Fodi a Esposa Crente do Pastor - Capítulo 5

Um conto erótico de Allan Grey
Categoria: Heterossexual
Contém 6068 palavras
Data: 27/02/2025 06:25:35
Última revisão: 27/02/2025 17:40:09

O ar na pequena sala da igreja pesava como um pecado não confessado. O choque nos olhos de minha mãe era uma sentença silenciosa.

Miriam ainda estava ali, paralisada. O vestido desalinhado denunciava a urgência do que quase aconteceu. Os lábios dela tremiam, mas não havia palavras. Apenas o som distante de fiéis conversando no corredor.

— Meu Deus… — Minha mãe murmurou de novo, como se tentasse absorver o que via.

Meu coração martelava no peito.

Miriam finalmente reagiu, puxando o vestido para baixo, tentando cobrir o que podia. Seus dedos tremiam enquanto ajeitava os cabelos. Seus olhos saltavam entre mim e Minha mãe, desesperada, como um animal encurralado.

— I-irmã Marta… eu…

— Não diga nada. — A voz de minha mãe saiu cortante.

O silêncio era insuportável. Miriam respirou fundo e, sem me olhar, disparou para a porta. Passou por minha mãe com pressa, quase tropeçando nos próprios pés.

— Miriam! — chamei, dando um passo na direção dela.

Mas minha mãe foi mais rápida. Sua mão agarrou meu braço com uma força que não combinava com sua estatura.

— Você não vai atrás dela.

Miriam sumiu pelo corredor. O som de seus saltos apressados ecoou por alguns segundos até desaparecer na igreja lotada. Meu peito subia e descia, um misto de frustração e desespero. Eu precisava ir atrás dela. Precisava dizer algo, fazer algo. Mas minha mãe não soltava meu braço.

Quando voltei meu olhar para minha mãe, vi algo que nunca tinha visto antes: fúria. Não uma irritação passageira. Era algo profundo. Quase pessoal.

— O que você estava fazendo, Miguel? — A voz dela saiu baixa, mas afiada.

— Mãe, eu posso explicar…

— Explicar o quê? — Seus olhos queimavam de indignação. — Eu entrei e encontrei meu filho de calças abertas, prestes a… a…

Ela não conseguiu dizer.

Passou a mão no rosto, tentando recompor os pensamentos.

— Você tem noção do que fez? Com quem fez?

Eu respirei fundo.

— Miriam não é feliz com Elias. Você sabe disso.

— E isso te dá o direito de ser o amante dela?

Minha mandíbula se contraiu.

— Eu não sou o amante dela.

— Ah, não? — Ela deu um passo à frente. — Então o que era aquilo? Oração?

Fiquei em silêncio. Minha mãe soltou uma risada seca.

— Você enlouqueceu, Miguel? Isso não é só um erro. É um escândalo!

Eu senti o sangue ferver.

— Escândalo? O escândalo, mãe, é uma mulher passar a vida inteira servindo um homem que nem sequer olha para ela como mulher.

Os olhos dela estreitaram.

— Isso não é da sua conta.

— Então quer dizer que Elias pode tratá-la como uma serva, mas eu não posso tratá-la como alguém que merece ser desejada?

Minha mãe me lançou um olhar perigoso.

— Você não sabe nada sobre casamento, Miguel.

O peso daquelas palavras ficou no ar. Engoli em seco. Minha mãe se aproximou, mais contida agora.

— Você não faz ideia do que está brincando.

Ela respirou fundo e sua voz baixou, mas não perdeu a firmeza.

— Acabe com isso. Agora.

Eu apertei os punhos.

— Não é tão simples assim.

— É, sim. — Seus olhos faiscaram. — Você não vai destruir a vida dessa mulher.

— Elias já destruiu.

Minha mãe suspirou pesadamente, como se minha resposta fosse uma frustração inevitável. Antes que eu dissesse mais alguma coisa, minha mãe pegou meu braço novamente.

— Vamos sair daqui. Agora.

— Mãe, espera…

— Agora.

Ela me puxou, me arrastando porta afora. O corredor estava movimentado. Fiéis conversavam, riam, se despediam depois do culto. Ninguém parecia ter notado nada. Mas minha mãe não quis correr riscos.

— Se alguém perguntar, estávamos discutindo sobre seu trabalho.

Eu ri sem humor.

— Claro. O estagiário da construtora sendo repreendido no meio da igreja. Super normal.

Ela não respondeu. Me levou até o estacionamento, onde parou, finalmente soltando meu braço.

Eu massageei a pele, respirando fundo.

— Você precisa entender…

— Chega, Miguel.

O olhar dela era firme, mas cansado.

— Acabe com isso antes que seja tarde demais.

Ela se virou e foi embora, me deixando ali, com os ecos daquela ordem latejando em minha mente.

O silêncio dentro do carro era pesado. Minha mãe dirigia com os olhos fixos na estrada, os dedos apertando o volante com mais força do que o necessário. Eu encarava a paisagem borrada pela janela, tentando manter a raiva sob controle.

Ela foi a primeira a quebrar o silêncio.

— Você não vai mais àquela igreja.

Soltei uma risada seca.

— Ah, é? Desde quando você manda na minha fé?

— Isso não tem nada a ver com fé, Miguel! — Ela bateu a mão no volante. — Você sabe muito bem do que estou falando.

Virei o rosto para ela, os olhos estreitados.

— Você acha que me proibindo de ir, eu vou esquecer Miriam?

Ela respirou fundo, se forçando a manter a calma.

— Eu estou tentando evitar que você cometa um erro que pode destruir sua vida e a dela.

Eu bufei, cruzando os braços.

— Você não pode me controlar, mãe. Quanto mais você tenta, mais vontade eu tenho de continuar.

— Isso não é uma brincadeira, Miguel!

— E você acha que eu estou brincando?

Ela me olhou de relance, os olhos cheios de frustração.

— Você tem ideia das consequências? Se Elias descobre…

— Se Elias descobre, ele vai ter que engolir, porque nunca tratou Miriam como deveria.

Minha mãe apertou os lábios, claramente se segurando.

— Você realmente acha que pode resolver a vida dela assim? Que pode ser o herói?

— Eu não quero ser herói de ninguém. Eu só não vou ignorar o que está na minha cara.

Ela fez um barulho de frustração e bateu a mão no painel.

— Você não entende!

— Então me explica, mãe! Porque tudo que eu vejo é um homem que trata a esposa como lixo e uma mulher que finalmente está começando a perceber que merece mais.

Ela fechou os olhos por um segundo, respirando fundo.

— Miguel… você não sabe o que acontece dentro de um casamento. Não sabe o que levou Miriam a estar nessa situação.

Revirei os olhos.

— O que levou? Mãe, você já viu Elias com ela. Já viu como ele a trata. Não tem justificativa.

Ela ficou em silêncio por um momento, então soltou a última carta que tinha.

— E você acha que Alessandra sabia tudo sobre o meu casamento com o seu pai?

Engoli em seco.

— O que…?

— E se para ela, a história que Pedro contou foi diferente? Se ele fez parecer que eu era a vilã, que não o amava, que o tratava mal?

Minha garganta ficou seca.

— Você está dizendo que Miriam pode estar ouvindo só a versão que eu estou dando para ela?

— Estou dizendo que você não sabe toda a verdade.

Meu peito subia e descia rapidamente. A comparação me atingiu de um jeito que eu não esperava.

— Então… você acha que estou sendo como o meu pai?

Ela suspirou.

— Eu acho que você está se envolvendo em algo maior do que imagina.

Apertei os punhos. Parte de mim queria rejeitar completamente aquela ideia. Mas outra parte… sabia que fazia sentido.

Minha mãe se aproveitou do meu silêncio.

— Promete que não vai mais vê-la.

Olhei para frente, sem responder.

— Miguel.

Fechei os olhos, sentindo o peso daquela promessa antes mesmo de dizê-la.

— Eu prometo.

Mas, no fundo, eu já sabia que não conseguiria cumprir.

Os dias passaram arrastados, cada um mais insuportável que o outro.

Minha mãe ficou satisfeita com meu silêncio. Interpretou minha falta de reclamação como um sinal de obediência. Mas a verdade era que eu estava sufocando.

Eu não sabia nada sobre Miriam. Não sabia como ela estava, o que pensava, se sentia minha falta ou se já tinha decidido que tudo aquilo foi um erro.

E isso me matava.

Pensei em procurá-la. Caminhei de um lado para o outro no meu quarto, pegando o celular e desbloqueando a tela várias vezes, sem ter um número para discar. Ela não tinha redes sociais—é claro que não. Elias jamais permitiria.

Joguei o celular na cama e passei as mãos pelo rosto.

Ela podia estar sofrendo. Podia estar se sentindo abandonada, achando que eu simplesmente desapareci porque quis.

O pensamento me consumia.

Passei noites em claro relembrando a forma como ela tremia sob minhas mãos, o jeito como sua boca se entreabria quando eu tocava os pontos certos. O gosto dela ainda estava gravado em minha língua, uma memória que queimava como um vício.

Eu podia até fechar os olhos e sentir o cheiro da sua pele, ouvir os pequenos sons que escapavam de sua boca quando eu a fazia perder o controle.

Minha mão apertou o lençol com força.

Será que Elias a tocava agora? Será que ela estava deitada ao lado dele, pensando em mim? Ou será que estava tentando esquecer?

O ciúme me corroía por dentro.

Eu não podia aceitar que aquilo terminasse assim.

Mas e se minha mãe estivesse certa? E se eu estivesse apenas me convencendo de que sou diferente do meu pai, quando, na verdade, estou fazendo exatamente o mesmo?

Talvez Miriam fosse apenas uma ilusão. Um desejo proibido que se intensificava justamente por ser inalcançável.

Talvez…

Mas então, eu me lembrava do brilho nos olhos dela quando a fiz gozar pela primeira vez. Da forma como ela tremeu quando finalmente sentiu prazer sem culpa, sem obrigação.

Fechei os olhos e deixei a cabeça pender contra o travesseiro, os músculos do meu corpo tensionados com a frustração que me consumia.

Eu não conseguia mais fingir que estava tudo bem. Não conseguia mais me enganar dizendo que podia simplesmente esquecer Miriam e seguir em frente.

Meu corpo sabia a verdade antes mesmo de minha mente admitir.

Minhas mãos deslizaram pelo meu abdômen até o cós da calça de moletom. Puxei o tecido para baixo, soltando meu membro já endurecido. A simples sensação do ar frio contra minha pele sensível me fez inspirar fundo.

Meus dedos fecharam ao redor dele, e um suspiro escapou da minha boca.

Eu pensei nos beijos que trocamos, na forma como sua boca hesitante se abriu para mim, na forma como seus dedos se agarraram aos meus ombros enquanto ela se rendia.

Minha mão se moveu lentamente.

Eu me lembrei do calor dela em meus dedos, da forma como seu corpo reagia ao menor toque. Da maneira como ela estremeceu quando deslizei minha mão sob seu vestido pela primeira vez.

Apertei o ritmo.

Me lembrei da vez que a pressionei contra a parede, meus dedos enterrados dentro dela, sentindo a umidade quente envolvendo minha pele. Ela se contorcia, tentando conter os gemidos, mordendo os lábios enquanto seu corpo se arqueava contra mim.

Minhas coxas ficaram tensas, meu corpo reagindo ao fluxo de memórias.

Mas nada me fez perder o controle como lembrar da última vez.

A forma como Miriam gemeu, ofegante, quando minha língua tocou seu clitóris. O gosto dela na minha boca. O cheiro do seu prazer impregnado no ar ao meu redor.

Minha respiração se tornou irregular.

Eu me lembrei de como ela tentou se segurar, lutando contra o prazer que a dominava, até que não conseguiu mais. Seu corpo se desfez sob minha boca, tremores violentos tomando conta dela enquanto seu orgasmo a consumia.

Um gemido rouco escapou da minha garganta.

Meus quadris se ergueram da cama, minha mão se movendo mais rápido, mais desesperada.

Eu estava perto.

Tão perto.

A imagem de Miriam com os lábios entreabertos, os olhos nublados pelo prazer, os seios arfando com cada respiração me destruiu.

Minha cabeça caiu para trás, minha mão se apertou ao redor do meu membro e então—

O prazer explodiu dentro de mim.

Gemi baixo, minha visão embaçando por um instante enquanto meu corpo se contraía. O calor do clímax percorreu minha espinha, deixando-me tenso por alguns segundos antes de finalmente relaxar.

Fiquei ali, respirando pesado, meu peito subindo e descendo rapidamente enquanto a realidade voltava aos poucos.

Mas não bastava.

Não ia bastar nunca.

Eu precisava vê-la.

Eu ia vê-la.

Minha mãe podia me proibir o quanto quisesse. Mas aquilo não era um jogo que ela podia controlar.

Eu não podia ficar parado esperando.

Eu ia voltar à igreja.

Eu não devia estar ali.

Cada parte racional do meu cérebro gritava que aquilo era um erro. Minha mãe tinha deixado bem claro que não queria me ver perto daquela igreja, muito menos de Miriam. Mas quanto mais eu tentava obedecer, mais insuportável ficava a necessidade de vê-la.

De saber se ela também estava sentindo minha falta.

O desejo não havia diminuído. Na verdade, parecia ter crescido, como se a distância só tivesse alimentado o fogo que queimava dentro de mim.

Então, eu voltei.

Faltando à faculdade, escolhendo um dia em que minha mãe não costumava aparecer. Tomei todas as precauções, mas mesmo se ela estivesse ali, duvidava que conseguiria me impedir.

Eu precisava dela.

O templo estava cheio quando entrei. As vozes dos fiéis ecoavam pelos corredores, cânticos preenchendo o espaço com uma devoção que eu não compartilhava.

Mas eu não estava ali por fé.

Meus olhos varreram as fileiras de cadeiras, meu coração acelerado como se soubesse que ela estava por perto antes mesmo de encontrá-la.

E então, lá estava ela.

Miriam estava sentada mais à frente, o corpo rígido, as mãos pousadas no colo. O vestido, como sempre, era modesto, mas o tecido fino se moldava às curvas que eu conhecia tão bem.

Minha boca secou.

Por um instante, ela não percebeu minha presença. Mas então, como se sentisse meu olhar queimando sobre sua pele, sua cabeça se virou lentamente.

Nossos olhos se encontraram.

Meu peito apertou.

O que eu vi ali me deixou sem ar.

Não era apenas surpresa ou hesitação. Era algo mais profundo. Um misto de medo e desejo, uma guerra travada dentro dela entre o certo e o errado. Entre o pecado e o prazer.

Entre o que ela devia fazer e o que queria fazer.

Ela engoliu em seco.

Meus lábios se curvaram, um sorriso leve e provocador surgindo antes mesmo que eu percebesse.

Ela desviou o olhar, mas não durou mais do que alguns segundos. Quando olhou de novo, havia algo diferente.

Um desafio silencioso.

Ela cruzou as pernas devagar, o movimento sutil, mas carregado de significado.

Meu sangue ferveu.

Aquele pequeno gesto não era inocente. Era intencional. Ela sabia que eu estava olhando. Sabia o que aquilo fazia comigo.

Soltei o ar, tentando controlar a onda de excitação que percorreu meu corpo.

Miriam mexeu no cabelo, os dedos deslizando pelos cachos volumosos, puxando-os para trás apenas para soltá-los de novo. Sua respiração parecia mais pesada, como se ela também estivesse lutando contra alguma coisa.

Eu estava completamente hipnotizado.

Ela desviou o olhar uma vez mais, tentando focar no culto, mas era tarde demais. O jogo já tinha começado.

E agora, nenhum de nós queria parar.

Os minutos se arrastaram, o sermão passando como um ruído de fundo enquanto a tensão entre nós crescia. Cada olhar, cada mínima movimentação era um convite, um lembrete do que havíamos compartilhado.

Do que ainda poderíamos compartilhar.

Quando ela olhou para mim de novo, mordeu o lábio.

E eu soube.

Ela ainda me queria.

Talvez mais do que nunca.

Miriam passou por mim sem me olhar quando o culto terminou, os fiéis se levantando para sair. Mas enquanto ela caminhava, sua mão roçou de leve em minha cintura, um toque tão rápido e discreto que ninguém teria percebido.

Ninguém além de mim.

A mensagem foi clara.

Levantei devagar, esperando alguns segundos antes de segui-la, mantendo uma distância segura. Meu coração martelava no peito enquanto atravessava os corredores, a igreja esvaziando aos poucos.

Ela me levou para um canto mais escuro, um corredor estreito que levava a uma das salas dos fundos. Parou perto de uma porta fechada, o corpo rígido, a respiração controlada demais para ser natural.

Quando me aproximei, ela finalmente ergueu os olhos para mim.

Por um momento, nenhum de nós disse nada.

Apenas nos olhamos.

A sombra da hesitação dançava em suas pupilas, misturada ao desejo bruto que eu já conhecia. Ela mordia o lábio, os dedos apertando a saia do vestido como se estivesse lutando contra algo dentro de si.

Eu esperei.

Não queria assustá-la, não queria pressioná-la.

Era ela quem precisava decidir.

Miriam soltou um suspiro trêmulo e, então, tomou a única decisão que fazia sentido.

Se jogou nos meus braços.

O beijo foi urgente, faminto. Não havia mais espaço para culpa ou dúvida, apenas a necessidade desesperada de sentir um ao outro de novo.

Minhas mãos deslizaram por suas costas, puxando-a para mim, sentindo cada curva pressionada contra meu corpo. Seu cheiro, uma mistura de baunilha e algo quente, me envolvia, me deixando tonto.

Miriam gemeu contra minha boca, os dedos agarrando meu cabelo enquanto seus quadris roçavam nos meus. Eu endureci instantaneamente, o calor do corpo dela tornando impossível qualquer controle.

Minhas mãos desceram até sua cintura, apertando-a com força antes de escorregar mais para baixo, segurando seu quadril contra mim. Ela arfou, os movimentos instintivos, como se seu corpo soubesse o que queria antes mesmo que ela admitisse.

Foi então que Miriam fez algo que me pegou de surpresa.

Sem romper o beijo, ela pegou minha mão e guiou até a barra de seu vestido.

Meus dedos tocaram sua pele quente, subindo devagar pela coxa trêmula.

E então, ela a levou até sua intimidade.

Minha respiração parou.

Não havia nada entre meus dedos e sua pele além de um fino tecido de calcinha já completamente encharcado.

— Senti sua falta, irmão… — ela sussurrou, a voz baixa e carregada de desejo.

Minha mente explodiu.

Soltei um gemido rouco contra seus lábios, os dedos pressionando de leve contra a umidade pulsante entre suas pernas. Miriam estremeceu, enterrando o rosto contra meu pescoço, como se estivesse tentando se conter.

O desejo entre nós era uma corrente elétrica prestes a explodir. O corpo de Miriam tremia contra o meu, o peito arfando, e suas unhas cravavam meus ombros como se buscassem algo para se segurar. Mas eu sabia que o que ela realmente queria era se soltar.

Aproveitei o momento e a pressionei contra a parede. O espaço era estreito, nossas respirações se misturando no escuro. Miriam deixou escapar um suspiro trêmulo quando deslizei as mãos por suas coxas, sentindo a pele quente sob meus dedos.

Ela era macia e tão receptiva que parecia derreter ao meu toque.

Minha boca encontrou seu pescoço, os lábios explorando a curva suave enquanto minhas mãos traçavam um caminho lento e deliberado por sua cintura. Seus seios subiam e desciam com a respiração descompassada, os mamilos duros mesmo sob o tecido do vestido.

— Você sabe o que quer, Miriam? — sussurrei contra sua pele.

Ela gemeu baixinho, hesitante.

— Diga — insisti, deslizando a palma da mão pela lateral de seu corpo.

— Eu… — sua voz falhou quando meus dedos traçaram o caminho até sua virilha.

O tecido fino da calcinha já estava úmido, denunciando sua excitação. Passei o polegar por cima da renda encharcada, sentindo o calor pulsante por baixo.

Miriam se arqueou, o rosto enterrado contra meu ombro.

— Fala, Miriam. Você quer que eu pare?

Ela apertou os olhos, os lábios trêmulos. Então, negou com um movimento sutil da cabeça.

Um sorriso satisfeito surgiu no canto da minha boca.

— Então, me deixa cuidar de você.

Sem mais avisos, empurrei o tecido para o lado e deslizei um dedo entre suas dobras, sentindo a umidade escorregar entre minha pele.

Miriam ofegou, um gemido engolido pelo próprio esforço de se manter silenciosa.

— Meu Deus… — ela sussurrou, a testa encostada na parede.

Meus movimentos eram lentos e torturantes. Eu queria senti-la, explorar cada reação, descobrir os pontos exatos que a faziam perder o controle.

Deslizei os dedos para dentro, sentindo o aperto quente ao redor deles.

Ela se agarrou ao meu braço, as pernas vacilando.

— Segura firme, Miriam.

Meus dedos se moveram em um ritmo calculado, enquanto meu polegar encontrava seu ponto mais sensível e começava a massageá-lo em círculos suaves.

Miriam se contorcia contra a parede, os quadris seguindo meus movimentos como se buscassem mais. Ela tentava se conter, mas seu corpo a traía, respondendo a cada toque meu.

— Ninguém nunca te tocou assim, não é?

Ela balançou a cabeça freneticamente, mordendo os próprios lábios para não deixar escapar os sons que lutavam para sair.

Eu adorava vê-la assim, entregue.

Acelerando os movimentos, senti seu corpo ficar mais tenso, a respiração entrecortada. Ela estava perto. Muito perto.

— Goza para mim, Miriam…

O corpo dela se enrijeceu de repente, os músculos internos apertando meus dedos enquanto um tremor a percorreu inteira.

E então, ela gozou.

Os espasmos tomaram conta dela, e um gemido ameaçou escapar de sua boca.

Antes que pudesse fazer barulho, pressionei minha mão contra seus lábios, abafando qualquer som.

Ela gemeu contra minha palma, os olhos fechados, o corpo cedendo ao prazer enquanto eu a sustentava.

Fiquei ali, segurando-a, sentindo cada onda de prazer que a atravessava.

Só quando os tremores diminuíram e sua respiração começou a voltar ao normal, soltei sua boca.

Miriam abriu os olhos, ainda atordoada, as pupilas dilatadas.

E então, baixinho, sem fôlego, ela sussurrou:

— O que você está fazendo comigo, Miguel?

Sorri, satisfeito.

— Te mostrando o que você merece.

Miriam ainda tremia contra mim, seu corpo sensível ao menor movimento. Sua testa repousava na parede, os lábios entreabertos enquanto recuperava o fôlego. Meu peito subia e descia junto ao dela, meu desejo ainda latente, pulsante, exigindo mais.

Então, ela virou o rosto para mim, os olhos brilhando na penumbra.

— Me coma, Miguel. Aqui. Agora.

O pedido saiu num sussurro carregado de urgência, desejo e um resquício de desespero.

Meu pau latejou dentro da calça. Eu queria. Queria tanto que minha cabeça girava só de imaginar.

Ela levou as mãos ao meu peito e deslizou até minha cintura, encontrando o cós da calça. Seus dedos tremiam, mas não era hesitação, e sim pura necessidade.

Fechei os olhos por um instante, inspirando fundo.

— Miriam…

— Por favor — ela interrompeu, a voz implorando. — Eu preciso disso. Eu preciso de você.

Ela tentou abrir meu cinto, mas segurei seus pulsos antes que conseguisse.

— Não assim — falei, forçando minha voz a se manter firme, mesmo com meu corpo inteiro gritando para fazer o contrário.

Os olhos dela se arregalaram em surpresa e um pouco de dor.

— Você não quer?

Segurei seu rosto entre minhas mãos.

— Eu quero. Quero tanto que dói.

Ela engoliu seco.

— Então por que…

Passei os polegares por suas bochechas, acariciando sua pele quente.

— Porque não vai ser assim, às pressas, no escuro, com medo de sermos pegos a qualquer instante. Você merece mais do que isso.

Ela baixou os olhos, mordendo o lábio.

— Mas e se não houver outra chance?

Afastei um cacho solto de seu rosto e sorri.

— A gente vai dar um jeito.

Ela ainda parecia relutante, o corpo inquieto sob o meu toque.

— Miguel…

— Shhh — interrompi, deslizando um último beijo suave em seus lábios. — Isso não acaba aqui.

Vi sua garganta se mover quando engoliu em seco. Seus olhos me analisaram, buscando certeza no que eu dizia.

Então, como se tivesse tomado uma decisão, Miriam assentiu devagar.

— Como a gente vai se falar? Elias vigia tudo.

Meu coração acelerou. Eu sabia que se quisesse que aquilo continuasse, precisávamos encontrar um meio de contato.

— Você tem um celular?

Ela assentiu.

— Elias não me deixa usar redes sociais, mas tenho WhatsApp.

Tirei meu celular do bolso, destravei e entreguei a ela.

— Me passa seu número.

Ela hesitou por um segundo, como se só agora percebesse o peso daquilo. Mas então pegou o aparelho e digitou rapidamente, salvando o contato.

Peguei de volta e enviei uma mensagem para ela. O som abafado da notificação veio do bolso de seu vestido.

— Agora você tem o meu também — falei, sorrindo.

Ela segurou o próprio braço, nervosa.

— E se ele desconfiar?

— A gente vai ser cuidadoso.

Ela respirou fundo, assentindo.

— Não me deixa sozinha nisso, Miguel.

Aquela confissão mexeu comigo de um jeito inesperado.

Segurei sua nuca, puxando-a para um último beijo. Um que deixasse claro que eu estava com ela.

— Nunca.

O celular vibrou no bolso da minha calça enquanto eu me jogava na cama, exausto. O dia tinha se arrastado, cada aula uma tortura, cada minuto um lembrete da última vez que estive perto de Miriam.

Peguei o aparelho e desbloqueei a tela.

Miriam: "Oi."

Simples. Quase tímido. Como se não tivéssemos nos tocado, beijado, explodido em prazer escondidos dentro daquela igreja.

Sorri.

Miguel: "Oi."

A bolinha indicando que ela estava digitando apareceu e sumiu algumas vezes antes de outra mensagem surgir.

Miriam: "Podemos conversar por aqui?"

Miguel: "Podemos. Mas e Elias?"

Miriam: "Ele está dormindo. E eu tô no banheiro."

A imagem dela sentada na tampa da privada, segurando o celular com dedos nervosos, tomou minha mente. O coração acelerou um pouco.

Miguel: "Gostei de saber que pensa em mim enquanto está no banheiro."

Miriam: "Não comece."

Ri baixo.

Miguel: "Eu nem comecei ainda."

Ela demorou mais dessa vez.

Miriam: "Você está me provocando?"

Miguel: "E se eu estiver?"

O indicador de digitação piscou. Parou. Voltou. Parou de novo.

E então, a resposta:

Miriam: "Então continue."

Senti o calor subir pelo meu corpo. Passei a língua pelos lábios, saboreando aquela rendição inesperada.

Miguel: "Se eu estivesse aí, te colocaria de pé contra a pia."

Nada de resposta. Apenas os três pontinhos pulsando na tela.

Miguel: "Levantaria seu vestido bem devagar."

Miriam: "Que delícia…"

Miguel: "Encostaria minha boca no seu pescoço enquanto minhas mãos deslizavam pelas suas coxas."

Demorou alguns segundos, mas a resposta veio.

Miriam: "Você gosta de me ver perder o controle, não é?"

Miguel: "Gosto de ver você sentindo prazer."

Miriam: "Eu nunca…"

Ela apagou algo antes de me enviar.

Miguel: "Nunca?"

Nada.

Miguel: "Miriam?"

Miriam: "Nunca fiz isso. Conversar assim."

Aquele detalhe me pegou de jeito. Ela era proibida de tudo. Até mesmo de brincar com as palavras.

Miguel: "Você gosta?"

Silêncio.

Então:

Miriam: "Sim."

Fechei os olhos, inspirando fundo.

Mas eu queria mais.

Miguel: "Me manda uma foto sua?"

Ela visualizou na mesma hora, mas não respondeu. Esperei um pouco antes de insistir.

Miguel: "De lingerie."

Dessa vez, ela demorou ainda mais. O indicador de digitação apareceu e sumiu algumas vezes antes da resposta finalmente chegar.

Miriam: "Miguel…"

Miguel: "Miriam…"

Miriam: "Nunca fiz isso."

Sorri.

Miguel: "Então está na hora de começar."

Ela não respondeu. Mas também não saiu da conversa. Eu sabia que estava me testando, pensando, lutando contra a própria vontade.

Levantei da cama e fui até a janela, sentindo o frio da noite contra minha pele quente. Olhei o celular de novo. Nada.

Soltei um suspiro e já estava prestes a deixar pra lá quando a notificação apareceu.

Uma imagem.

Abri.

Miriam estava na frente do espelho do banheiro, segurando o celular com dedos hesitantes. O rosto não aparecia, apenas o corpo. Mas aquilo era o suficiente.

Não era uma lingerie preta rendada, nem vermelha provocante. Nada do que eu esperava.

Ela usava um conjunto branco com uma estampa delicada, quase infantil. Alguma coisa barata, provavelmente comprada de uma muambeira. Nada sofisticado. Nada feito para seduzir.

E ainda assim, meu corpo reagiu no mesmo instante.

Sorri. Não de deboche, jamais.

Mas de satisfação.

Porque por mais que a lingerie não fosse a mais sensual do mundo, o corpo de Miriam compensava.

Voluptuoso, cheio, marcado por curvas que pareciam pedir para serem tocadas.

Ela não precisava de renda ou seda para ser irresistível.

Ela já era.

Miguel: "Linda."

Ela visualizou, mas demorou a responder.

Miriam: "Sério?"

Miguel: "Muito sério."

Eu podia quase ouvir sua respiração acelerada do outro lado da tela.

Olhei para a tela por um instante, saboreando o impacto da foto que Miriam tinha acabado de me enviar. Os seios fartos contidos pelo sutiã, a curva do quadril, a forma como o tecido fino se moldava à pele morena.

Senti meu pau pulsar contra o tecido da cueca. Ela fez isso comigo.

Antes que pudesse racionalizar demais, abri a câmera do celular e coloquei no modo de vídeo. Não queria que ela tivesse dúvidas do efeito que causava em mim.

Pressionei o botão de gravar e deixei que a imagem capturasse a forma como minha mão deslizava sobre a cueca, marcando a ereção já dolorida. Minha respiração soou no áudio, pesada, carregada de intenção.

Puxei o elástico para baixo, expondo meu pau, duro, latejante. Me toquei devagar no início, apenas provocando, querendo que ela sentisse cada detalhe daquilo quando assistisse. Meu polegar deslizou sobre a glande, espalhando o líquido que já escorria, e soltei um gemido baixo.

Acelerei o movimento, deixando que minha respiração se tornasse ainda mais audível. Eu queria que ela ouvisse. Queria que soubesse que era culpa dela.

Antes de chegar ao limite, parei a gravação.

Olhei o vídeo. Perfeito. Nenhum rosto, nenhuma palavra. Apenas desejo puro.

Sem pensar duas vezes, enviei.

A notificação apareceu imediatamente: Entregue. Depois: Visualizado.

A resposta demorou alguns segundos.

Miriam: "Meu Deus, Miguel…"

Sorri. Eu podia imaginá-la mordendo o lábio, as bochechas coradas, os olhos arregalados diante da tela do celular.

Miguel: "Agora você sabe o que sua foto fez comigo."

Ela demorou a responder. Quase pude ouvir sua respiração hesitante do outro lado da tela.

Miguel: "Então me diz… você está molhada agora?"

O tempo que ela levou para digitar só me deixou mais impaciente.

Miriam: "Sim."

Passei a língua pelos lábios, satisfeito.

Miguel: "Então me manda outro."

Ela demorou a responder. A notificação apareceu na tela do meu celular, e meu coração deu um salto. Miriam enviou um vídeo.

Abri o arquivo com os dedos trêmulos de antecipação. A imagem se revelou aos poucos: Miriam estava sentada sobre a tampa do vaso, as coxas grossas ligeiramente afastadas, e a câmera tremia um pouco, denunciando sua falta de prática com aquele tipo de coisa. Mas nada disso importava.

O foco do vídeo estava entre suas pernas, onde seus dedos deslizavam hesitantes sobre a vulva. Os lábios vaginais, volumosos, brilhavam com sua excitação. Diferente das mulheres com quem já estive, Miriam não se depilava completamente. O pelo escuro e crespo emoldurava sua intimidade, um detalhe que, em vez de me afastar, me incendiou por dentro. Era crua, natural, sem a artificialidade das imagens pornográficas fabricadas. Isso só tornava tudo mais real. Mais dela.

Ela não dizia nada no vídeo, mas sua respiração era audível, entrecortada, carregada de desejo. Os dedos se moviam devagar, traçando círculos tímidos sobre o clitóris, depois descendo para deslizar entre os lábios molhados.

Soltei um gemido baixo, incapaz de conter o impacto daquela visão.

Minha mão já estava de volta ao meu pau, que latejava sob a pressão dos meus dedos. Apertei a base, prolongando a sensação, enquanto assistia a cada segundo daquele vídeo precioso.

Ela hesitou por um momento, como se tentasse se decidir se continuava ou não. Depois, abriu um pouco mais as pernas, oferecendo uma visão ainda mais íntima de si mesma. Meus olhos devoraram cada detalhe: a forma como os lábios se separavam, revelando o brilho úmido de sua excitação; a forma como seus dedos tremiam levemente ao se aprofundarem mais na própria carne quente.

Minha respiração se tornou pesada, sincronizada com a dela. Meu punho apertou em torno do meu pau, os movimentos mais rápidos agora, o prazer me dominando sem piedade.

Ela gemeu baixinho no vídeo, quase imperceptível, e foi o suficiente.

Senti o orgasmo subir como uma onda inevitável, queimando cada célula do meu corpo. Fechei os olhos por um instante, mordendo o lábio para conter o som que ameaçava escapar. Meu corpo enrijeceu, e então gozei com força, sentindo o prazer me atravessar como um choque elétrico.

O vídeo ja havia acabado quando abri os olhos novamente. O peito subia e descia com a respiração pesada, e um sorriso satisfeito se desenhou nos meus lábios.

Eu não precisava de palavras para responder. Ela já sabia o efeito que tinha sobre mim.

Miguel: "Você quer que eu vá até aí?"

Miriam: "Não hoje. Mas quero te ver. Preciso."

Miguel: "Onde?"

Miriam: "Vou pensar em um jeito. Mas logo."

A tela do celular ficou preta quando ela saiu da conversa.

E eu fiquei ali, pulsando, esperando pelo momento em que ela me deixaria atravessar todas as barreiras que o mundo colocou entre nós.

A tensão entre nós só aumentava a cada mensagem trocada. Depois do vídeo que Miriam me mandou, algo mudou. A hesitação que antes transparecia em suas palavras foi dando lugar a uma Miriam mais ousada, mais consciente do próprio desejo.

Bastava uma provocação minha, um elogio mais direto, e ela se desmontava.

Mas, conforme as conversas avançavam, ela cedia mais rápido. Bastava uma provocação minha, um elogio mais direto, e ela se desmontava.

Miriam: "Pensei em você hoje."

Miguel: "Ah é? No quê exatamente?"

Miriam: "Você sabe…"

A resposta veio acompanhada de uma foto. Nada explícito, mas o suficiente para me deixar duro na hora. Miriam deitada na cama, a luz fraca iluminando seu rosto. O coque baixo estava bagunçado, alguns cachos soltos moldando seu rosto. Ela mordia o lábio, o olhar carregado de alguma coisa que já não era só culpa.

Miguel: "Tá ficando corajosa…"

Miriam: "A culpa é sua."

A cada dia, a barreira entre nós ficava mais frágil. Nos dias seguintes, ela começou a mandar áudios de madrugada. A voz sussurrada, como se tivesse medo de que até as paredes da casa pudessem ouvi-la.

— Eu me toco pensando em você…

Fechei os olhos, pressionando os dedos contra as têmporas. Ela estava me enlouquecendo.

Respondi no mesmo tom, a voz baixa e rouca:

— Quero ouvir.

A hesitação durou alguns segundos. Então, o próximo áudio veio. O som de sua respiração entrecortada, os dedos se movendo, um gemido abafado no final.

Minha mão já estava dentro da calça antes que eu percebesse.

Foi nesse ritmo que a proposta veio.

Miriam: “Elias tem culto na quarta à noite.”

Franzi a testa. Aquela informação solta no meio da conversa parecia suspeita.

Miguel: “Sei disso.”

Miriam: “Ele não volta antes das onze.”

O tempo que ela levou para digitar o próximo me deixou inquieto. Eu já imaginava aonde aquilo ia dar, e meu pau endureceu antes mesmo de ver a confirmação na tela.

Miriam: “Você viria?”

Mordi o lábio, prendendo um sorriso. Ela estava me chamando para a casa dela. Para o território dele. Ela estava correndo um risco e me chamando para correr junto.

Miguel: “Você quer que eu vá?”

Demorou para responder. Fiquei imaginando ela do outro lado, o coração acelerado, os dedos hesitantes sobre o teclado.

Miriam: “Quero.”

Puta merda.

Miguel: “E se eu for… o que vai acontecer?”

Miriam: “Eu não sei.”

Miguel: “Mentirosa.”

Miriam: “Não sei explicar…”

Miguel: “Tenta.”

A bolinha de digitação surgiu e sumiu algumas vezes. Ela estava travada. Me diverti com isso.

Miriam: “Se vier… eu quero que a gente tenha nosso tempo. Sem pressa. Sem medo.”

O sangue desceu direto para o meu pau. Respirei fundo, controlando a ansiedade.

Miguel: “Me diz o endereço.”

Dessa vez, ela não hesitou.

Continua...

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Comentários

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Eu senti um salto de continuidade não explicado entre o final do capítulo anterior e o início deste.

Mas a história é boa, está com um ritmo um pouco mais ágil do que algumas outras.

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Vc tem toda razão! Eu fiz uma baita confusão aqui com as várias versões que tenho dessa história. Na verdade, nessa versão, essa é a quinta parte. Republiquei todas as partes anteriores. Recomendo que leia desde a primeira, pois há laguma alterações na história.

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Ela é demais!Parabéns! Sua personagem é tímida e sensual ao mesmo tempo!

Estou muito empolgado com o desenrolar de sua história.

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