O FILHO DO PAI - Capítulo 07 - Outro começo

Um conto erótico de Thalles
Categoria: Homossexual
Data: 08/06/2021 20:21:41
Última revisão: 09/06/2021 14:04:49

Desde muito pequeno, Alan precisou aprender a brigar, para poder se defender das ofensas e das provocações de que era vítima. Na escola, na rua onde morava e até na casa da tia, ele sofria agressões e injustiças. Sem ter quem lhe defendesse, o único jeito de enfrentar as pessoas que o maltratavam era gritar palavrões e partir para a briga. Com os olhos arregalados e as narinas dilatadas, o pequeno Alan dava tapas, chutes e socos em quem o provocava. Mas, além de bater, ele também apanhava muito, o que lhe deixava com ferimentos no corpo.

Quando sabia que o sobrinho havia brigado com alguém, sem nem ouvir dele quais foram os motivos, sua tia Marta lhe dava tapas, puxava sua orelha e repetia seu discurso de que ele não tinha jeito mesmo e que ela ainda iria arrancar a língua dele, para ele deixar de falar palavras feias.

O marido da tia aproveitava para dizer que era preciso ter pulso firme para lidar com aquele garoto, para que ele não se tornasse um marginal quando crescesse. Incentivada, a mulher dava mais alguns tapas em Alan e o deixava de castigo. Mas ele sempre teve um gênio forte, e prendia o choro. Para colocar a raiva para fora, ele ficava pelos cantos, xingando baixinho os outros garotos e a própria tia.

À medida que foi crescendo, Alan percebeu que precisava se controlar melhor, para evitar se meter em confusões. Mas, sempre havia situações em que ele não via outra saída, a não ser partir para cima de quem se atrevia a insultá-lo. E era isso o que estava acontecendo agora.

***

Havia mais de dois anos que ele morava naquela casa e sempre evitou dar conversa aos vizinhos. Mas a dona daquela casa que ele havia alugado não lhe dava sossego e estava sempre procurando saber sobre sua vida. Às vezes, Alan pensava até que ela estivesse interessada nele, e se perguntava se o marido não dava mais no couro.

Mas agora, além da mulher, o próprio marido estava com perturbação para o lado dele, principalmente depois que Marco começou a andar ali. Alan já pensava até que aquele homem estava com inveja dele. Às vezes, ele chegava a imaginar que o vizinho também estava interessado nele. “Só me faltava essa!”, pensava ele.

Mesmo incomodado, Alan tentava ignorar aquelas pessoas, mas a coisa havia chegado a um ponto que ele não podia mais aguentar. Aquele vizinho não tinha o direito de falar daquela forma sobre ele e Marco.

***

Em pé, à porta da casa da vizinha, depois de ouvir aquelas ofensas, Alan perdeu o controle e aplicou um soco no queixo do vizinho, fazendo com que ele mordesse com força os próprios lábios. No mesmo instante, o homem disparou um soco contra Alan, que ainda conseguiu desviar o rosto, mas foi atingido de raspão perto da orelha.

A mulher começou a gritar para que o marido não desse importância àquele rapaz e entrasse logo, mas essa gritaria só fez atrair a curiosidade dos moradores da rua, que correram para assistir àquele espetáculo. Em segundos, os dois homens estavam no chão trocando socos, sob o olhar animado da vizinhança. Como se lutasse sozinho contra o mundo todo, Alan usava toda sua energia para bater e xingar aquele homem:

— Filho da puta! Vagabundo! Pilantra!

Com a voz espremida, o homem devolvia:

— Viado! Mama rola! Putinho de rua!

Um soco atingiu o canto da boca de Alan e o sangue começou a correr. Transtornado, ele deu um soco na barriga do homem e usou um joelho para aplicar um golpe no meio das pernas dele, atingindo seus ovos.

Para pôr fim àquilo, dois homens seguraram Alan por trás, enquanto outro ajudou o vizinho a se levantar e ficou segurando-o. Alan dava chutes no ar e o homem ainda tentava avançar contra ele. A mulher arrastou o marido para dentro de casa e, antes de bater a porta, como se fosse uma vingança, gritou para Alan:

— Já tô avisando! Pode procurar um lugar pra morar, que na minha casa você só fica até terminar o mês! Pode procurar um lugar pra fazer suas coisas!

Como se fosse para toda a platéia, Alan gritou:

— Vai tomar no cu, filha da puta!

As duas casas se fecharam e a vizinhança ficou ainda nas calçadas, comentando sobre aquela briga e sobre o rapaz que estava de caso com um coroa rico.

***

Trancado em casa, Alan andava de um lado para o outro, tentando se acalmar. Com as costas da mão, ele limpava o sangue que corria do lábio e, para colocar a raiva para fora, gritava xingamentos dirigidos aos vizinhos, desejando que eles ouvissem mesmo:

— Pilantra! Filho da puta! Buceta rasgada! Puta velha!

Tentando controlar a respiração, ele falou baixo, como fazia quando a tia o repreendia por dizer aquelas coisas:

— Eu digo mesmo!

Mas quando começou a se acalmar, os problemas voltaram à sua mente. Estava tudo muito incerto em sua vida e agora, além da preocupação com trabalho, precisava procurar outro lugar para morar. Dentro de sua mente, os pensamentos travavam uma guerra e ele falava sozinho, tentando encontrar solução para os problemas.

— Eu bem que já deveria ter arranjado outro lugar longe dessa gente! Agora, tem que completar o mês! Essa vaca não vai querer devolver o dinheiro, essa morta de fome! Quero ver se depois alguém vai querer alugar o barraco dela! Essa porra!

***

Não foram tão graves os estragos deixados pela briga. Alguns arranhões na perna, um corte no canto do lábio e uma mancha roxa abaixo do olho esquerdo, além de dores no ombro e na barriga. Mas ele estava inteiro. Quase sorrindo, Alan reconheceu que o pior foi para o vizinho, que estava com a cara arrebentada e os ovos quebrados.

Depois de tomar banho e passar remédio nos ferimentos, ele comeu alguma coisa e continuou sentado à frente da mesa, refletindo sobre aquela situação, sentindo um misto de raiva, vergonha e tristeza. Por causa daqueles dois infelizes, todos os moradores da rua estavam agora comentando sobre sua vida, dizendo que ele andava com outros homens por dinheiro.

***

Reconhecer-se gay foi mais uma batalha solitária para Alan. No início, ele não compreendia por que sentia aqueles desejos por outros garotos, mas já sabia que, para muitas pessoas, aquilo era errado. Alan tinha certeza de que a tia e o marido dela não lhe dariam apoio algum. Com os primos, ele também não poderia contar. O primo Marcel, por ser mais velho que ele, gostava de perturbá-lo e, às vezes, chamava-o de viadinho. E a prima Marcela era uma garota mimada que vivia implicando com ele por qualquer coisa.

Com tantos problemas em sua vida, Alan sabia que revelar sua sexualidade seria a pior coisa que poderia fazer, por isso viveu muito tempo se escondendo. Porém, por mais que tivesse medo, ele procurava garotos para fazer aquelas coisas, porque tinha muita curiosidade e porque os hormônios ferviam em seu corpo e as punhetas já não davam conta de seu tesão.

Na primeira vez que meteu seu pau na bunda de outro rapaz, Alan sentiu que uma nova vida se revelava para ele. Ele já era um homem que podia dominar outro homem usando a potência de seu mastro. Ao fim daquela foda, o rapaz, que era mais velho que ele, vestiu rapidamente a roupa e falou ofegante:

— Moleque do caralho! Puta que pariu! Gostoso!

Mesmo tendo agido apenas por puro instinto, Alan sentia que havia se desempenhado bem, e se sentiu orgulhoso de sua vara! Mas não poderia contar nada para ninguém. A partir daí, ele foi se conhecendo melhor e descobrindo o que gostava de fazer com outro homem. Além de meter, Alan adorava beijar na boca, tocar punheta para o outro, mamar e ser mamado, lamber cu e pegar em todas as partes do corpo do outro. No geral, seus parceiros ficavam moles e sorridentes depois de uma foda com ele.

Alan só não dava o cu. Não que tivesse alguma coisa contra, mas ele não sentia esse desejo. Em duas ocasiões, ele até tentou, mas não conseguiu. Numa delas, o parceiro até conseguiu enfiar a metade do pau no seu cu, mas ele travou de um jeito que aquilo não ia nem para frente nem para trás, e só lhe restava esperar que o rapaz gozasse logo, para que ele se livrasse daquela coisa rasgando seu anel.

Depois dessa experiência, ele passou a dar ainda mais valor aos caras que aguentavam levar uma jeba no cu com um sorriso no rosto. Mesmo sabendo que sua bunda despertava o instinto de meter em alguns homens, Alan só a liberava para receber mordidas, beijos, lambidas e até tapas, mas para tomar no cu, ele não se sentia disposto, e chegou à conclusão de que, para uma boa foda, cada um contribui com sua arte, para que os dois se completem.

Aos dezoito anos, Alan já sabia que não precisava ter vergonha de ser quem ele era. Foi nessa fase que ele saiu da casa da tia, sentindo-se aliviado por não precisar mais viver num lugar onde ele era sempre o errado. Finalmente livre e sozinho, não precisava mais ter medo de que descobrissem que ele se relacionava com homens, embora não se sentisse obrigado a demonstrar sua sexualidade para os outros, a não ser para alguém em quem ele estivesse interessado, como aconteceu com Marco.

***

Há seis anos, Alan morava só. Vivia de forma precária, mas era independente. Com os primos, ele quase não tinha mais contato; com a tia ele falava vez ou outra por telefone e ela o visitava de vez em quando, sempre levando alguma coisa para ele. No começo, ele se sentia incomodado com essas visitas, mas acabou se acostumando, até porque ela demorava meses para aparecer e ficava pouco tempo em sua casa.

Como já era adulto, Alan passou a ver sua tia Marta de outra forma. Bem ou mal, ela o criou, mesmo enfrentando problemas com o marido. Por mais que ainda tivesse alguns motivos para ter raiva dela, o rapaz sabia que não foi fácil para aquela mulher assumir a responsabilidade de criar o filho que a irmã arranjou e nunca lhe disse nem quem era o pai. Apesar de tudo, a tia foi a única que não o abandonou. Pensando nisso, ele já conseguia sentir um pouco de gratidão por ela. Se Alan não tivesse aquela tia, sua história teria sido muito pior.

***

Sentindo-se aborrecido, Alan se deitou na cama e ficou tentando não pensar nos problemas. Ao olhar o celular, havia uma mensagem de Marco e ele chegou a pensar que seu erro foi ter levado o namorado ali, para chamar a atenção daquelas pessoas. Mas, pensando bem, não havia nada de errado em receber o namorado na sua casa. Ele era livre, ninguém tinha nada a ver com sua vida.

O celular começou a tocar, mas ele não atendeu. Estava muito abatido e não sabia se queria conversar naquela noite. Sua cabeça estava cheia de problemas e ele não queria aborrecer Marco. Além disso, ele imaginava que o engenheiro ficaria envergonhado por saber que o namorado era do tipo que se envolvia em brigas de rua.

O celular tocou novamente e, de novo, ele não atendeu. Quando ia desligar o aparelho, chegou uma nova mensagem: ”Alan, você está bem?” Depois de pensar por alguns minutos, ele decidiu enviar uma resposta.

***

Aquele silêncio deixou Marco muito preocupado. Quando finalmente recebeu a mensagem, ele se levantou e se vestiu rapidamente. Já dentro do elevador, Marco leu novamente a mensagem de Alan: “Tô bem não”. Antes de ligar o carro, ele mandou uma mensagem de volta: “Estou indo aí”.

***

Já eram quase onze horas da noite quando o carro parou na frente da casa de Alan. Na casa vizinha, uma luz se acendeu, mas ele não deu importância à curiosidade daquela gente, e aguardou ansioso que Alan abrisse a porta. Assim que os dois se viram, com a voz já alterada, ele perguntou:

— O que é isso, Alan? Quem é que fez isso com você?

— Entra, Marco, vamos conversar com calma.

Sem tirar os olhos dos machucados no rosto de Alan, ele entrou e insistiu:

— Pronto, agora me fala logo! Quem é que lhe fez isso?

— Foi uma briga…

— Foi no trabalho, não foi? Aqueles caras pegaram você lá! Sacanas!

— Não, Marco! Você sempre pensa o pior dos meus colegas! Ali todo mundo é brother! A gente perturba uns com os outros, mas é assim mesmo.

— Então, fala logo, cara! O que foi isso?

Lançando um olhar para a parede, ele revelou:

— Eu briguei com o cara aí.

Com muita raiva, Marco deu um murro na parede e falou com a voz rouca:

— Esse filho da puta!

Alan não esperava aquela reação e tentou acalmá-lo:

— Calma, Marco! Já foi! Eu tô bem!

— E por que esse vagabundo fez isso com você?

Alan se sentou na cama e, mesmo com vergonha, contou o que havia acontecido. Finalizando o relato, ele disse:

— Ele quis tirar onda com a minha cara! Veio me chamar de puto da rua! Dizer que eu tô com você porque você tem dinheiro! Eu quebrei ele todo! Ele deve tá agora com o ninho de rola dele todo estourado!

Sentado na frente do rapaz, Marco ouviu toda a história fazendo esforço para se controlar. Era muito atrevimento daquele homem se referir a ele e a Alan daquela forma. Quando o outro terminou de relatar a briga, ele falou irritado:

— Eu já previa que isso ia acontecer! Esse vagabundo estava o tempo todo cercando a gente!

— Calma, Marco! É assim mesmo! Você nunca viu briga de vizinhos? É o que mais acontece por aqui!

Com seu jeito autoritário, Marco levantou uma mão na frente de Alan, parecendo até que ia bater na cara dele, e gritou:

— Escuta o que eu vou lhe dizer, Alan! Eu não quero mais que você continue aqui! Isso não é lugar para você! Você já deveria ter saído daqui! Você tá me ouvindo?

— Qual é, Marco? Você agora tá querendo mandar em mim, é? Tá parecendo até que você quer ser meu pai! Cara, eu não sou seu filho, não! A gente é só namorado! Você não manda em mim!

— Desculpa, Alan! Desculpa! Cara, eu tô nervoso! Não vamos brigar agora! A gente tem que ficar junto!

— Tá certo! Mas eu sei me defender. Eu sou homem! Eu já tava mesmo querendo sair daqui! Só não saí ainda porque o valor que a vaca me cobra dá pra eu pagar. Mas eu tenho até o fim do mês pra dar o fora. Deixe comigo!

Para se acalmar, Marco pegou nas duas mãos dele, respirou fundo e falou:

— Está bem, Alan. Está bem! Não vamos deixar esse cara nos perturbar ainda mais. Mas a gente vai resolver isso juntos, vamos pensar com calma e você vai sair daqui o quanto antes!

Alan se estendeu na cama e arrumou o pau dentro da cueca.

— Pode relaxar, Marco. Vai dar tudo certo! Agora, é melhor a gente dormir! Eu não sei você, mas eu preciso acordar cedo para ir trabalhar!

Marco continuou sentado e deu um aperto na coxa dele, como se estivesse se certificando de que o namorado estava inteiro. Depois se levantou e começou a tirar a roupa. Quando ele estava só de cueca, o garoto se ajeitou na cama, bateu no colchão.

— Deita aqui comigo. Vem, deita aqui.

Antes de atender, Marco fez também o gesto de colocar a mão dentro da cueca e arrumar a rola lá dentro. Quando ele se deitou, Alan passou um braço por cima do peito dele e lhe deu um beijo na bocheca. Marco virou o rosto na sua direção e recebeu um beijo na boca.

— Alan… Você está machucado…

— Mas o tesão está brabo… Ainda não bati uma hoje...

Marco tentou manter uma postura séria, porque estava ainda muito irritado com aquela história. Mas não resistiu ao olhar safado de Alan e os dois se abraçaram de frente, beijando-se com cuidado e colocando suas rolas para guerrear. Parecendo um felino, o garoto se esfregava contra o corpo do namorado, provocando ainda mais os dois caralhos, que já queriam sair das cuecas e começar a brigar, até um tirar leite do outro.

Alan colocou a boca no peito do namorado, fechou os olhos e fez como se fosse um garotinho mamando no seio da mãe antes de dormir. Marco o acomodou em seus braços e ficou alisando a bunda dele, pensando em tudo o que haviam vivido até ali e em tudo o que ainda poderiam viver juntos. Há alguns dias, ele já vinha pensando sobre uma mudança naquele relacionamento e agora, por causa desse problema com a vizinhança, a necessidade de tomar uma decisão era mais forte ainda.

Marco não gostava daquele lugar e não iria se sentir tranquilo com o namorado morando ao lado daquelas pessoas, depois do que aconteceu. Sua vontade era arrastar Alan dali com ele naquele momento mesmo. Mas era preciso pensar muito bem, antes de tomar uma decisão tão séria daquelas. E Alan também precisava participar daquela decisão. Era preciso estar muito seguro para encarar uma grande mudança na sua história e na história daquele garoto que já ocupava um espaço muito grande na sua vida.

Ainda com a boca grudada no peito dele, Alan parecia estar dormindo, mas Marco sentiu o caralho duro roçando na sua coxa e fez uma repreensão:

— Alan, você precisa dormir.

Alan baixou a cueca e começou a alisar o pau.

— Marco, preciso relaxar… bata uma pra mim…

— Alan…

— Porra, Marco. Deixe de complicação. Tá tudo bem agora. Valeu por você ter vindo. Cara, você é doido! Sair do seu ap essa hora pra vir cuidar de mim! Só você mesmo pra fazer isso!

Dizendo isso, ele beijou a boca de Marco e disse:

— Então, já que você tá aqui, o que custa cuidar mais um pouco de seu homem?

Marco alisou o peito dele e beijou seu pescoço.

— Vá, Marco. Dá logo um trato no meu caralho. Faça o que eu tô mandando...

Sentindo-se provocado pela forma como Alan falava com ele naqueles momentos, Marco sentou na cama e pegou o pau dele. O rapaz esticou as pernas, colocou as mãos embaixo da cabeça e fechou os olhos, satisfeito por ter sua ordem atendida. Mas, antes de começar a cuidar daquela tora, Marco perguntou com um tom de desafio:

— E você agora manda em mim, é?

Alan sorriu como um menino atrevido e disse:

— Sim… aqui eu mando mesmo! Você gosta...

Marco sorriu cheio de tesão e ficou brincando de apertar o caralho e os ovos dele. Alan suspirava fundo, entregue ao prazer daquele cuidado que recebia, e, aos poucos, os problemas foram se apagando de sua mente. Quando sentiu a língua de Marco lambendo seu pau, ele abriu os olhos e ficou admirando aquele homem maduro empenhando-se em satisfazer seus desejos.

Com habilidade, Marco lançou uma cuspida naquele caralho e passou a mão para espalhar nele a saliva. Depois, colocou a cabeça daquele pau entre seus lábios e ficou sugando. Alan colocou as duas mãos sobre a cabeça dele e empurrou contra sua cintura, fazendo sua tora desaparecer dentro da boca dele. Pego de surpresa, Marco levantou a cabeça com força e o caralho pulou de dentro de sua boca. No mesmo instante, Alan pegou nos dois lados da cabeça do namorado e ficou esfregando o rosto dele em cima de sua vara coberta de cuspe.

Depois de receber esse castigo, Marco colocou novamente o cacete na boca e Alan passou a empurrar a cabeça dele para baixo, numa foda muito bruta. Com a vara cravada em sua garganta, Marco quase não conseguia respirar, e revirou os olhos para cima. Mas Alan não relaxou a pressão, e continuou testando a resistência dele. O pau de Marco estava em brasa, o tesão ardia em seu corpo por causa daquilo que o namorado fazia com ele.

Finalmente o garoto diminuiu a pressão e Marco jogou a cabeça para trás, fazendo o caralho saltar de sua boca, todo coberto de espuma. Alan ficou olhando para ele se sentindo poderoso, enquanto seu pau apontava agitado para o teto. Após respirar um pouco, Marco tirou a própria cueca, deitou-se em cima de Alan e passou a ponta da língua nos lábios dele. O rapaz deu um gemido de dor.

— Que foi, Alan?

O rapaz passou a mão no ombro e disse:

— Nada não, foi porque um soco pegou aqui. Doeu agora.

— Porra!

Com as coxas de Alan entre os seus joelhos, Marco se apoiou sobre a cintura dele e começou a punhetar o caralho que havia mamado. Erguendo um pouco o tórax, Alan estendeu o braço e pegou no pau do namorado. Como se fosse uma disputa, um ficou tocando punheta para o outro, num ritmo acelerado. Sob o comando deles, uma vara se atirava contra a outra e as duas se esfregavam com violência. A ponta de uma lança era empurrada contra a ponta da outra, o que deixava as duas cada vez mais agressivas e doloridas. Cada rapaz espremia com força a tora do outro, fazendo movimentos acelerados.

Alan beliscava os próprios peitos, enquanto Marco rebolava sobre as coxas dele. Os dois machos estavam ofegantes e seus caralhos ardiam muito. Marco jogou a cabeça para trás e sentiu seu tesão começar a jorrar da cabeça de seu pau na forma de jatos de leite quente e grosso, que atingiram a cabeça do pau de Alan e tornaram a punheta ainda mais gostosa.

Contorcendo-se todo, Alan ergueu o corpo, empurrou a cabeça de seu pau contra a cabeça do pau de Marco, e ficou gemendo, enquanto o leite brotava de seu membro. Parecia que um caralho estava dando seu leite na boca do outro. O sêmen dos dois se misturou e o cheiro forte tomou conta do ar daquela pequena casa. Os dois homens ficaram parados, um ouvindo a respiração do outro. Aquele era um momento de pura virilidade. Enquanto eles se acalmavam, seus membros ainda latejavam e colocavam mais algumas gotas de leite para fora.

Aquele sêmen se espalhou sobre a barriga de Alan. Marco pegou um pouco com o dedo e levou até a boca. Encarando o namorado, ele chupou com prazer aquele leite que era a mistura dos dois. Era impossível diferenciar o sêmen de um do sêmen do outro, e isso lhe dava um prazer inexplicável. Para não ser egoísta, ele passou novamente o dedo no leite que inundava o umbigo do rapaz e deu a ele na boca. Alan chupou aquele dedo com olhos fechados, e achou delicioso aquele líquido em que ele e Marco estavam misturados.

***

Depois de algum tempo, Marco foi ao banheiro e voltou de lá com um papel para limpar a barriga de Alan. Com o corpo relaxado, o rapaz se estendeu na cama e sorriu satisfeito por ser servido pelo seu homem. Passando o papel no púbis dele, Marco disse:

— Só vou fazer isso hoje porque você está machucado, para você não precisar se levantar. Mas não vá se acostumando!

— Cara, você é chato!

Marco deu um beijo na barriga dele e se deitou ao seu lado. Alan acomodou a cabeça no peito dele e fechou os olhos. Antes de adormecer, Marco desejava que aquela fosse a última noite deles naquele lugar. Ele se sentia cada vez mais responsável por Alan e achava curiosa aquela relação. Na cama, o garoto exercia um domínio que o deixava louco, mas na vida do casal era Marco quem dava o comando. E um se sentia muito bem com a atuação do outro naquela história.

Já adormecendo, Marco ainda teve um último pensamento:

— Alan é meu homem.

***

Pela manhã, os dois homens se arrumaram rapidamente para ir trabalhar. Enquanto se vestiam, Marco dava algumas ordens a Alan:

— Hoje você vai de carro comigo. Deixo você na obra e vou para casa me arrumar para ir ao escritório. Coloque algumas coisas suas numa bolsa, porque depois do trabalho você vai para minha casa. No fim da tarde, eu pego você lá na obra.

Alan já ia reclamar daquelas ordens, mas Marco se apressou em explicar:

— Calma, não precisa brigar! Hoje é sexta-feira, vamos aproveitar e passar o fim de semana juntos. Vai ser melhor para você. A gente vai ter tempo de conversar com calma e resolver essa situação. Tudo bem assim?

— Tá bom, doutor Marco! O senhor manda!

Quando os dois saíram de casa, alguns vizinhos ficaram observando. Alan estava com uma sacola nas costas e Marco passou uma mão pelo ombro dele, para que todos vissem que aquele garoto tinha alguém que cuidava dele e, assim, os dois desceram a calçada e andaram até o carro. A casa vizinha estava fechada, mas alguém os observava pela janela.

Alan sorriu ao pensar que nunca havia imaginado que algum dia seria alvo da inveja de alguém.

***

O carro parou na frente da obra e os dois rapazes ficaram ainda algum tempo conversando dentro dele. Alguns peões observavam aquilo, já imaginando que o jovem Alan tinha se dado bem com o engenheiro. Sem se preocupar se seriam vistos, Marco passou o dedo no lábio de Alan e viu que o ferimento estava melhorando. Depois passou a mão em seus cabelos e perguntou:

— Você está pronto para um novo começo na nossa história?

Alan se virou para ele, colocou uma mão no seu pescoço e os dois se beijaram.

Quando o garoto desceu do carro e começou a se juntar aos outros peões, eles ficaram ainda mais confusos. Ninguém sabia a causa daqueles machucados no corpo de Alan, mas todos percebiam que ele estava muito feliz.

***

LEITORES:

Mais uma vez, agradeço pela atenção dada até este ponto da narrativa. Escrever é um trabalho muito solitário, por isso é muito importante ler os comentários que vocês fazem, para refletir sobre o desenvolvimento da trama e definir outros movimentos. Algumas suposições que vocês fazem se aproximam muito daquilo que tenho em mente para essa trama.

O flashback do Alan deixou o capítulo grande, mas era importante apresentar alguns pontos da sua trajetória. Criar o personagem Alan me dá muito trabalho, mas eu gosto bastante dele.

O escritor ShinigamiBear fala sobre o risco de que a trama se torne cansativa, por se concentrar apenas em torno dos dois protagonistas. Realmente, há esse risco, por isso já estou definindo quantos capítulos ainda escreverei, para não cansar os leitores que continuarem acompanhando esses dois rapazes.

CaioD86, obrigado pelas palavras! Gostei de você ter se lembrado de Téo e Otto! Eu também gosto demais da leveza daquela história.

DanielLopes, você faz umas análises muito boas sobre a trama. Inclusive, gostei muito da possibilidade que você levantou sobre Marco descobrir a verdade e cair no conflito de contar ou não contar para Alan.

Valtersó e Cezinha estão na torcida para que Alan vá embora daquela casa. Eu também!

Para quem for continuar com Alan e Marco, o próximo capítulo virá na sexta-feira ou no sábado.

***

PRÓXIMO CAPÍTULO: Homens choram


Este conto recebeu 51 estrelas.
Incentive Thalles a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Entre em contato direto com o autor. Escreva uma mensagem privada!
Falar diretamente com o autor

Comentários

Comente!

  • Desejo receber um e-mail quando um novo comentario for feito neste conto.
10/06/2021 13:10:25
Marcos e Alan ao longo da história devias descobrir que eram pai e filho.
09/06/2021 15:17:49
Nota 1000
09/06/2021 12:34:19
Mais um capítulo maravilhoso. O tamanho foi o necessário pra gente entender o perfil do personagem. Eu amo quando os escritores se preocupam em nos mostrar as justificativas das atitudes dos personagens, construindo a história com bases sólidas, sem nos deixar achando que tal personagem não tomaria tal decisão. Eu sou sempre a favor das histórias sem tantas turbulências nos relacionamentos dos casais, mas com muitas turbulências externas. Só que sei que a vida não é assim, ainda mais em uma história tão complexa como essa: pai e filho sentindo tesão e diferentes formas de amor entre eles. Não tenho nem como imaginar que isso não vai trazer conflitos internos, mas espero que sejam passageiros e que eles não se afastem. Torço para que eles decidam viver socialmente como casal e não como pai e filho, manter as duas relações sociais não tem como, então espero que eles não revelem para sociedade que são pai e filho, podendo viver como casal sem serem alvos de mais um preconceito. Alan não precisa mais da figura social de um pai, mesmo que Marco continue agindo como pai e namorado dentro de casa. Achei bem interessante o fato de Marco já tratar Alan como filho e namorado, mesmo sem saber.
09/06/2021 11:16:51
Pra mim, está perfeito. Só o mundo dos dois, que importa agora. Parabéns.
09/06/2021 08:50:21
Esse conto está incrível!! Parabéns, Thalles! O Marco está me surpreendendo. Antes de descobrir a paternidade, ele já está cuidando do Allan. 💗
09/06/2021 02:52:53
NÃO SEI BEM SE ALAN VAI ACEITAR AO DESCOBRIR QUE PROVAVELMENTE MARCO É SEU PAI. PREVEJO UM DRAMA MAIOR NA VIDA DE ALAN. JÁ ESTOU SOFRENDO ANTECIPADO POR ELE. CREIO QUE ALAN SOUBE COLOCAR OS VIZINHOS FOFOQUEIROS NO DEVIDO LUGAR.
09/06/2021 00:05:55
Adoro esse conto. Que vizinhos invejosos,credo. Que sumam na poeira do tempo. E o casal se amém muito. O Teo e o Outro saudades. Nos dê notícias.
08/06/2021 23:50:18
Adorando tudo isso 😘
08/06/2021 22:16:10
Mais um excelente capítulo Thalles, veja as sugestões mas siga também sua intuição, até agora estou gostando bastante desses 2, e será que esse vizinho invejoso vai aparecer posteriormente pra uma vingança? Ficou uma coisa no ar ou fui só eu? Já imagino Marco sendo o que descobre por ele ter mais recursos e ser o único que sabe o nome que liga tudo, da mãe, os outros nem sabem nome nem nada, e quando isso acontecer serão vários conflitos conta ou não? quando conta? como conta?, e Alan depois como será? Sentirá mágoa do pai? Algum vai querer terminar tudo? Será q tentarão ser apenas Pai e Filho por um tempo até ver que não conseguem resistir a paixão? Tentarão ficar com outras pessoas mas verão que não dá certo? Nossa são muitas hipóteses e possibilidades. Vc manda muito bem Thales e claro que lembrarei sempre de Teo e Otto, nunca esqueço a atmosfera que vc criou no capítulo 1, de tal forma q até eu me senti atraído pelo Otto e todo seu ar de maturidade. Sucesso!
08/06/2021 21:49:31
Thalles seus contos despertam em mim um sentimento de ternura tão grade pelos personagens que por alguns minutos em que estou lendo sinto-me como se fosse íntima deles a tal ponto que absolvo suas dores e seus momentos de ternura, muito bom seus contos não me canso de dizer, acredite já leio sentindo a falta que vai fazer quando acabar, muito obrigada por me proporcionar esse momento de uma leitura deliciosa, daria sempre um constelação inteirinha pra você querido mas como não posso deixo aqui minhas 3 estrelas e minha admiração ao maravilhoso escritor que tive o privilégio de encontrar, forte abraço
08/06/2021 21:39:04
Continua


contos erotico esposa submissapornô doidão lavano carroentre uma foda e outra minha esposa beijando acariciando seu machocontos gay novinhocontos gay luiz virando mulherzinha na cadeiawww.xvideo gleicinha foi dormi na casa da irmã eo cunhado. atacouconto erotico gay com vizinho velho coroa grisalhosexo entre amigasXVídeos gay com truculênciaputa adora trepar squirtcontos de pai olhando no decote da filha peitudacontos meu sogroContos ertcos me mastubei na sala de aula flagada pelo garoto novinhovideos heroticos com as creetes mais tessuda do brasilconto erótico chulébroderagem conto heroticos de peludos na mao amigaporno família favelaxvideo gey batendo pulheta.tio da achupeta sobrinho rolarwww.contos deixei titio chupar minha bucetinha na minha infânciapornodoidovizinha do autoconto gay ensinando cafucuabixa xisvidioa Ponta Grossa entrou todinha na tabaquinha delaCrys12 |Votos -Casa dos Contos zdorovsreda.rupegos no fragapornoconto erotico pefreiro estrupano cu da patroaOque falar pra uma mulher pra convensela a tranzarvideo de menina ficano pelada na sala mostrano ar buceta pra os colegaco.mo dar bastante praser na pungetacomendo a sogra gostosa mttezaoxxx. irmã entra no quarto do irmão quando o irmão da ver xvideo faz com ele amei ven a filha e o filho ase fuderen e fode com elesmeu padrasto me pegou no colo contos eroticoscontos eroticos meu amigo comeu eu e minha esposaMeu.priquoto coça contosX videos conto erotico de vo con netinhofudeu ate o cudela tento fujir nad bebadamaior busetao gosado t.v porra gg pistolaoPeço assistir video pornografico quente ao vivo, de meter o pau fundo e brincar dentro da vagina, eu chupando outro pau bem gostoso, gemendo de prazer incansável,Fotos de travesti novonho trazandoconto erotico huntergirls71apanhar de chinelo pai contoxvidio intiada novinha epega enquanto trocava de roupaO velho gordo e peludo comeu meu cu contos gaysegure com a calcinha cheia de galapedemo avijidade da mauviana cama o lençol manchado revela o fato consumado fizemos um amor gostoso transando sexo faladomulheres chupando e nholindo toda poreaTia de xana peluda e sobrinho metendo conto eroticoconto erotico humilhadoO doce nas suas veias - (Capitulo 13)-zdorovsreda.rudsmbapornoxixvideo que machucou e nao deixou eu irroselena insaciávelconto erotico gay branco dominador gosta de maltratar viado pretonovinhareboa iotubexvideo fuder ate lipor esperma na bocaContos hetero louco por chuleXvidio minha conhada so usa curtinhotransando com cachorro e vizinhocontonegao arebentou o cu dessa mulher e ate arebentou todas as pregasencoxada as escuraspiroquinha durinha contosxvidio nocinhas geme gostozo dando o cuVideos de sexo brasileiro nem naceu cabelo na bucetinha virgem e ja ta metendo com pauzaoPaguei para deflorar a filha do caseiro conto eroticofui pedir carona em uma kombi e fui estrupada e casada contos eroticocontos eróticos putinhadei meeu cu no canavial para um caxorrovideos porno com as bucetas mas aprrtada e q n quento kid bengalamulhe.michando.eigual.homem.que.tem.um.grelao.que.prece.uma.rola.que.ela.bati.punheta.igual.homem.e.goza.espurrando.porra.fota.contos eiroticos leilapornvideo de cigano cacetudo fudendo outro homemxvidiossexodormindomulher descuidou d calcinha e foi enrrabada pelo desconhçidowww.as gordinhas na zoofelia com animais ajumentadoscomtos comi minha professoracoroa eela aguentou tudo 23conto erotico tia tarada nosobrinhomenina nociha demenor pededo asprega anal pornoxvideo.esposa na primera veź com outroa mãe estavana conziha de sainha curta e causinha braca o filho de rola grossa cabeçuda chegou enfiado no cu dela doendocasa dos contos eroticos adoro levar ferrodando jatos de porra na Bunda da colegial