Bruno estava bêbado e com esperança de dormir com alguém.

Gustavo foi para o banho, Bruno para o meu quarto e eu para o quarto do meu pai.

– Então agora você tem um novo filho? – Eu perguntei brincando com o meu pai.

– Você que trouxe ele pra cá. – Meu pai disse.

– Eu gosto do Gu, ele é gente boa, um amigo de verdade. Sei que posso confiar nele. Além de ser um gatinho. – Eu disse. Meu pai sorriu.

– E o Wagner? – Meu pai me perguntou.

– O que que tem ele? – Me senti corado.

– O que está rolando entre vocês? Seu irmão não está feliz com isso.

– Nada pai.

– Carlinhos não minta pra mim.

– Eu não sei o que está rolando. Não sei mesmo.

– Seu irmão está com medo dele te machucar.

– Pai, não sou criança pra me machucar assim.

– Carlinhos, é nessa idade que vocês se acham adultos e fortes que mais se machucam. Quando chegar na minha idade vão reconhecer como eram frágeis. – Meu pai disse. – Eu não gostaria que você tivesse um namorado, gostaria de te satisfazer pra sempre. Mas sei que, o que posso te dar é pouco pra você. Mas quero que você sempre confie em mim e me conte sempre a verdade. E se proteja sempre. Tanto o físico como o emocional. Nunca faça nada lá fora sem camisinha.

– Para pai, nem tô pensando nisso. Não sei qual é a do Wagner. Acho ele atraente, mas não tenho sentimentos por ele. Eu juro.

– E por mim você tem sentimentos?

– Claro pai, eu amo você e morro de tesão. – Eu disse pegando no seu pau que foi ficando duro na minha mão.

– Eu também meu filho. Sempre estarei aqui para te dar tudo que estiver ao meu alcance.

– Olha que delicia de pau. – Eu disse enquanto batia uma leve punheta. – Viu como o Bruno ficou olhando? Imagino que ele queria está aqui no meu lugar pegando nesse pau e colocando na boca.

Comecei a chupar o meu pai, seu pau babava na minha boca e eu engolia tudo. Estava com tesão acumulado. Meu cuzinho piscava pedindo rola. Queria algo selvagem, a bebida me ajudou.

– Me fode papai. – Eu pedi ficando de quatro.

Meu pai lubrificou o meu cuzinho com a sua língua e socou fundo, eu gemia como um louco. Papai tampava a minha boca para o som não se propagar. Depois de muito tempo dando de quatro, me deitei na cama papai ficou em pé no chão, levantou as minhas pernas e voltou a meter. Sentia seu pau todo dentro de mim. Seu pau grande e delicioso batia no fundo do meu reto, me proporcionando um prazer incrível. Papai gozou dentro de mim e eu gozei sem tocar no meu pau.

Acordei na manhã seguinte e preparei o café da manhã. Fui até o meu quarto e Bruno já estava acordado, eu o chamei para tomarmos café.

– Vamos acordar os meninos. – Eu disse.

– Já é dia. Vamos descer pra piscina. – Eu disse pulando na cama de Beto, entre ele e Gustavo

– Eu vou acabar de acordar e já vou. – Gustavo disse ainda com a cara de sono. – Como você pode não estar de ressaca?

– Cada um tem os seus dons. – Eu disse. Ao me levantar reparei uma toalhinha de rosto ao lado da cama, não tinha dúvida que estava suja de porra. “O que eles aprontaram?”. Eu me perguntava.

Desci com Bruno pra piscina, somente lá tive a oportunidade de contar pra ele o que aconteceu no dia anterior com o Wagner.

– Ele parece que está caidinho por você. – Bruno disse.

– Acho que ele quer me usar. – Eu disse.

– Um homem daquele eu deixava me usar e abusar. Que sonho. Por que eu não tenho essa sorte viado? – Bruno disse me fazendo rir.

– Calma bicha, um dia aparece um boy mara pra você. – Eu disse. Quando eu e o Bruno estávamos conversando sozinhos éramos muito veados.

– Estou na seca viado, o último pau que coloquei na boca foi o do seu irmão e mesmo assim nem leite eu tirei. E antes dele tinha séculos. E você com Wagner atrás de você. Fazendo esse cu doce. – Bruno disse.

– Para com isso bicha, todo mundo sabe que o Wagner é violento, sai batendo nas poc por aí. Quando ele tá com os amigos finge que eu não existo, mas quando estou sozinho aparece todo querendo. Fiquei sabendo que ele gosta de encantar, fazer apaixonar, pra depois jogar fora e quem reclama ele bate.

– Eu já disse, deixaria ele fazer o que quisesse e quando ele me desse um pé na bunda eu ia agradecer por todo o tempo que passamos juntos. – Bruno disse rindo.

– Você é uma puta mesmo.

– Olha lá aquela visão. – Bruno apontou para o meu pai, Beto e Gu, vindo em nossa direção. – Até que o Gu ficou bonito no meio dos deuses gregos da sua família.

– Eu acho o Gu bonito. – Eu disse.

– Talvez se ele malhasse um pouco. Ficasse com uma barriguinha mais sarada, engrossar mais as pernas. – Bruno disse.

– Bicha exigente, despeitada. O garoto é lindo e você já reparou no volume dele? – Eu disse rindo.

– É claro, isso eu não mudaria. – Bruno disse rindo.

– Finalmente chegaram. – Eu disse pra eles. Papai trazia um cooler, provavelmente com cerveja. Papai e Gu sorriram.

– O que estão falando de mim? – Gustavo perguntou depois de pular na piscina e se juntar a gente.

– Quem disse que estamos falando de você? – Bruno disse. Eu apenas sorri.

Ficamos conversando um tempo na piscina. Meu pai e Beto ficaram nas cadeiras conversando.

– Gustavo, sua cerveja vai esquentar. – Meu pai disse. – Meninos querem cerveja?

Eu e Bruno recusamos, Gu ficou na cadeira com meu pai e Beto. Vi que Gustavo explicava os motivos de ter mudado de curso. Beto veio pra piscina com aquelas brincadeiras bobas de ficar tentando afogar a gente. A parte boa foi que a gente tirava umas casquinhas. Beto relava o seu pau que estava duro na minha bunda, quando eu mergulhava passava o meu rosto nele, cheguei até dar uma mordiscada por cima da sunga. Quem gostou mesmo dessa brincadeira foi o Bruno que releva todo no pau do Beto. Eu achava graça. Me distrai tanto nessa brincadeira com o Beto que não percebi quando meu pai e Gustavo sumiram.

– Cadê o papai e o Gu? – Eu perguntei.

– Devem ter ido para a sauna. – Beto disse. – Vai lá.

Ele mesmo não foi por um motivo, seu pau estava duro demais para sair da piscina.

– Aí estão vocês. – Eu disse entrando na sauna. Gustavo estava deitado no banco de cima e o meu pai no de baixo.

– O Gustavo disse que gosta de sauna, ele nem sabia que aqui no prédio tinha uma. – Meu pai disse.

– O Carlinhos é tão fominha de piscina que não me contou da última vez que viemos. – Gustavo disse.

– Faça companhia para o seu amigo. Pra mim já deu. – Papai disse.

Eu achei bom ter um momento sozinho com o Gu, tinha algumas coisas que eu precisava saber.

– Como foi dormir com o Beto? – Eu perguntei na lata depois que o meu pai saiu. Gustavo sorriu.

– Foi tranquilo.

– Vocês se divertiram né?

– Não da forma que você imagina.

– Sabe o que estou imaginando?

– Eu sei que você viu a toalhinha. Então acho que sei o que você está imaginando.

– Então o que rolou?

– Ficamos de papo acabamos falando umas putarias e batemos punheta.

– Falaram de mim?

– Não. Da Débora.

– Ah, daquela cavalona. – Eu disse decepcionado. Esperava mesmo que eu fosse o motivo daquele gozo. Gustavo sorriu, não sei se foi pelo “cavalona” ou pela minha reação.

– Fica assim não. – Gustavo disse se sentando e passando a mão no meu ombro.

– Cheguei a pensar que você gostava de mim. – Desabafei.

– Mas eu gosto sim. Gosto muito.

– Gosta como?

– Como um irmão. – Gustavo me respondeu. – Não é isso que somos agora? – Ele sorria.

– Aff, como um irmão. – Repeti decepcionado tirando as mãos do Gustavo do meu ombro e ele sorriu. Não entendia bem o motivo da minha decepção, talvez eu tivesse algum sentimento pelo Gu que eu não conhecia até aquele momento.

– Existem irmãos e irmãos. – Gustavo disse sorrindo.

– E de qual tipo nós somos?

– Desse. – Gustavo disse me beijando. Não esperava por isso, foi uma bela surpresa. Um beijo delicioso. Levei a minha mão até a sunga do Gustavo e senti o seu pau duro e grande. Era um beijo carinhoso, mas quente. Gustavo também levou a mão até a minha sunga e segurou no meu pau.

Ficamos em pé, Gustavo me pressionou na parede, ele tinha uma boa pegada. Ele desceu a sua mão, abaixou a minha sunga e começou a brincar com o meu cuzinho. Meu pau relava no dele e os seus dedos me penetravam. Não parávamos de nos beijar. Aquilo estava uma delícia. Gozei melando o Gustavo que riu bastante.

– Qual é a graça? – Eu perguntei.

– Deixa pra lá. – Ele disse.

Eu deixei, mas me ajoelhei e coloquei o pau do Gu todo dentro da minha boca. Gu segurava forte em meus cabelos enquanto eu o chupava.

– Eu vou gozar. – Gustavo disse. Eu ignorei, continuei chupando até receber seus jatos de porra na minha boca. Saímos da sauna e fomos para a ducha onde Gustavo se limpou e nos beijamos mais uma vez.

Gustavo gozou ontem batendo uma punheta com o Beto, mas sem dúvida hoje foi melhor pra ele, gozar em uma boca gulosa como a minha é sem dúvidas melhor que gozar com a sua própria mão. Enquanto ele me penetrava com os dedos fiquei imaginado aquele pau gostoso dentro de mim.

Voltamos para a área da piscina sem dizer mais nada, apenas trocamos um olhar de cumplicidade. Beto nos encarava e desta vez eu não consegui saber o que ele podia estar pensando. Gustavo ficou mexendo no celular por um tempo enquanto bebia cerveja.

– Você falou com a Débora? – Beto perguntou.

– Não. Fica pra outro dia. – Gustavo respondeu eu fiquei feliz, imaginei que eles queriam encontrar com aquela garota.

– De boa. – Beto respondeu, ele também não parecia empolgado em encontrar com a cavalona.

– Estava olhando aqui, acho que vou fazer como o senhor me falou. – Gu disse para o meu pai. – Ainda dá pra me matricular no curso virtual, as provas são agendadas e as aulas presenciais só em alguns sábados.

– Muito bem. Não me conformaria de você abandonar um curso que você gosta na metade para começar outro. Se precisar de alguma ajuda pode contar comigo. – Meu pai disse.

– Não precisa, mas obrigado. – Gustavo respondeu.

– Então vai cortar para os dois lados, arquitetura e adm. – Bruno disse rindo.

– Vou. – Gustavo respondeu fingindo não perceber a piada de duplo sentido do Bruno. – Mas o último período vou tentar fazer presencial, querendo ou não uma graduação presencial pesa mais do que a virtual e como já fiz metade do curto presencial, não terei problema.

– Menino esperto. – Meu pai disse batendo na perna do Gu.

Continuamos na piscina por um tempo. Não contei para o Bruno o que rolou com Gu na sauna. Ele nem desconfiou. No final do dia Bruno e Gu foram embora e voltamos pra casa.

– O que rolou na sauna quando ficou sozinho com o Gustavo? – Beto me perguntou.

– Nada diferente do que fizeram ontem à noite. – Eu disse. Beto tirava satisfação comigo sendo que eu não falei nada, quando vi aquela toalhinha suja de porra, achei desaforo.

– Duvido. – Beto disse. Eu não contive o riso. Ele acabou sorrindo.

– Está com ciúmes do Gu?

– Claro.

– Se tivesse mesmo, teria arrombado aquela sauna como fez com a porta do quarto quando achou que eu estava aqui com o Wagner.

– Eu não sei Carlinhos, gosto dele, já o tenho como um amigo. Mas pensar em você com ele não é confortável.

– Não se preocupe Beto. Ele é só um amigo.

– Um amigo colorido. – Beto disse triste.

– Quem sabe? Nunca tinha acontecido nada antes. – Eu disse. – Quer que eu te conte o que aconteceu?

– Não. Prefiro que você me mostre. – Beto disse.

Eu beijei meu irmão, coloquei a minha mão no seu pau e a dele no meu. Depois nos levantamos, fiz ele me pressionar na parede, abaixei a minha cueca e coloquei a mão de Beto no meu cuzinho ele brincou até eu gozar. Depois eu chupei e Beto gozou na minha boca.

– Foi bem quente. – Beto disse depois que voltamos para a cama e eu o abracei.

– E o que você sentiu?

– Ciúmes e muito tesão. – Beto confessou.

Dormimos juntos naquela noite, acordamos cedo para uma nova semana de aula.

Gustavo estava normal como sempre, eu tentava olhar pra ele, ler alguma coisa. Será que tudo que aconteceu foi só algo causal? Será que ele esperava alguma coisa? Ou eu que estava esperando de mais? Não encontrei com Beto nem Wagner no intervalo. Mas no final da aula, lá estava Wagner do lado de fora do meu prédio em seu BMW me esperando.

– Entra aqui. – Wagner me chamou.

– Não, obrigado. – Respondi sem parar de caminhar. Wagner parou o carro e com dois passos largos ele me alcançou.

– Estou chateado com você. – Wagner disse.

– Por quê? – Perguntei curioso.

– Não desceu comigo até a portaria do seu prédio. Eu queria ter lhe dado mais um beijo no sábado. – Wagner disse com uma falsa cara de triste me fazendo rir.

– Você é louco mesmo.

– Estou louco por você.

– O suficiente pra me dar um beijo aqui agora? – Eu perguntei, queria testa-lo.

– Claro. Entra no carro.

– Não foi isso que eu disse.

Wagner olhou para os dois lados não tinha ninguém olhando e ele me deu um selinho rápido.

– Foi isso então? – Ele perguntou, agora ele tinha me pegado. – Deixa eu te dar uma carona.

Resolvi aceitar. Assim que Wagner arrancou o carro, ele colocou uma das mãos na minha perna e ficou passando a mão em mim de forma carinhosa.

– Não precisa ter medo de mim. Já te disse que não sou um monstro. – Wagner disse.

– Mas você não disse o que você é. Eu só vejo um enrustido que quando sente sua masculinidade ameaçada fica violento. – Eu disse na lata. Wagner tirou a mão da minha perna e ficou sem graça. Não imaginava vê-lo sem resposta. – E eu não quero me envolver com alguém desse tipo.

Ficamos calados até chegar na minha casa. Na porta do meu prédio Wagner manteve a porta trancada e por fim disse:

– Você ainda vai se surpreender comigo.

– Espero que seja de uma forma positiva. – Eu disse me preparando para sair do carro. Wagner me puxou com brutalidade e me roubou um beijo. Um beijo forte caliente, que acabei me entregando. – Até amanhã.

Sai do carro meio tonto. Fiquei em casa durante a tarde, na minha rotina de sempre. Papai chegou e me comeu bem gostoso apagando o meu fogo. A noite fiz Beto gozar com uma chupeta deliciosa. A semana correu tranquila eu revezando o meu cuzinho entre Beto e papai, mas fazendo os dois gozar todos os dias.

Era sexta-feira, assim que cheguei na aula vi o Wagner conversando com o Gustavo. Wagner parecia nervoso e Gustavo neutro como sempre.

– Já falei que não. Estou na minha. Mas quer saber a minha opinião? Bem feito. – Gustavo disse.

– Não quero saber a sua opinião, mas se isso for coisa sua você está fudido comigo. – Wagner disse.

– Não tenho nada a ver com a sua vida ruim. Nossa história já acabou há anos, porque acha que eu ima mexer em bosta seca agora? – Gustavo perguntou.

– Por causa do Carlinhos. – Wagner disse.

– O quê que tem eu? – Eu perguntei. Nem Wagner nem Gustavo me viram chegando e se assustaram quando eu cheguei.

– Também queria saber. – Gustavo disse.

– Não é nada, me deixa ir para o meu prédio. – Wagner disse fugindo.

– Nem pergunta Carlinhos, loucuras do Wagner. – Gustavo me disse enquanto fomos para a aula juntos.

Estávamos no intervalo conversando sobre uma festa temática que uma das garotas da sala iria fazer em sua mansão.

– Eu não vou vestido de mulher. – Gustavo disse.

– Mas é essa a temática da festa. – Vivian argumentava.

– Se não se vestir não vai entrar. – Bruno disse, ele já estava pensando em seu look.

– Duvido que todo mundo vai está vestido de mulher lá. – Gustavo disse.

– As mulheres estarão vestidas de homens. – Dalila disse.

– Qual o assunto? – Beto chegou perguntando.

– A festa de uma amiga nossa. A Pérola. – Dalila disse.

– Estou sabendo. – Beto disse.

– Já chegou no prédio da ADM? – Bruno perguntou.

– Já sim. – Beto respondeu.

– E você vai? – Gustavo perguntou.

– Isso que ia perguntar a vocês. Se vocês vão. – Beto disse. Dissemos que sim.

– Mas, não vou de mulher não. – Gustavo disse.

– Nem eu. – Beto disse.

– Machistas. – Bruno disse arrancando sorriso das meninas.

– Se não forem assim, não vão entrar. Vocês vão ficar lindas de menina. – Vivian disse rindo.

– No máximo eu levo um vestido e coloco por cima da roupa. – Gustavo disse.

– Boa Gustavo, tem uma loja ali na avenida que vende uns vestidos de 15 reais, vamos lá comprar, a gente vai combinando. – Beto disse rindo. Arrancando risos da mesa.

– Combinado, depois da aula a gente passa lá. – Gustavo disse.

– Vocês estão falando sério? – Eu perguntei.

– Vão comprar roupa naquela loja que só tem roupas de tia? – Bruno completou.

– Sim. – Beto disse olhando para o Gustavo buscando o apoio dele.

– Tem que ir com roupa de mulher, não é? Então nós vamos. – Gustavo disse.

Beto voltou pra aula. No final da aula estava no nosso prédio, eu vi o carro do Wagner lá fora me esperando, mas ele arrancou assim que me viu com Bruno, Beto e Gustavo. Fomos à loja de roupas baratas, Gustavo e Beto compraram um vestido ridículo, longo e largo.

– Tem que ser largo para as nossas roupas ficarem por baixo. – Gustavo disse.

– Pelo menos deixa eu fazer a maquiagem em vocês. – Bruno disse. Beto e Gu se olharam e começaram a rir. – Como assim vão sem maquiagem? Sem peruca?

– Podemos comprar uma peruca naquela loja. – Beto apontou. Era uma loja de que vendia artigos para festa e estava lotada de coisas para o carnaval que estava próximo.

– Gente é uma festa e não um carnaval. – Bruno disse.

Beto e Gu compraram a peruca mais barata. Bruno queimou a língua e comprou uma de melhor qualidade pra ele. Eu não precisaria, se soltasse meus cabelos, ele bateria quase no ombro.

Beto e Gustavo foram embora para trabalhar e eu e Bruno fomos em uma loja que alugava roupas. Escolhi um vestido curto que destacava as minhas pernas. Bruno um macaquinho que tampava as suas pernas finas. Bruno pegou também um salto alto. Eu fiquei com uma rasteirinha.

Quando Beto chegou em casa eu e Bruno estávamos quase prontos. Gustavo já tinha chegado.

– O que você está usando por baixo desse vestido? – Beto me perguntou.

– Cueca né Beto. Lógico. – Eu disse. Não era possível que ele achou que eu estava de calcinha.

– Coloca um short. – Beto mandou.

Beto tomou banho, Gustavo também. Vestiram uma calça jeans, uma camisa de malha, tênis e colocaram o vestido por cima.

– Como estamos? – Beto perguntou.

– Ridículos. – Eu e o Bruno dissemos juntos. Eles colocaram a peruca e só piorou.

Bruno fez a maquiagem nele e em mim. Ele ficou mais bonito como mulher do que como homem. Papai chegou e na hora que estávamos saindo, assustou um pouco com a gente montado, mas logo percebeu que era para uma festa.

– Divirtam-se. – Meu pai disse.

Chegamos à festa e realmente os garotos sem roupa feminina não entravam na festa. Isso pelo menos até todo mundo ficar bêbado e liberarem a entrada. Muitas meninas também fizeram como Beto e Gu tinham a sua roupa feminina por baixo dos ternos que usavam. Tempos depois todos estavam com as roupas que queriam. Beto e Gu abandoaram as suas fantasias.

Bruno deu um perdido na festa e voltou todo sorridente.

– Peguei um gato. – Bruno disse feliz e claramente bêbado.

– Quem? – Eu perguntei.

– Aquele ali. – Bruno apontou.

– Espera ele é da minha sala. – Beto disse. – Ele sabe que você é homem?

– Não sei, ele não perguntou, chegou me beijando. – Bruno disse sem se importar. – Eu vou lá nele.

– Isso vai dar merda. – Beto disse e eu segurei o braço do Bruno para ele não ir.

– Olha quem chegou lá. – Gustavo disse apontando para o Wagner. – E ele tá nervoso.

– Me dá esse celular aqui. – Wagner disse pegando o celular de um dos amigos e arremessou longe.

– Essa foto foi enviada no grupo seu idiota, vai me pagar outro celular. – O dono do celular gritou.

Beto pegou o seu celular no bolso e viu que no seu grupo de ADM tinha mais 200 mensagens, e tudo por causa de uma foto, era o pau do Wagner com uma boca masculina o chupando, o rosto da pessoa estava tampado.

O rapaz que ficou com o Bruno começou a zoar e o Wagner deu um soco na cara dele. Bruno correu até o rapaz e o ajudou a levantar.

– Se afasta princesa. – O rapaz disse se preparando para bater no Wagner.

– Princesa? – Wagner ria. – Você está pegando um viado e vem me zoar?

O rapaz olhou novamente para Bruno que sorria sem graça.

– O quê? – O rapaz disse. E deu o soco que estava guardado para o Wagner na cara do Bruno que se desequilibrou caiu no chão.

O agressor voltou em direção ao Bruno para bater ainda mais, Ele se preparava para chuta-lo quando Wagner apareceu dando uma voadora, impedindo do Bruno ser atingido novamente. Eu, Gustavo e Beto corremos para ajudar o Bruno. Outros caras se juntaram no Wagner e começaram a bater nele.

– Beto faça alguma coisa. – Eu pedi.

– Gustavo sabe brigar? – Beto perguntou se levantando.

– Nunca briguei. – Gustavo disse.

– Feche o punho e dê socos, use as penas também. – Beto disse indo em direção da briga.

Gustavo demorou alguns segundos para a ficha cair, mas quando viu Beto levando um soco se levantou e juntou na briga. Bruno estava tonto, seu nariz sangrava. Finalmente os seguranças chegaram para separar a briga que não teve vencedores apesar de ser quatro contra o Wagner, Beto e Gustavo.

Alguém trouxe gelo para o Bruno e eu fiquei segurando no rosto dele. Pérola nos expulsou da festa ameaçando chamar a polícia.

– Obrigado por me ajudar. – Bruno disse para o Wagner.

– Ajudar? Ele que te jogou nessa confusão, o babaca do Robert nem sabia que você era homem. – Beto disse.

– Ou talvez sabia, mas é do tipo de alguns que preferem resolver na violência do que se assumir. – Gustavo disse.

– A culpa foi sua. Foi você que começou tudo isso, foi você não foi? – Wagner disse pegando o Gustavo pelo colarinho.

– Você está louco? Ele entrou na briga para te defender. Solta ele. – Eu disse antes de começar outra briga lá fora. Beto já estava pronto para defender o nosso novo irmão.

Wagner o soltou, mas não se desculpou e nem agradeceu pela ajuda na hora da briga.

– Acho bom a gente levar ele ao médico. – Gustavo disse ignorando o Wagner, o que ele fez e, o que ele disse.

– Não, vestido assim não. – Bruno disse. – Acho que já até parou de sangrar.

Nessa hora reparei que o meu vestido alugado estava todo sujo de sangue.

– Vocês estão de carro? – Wagner perguntou.

– Não. – Respondi.

– Então vamos, deixo vocês em casa. – Wagner disse.

– Vou pedir um uber. – Beto disse.

– Parem com isso, estamos todos no mesmo barco agora. Vamos com o Wagner. – Eu disse.

Beto apesar da cara feia sentou ao lado do Wagner no banco da frente, enquanto eu, Bruno e Gustavo sentamos no banco de traz.

– Só tomem cuidado pra não manchar o banco de sangue. – Wagner disse.

– Devíamos ter pegado um uber. – Beto disse.

– O Uber falaria a mesma coisa. – Eu disse. Wagner me olhou pelo espelho e piscou pra mim. Senti que eu fiquei corado. Ele estava com o rosto machucado, bem mais do que o Beto e que o Gustavo, que não apanharam muito.

Wagner entrou com o carro no prédio, saímos do carro e ele saiu junto.

– Pra onde tá indo? – Beto perguntou.

– Vou com vocês. – Wagner disse. – Se precisar eu levo vocês no hospital.

– Pode subir Wagner. – Eu disse.

Quando chegamos em casa acordei meu pai, que levantou assustado e pelado, foi até a sala e avaliou o nariz do Bruno.

– Não precisa ir no medico, é só colocar no lugar. Vai doer um pouco. – Meu pai disse.

– Vai doer muito. – Wagner disse.

– Espera! Por favor, espera! – Bruno pedia, parecia que alguém apontava uma arma pra ele.

– Tem que ser igual quando se arranca um dente. De uma vez e com ele distraído. – Gustavo disse. Meu pai concordou.

Papai viu que Bruno olhava para o pau dele e usou isso como distração. Papai deitou Bruno no sofá e se sentou em cima dele, seu pau encostava no Bruno.

– Carlinhos pega gelo. – Meu pai disse. E CRACK.

–AAAAAIIIIII! – Bruno gritou. Eu peguei o gelo e dei para o meu pai que colocou no nariz dele.

– Já vai passar. – Meu pai disse passando a mão na cabeça do Bruno que estava sem a peruca, perdeu na hora que ele levou o soco. Quando Bruno se acalmou meu pai levantou e olhou pra gente. – E vocês como estão? É melhor fazer um curativo em você. – Ele disse para o Wagner.

– Eu faço. – Eu disse levando Wagner para o banheiro enquanto Beto e Gustavo explicavam para o papai o que aconteceu.

– Troca de roupa primeiro. – Wagner me disse quando entramos no banheiro.

– Por que não gostou do meu visual? – Eu disse dando uma voltinha.

– Não. Gosto de você normal. Como um homem. – Wagner respondeu.

Não sei porque, mas eu atendi o seu pedido. Tirei o vestido e fiquei apenas com o minúsculo short. Wagner sorriu, aquele sorriso lindo. Wagner ficou sentado no vaso enquanto eu limpava o seu rosto com soro.

– Tire essa mão daí. – Eu disse enquanto ele passava a mão nas minhas pernas. Ele tirou e colocou na minha bunda. – Tira. – Eu disse de novo. Ele levou as mãos para o meu peito, estava gostoso, mas joguei um jato do soro na cara dele e começamos a rir.

– Pelo visto você já está bom. Rindo desse jeito. – Gustavo disse parado na porta do banheiro. Ele segurava um pano com gelo na maçã do rosto.

Perdemos a graça. Wagner ficou comportado com Gustavo pagando de fiscal na porta do banheiro. Terminei o serviço de enfermeiro com o Wagner e voltamos para sala onde eu lhe dei gelo.

– Então não vamos precisar ir para o hospital? – Wagner perguntou.

– Não, você já pode ir. – Beto disse e meu pai o encarou, mas não disse nada.

– Já vou sim. Alguém quer carona? – Wagner ofereceu.

– Nós vamos ficar por aqui. – Gustavo respondeu. Ele devia ter combinado algo com o Beto, pois o combinado era apenas o Bruno dormir na minha casa.

Wagner foi embora. Fiquei um tempo no quarto enquanto Beto foi tomar banho no banheiro social e Gustavo no banheiro do meu pai.

XXX ----- xxxxx ----- XXX

Me adicionem e sigam nas minhas redes sociais. As novidades chegam por lá primeiro.

Perfil no facebook para adicionar: facebook.com/Katib.Paco

Pagina no facebook para curtir: facebook.com/contosdopaco

Wattpad para seguir: />

E-mail:

Muito Obrigado.

Paco Katib

Escritor de Contos, Livros e Romances Eróticos Gay (Bi).

Livro Completo no wattpad / e na minha pagina do facebook facebook.com/contosdopaco


Este conto recebeu 15 estrelas.
Incentive Paco Katib a escrever mais dando dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Entre em contato direto com o autor. Escreva uma mensagem privada!
Falar diretamente com o autor

Comentários

Comente!

  • Desejo receber um e-mail quando um novo comentario for feito neste conto.
30/06/2020 01:54:39
Top esses 3 e mais será com o Carlinhos kkkkk e o Bruno merece uma dose né kkkk
29/06/2020 20:50:57
Atualizado. Lembrando que o livro completo está disponível no wattpad e na minha pagina do face. Não deixem de dar seu votos e as estrelinhas. Obrigado
29/06/2020 12:55:06
Cadê a continuação
26/06/2020 17:19:11
Gu é top
15/06/2020 00:34:13
12/06/2020 07:27:58
Eu tenho certeza q eu ja li essa história antes, faz tempo mas eu me lembro de algumas partes. Continua por favor.
09/06/2020 23:29:44
Gente que massa essa história, e o beto? Ele viu ou ouviu a transe de Carlinhos e o seu pai? Chegaram a transe os 3 ????
09/06/2020 23:28:21
Amei, que história mas exicitante, betou viu ou ouviu, Carlinhos transando com o pai?
09/06/2020 14:51:08
Amei
02/06/2020 23:26:23
dez
01/06/2020 14:56:19
Pow legal tu estar no whatpad , já vou lá te seguir kra...e mais uma vez obrigado pela obra....
01/06/2020 14:03:59
Paco que bom que postou novamente esse conto. Estava com saudades de ler ele... Continua. Estou ansioso para acompanhar mais uma vez. Sou fã dos seus contos.
01/06/2020 08:23:50
Muito bom.... Poste mais capítulos!
01/06/2020 06:35:03
Continua
01/06/2020 01:09:36
01/06/2020 00:50:08
Porque ele estava na conta que eu perdi. Foi revisado e agora esta de volta para quem já leu poder ler de novo. E para quem não leu poder apreciar. Aproveite e deixe as estrelinhas e nota. :)
31/05/2020 22:06:31
NÃO ENTENDI MUITO BEM PORQUE ESTÁ REPETINDO ESSE CONTO.

Online porn video at mobile phone


lenbi pinto bebi porracontos eiroticos leilapornContos eróticos de gozada na boquinha da madamehomens balancando as bolas pornosogra gostosa seduziu jenrro e chorou com vara no cuConto enteada apaixonada pelo padrastofilha a reda causilha e pai empura rolaX video novia cintura fina buda grande video cinqueta minutogritin xvideoscontos eroticos de nova que ganha no dia do ceu casamento uma rola grandefoto que se mexe que travesti gostoza e bonita peitinho bicudinhosexp.conto.mae.filho.comcontoerotico eu,namorada, minha mae e tio jorgecontos eiroticos leilapornminha sogra japonesa liberou sua buceta pra mim fuder sua buceta conto eróticoloira linda tirando caladinha para Negrão fuderconto erótico casada "castigou meu cuzinho""Contos da tulaenpregada rabuda tirando um coxelo so de calsinhaconto minha tia tesuda peladaapaxonado pelo primo brutamontes 3 contos gayirmão fode irmã e estoca mt na sua buceta q estava molhadinhadando jatos de porra na Bunda da colegialminha vizinhançaxvideoscontos autorizei minha esposa para fuder com outrosyoutube tarado comeu sobrinhas sexaul tirado a roupa nuaswww.clip16.com novinhas do nordeste sexo com putinhas.comxvidios dando o cuzinho pra pagar alguns meses de aluguel atrasadosogra gostosa de cabelos crespos fudendo com amigo do genrofilme pornô lésbicas suando nariz na cara da outra Tirando catarromasis foto de vidioporno diferentedeleabri xvideocomAS CARIOCAS PORNO VIOLENTO 2009colocou a calcinha de lado e mostro a priquita xvidiocontoerotico namorada e mae putas do tio jorgeum homem totlmente nuxvideos pau untado no cuzinho apertado da novinhamelhor punheta da minha vidaxvideos entegado de moves bem cabesudo pauporno chupando ate vomitar e sendo espangadax .vidio pai con pau duro cilocando..na fikiamulher puxa o saco d marido geypornoloiravidioonde fica localisada contoseroticos minha cunhadaMulheres casadas e recatadas. Contos eroticos.videos pornos gratis mae pede pra filho traser a toalha e filho nao perdoacontos eroticos malv comendo as interesseiraconto peao roludo matagalmeu filho me faz de puta capitulo 8 e 9 relato eroticoQuero trsnsar com o Adinlson meu padrastocontos eróticos de gabriele dei minha Buceta pro meu irmão.pornô brasileiro fui convidado para ir para casa da amiga minha na fazenda ela tava de babydollcontos eiroticos leilaporncontos eiroticos leilapornXVídeos mataram na chopada irmão quartoconto erotico estuprado pelo lobisomemComo rankar um cabaco de uma gostosaConto erotico gay mijocu da dona clotilde contosxvidio porno zelado comi fazedeiraxvides filio fio mamaepeladaA buceta da minha mãe Reginafilme pornô bigode fêmea exame transvaginalfilha a reda causilha e pai empura rolaporno criolas formando fila pra ficar com roludoa tatuagem na bucitaasseste video de jovemde dezoito ano fumando cigarro e tranzando no pornogostosa fazendo borquete no carrocasa do conto armadilha para esposa eroticoscontos eroticos textosnovos Titãs que a manu rasgou a cuecacontos eroticos você gosta de cu entao descabaça logo incestoarrumance comigopegei miha cinhada conto eroticolesbicotirando o cabaço da mornaconto erotico de nora e sogro acanpando