O FILHO DO PAI - Capítulo 16 - O que você quer?

Um conto erótico de Thalles
Categoria: Homossexual
Data: 20/07/2021 19:14:54
Última revisão: 21/07/2021 04:59:00

Em seu primeiro dia de trabalho na Ventura, Alan acordou cedo e ficou pensando nessa nova fase de sua vida. Acostumado a trabalhar desde muito novo, ele se sentia ansioso para voltar à ativa, além de estar curioso para ver como seria recebido naquele empresa, onde todos o veriam como o esposo de Marco. E não poderia ser diferente, porque seria trágico e cômico se o casal reunisse os funcionários e anunciasse:

— Vocês se lembram daquele dia em que testemunharam nosso casamento? Esqueçam toda aquela história! Na verdade, nós somos pai e filho. Simples assim.

Não era simples assim. Para todos os efeitos, o melhor era eles permanecerem oficialmente casados, o que não era nenhum sacrifício. Aliás, em alguns momentos, a situação deles era até divertida, porque não tinha como eles se olharem como pai e filho depois de toda a intimidade que compartilharam.

Pensando em tudo que Marco lhe disse quando voltaram do hospital, Alan refletiu sobre suas atitudes e percebeu que precisava amadurecer suas ideias sobre a realidade que estava vivendo. Ele não deveria temer o julgamento dos outros, porque as outras pessoas não precisavam conhecer sua história e nem ele precisava viver de acordo com o que elas pensavam. Ele e o pai eram dois homens adultos, livres e não estavam fazendo mal a ninguém. Visto dessa forma, tudo era simples, mas quando a palavra incesto surgia na sua mente, ele se assustava por admitir a possibilidade de quebrar aquele tabu e viver um relacionamento amoroso e sexual com seu pai.

Às vezes, ele se sentia como se tivesse preso numa armadilha do destino: no momento em que encontrou o pai, ele se viu obrigado a deixar o marido, mesmo reconhecendo que Marco se encaixava bem nos dois papéis. Alan não sabia explicar por que uma coisa precisava excluir a outra, ele só sabia que as pessoas consideravam aquilo errado.

***

Depois de uma semana em casa, Marco se sentia bem disposto para voltar à empresa. Enquanto Alan dirigia, ele olhou disfarçadamente para suas mãos sobre o volante e ficou satisfeito ao ver que o marido estava usando novamente a aliança, provavelmente para não despertar a curiosidade das pessoas. Mas isso também indicava que o filho poderia superar seus conflitos e se decidir a reassumir o casamento, sem medos e sem culpas, como ele próprio estava decidido a fazer.

Marco se sentia seguro para viver como o marido do filho, embora esse devesse ser um segredo só deles. Depois de refletir muito, ele concluiu que ser o pai do próprio marido era mais um motivo para amá-lo e se entregar a ele. Seu raciocínio era simples e prático: sem saberem que eram pai e filho, eles se conheceram plenamente como homens, e isso nunca mais poderia ser apagado. Como já haviam ultrapassado a barreira, eles estavam livres para continuar vivendo aquela relação.

Por causa dessa história, Marco se sentia um homem muito diferente dos outros, um homem privilegiado por já ter chupado o caralho do filho e já ter recebido dentro de seu corpo o esperma dele. Quando gozava dentro dele, era como se Alan estivesse lhe retribuindo pelo sêmen que ele havia usado para gerá-lo.

Mas Marco nunca seria capaz de obrigar Alan a fazer algo que não quisesse. Ele apenas poderia ajudá-lo a compreender melhor seus sentimentos e perceber que os dois podiam ser maridos, pai e filho, amigos, namorados, amantes, colegas de trabalho e o que mais eles quisessem ser. Sem querer pressioná-lo, ele esperava que o rapaz se decidisse, embora estivesse muito ansioso para voltar ao convívio de antes, que agora seria ainda mais gostoso, como ele imaginava.

Antes de dormir, depois de bater mais uma punhenta na intenção do marido, ele pensava:

— Agora eu entendo por que há tantos vídeos pornôs e tantos relatos eróticos sobre esse tema! Eu e Alan somos a prova de que um relacionamento incestuoso entre pai e filho é gostoso demais! É um tesão do caralho!

***

Quando Marco e Alan entraram na Ventura, as pessoas os cumprimentaram com discrição, mas todos já percebiam que o rapaz estava chegando ali para fazer uma carreira e não apenas para ser mais um funcionário da área de apoio logístico. Olhando para Alan, alguns pensavam: filho da puta de sorte! Outros pensavam: esse garoto deve ser muito bom de foda para ter feito o Marco cair de quatro por ele! E outros reconheciam que eles formavam um belo casal e era natural que o engenheiro levasse o marido para trabalhar na sua empresa.

Durante os primeiros dias, o casal pouco se falava no trabalho. O engenheiro se ocupava em elaborar seus projetos, comandar reuniões e visitar obras; o técnico se dedicava a aprender seu trabalho com os outros profissionais da sua área, preparando-se para começar a acompanhar alguma construção. No fim da tarde, os dois voltavam juntos para casa e Alan aproveitava para falar empolgado sobre tudo o que havia feito durante aquele dia.

Numa sexta-feira, como Marco estava demorando a sair, Alan foi à sua sala chamá-lo e o encontrou conversando com um senhor.

— Boa noite, desculpe atrapalhar. Marco, eu vou esperar você no carro.

— Entra aqui, Alan. Por favor.

Mesmo se sentindo inconveniente, ele foi até a mesa e Marco o apresentou ao homem que estava sentado à sua frente:

— Alan, esse é o doutor Camilo. Ele é cliente da empresa há muito tempo e nós vamos começar a construir um novo empreendimento para ele. A partir de segunda-feira, você fará parte da equipe que se responsabilizará por esse projeto.

Quando Alan e o homem apertaram as mãos, Marco falou:

— Camilo, o Alan é meu marido.

Surpreso, o homem lhe disse:

— Interessante, ao olhar para seu marido, eu me lembrei de quando você era mais jovem. Lembra-se de quando seu pai me apresentou a você, aqui mesmo nesta sala?

— Lembro sim! Eu estava só começando minha carreira!

— Você também é engenheiro, Alan? — perguntou o homem.

— Não, não. Eu trabalho na área técnica.

— Por enquanto, o Alan não é engenheiro — falou Marco.

O rapaz ficou admirado ao ouvir aquilo, parecia que Marco já sabia de seus projetos de fazer uma faculdade. Depois de trocarem mais algumas frases, o cliente se despediu e ele perguntou:

— Marco, por que você falou aquilo sobre eu ainda não ser engenheiro?

— Porque pode acontecer de você querer seguir essa carreira. Você seria um bom engenheiro, assim como eu. Seu avô fundou essa empresa e passou-a para mim. No futuro, eu passarei para você! Mas fique tranquilo, que eu nunca vou obrigar você a seguir uma carreira que você não queira.

Quando Marco se levantou para saírem, Alan comentou:

— Marco, eu nem me imagino ocupando essa sua cadeira! Mas o problema é quem vai comandar essa empresa no futuro, depois da gente. Você já pensou nisso?

Marco colocou uma mão no ombro dele, sorriu e disse:

— Garoto! Você me surpreendeu agora! Faz todo sentido isso que você disse! Seu avô Atílio deve estar se revirando no túmulo, preocupado com o futuro da Ventura! Pense no azar dele: o único filho é gay, mas teve um filho. Mas esse neto dele também é gay! Que sofrimento para seu avô!

— Você fala cada coisa!

— É a verdade! Mas, pensando bem, você também poderá fazer um filho! Um neto para mim e um bisneto para meu pai!

— Você é louco! Que conversa maluca!

— Alan, já pensou se nas nossas fodas, a gente tivesse feito um filho? Agora teria um Venturinha nessa história, para aumentar ainda mais a confusão que é a nossa vida!

Alan arregalou os olhos diante daquilo que parecia ser uma loucura. Mas Marco sorriu, deu um leve soco no peito dele e falou:

— Brincadeira, rapaz! Relaxe! Eu não estou louco! Mas nós não precisamos viver como se nossa história fosse um drama! A gente pode se divertir com ela! Eu não gosto de drama, acho muito chato!

— Marco, se a gente pudesse ter um filho, eu seria o pai e o irmão dele!

— Que loucura, não é? Eu seria o pai e o avô do nosso filho! Só resta saber quem carregaria esse filhote na barriga: eu ou você?

— Pela lógica, seria você! — insinuou Alan.

— Claro! Você é o grande macho ativo e eu sou o grande macho passivo nessa história! Você meteria a rola em mim até deixar um moleque na minha barriga, e eu carregaria seu filho com todo prazer!

— Você fala de um jeito muito engraçado! Quando a gente se conheceu, eu não imaginava que você tinha esse lado!

Apontando para o quadro do pai na parede, Marco falou:

— Bem, melhor a gente ir embora, que seu Atílio já deve estar cansado e horrorizado ouvindo nossa história! Vamos sair para comer, beber algo e conversar um pouco?

— Estamos precisando mesmo! Mas vamos combinar que amanhã a gente não tem hora pra acordar!

— Alan, quer dormir na cama hoje?

Alan olhou para ele intrigado com aquele convite, mas Marco explicou:

— Você pode dormir na cama e eu durmo no sofá! Vamos fazer essa troca?

— Precisa não. Eu já estou acostumado a dormir no sofá — Alan respondeu sem olhar para ele.

E Marco sorriu.

***

No restaurante, em meio a muitos assuntos, Alan perguntou:

— Marco, você acha que o seu pai e a sua mãe gostariam de ter um neto como eu?

— Pra ser sincero, eu acho que eles sentiriam por você a mesma decepção que sentiram por mim, afinal você é gay como eu! E se sonhassem que o filho e o neto se casaram, o doutor Atílio morreria infartado e a sua avó passaria o resto da vida de joelhos, rezando para que nós ficássemos livres do nosso pecado.

Alan não segurou o sorriso, mas depois disse:

— Desculpa, mas você falou engraçado sobre seu pai e sua mãe.

— Sem problema! É uma pena que você não os tenha conhecido. Eles sempre foram muito bons para mim, tirando o fato de não aceitarem ter um filho gay, mas ninguém é perfeito! Já eu, acho ótimo ter um filho gay!

Alan riu novamente, imaginando que havia um motivo muito inusitado para Marco achar ótimo ter um filho gay.

— Alan, tudo depende da forma como a gente enxerga as coisas. Eu estou me sentindo muito bem neste momento da minha vida! Eu casei com o homem que eu amo e tenho um filho maravilhoso, com quem eu me sinto à vontade para ser do jeito que eu sou!

Diante do silêncio do garoto, Marco falou:

— Desculpe meu jeito de falar. Você pode até não concordar comigo, mas eu sei que há muitas pessoas por aí que adorariam estar vivendo a nossa história! Nós somos privilegiados! Quantos caras você conhece que casaram com o próprio pai?

— Nenhum!

— Então! Nós somos especiais! Nós somos únicos, Alan! Mas eu sinto que você ainda fica sem jeito para falar sobre essas coisas, não é? Eu entendo. Desculpe, eu não quero forçar a barra.

— Não, Marco. Não é isso. Eu tenho pensado muito sobre tudo isso.

Os dois trocaram um sorriso e depois Alan falou sério:

— Marco, eu sei que é bobagem, mas é melhor eu falar. Quando eu cheguei à sua sala e vi você com aquele homem, achei que você e ele…

Marco tomou um gole da bebida e colocou a mão com a aliança em cima da mão em que estava a aliança do filho.

— Alan, eu deveria ficar ofendido por você pensar isso de mim. Você tem me julgado tão mal nos últimos dias! Nós ainda somos casados, pelo menos aos olhos dos outros. Eu jamais trairia meu marido, ainda mais dentro da nossa empresa. Aliás, em lugar algum. Você sabe que eu sou fiel a você, mesmo agora que nosso casamento está suspenso.

— Desculpe, Marco. Eu sei que preciso deixar de ser bobo. Não sei nem como você me aguenta! Eu estou pensando muito naquilo que você me disse. Fiquei mal por ter lhe falado todas aquelas coisas. E agora já estou falando bobagem de novo.

— Dessa vez, eu não fiquei chateado. Foi bom você ter falado o que pensou, para a gente esclarecer logo isso. Se aparecer outra pessoa para mim, eu lhe direi. E espero que você faça o mesmo se aparecer alguém para você. Confesso que eu detestaria se você me desse um genro, mas respeitaria.

Alan ficou pensando sobre aquilo, admirando a sinceridade do pai. Depois tomou um gole de uísque e criou coragem para perguntar:

— Marco, você seria mesmo capaz de voltar a viver comigo como antes, mesmo sabendo que eu sou seu filho?

— Eu tenho medo de falar sobre isso e ficar parecendo que quero influenciar você. Mas, já que você me perguntou, eu vou ser sincero. Eu não me sinto um monstro por amar meu filho dessas duas formas. Eu sinto falta de você como meu homem. Sinto falta de nós dois juntos na cama. Se você quiser acabar com esse casamento, eu vou entender, mas não é a minha vontade. Eu quero você, Alan.

Como Alan ficou em silêncio, Marco achou melhor não falar mais nada. Depois de algum tempo, o próprio garoto falou:

— Na verdade, nós continuamos vivendo como casados, só não rola sexo. E a gente também vive como pai e filho, mas isso é desde o começo, antes de sabermos a verdade. Você percebeu?

— Eu concordo com você. Parece que o destino fez tudo para juntar a gente dessa forma, não é? Às vezes, eu me pergunto se nós teríamos nos apaixonado um pelo outro se você tivesse crescido ao meu lado. Por mais estranho que seja, eu acho que isso também seria possível. Você deve estar achando que seu pai é um depravado, não é?

— Não, Marco. Você não é assim. Eu gosto do seu jeito de pensar nas coisas. Eu tenho pensado muito.

— Alan, não se torture. Pense com calma sobre sua história e deixe que o tempo lhe mostre o caminho. Eu espero!

Marco apertou a mão de Alan e sorriu para ele, demonstrando que estava muito feliz por estarem juntos.

***

Em casa, antes de dormir, Alan entrou no quarto para pegar os travesseiros e Marco o chamou para sentar ao seu lado.

— Alan, eu estou muito orgulhoso de você lá na empresa. Você tem se mostrado muito independente e os outros funcionários já devem ter percebido que você está ali porque realmente tem com o que contribuir.

— É muito legal trabalhar na Ventura. E agora que vou começar a ir para as obras, vai ser melhor ainda! Sinto falta dos canteiros de obra!

Marco esticou as pernas e uma delas se esfregou na perna de Alan. O garoto sentiu um arrepio com aquele contato, e ficou olhando para a cueca de seda que o pai estava usando. Por baixo do fino tecido lilás, o caralho dele estava muito à vontade e, por causa da posição em que ele estava sentado, dava para ver um pouco de sua bunda. Aquela visão fez com que o pau de Alan se agitasse dentro da cueca e, disfarçadamente, ele cruzou as pernas para prendê-lo. Marco percebeu aquilo e perguntou:

— Posso te dar um abraço? Em reconhecimento ao seu bom desempenho no trabalho!

Em vez de falar alguma coisa, Alan abriu os braços e foi na direção dele. Marco o abraçou com força e um ficou com a cabeça no ombro do outro. Quando se separaram, o pai deu um beijo na bochecha do filho e passou a mão em seus cabelos. O garoto ficou olhando para ele como se esperasse mais alguma coisa, mas ele avisou:

— Alan, agora vá dormir! Boa noite, garoto! Seu pai também precisa dormir.

Sem dizer nada, Alan abraçou seus travesseiros e saiu do quarto. Olhando para a porta fechada, Marco sorriu, desceu a cueca e começou a bater sua punheta noturna, desejando sentir na boca o gosto do cacete do filho.

***

No fim da tarde de sábado, sentados na beira da piscina, Marco e Alan brincavam com os pés dentro d’água. Alguns jovens nadavam e Alan se levantou para mergulhar. O pai olhou para cima e admirou a beleza do corpo do filho. A sunga amarela se ajustava com perfeição em sua bunda e deixava o seu caralho bem desenhado sob o tecido. Seus ombros largos, seu peito musculoso, sua barriga bem definida e suas pernas fortes e longas formavam um conjunto muito sedutor.

Alan ergueu os braços, curvou-se um pouco para a frente, sorriu para o pai e, fingindo que era um nadador profissional, saltou na piscina. Marco ficou olhando para ele se sentindo orgulhoso por ter feito um filho tão bonito. Mas ele também se sentia excitado diante daquele belo corpo masculino. Depois de algumas braçadas, o rapaz se juntou a um grupo de jovens e ficou conversando alegremente.

Marco permaneceu sentado e percebeu quando Alan olhou na sua direção e disse alguma coisa para dois garotos e uma garota que estavam com ele. Quando o filho o chamou, Marco se levantou, ajeitou a sunga listrada, passou a mão sobre os cabelos e, sob o olhar dos jovens, pulou na piscina. Nadando com as costas para cima, sua bunda se destacava na superfície da água, o que deixou Alan excitado e o motivou a nadar na direção dele.

— Finalmente você veio! A água está muito boa!

— Vou aproveitar um pouco, porque já vai anoitecer e eu pretendo voltar logo para o apartamento.

Os dois nadaram juntos por algum tempo e depois se sentaram novamente na beira da piscina, onde conversaram mais um pouco.

— Aquela garota estava dando em cima de mim.

— Legal! Vocês formam um belo casal!

— Deixa de onda, Marco! — falou Alan dando um aperto no ombro dele.

— Problema maior seria se um dos garotos estivesse dando em cima de você! Eu ia partir pra briga, igual a você! Já pensou, Alan?

— Não ia precisar nada disso! Eu disse que sou seu marido e eles ficaram admirados por eu já ser um homem casado. A garota disse que eu e você somos um casal muito interessante, que você é muito bonito.

— Ainda bem que ela viu que não é páreo para mim!

— Marco, você não tem jeito!

Marco se levantou, estendeu a mão para ele e disse:

— Eu apenas sei o poder que tenho! Mas, vamos subir! Estou morrendo de fome!

***

Há mais de um mês, Alan estava trabalhando naquela construção e, a cada dia, adquiria mais segurança na sua função de técnico. Encarregado de zelar para que todas as etapas seguissem o projeto, ele se mantinha atento a tudo e, vez por outra, precisava chamar a atenção de algum peão para algo que não estava de acordo com o planejado. Alan se identificava com aqueles homens que faziam o trabalho mais pesado e falava com eles de forma jovial.

— Amigo, vamos ver como a gente pode fazer isso melhor, para não dar problema depois.

Algumas vezes, ele mesmo lhes mostrava como fazer alguma coisa. Lembrando-se de quando era um peão, ele sempre procurava tratar bem aqueles homens. Estar de volta a um canteiro de obras numa nova função tinha um significado especial para ele. Além disso, era bom estar trabalhando com um projeto elaborado por seu pai.

No fim daquele dia, o engenheiro chegou à construção e ficou observando tudo ao seu redor. Marco era um profissional muito exigente e não admitia que nada fosse feito fora do que ele havia planejado. Depois de trocar algumas palavras com um mestre de obras, ele se dirigiu a Alan e ao outro técnico e fez uma série de observações. Ao fim, ele lhes disse:

— Estamos indo muito bem. Mas vamos nos esforçar para fazer ainda melhor.

Quando ele se afastou, inadvertidamente, um dos peões comentou:

— Esse cara é chato pra caralho, mas trabalha muito bem. Nem parece que ele é veado! E o filho da puta tem uma bunda que até eu queria meter a vara!

O outro técnico ficou preocupado com a reação de Alan, mas, para sua surpresa, ele falou:

— Rapaz, não fala mais isso não. O engenheiro Marco é o meu marido e eu não admito que ninguém fale assim dele.

Constrangido e amedrontado, o rapaz começou a se desculpar:

— Foi mal. Desculpa. Foi molecagem minha...

— Está tudo bem. Você ainda não sabia, agora já sabe. Mas não se esqueça do que eu lhe disse. Ninguém tem que andar falando assim da vida dos outros. Pode ficar tranquilo, que por mim esse assunto se encerra aqui. Eu acredito que você não vai mais falar besteira sobre meu marido e nem sobre mim.

— Foi mal mesmo. Desculpe. Eu fui um otário.

***

No caminho de volta para casa, Alan falou:

— Marco, preciso lhe falar uma coisa... Eu estou pensando em fazer faculdade de engenharia. O que você acha? Será que eu tenho condições?

Marco sentiu vontade de abraçá-lo e comemorar ali mesmo, mas estava dirigindo e teve que controlar sua emoção.

— Alan! Que notícia boa! Meu filho vai seguir minha profissão! Estou orgulhoso demais!

— Calma, Marco! Primeiro eu preciso me preparar para conseguir entrar na faculdade. Você acha que tem como organizar meu horário de trabalho para eu ter tempo de estudar?

— Isso não é problema! Sem desmerecer ninguém, mas nós somos os donos da empresa! Nós podemos!

— Eu até já estou guardando dinheiro para as despesas. Meu salário é bom, você sabe.

— Sei sim. Mas depois a gente pensa sobre essa questão de dinheiro. Você só tem que se preocupar em entrar no curso. Estou tão feliz, Alan! E seu avô também deve estar! Mas se você tivesse escolhido qualquer outra profissão, eu também apoiaria. Para mim o que importa é ver meu filho feliz!

— Eu sei, Marco! Você é incrível. Às vezes, eu ainda acho que não mereço você.

— Não fala mais essa bobagem, Alan. A gente se merece muito!

— Marco, tem outra coisa que eu quero dizer a você. Eu vou dar a tia Marta uma parte do dinheiro que estou juntando. Ela não me pediu nada, mas eu sei que ela está precisando de ajuda. O Celso está muito mal, vai fazer uma operação por esses dias. Eu quero muito ajudar.

— Alan, isso é muito nobre, você é um homem muito digno. É muito bom ver você crescer. Eu tenho tanto orgulho de você. Eu amo você!

Olhando para Marco, Alan se sentia também orgulhoso de viver com ele. Ser seu filho e seu marido era um grande privilégio.

— Marco, eu também amo você.

***

Já passava da meia noite e Alan estava em pé na sacada, mergulhado em pensamentos. Há mais de três meses, ele havia encontrado o pai e agora, passado o susto, percebia que seus sentimentos estavam mudados. A vida estava sendo muito boa com ele, era preciso reconhecer. Quantas pessoas gostariam de estar no seu lugar, e ele fazendo drama! Era preciso agir como um homem e não como um moleque.

Ao ouvir um barulho dentro do apartamento, mesmo sem olhar, ele soube que Marco vinha se juntar a ele, como se estivesse atendendo ao seu chamado.

— Somos dois homens sem sono — falou Marco parando ao lado dele.

— Estava aqui pensando sobre minha vida. Marco, eu sou muito feliz com você.

— Que bom, Alan. E que nós sejamos felizes sempre, de um jeito ou de outro.

— Ou dos dois jeitos… — Alan falou isso num tom de quem tomou uma importante decisão.

Marco sentiu uma forte emoção ao ouvir isso, mas achou melhor não dizer nada e deixar Alan livre para falar.

— Eu pensei muito sobre tudo o que a gente já fez junto e sobre tudo o que a gente ainda pode fazer. Agora eu sei que não preciso ter vergonha de nada. Muito pelo contrário, eu tenho muito orgulho de nós dois. Nossa história é muito boa.

— Alan… que bom ouvir você falar isso.

— Você me perdoa por aquelas coisas ruins que eu fiz contra você?

— Está tudo bem, Alan. Aquele foi um momento muito difícil. Eu não guardei mágoa de você, eu só queria que você pensasse em tudo com inteligência, e você fez isso. Aquilo não abalou em nada meu amor por você.

— Marco, eu sou feliz por ter você como pai e como marido. O que o amor une, ninguém separa, lembra-se?

Depois de falar isso, ele pegou na mão do pai e ficou de frente para ele. Com os olhos brilhando, eles aproximaram seus lábios e se uniram num beijo. As mãos do filho desceram pelas costas de Marco e pousaram sobre sua bunda. O pai o abraçou e o apertou contra seu peito, para acolhê-lo e para transmitir muita segurança.

O beijo prolongou-se muito. O filho se sentia aflito, para recuperar todo o tempo que ficou sem desfrutar do corpo do marido e o pai se sentia aflito para se unir ao corpo do esposo. Enquanto se beijavam, seus peitos e suas coxas se esfregavam, aumentando neles o tesão que aquele contato lhes despertava.

Alan colocou a mão dentro da cueca do pai, apertou o caralho dele e foi na direção de sua bunda, indicando sua posse sobre ela. Marco colocou uma mão dentro da cueca do filho, alisou a bunda dele e pegou no caralho, suspirando de prazer ao sentir novamente a textura e o formato daquele membro que lhe dava tanto prazer. Aquele era um momento de perfeita identificação entre pai e filho que são também o homem um do outro.

Os dois se livraram das cuecas e ficaram ainda mais livres, envolvidos apenas pelo escuro da noite. No alto daquele prédio, os dois pareciam estar se exibindo para que todos soubessem que eles eram livres. Seus corpos novamente se uniram e eles voltaram a se beijar com muito desejo. Seus membros ardiam de tesão e um se esfregava bruto contra o outro, provocados pelo prazer de serem dois caralhos incestuosos.

Alan se afastou um pouco, mas manteve a mão sobre a bunda do pai e Marco ficou dando carinho ao membro do filho, feliz por poder fazer isso de novo. Não era necessário dizer mais nada, mas o pai precisava fazer uma pergunta ao filho.

— Você está seguro de que é isso que você quer?

Alan fechou os olhos e abriu a boca, oferecendo-a novamente ao pai. Depois do beijo, com a voz cheia de desejo, ele disse:

— Eu quero o mesmo que você quer.

Muito seguro de si, o filho deu a mão ao pai e o levou de volta para o quarto do casal.

***

LEITORES:

Estamos na reta final dessa história. Obrigado a todos vocês que ainda estão acompanhando Marco e Alan neste processo de descobertas e de escolhas. Agradeço também pelas estrelas e por todos os comentários que vocês deixaram no capítulo anterior.

Essa é uma das histórias mais longas que já escrevi e, apesar do tempo cada vez mais escasso, sinto-me motivado para escrever mesmo quando estou cansado. A companhia de vocês me incentiva muito. Obrigado!

***

PRÓXIMO CAPÍTULO: Nosso segredo


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Comentários

Aí meu coração 😍😍😍😍😍❤️❤️❤️❤️❤️❤️

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Obrigado por estar maratonando essa série!

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Oi Thalles, primeiramente, feliz dia do Escritor, obrigado por nos presentear com suas histórias. Agora sobre o capítulo, pareceu uma resolução um tanto repentina a questão do conflito interno sobre a questão de ser pai e filho(isso não é uma crítica, só uma impressão que tive), o que me faz crer que ainda há outras surpresas por vir, já que ainda tem alguns capítulos para serem lançados, e me deixa instigado para saber oq mais vem aí. Gostei muito da evolução e do processo de Alan, ele reagindo de uma forma mais calma quando o peão fez o comentário sobre Marco, e ele decidindo progredir ainda mais fazendo um curso superior, e claro fiquei muito feliz com a decisão dele no final de viver os 2 amores, ser feliz dos 2 jeitos. Agora Thalles, fico contente com essa evolução sua, dessa história estar sendo maior que inicialmente planejado, inclusive gostaria de comentar aqui sobre um autor que recentemente reencontrei no Wattpad e Amazon, ele começou escrevendo contos aqui e depois reformulou e ampliou as histórias e tem transformado alguns desses contos em livros inteiros com vários capítulos, os contos foram tirados do ar, mas se vc quiser dar uma olhada o nome dele é Tiago Casttro, algumas das obras dele são Austero e Iluminar, não sei se já ouviu falar, quem sabe um dia vc não acaba fazendo algo parecido com suas histórias e tal, eu iria gostar bastante.

1 0

Oi, Caio! Obrigado por me parabenizar pelo ofício de escritor! Escrevo várias coisas, inclusive contos eróticos. Gosto de experimentar diferentes gêneros. Estou trabalhando atualmente num projeto para lançar em outra plataforma, para ver como me sairei. Minha maior dificuldade é a escassez de tempo. Agradeço muito pelos seus incentivos; quando se publica um texto, nunca se sabe como será a recepção dos leitores, nem mesmo se haverá leitores. E é preciso lidar com as diferentes expectativas do público, sem fugir muito do que se tem em mente, porque antes de transformar em escrita, a história já está criada dentro do autor. Por isso gosto muito desse contato com os leitores, para ver como eles estão recriando essa história a partir de suas experiências e visões de mundo. Você tem um olhar muito perspicaz, e isso é bom para mim. Sobre o fato do personagem Alan ter aceitado sua nova realidade de forma repentina, optei por dar as pistas de como ele estava processando interiormente essa questão, tendo Marco como referência, até o momento em que ele se aceita. Fico sempre preocupado em não prolongar muito a narrativa e desgastar a trama, por isso faço recortes temporais para poder avançar. Você observou bem: essa estabilidade conseguida pelo casal neste momento aponta para a nova questão com a qual eles precisarão lidar em breve. O capítulo dezessete vem bem "amorzinho" para mostrar esse novo convívio entre os personagens, mas já conduzirá para a questão que encerrará a trama. Obrigado por tudo! Abraço.

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Amando cada capítulo. Parabéns, não vejo a hora do próximo.

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Obrigado!

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Olá, leitores! Respondendo à leitora Katita, o capítulo 17 será postado na próxima segunda-feira. Agradeço muito pela atenção de vocês. Essa história é nossa!

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Ansioso já.

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Continua logo cada capítulo que postas está melhor que o último.

2 0

Obrigado!

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Bom ver que ALAN acordou pra vida, recomendo, que agiu como uma Criança revoltada

... E o principal aceitou o que realmente sentia em seu coração

...😠😤😡 Não tem nada que acabar tão logo essa história😤🤬

.

... Ninguém aqui está cansado ou desistindo de ler

... Pelo que vejo, essa história pode chegar á uns 30 capítulos ou mais

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Obrigado, Cezinha! Eu não imaginava que essa história seria tão longa e que tantos leitores se interessariam por ela! Vamos ver o que vai acontecer com Marco e Alan nos próximos capítulos!

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Espero ansioso para ler os próximos capítulos 😁

... Ainda acho que essa história tem assunto para mais de 30 capítulos!!!capítulos éh pouco para essa história acabar assim

... Imagino a cara de "BOBO" dos 2 ao saber da gestação de um casal de filhos

... E os filhos assumirem a construtora, ampliando-a nos seguimentos da área, isso pode ser para um 2° parte dessa história

... Como os filhos crescendo com a mente aberta por serem filhos de um casal de Homens, já imagino as possibilidades

0 0

Que história maravilhosa. Amei cada capítulo. Pena que vai acabar

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Obrigado! Ainda teremos mais quatro capítulos! Ainda há surpresas para Alan e Marco!

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Você é foda, literalmente falando rsrsrs parabéns 😂😉👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽❣️

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😳Só mais 4 capítulos😥!!?

... Essa história tem assunto para 30 capítulos ou mais

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Muito feliz com essa decisão. Quando amor é verdadeiro o resto fica pequeno.

3 0

Vdd

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Vamos ver quais são as próximas surpresas que Alan e Marco viverão! Obrigado por acompanhá-los.

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Vejo o quão gratificante é perceber quantas "leitoras" leem e comentam sobre tua narrativa, Thalles. Isso é, para mim, uma evolução no mundo homoerótico. A tua história é digna de um longa metragem. Teu teclado mágico nos deixa embevecidos... Gratidão pela escrita tão necessária. Cheiros nas asas.

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Interessante seu comentário, Lebrunn! Eu também havia observado isso e me sinto muito honrado com essa diversidade de leitores. Sou muito grato a todas as leitoras e a todos os leitores que acompanham essa narrativa. E você é sempre tão poético em seus comentários! Eu me sinto afagado pelas suas palavras! Obrigado. Abraço!

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Vim ser chata, mas você não falou a data da próxima postagem, tô perguntado porque não posso perder kkkk

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Thalles meu amigo obrigada, que capítulo maravilhindo, você não faz ideia como meu coração tá feliz por Alan e Marco, esses dois ficaram tatuados na minha memória, pena tá chegando ao fim mais pelo menos ficará uma linda lembrança, e como conheço o seu talento sei que em breve você estará nos brindando com mais um excelente trabalho, mais uma vez obrigada um forte abraço querido 😘🌷

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Katita! Obrigado pela parceria! Eu já estou pensando como serão meus dias depois que encerrar esta história! Estou tão acostumado a escrever sobre Alan e Marco! É como se eles morassem na minha casa! Você sabe como é isso, não é? A gente cria os personagens e eles ficam para sempre na nossa vida! Vou confessar a você que já estou trabalhando em outra história para lançar depois dessa. Uma trama com elementos bem diferentes! Sucesso para você! 😘😘

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Já movimentou meu instinto leitor.

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Me emocionei. Capítulo lindo!

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Obrigado, Blondre! Depois da tormenta, nossos rapazes merecem um momento de muito amor, não acha?

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Uffaa! Que alívio! Agora sim eu posso dormir tranquila sabendo que Marco e Allan estão juntos novamente.

O Marco merece o título de melhor pai e marido desse mundo. Ele é incrível! E o Allan mostrou que tem um bom coração. Ser um Ventura não subiu nem um pouco a cabeça dele.

Acho bem legal esse processo de construção da relação pai e filho. Para além do sexo, sem dúvida alguma, eles querem se reconhecer como pai e filho. É notável que, o Marco tinha vontade de ter um filho, e o Allan esperou a vida toda pra conhecer o pai.

A história deles é perfeita! Não queria que acabasse.

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Sou suspeito para falar, mas adoro Alan e Marco, cada um com sua personalidade e os dois crescendo juntos. E vou falar a verdade: eu também gostaria de ter pai marido como Marco!

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POR MIM ESSE CONTO NÃO SE ENCERRARIA NUNCA. SEMPRE ME EMOCIONO AO LER. ACHO QUE É ISSO QUE TODO CONTO DEVERIA PROPORCIONAR, BOAS EMOÇÕES. BOM, VAMOS PARAR DE ENCHER A BOLA DO ESCRITOR. RSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS BRINCADEIRINHA. VC ESCREVE MUITO BEM. CONTINUE SEMPRE ASSIM.

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Obrigado! Receber um elogio seu é v uma honra para qualquer escritor!

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Thalles! Nossa! Que capítulo lindo! Muito bom ver Alan evoluindo como pessoa, trabalhando, pensando em se profissionalizar e em ajudar a tia. Com isso demostrou que mudou, já que ele tinha problemas com o passado com a tia. Fiquei ainda mais fã de Marco, por esse lado brincalhão e leve dele. Fiquei imensamente feliz que Alan caiu na real e agora os dois podem ficar juntos. Thalles, mais um capítulo excelente, obrigado por nos dar a oportunidade de ler.

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Obrigado, meu amigo! Escrever uma história muito longa é arriscado demais, porque os leitores podem perder o interesse por ela no meio do caminho. Mas também é muito prazeroso desenvolver mais o perfil dos personagens e criar diferentes situações para eles viverem. Imagino que você deve estar sentindo um pouco disso com o seu trabalho, não é? Agora que já estou chegando ao fim dessa narrativa, sei que Marco e Alan viverão sempre comigo! Obrigado pelo incentivo, mais uma vez! Sucesso para você com Miguel e André!

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André e Miguel não chegam aos pés de Alan e Marco, esse casal que você desenvolveu é perfeito em tudo: história, trajetória, evolução, conflitos, clímax, química romântica, química sexual, quebra de tabus, atualizados... Completos. Não tem como perder o interesse dessa forma.

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MIC

Perfeito

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Obrigado por acompanhar Alan e Marco!

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