O homem do galpão

Um conto erótico de Adônis
Categoria: Homossexual
Contém 1118 palavras
Data: 02/11/2009 07:35:27

Aquela era pra ser uma manhã como qualquer outra manhã de domingo pra mim. Sempre acordo muito cedo, mesmo aos domingos. Tenho um hábito que muitas pessoas acham estranho, adoro ler caminhando. Manhã de domingo, rua deserta, tudo que se espera pra essa prática.

A rua em questão, fica bem perto de minha casa, um lugar ermo nos fins de semana. Alí só tem empresas, todas ficam na rua do bairro vizinho, com fundos pra essa rua de meu bairro, quase todas com galpões bem grandes, e pátios extensos, cercadas por alambrados de tela. Do lado oposto, é uma reserva, embora mais pareça um depósito de lixo e entulhos, uma pena!

Naquela manhã já tinha dado umas duas voltas na rua, já havia lido um capítulo inteiro do livro. Subitamente, olhei para o lado e vi um homem moreno, bem alto, ombros largos, sem camisa, com uma calça de cós muito baixo, a cueca branca aparecendo e adornando aquela barriga saradíssima.

O homem era o vigilante da empresa, estava lavando seu carro, não lembro qual o modelo, mas era um carro velho. O sol já estava um pouco quente, ele estava bem suado. Que delícia! Parei e fiquei olhando, descaradamente. De repente ele virou-se pra desligar a torneira, e ficamos cara a cara. Pra minha surpresa, esboçou um sorriso grandão e disse: -Bom dia! Respondi sem contrangimento: - Agora sim, posso dizer que é um bom dia! - e me aproximei da tela. Ele continuou sorrindo, um dos sorrisos mais lindos que já vi.

Puxei um assunto, perguntei alguma coisa, nem lembro o quê. Ele soltou a mangueira no chão e se aproximou da tela. Notei o botão da calça se esticar. Meu deus, que pacote era aquele? Nos encostamos sem muita conversa naquela tela fria, mas um calor intenso criava uma atmosfera de tesão. Enquanto beijava o cara pelo buraco da tela, que língua grande, grossa e quente, sentia uma coisa muito dura pulsar na altura de meu umbigo. Eu estava tremendo, agarrado àquela tela.

Sugeri dar a volta pela outra rua, entrar e ficarmos mais a vontade, ele disse que não, pois havia câmeras na entrada e isso poderia deixa-lo em apuros no dia seguinte, e que aquele inusitado alí agarrado na tela deixava-o com muito tesão. Falei do perigo de ficarmos ali expostos, de passar alguém... Ele disse que nos 5 anos que dava plantão ali aos domingos, eu era a única pessoa que passava por ali aquela hora, mais raramente uma radiopatrulha, mas quando eles vinham, dava pra ver a distancia no começo da rua. Essa conversa não era assim corrente não, era uma fala mesclada de sarro.

De repente o cara abriu o ziper e vi aquela jiboia escura bater no arame da tela, quase não passou no buraco. Eu abaixei e comecei a chupar aquela vara gigantesca e duríssima. Aliás, aquele cara todo parecia ter sido feito numa forja, o delinear musculoso das coxas e dos braços era impressionante, e a vontade de alisar tudo aquilo e não poder ir além da tela era ao mesmo tempo desconfortavel e excitante.

A pica do cara parecia ainda mais rija e começou a soltar um caldinho delicioso. Ele agarrou meu cabelo junto à tela e comprimia sua vara cada vez mais até o fundo de minha garganta. Pensava o tempo todo, esse safado vai encher minha garganta de porra a qualquer momento. Minhas bochechas e mandíbulas estavam até meio doloridas, tal a grossura daquela pica maravilhosa.

Subitamente ele se desvencilhou de mim, não podia imaginar que aquilo tudo coubera dentro de minha boca, ele se bronhava na minha cara, era fenomenal, nunca vi uma vara gigantesca e linda como aquela. A qualquer instante esperava um jato de porra na cara, e saindo daquele pau gigantesco, imaginava uma inundação. De repente ele enfiou a vara no buraco da tela e gritou que eu mamasse mais, falava com uma postura de macho dominador. Enquanto eu mamava ele baixou totalmente as calças e eu vi o conjunto daquelas pernas morenas e fortes dentro daquela cueca branca maravilhosa. Ele baixou também a cueca, soltou-se de mim novamente, virou-se e colou a bunda na tela e gritava agora numa postura totalmente submissa "fode esse cu, fode esse cu", fiquei por uns instantes atônito, era demais pra uma manhã de domingo. De repente ele gritou mais forte "fode esse cu, porra!" aí não tive piedade. Senti meu pau entrar naquele vulcão que parecia suga-lo. O homem rebolava e urrava como um animal, e pedia mais "fode esse cu!" Senti que ia gozar e falei pra ele, aí então colou mais forte a bunda na tela, senti meu pau inteiro dentro dele, pulsando como se fosse explodir. Agarrei mais forte no alto da tela e soquei, soquei a vara sem dó, e misturando meus urros aos dele gozei como um garanhão. Sentia o impacto dos jatos de porra nas entranhas do sujeito, e parte começou a escorrer pela sua bunda morena, parecia de bronze. Ele continuava se bronhando. Quando tirei o pau ele se virou na tela, se esticou como em convulsão. Eu abaixei, fechei os olhos e esperei, até sentir aquele caldo quente atingir minha cara. Era muita porra mesmo. Quando abri os olhos, a cara lambuzada, os arames da tela cheios de fios de porra. O homem, já vestido, apanhara a mangueira e de costas continuou a lavar o carro, como se nada acontecera, como se eu nem estivesse ali.

Vesti-me também, apanhei meu livro e fui andando, ainda olhei umas duas vezes pra trás, ele nem se movera, continuava de costas a lavar seu carango. Fiquei tão absorto em meu extase, que nem notei a aproximação de uma viatura da polícia. Assustei, quase me esbarrei no capô do carro. O policial desceu, interrogou-me algumas coisas, até se interessou pelo livro que eu estava lendo, O Nome da Rosa, sugeriu que eu não andasse por ali, por ser perigoso. Concordei e já ia andando quando o policial chamou-me e mostrou um retrato falado, um homem jovem, moreno, de braços fortes, e perguntou se eu já vira alguém com aquelas características. Procuravam-no por denúncias de estupro. Duas mulheres e um rapaz foram estuprados em manhãs de domingo nessa mesma rua por um homem com esses traços, dissera-me o ploicial. Levantei os olhos e vi ao fundo o moreno largar a mangueira no chão e entrar pra dentro do galpão, olhei de novo o retrato e disse ao policial: - Não senhor, nunca vi ninguém, nem parecido.

Pus meu livro embaixo do braço e fui andando. Todo domingo ando lendo por aquela rua deserta, senpre na esperança de comer de novo aquele moreno. Nunca mais o vi por ali, nem mesmo seu carro velho.


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Comentários

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ainda ando lendo por aquela rua nas manhãs de domingo

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Adoro quando um macho pede prá ser comido... É uma pena mesmo que ele não tenha voltado gostaria de saber mais histórias a respeito dele... rrsrsrs... 10.

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